Domingo, 21 de Outubro de 2012

AQUELE ABRAÇO

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.960 – 14 de Outubro de 1988

A La Minute

AQUELE ABRAÇO

 

Minha cidade, - Obrigada! – Parabéns!

- Pelos patrões que dispensam os seus funcionários…

- Pelos funcionários que ficaram a fazer as vezes dos patrões…

- Pelos avós – que meteram o neto no avião e correram. Estrada fora, até Faro, para não desfalcar o grupo…

- Pelo “soldadinho” que ganhou o seu capitão a liberdade de ir cantar e fomos repor à porta do Quartel…

- Pelas direcções de instituições escolares e colégios que concordaram com a ausência das suas professoras e zeladoras…

 - Pelas funcionárias e funcionários que usaram o artigo 4º…

- Pelos “carolas” que guardaram as férias para o que desse e viesse…

- Pelas enfermeiras da maternidade e Hospital que promoveram as trocas que as libertaram na hora precisa…

- Pelas irmãs dos lares que trocaram o seu fado de formiguinhas laboriosas para ser, uma vez, alegres cigarras…

- Pela Câmara que cedeu funcionários e apoios…

- Pelo motorista – Eduardo – que pela correcção, delicadeza e eficiência, conta por amigos quantos contar nos lugares do “seu” autocarro…

- Por tudo isto, e por tudo o mais…

- Pela gente que tens, pela terra que és – aquele abraço!

Só assim, porque és, como és! – com o esforço de um maestro tão sabedor, como exigente, e de um grupo bem heterogéneo que já é uma família que se estima, se entende, se respeita e se perdoa – foi possível levar de longada até ao Algarve e regressar, madrugada dentro, rebentando de cansaço, gente que riria trabalhar três horas após a chegada!

Dentro de cada um apenas, talvez, o eco das palmas bem merecidas e a alegria de terem honrado (embaixadores do canto, que foram) a sua terra, frente ao público entendido que os foi escutar. Contentes ainda, por certo, com o convite para ir à Figueira da Foz, no próximo ano, que veio premiar não só a qualidade do seu trabalho como a sua correcta apresentação.

São novas dificuldades a vencer, generosamente, como agora.

Minha cidade – Obrigada!

Isto é que tu és! – por isto, - é que tu vales – pela consciência colectiva de honra e brio com que te assumes:

 

“Sempre que alguém me procura

Se nasci alentejana

Digo que sim – que sou d’Elvas

Linda cidade raiana”

 

e do que cantas, dás testemunho pelo teu digno comportamento e educação!

Elvas! – aquele abraço!

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 21:55
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Domingo, 16 de Setembro de 2012

Olhar e entender

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.997 – 30 de Junho de 1989

A La Minute

OLHAR E ENTENDER

 

Desconheço se é possível inventariar o número de dados que a mente humana armazena ao longo da vida.

Uma coisa, porém, na memória, me deslumbra: é o espectro caleidoscópico que se desenvolve por vezes, em torno de um simples olhar de acaso, que, acordando lembranças, traz de volta vozes, cores e imagens perdidas do saber consciente.

Vi numa freguesia, um beiral de uma escola apinhado de ninhos de andorinhas.

Olhava-os, escutando as queixas do que sujam e mais não sei quantos “catastróficos” males que causam.

Olhava-os, e louvava os homens por ainda haver edifícios públicos que possam suportar “tantas famílias de alados inquilinos” sem dinheiro para comprar paredes de suporte para as suas frágeis habitações.

Olhava-os, e louvava a Deus, por esses homens, e pela Sua infinita sabedoria em guardar as asas para as oferecer às negras andorinhas que deixam menos mancha na roupa do que a intolerância dos homens nas almas.

Olhava-os, e pensava que tudo na vida tem o seu avesso e até as rosas coroam troncos com espinhos.

Olhava-os, e via-me criança de escola, assistindo em cada dia à “cerimónia”, várias vezes repetida, de limpeza dos parapeitos das janelas da nossa casa.

