Domingo, 4 de Junho de 2017

CORAL PÚBLIA HORTÊNSIA DE CASTRO - Elvas

ERA UMA VEZ UM CORAL QUE NASCEU DE UM SONHO!

e  Acabou de fazer 30 anos.

Parabéns

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DO  ce, docemente

RE  ma, de mansinho

MI  nha fé na aventura

FA  z-te ao largo, segreda

SOL  ta livre o pensamento

LA  buta, sonha luta e no

SI  lêncio serenamente o eco... Escuta 

 

Maria José rijo

Indicativo do Coral Públia Hortênsia de Castro de Elvas

1987 – 2017 = 30 Anos

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publicado por Maria José Rijo às 18:00
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007

EU HEI-DE IR AO PRESÉPIO

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Há sensivelmente cinco anos, um frágil rapazinho, muito aprumado e impante de satisfacção,veio bater à nossa porta para anunciar a chegada do irmão.

Fê-lo de forma tão linda que a frase que proferiu, fez circuito entre a nossa família e amigos: - “Venho dizer que já tive um menino”.

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Agora, esse que então chegara à vida e assim fora anunciado de forma tão luminosa como se fora a estrelinha de Belém…

Esse, veio até mim, com a graça própria dos seus escassos anos e, o também próprio, encanto de qualquer criança fazer-me um convite:

== Venha ver-me na festa de Natal da minha escola! – Escola que identificou como sendo a da Fafita, da Celeste e da Isabel.

Fiquei também a saber que os meninos todos faziam “coisas” e as famílias e amigos eram convidados para assistir e para o convívio no final.

Deliciada aceitei e fiquei a aguardar o acontecimento com o coração flutuando em ternura.

Da forma mais inesperada, mas, talvez, mais doce possível – o Natal – tão arredio da minha vida, agora, viera bater-me à porta pela mão de uma figura do Presépio.

Quem me lembrara era justamente alguém, que me disse ser – na dramatização do Nascimento de Jesus – uma ovelhinha.

Perante tanto encanto e inocência senti que o Presépio por inteiro voltava a encher os meus dias tão cheios de lembranças e saudades.

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E, tive consciência de que no mais fundo da minha alma me nascia um sorriso tão bom como se eu fosse terra e me nascesse uma flor.

É verdade que continuam os mesmos noticiários…

Guerras, guerras, guerras e mais guerras, flagelam a humanidade e não se lhes vislumbra o fim.

Problemas de secas e chuvas e águas de rios indevidamente represadas, tornam vizinhos em potenciais inimigos…

Injustiças, geram greves…

Ganâncias, geram falcratuas…

Falcatruas geram revoltas…

Revoltas, geram violência...

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E, como o cão, que com a boca, morde a ponta da própria cauda, presa de si própria, roda a vida, e roda, e roda, roda…

Numa Europa onde os governantes, coroados de tantos louros que lhes ofuscam a visão, passeiam as suas ambições pessoais, na procura de sucessos de carreira, olimpicamente indiferentes a tudo que não seja o próprio êxito… quando já não se vislumbra, sequer a solução para os humaníssimos anseios de quantos, pelas suas mãos, dia a dia construindo o bem estar de todos, sustentam o sistema e calam o sonho…

Quando até nas aldeias mais remotas do nosso País – o Natal – vai sendo gradualmente transformado num arraial folclórico, esvaziado de sentido…

Quando as televisões oferecem ao domicílio – por atacado – a fúria de comprar, o luxo e a ostentação, que encobre a ternura sublime – da maior Festa de Amor do Mundo – que tentem reduzir à dimensão e valor de prendas…

Quando um quotidiano rotineiro e difícil, empobrecido de valores verdadeiros quase nos rouba o gosto de pensar e nos vai privando do encanto de viver…

Na luz deslumbrada de uns olhos de criança, ávidos de descobertas, surge a alegria de se anunciar – cordeirinho, ou pastor, ou rei, ou s. José, ou Nossa Senhora – não importa o quê!...

Importa apenas – e, daí, as estrelas nos seus olhos – fazer parte – entrar na representação.

Encaixar no todo.

Como pedra ou estrela completar o quadro.

Sem nos darmos conta a esperança renasce.

Sem nos darmos conta a esperança renasce.

Renasce com a força do Natal.

Lá fui.

Fomos – a família e eu também.

Agora, no rescaldo, não resisto ao gosto de contar.

Foi uma maravilha.

Ajeitamos os nossos “tamanhões” às cadeiras feitas à medida das crianças.

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Assim começamos a descer do nosso poleiro de “adultos”, de “grandes”, para a dimensão sem medida da infância que nos lembra como é bom ser feliz com simplicidade.

Comecei a observar em redor.

Eram todos lindos.

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Ás vezes, um qualquer pormenor prendia-me a atenção. Dei comigo a “recordar” agora vestida de saias e com laços uma figurinha loira que eu vira (ontem?) parecia-me que sim – mas vão 3 dezenas de anos – igual, mas vestindo de menino, golinha branca, calção azul e a cabeça assim, tal e qual cheínha de caracóis.

Procurei com o olhar resposta para a “confusão” e o Pai que eu reencontrara na filha – estava lá.

Na espontaneidade de outros, nos olhos, nos risos, na alegria – surpreendi-me a reencontrar, esta, aquela, a outra… que lá estava também.

Não admira.

Era a festa do futuro da nossa terra.

E, as Lauras, os Eduardos, os Ricardos, as Andreias, as Rutes, as Margaridas, as Anãs e os Pedros – nascidos das raízes desta cidade são parte do Natal do futuro deste País.

Era uma festa do futuro cantada pelo Presente.

Não era espectáculo pago.

Não exigia fatiotas arrebicadas.

Era “apenas” – o que era…

E, se é verdade que ninguém precisa equipar-se especialmente para ver o mar, o céu, o nascer do sol ou o pôr-do-sol, um rio a correr, uma árvore em flor ou derreada ao peso dos frutos, pássaros a voar – e, tudo o que mais que não é pago porque não tem preço…

Se para estas “pequeninas” grandes coisas, é apenas necessário sentir a vida de que fazemos parte…

Apetecia-me ter voz para fazer chegar aos “grandes” do mundo aquela modesta quadrinha de Natal que o Sr. Padre Ramiro incluiu no repertório do Coral da nossa cidade:

 

Eu hei-de ir ao Presépio

Assentar-me num cantinho

Para ver como Jesus

Nasceu lá – tão pobrezinho

 

 

                Maria José Rijo

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@@@@

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.330 – 22-Dezembro – 1995

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publicado por Maria José Rijo às 18:28
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

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FA  z-te ao largo, segreda

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LA  buta, sonha luta e no

SI  lêncio serenamente o eco... escuta 

 

 

 

 Poetisa - Maria José rijo

Indicativo do Coral Publia Hortensia de Castro de Elvas - 1987

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publicado por Maria José Rijo às 23:19
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