Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Entregar Elvas a Elvas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.873 – 30 de Janeiro de 1987

A Lá Minute

ENTREGAR ELVAS A ELVAS

 

Tem sido meu propósito manter este espaço fora dos assuntos camarários.

A não ser que esses assuntos, pela forma ou conteúdo, caiam sob a alçada da pessoa comum que sou – ignoro-as porque deles não teria conhecimento se a tal não me obrigasse a força das circunstancias.

É o meu critério! Tão válido ou discutível quanto outros, consoante o observador.

Ora, neste momento em que me posso situar – quase como espectadora de um programa que mercê da aberta

 


colaboração dos jornais, da rádio e do comércio locais – já é de Elvas – como se desejou que fosse – poderei contar que um dos propósitos da Câmara – talvez o mais importante embora possa não o aparentar pela simplicidade com que se enuncia – é entregar Elvas a Elvas.

Assim se entenderá que se fomente, na medida do possível, o desejo de Elvas criar os seus próprios entretenimentos.

 


Se as pessoas capazes de o fazer (e são bem mais do que possa parecer) tomarem em mãos o querer de Elvas – o grupo de teatro – a orquestra – o grupo coral, etc, etc, … serão realidades e, mostrando as suas capacidades poderão conviver, recebendo sim, mas, dando também em troca.

- E porque acontece que duma intenção a que pus num rótulo – O compositor do mês – nasceu do saber e da inteligência de alguém, que também acredite no sacrifício e devoção que se deve às causas em que se crê – a Srª Dona Maria Elvira Vaz Serra Cabrita – um programa válido, bem estruturado com a duração de 8 meses.

- E porque aconteceu que este programa já da sua autora se está libertando…

- Neste momento em que a Rádio fez dele um espaço seu que de semana para semana ganhou qualidade e força…

- Neste momento em que os jornais o acolheram e o divulgam quer noticiando, quer recriando a informação…

- Neste momento em que as crianças investigam com sinceridade sobre a vida de Bach participando com mérito, e o comércio apoia expondo cartazes…

- Neste momento em que há adultos que fazem perguntas e oferecem sugestões…

- Neste momento em que a ideia já está enriquecida com outras ideias, veste roupagens novas e toma lugar na cidade – porque a cidade a aceitou e lhe cedeu espaço…

- Neste momento em que pessoa responsável e de competência como é a Srª Dona Licínia Fradique, orienta com o seu indiscutível saber, a organização dos três convívios musicais previstos…

- Neste momento – renovo a minha aposta na esperança e acredito que outras boas vontades irão aparecer e Elvas irá ficando, pouco a pouco, nas mãos de Elvas pulsando viva como um corpo inteiro…

Assim – Elvas fará desporto e usará o seu estádio, cantará e representará nos seus teatros, escutará a sua Banda a tocar em jardins, praças e coretos da cidade e Freguesias…

Elvas nas mãos de Elvas – é um sonho de vida – uma certeza de independência – um programa de futuro.

 

Maria José Rijo


publicado por Maria José Rijo às 12:55
| comentar | ver comentários (1) | Favorito
partilhar
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Obras do Cadete

Não é exactamente o que me foi pedido,

mas é o que foi possivel conseguir

Fica a boa intenção:

 

 

 

                           

 

 

 

estou: António Cadete
música: Pintor elvense

publicado por Maria José Rijo às 23:02
| comentar | ver comentários (8) | Favorito
partilhar
Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Viva o Elvas

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1838 – 23 Maio de 1986

Viva “O Elvas”

 

A cidade não dormiu. Viveu brindando na insónia emocionada que contagiou velhos e novos.

Foi o dia do desporto local.

O Presidente do clube, com a precisão matemática de quem efectua um cálculo onde o erro era impossível, fora somando calma e inteligentemente, uma a uma, as parcelas da razão de que estava seguro. E “O Elvas”, a quem desta vez, não foi negada a justiça a que tinha direito tornou-se: Elvas – e a cidade veio para a rua contente! – Cantou, gritou, tocou buzinas, bebeu, festejou – não dormiu nem deixou dormir.

Foi espontâneo, gostoso, bonito!!