Olhava-os e parecia-me escutar a minha Avó entrar no quarto de manhã cedinho, abrir a vidraça e dizer com alegria:

Toca a levantar!

Ainda a dormir, que vergonha!

Escutem as andorinhas o que já fizeram, e, fingindo interpretar os seus chilreios cantarolava:

“Fui à missa, vim da missa, lavei a casa e estou aqui… quiri-qui-qui…”.

Olhava-as e lembrava os belos olhos azuis de meu Pai, repassados de terna intenção, ensinando um poema que repetia de cor:

“Sabeis o que é um ninho,

Esse ditoso lar

Onde a ventura mora em

Noites de luar

Onde a brisa suspira e canta a

Cotovia… etc… etc…”

E que rematava assim:

“Não? – não sabeis? – Pois bem!

Juntai toda a ventura do vosso lar ditoso,

Os beijos, a ternura de uma extremosa Mãe,

Os cuidados de um Pai,

Um doce olhar de Avó,

Vaidoso no carinho,

E ficareis sabendo a que se

Chama um ninho.”

 

Não sei quem é o autor do poema. Não me recordo, mas hei-de investigar – porém, lembro-me, lembro-me perfeitamente, que aprendi ainda na escola a entender o que é um ninho.

 

Maria José Rijo


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Domingo, 2 de Setembro de 2012

Umas coisas e outras...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.013 – 20 de Outubro de 1989

A La Minute

UMAS COISAS E OUTRAS

 

Estive a ver um programa sobre pretextos que as pessoas inventam, para serem incluídas no Guiness Book.

Fiquei então a pensar nesse tipo de celebridade que não entendo e me repugna.

Admito que pessoas que tenham em circunstâncias adversas sobrevivido mais do que seria comum, ou que alguém por obrigação de cargo, ou quaisquer outras razões nobres e válidas, tenha excedido os padrões de resistência ou de coragem previsíveis – ganhe o direito a esse tipo de celebridade. Agora que as pessoas arrisquem a vida deliberadamente, criando situações que só se poderiam aceitar como fruto do acaso, para adquirir essa tal celebridade, já me parece tão perfeitamente tolo como todas as coisas vazias de sentido, injustificadas e injustificáveis, que se pretendem impor como corajosas e não passam de fraudes.

São, a meu ver, atitudes aberrantes, alienadoras da verdadeira qualidade de ser e do respeito que se deve à vida e, cada um, a si próprio.

Pensava isto olhando mais um “vitorioso” que ganhara o direito à Lista das celebridades.

Desta feita era um indivíduo que come árvores!... Miga os troncos pacientemente, muito bem migadinhos e depois ingere os pequenos fragmentos de mistura, com litros de sumos ou mais não sei quê de tão requintadamente tolo, como isto que vi contado com imagens e palavras.

Queria ter raiva destas coisas. Queria, mas sinto-me sufocada por uma onda de piedade e de lástima pela importância e destaque que se dá a pessoas que, talvez precisem mais de tratamento psiquiátrico do que de reportagens cheias de sensacionalismo.

Sinto, é verdade, um certo receio por estes caminhos sem sentido e esvaziadores do próprio sentido da vida com que se pretende promover uma glória fácil que não é mais do que um embuste, uma fraude, um logro como pode ser a droga ou qualquer “outro triunfo” oferecido de bandeja.

O que me conforta é pensar que, por cada um que procura a celebridade desta maneira imatura, há milhões de homens e mulheres que, anonimamente trabalham, plantam árvores, semeiam, cuidam das terras, tratam enfermos, amortalham defuntos, criam crianças, confortam infelizes, rezam, cantam e dançam as suas alegrias, brindam à esperança, choram as suas dores, numa sintonia saudável com o seu quotidiano de gente normal, que apenas pede à vida – o direito de não ser noticia – por ter podido, nascer, viver e morrer como qualquer comum mortal.

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 17:38
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

SE ...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.990 – 12 de Maio de 1989

A La Minute

SE…

 

Há muito tempo que me sinto tentada a falar de uma tradução do “if” de Kipling, feita por Félix Bermudes que conservo na minha papelada desde os anos 40.

Não sei se a tradução está feita à letra, ou se pelo contrário, ela se subordina ao espírito do poema, e lhe é mais fiel, por ser mais livre.

O que sei – do que tenho a certeza – é que nela encontro um inesgotável tema para reflexão onde muitas vezes surpreende, verbalizadas de forma perfeita, emoções que se chocam dentro de mim.

Hoje, ao ler a notícia do Manuel Carvalho, talvez porque ela está tecida em torno de uma

interrogação, senti como se a pergunta me fosse também endereçada – apeteceu-me dar-lhe um abraço amigo, porque o estimo e acredito na sua sinceridade, e responder-lhe com alguns excertos do “if”.

 

“Rumo certo”? interroga.

Sim! – Rumo certo – se: - como diz Kipling.

“Se pode conservar o teu senso e a calma

Num mundo de delirar, p’ra quem o louco és tu;

Se podes crer em ti, com toda a força d’alma,

Quando ninguém te crê; …”

 

“Se podes resistir à raiva ou à vergonha

De ver envenenar as frases que disseste

E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha

Com falsas intenções que tu jamais lhes deste;”

 

“Se és homem p’ra arriscar todos os teus haveres

Num lance corajoso, alheio ao resultado

E calando em ti mesmo a mágoa de perderes

Voltar a palmilhar todo o caminho andando;”

 

“se podes dizer bem de quem te calunia;”

“Se quem conta contigo encontra mais que a conta…”

 

Cito, sem ser ordem, o que sei de cor, porque como é óbvio é o que me diz e aquilo a que mais me atenho.

De qualquer modo estes “ses” condicionantes, são balizas ideais numa vida onde, como todos sabemos sempre, haverá condicionantes que podem limitar ou abrir horizontes.

 

Maria José Rijo

estou: 1989

publicado por Maria José Rijo às 23:05
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

Também não gostei !

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.875 – 13 de Fevereiro de 1987

A La Minute

TAMBÉM NÃO GOSTEI!...

 

Estava muito ronceiramente a curtir a segunda gripalhada que este meu Pelouro Camarário me deu de presente este ano, quando chegaram os jornais cá do burgo.

A semana passada nem redigi a minha coluninha. Vim do Castelo que nem uma sopa, por ter ido dar apoio a uma equipa de televisão que se propõe divulgar interesses de Elvas, e porque, entre essa excurção e o meu regresso a casa, se meteu uma ida à Maternidade, e mais coisas e loisas que nos consomem de preocupações, quando a correr vim fazer o almoço, já tinha a roupa seca e esta “generosa” constipação. Digo generosa porque me obrigou a cumprir uma necessidade a que me ando a escusar em demasia… descansar!

Mas, dizia eu… li os jornais e a certa altura parei, pensando: - Ora, não é que meia dúzia de palavras. Trocadas informalmente com um interlocutor desconhecido, me aparecem ali à beira da fonte de Barbacena – em letra de forma!

Ninguém, me preveniu de tal intento, mas, valha a verdade – é rigorosamente exacto, ter eu dito o que lá se conta.

Não gostei do tom da notícia – mas, aceito-a com a mesma compostura que Barbacena teve de aceitar um postal que não a satisfaz.

Não peço desculpa – porque não é caso disso. Se o fosse pediria. Cultura também obriga a isto: - à capacidade de aceitar o reparo, de o ponderar, e de não o rejeitar com arrogância – ainda que não estando inteiramente de acordo com ele.

Não é minha norma responder ao que de mim se diz. Também não é meu costume desdenhar críticas e tomar por bom o que é agradável, e por mau o que não afaga o meu amor-próprio.

Como toda a gente, tenho uma linha de consciência a que me atenho, e com ela me entendo.

Porém, desta vez tenho vagar e conto o resto da história.

Faz um ano esteve entre nós outra equipa de televisão para fazer filmagens sobre Elvas. Porque permaneceram por cá alguns dias e se tratava de especialistas de promoção turística confidenciamos o desejo de fazer divulgação das belezas de todo o concelho.

Gratos pelo acolhimento recebido propuzeram-se, desde que a Câmara apoiasse a venda, realizar nos moldes usados para Coimbra e Figueira (creio) – uma serie de postais para promoção do concelho de Elvas – que à consignação deixariam para venda no Posto de Turismo – e que são de sua exclusiva elaboração e responsabilidade.

Assim que, fizeram o trabalho, na forma mais rentável, dentro da sua óptica de empresários.

Agora que surge o reparo até o acho bairristicamete razoável.

Há sempre diferentes formas para olhar as mesmas coisas com as mesmas boas intenções.

Ao que ouvi e li – Barbacena não gostou!

Eu também me surpreendi com uma “entrevista” que não sabia que tinha dado e não gostei.

Esta vida é mesmo assim!

- Amarga e doce.

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 09:20
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

Elitismo

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.018 – 24 de Novembro de 1989

A La Minute

ELITISMO

 

Claro que tenho lido as entrevistas dos diferentes candidatos às próximas eleições autárquicas.

É mais fácil, para mim, do que ficar horas presa da rádio, e, dá-me para reler, que é como quem em conversa dissesse:

- espera lá! – espera lá!  -repete isso outra vez!

Logicamente vou formando a minha opinião, tirando conclusões como é a atitude normal de qualquer cidadão comum.

A cada coisa – por certo – de acordo com a própria formação – dará – qualquer de nós o valor que lhe parecer justo.

Assim, se me disserem, que às sextas-feiras, à meia-noite, passa à minha porta uma bruxa a voar montada numa vassoura acreditarei ou não, conforme a capacidade que eu tiver de separar a ficção da realidade, a miragem e a ilusão da verdade palpável.

Sempre entre o que se diz e o que se ouve, houve e haverá a qualidade de quem conta e de quem escuta, como condição fundamental para se fazer uma boa história ou – apenas – o que agora importa: a História.

Não querendo, nem pretendendo, meter-me em debates partidários, nos quais não estou interessada; não me parece justo que só por temor às pedradas que se entrecruzam nos ares, me acomode ao silêncio que permite propagar informações infundadas, que não beneficiam ninguém.

Chamar de elitista um Grupo Coral de composição bem heterogénea, onde, desde o Maestro aos componentes ninguém ganha e que “paga” com o desconforto de deixar a braseira no Inverno e o passeio descansado à fresca, no Verão, as horas de disciplina a que se submete – sem outro lucro – que não seja o gosto de cantar e o brio de engrandecer a sua terra – era – parecia-me impensável.

Dizer que o faz a expensas da Câmara só porque esta lhe empresta o espaço para ensaiar (porque ao contrário de todas as outras instituições – nem tem sede própria!) – parece, além de imprevisível, quase maquiavélico.

Que estas informações saiam a público na presença de um vereador da nossa Câmara – recuso-me a classificar – porque ele sabe como é lamentável que o tenha permitido, sem contestar, sabendo a verdade, como sabe.

Achar elitista uma Escola de Música, contestá-la e querer negar-lhe o direito de vida e mérito porque a cidade tem uma banda e um rancho! – isto é apenas linearmente – falta de senso!

Valha-nos Deus!

Daqui a pouco quererão exigir que se escolha entre infantários e Universidades como se fossem valores semelhantes correspondendo às mesmas necessidades.

Cada coisa tem o seu lugar na vida, a sua oportunidade no tempo e as suas funções específicas.

Enquanto toda e qualquer espécie de ensino não for obrigatoriamente gratuito por se considerar o acesso ao saber um direito tão fundamental, como o direito à saúde e ao trabalho, teremos que optar pela solução pontual dos problemas locais.

Quando candidatos a uma Câmara confundem essas situações e em lugar de questionar as falhas do sistema lamentam apenas, por lhes parecer desnecessário o que se gasta na promoção de Cultura – então eu digo com eles:

“Elvas merece melhor”

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 23:12
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