Muita gente como eu, pouco dada ao futebol, terá dormido mal com a chinfrineira – mas terá no sossego do seu travesseiro, sorrido complacente quando as buzinadelas lhe cortavam o descanso a pensar: “Esta Elvas” – “Esta Elvas”

E que, ainda não encontrei escrita, ou dita, por quem quer que fosse, frase mais rica de intenção, para falar da cidade. Por certo alguns, os mais velhos, terão já lido o texto de António Sardinha, onde esta frase se repete e que começa assim:

 

“Com seus baluartes, as suas torres, os seus eirados e o seu aqueduto, Elvas é para o caminheiro que passa, um apelo súbito às energias mais fundas da nossa sensibilidade”

 

E… esses, pelo menos, terão pensado também como eu pensei, que seria bom ver todos assim empolgados quando estão em jogo outros valores…

E… esses, pelo menos, terão pensado também como eu pensei, que ao “Clube” – “O Elvas” se paga uma quota e à “Cidade de Elvas”todos e cada um, devemos, em cada dia, a nossa “quota” de zelo para que a cidade progrida e se empenhe na caminhada para um futuro digno do passado que testemunha…

Daí… que eu sentisse que, se todo o entusiasmo pelo “O Elvas” fosse mais pensado e menos emocional na festa de “Esta Elvas” … “Esta Elvas”!... onde:

 

“Em cada pedra borbulha aqui uma nascente heróica – uma estrofe solta de epopeia” … o grito mais forte, o apêlo mais profundo – ganhem ou percam os clubes – só pode ser:

 

VIVA ELVAS! – VIVA ELVAS!

 

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 01:58
| comentar | ver comentários (4) | Favorito
partilhar
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

A Senha

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1755 – 12 de Outubro de 1984

A Senha

 

Sou contra a violência. Sou contra a represália.

Sou contra toda e qualquer manifestação de vingança e ódio por mais encapotada que se nos apresente.

Envergonha-me o insulto e a arruaça.

Envergonha-me a bofetada e o murro “como argumento” para “convencer?” seja quem for… e, porque for…

Sou contra o álcool, a droga – tudo, quanto turve ou entorpeça o que o ser humano tem de mais nobre – a faculdade de pensar.

Julgo que quanto mais importante for a questão que se debate, maior terá que ser a delicadeza na sua abordagem, mais cuidada deverá ser a forma de a tratar.

Não ponho em discussão a firmeza que a aplicação da justiça exige.

Não!

Os pontos de discussão situam-se na procura dos meios mais certos para cobrar ou aplicar essa justiça.

elvas800wh6.jpg

Ora – é isso que, nós que somos Elvas – que não mendigamos, não insultamos, nem ameaçamos, porque Elvas é nobre de berço e berço de gente que no trabalho se tempera e enobrece, teremos que decidir.

Antes que inventem para a nossa cidade mais calamidades, temos que nos unir para tomar a posição correcta. Nós não somos subservientes nem arrogantes.

Temos a compostura e a honra que de sermos “portugueses de Elvas” nos advêm.

Elvas reconhece o que é de Elvas por justiça com serena lucidez.

Elvas exerce civicamente os seus deveres.

Elvas – defende Elvas – porque ao fazê-lo defende o nosso país.

Elvas, sente e sabe quanto vale, quanto merece e quanto lhe é devido – porque Elvas é Portugal – até ao limite de Portugal o ser.

Elvas nasceu fronteira.

Elvas é fronteira e fará fronteira entre o que pode, ou não, ceder para conservar o respeito por si própria e a integridade da Pátria de que é parte.

Nessa linha se define, delimita e segura da sua razão, se afirma e impõe à respeitosa admiração de todos como as suas muralhas, os seus fortes e o seu Aqueduto.

                      

 

Portugal mais se define

Onde a fronteira se traça

Pode partir, mas não dobra

Quem defende Pátria a Raça.

 

Maria José Rijo

 

estou: A Senha - 1984
música: BOAS FESTAS - FELIZ 2010

publicado por Maria José Rijo às 22:06
| comentar | ver comentários (6) | Favorito
partilhar
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

O meu comício!

A lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.824 – 14 de Fevereiro de 1986

O meu comício!

 

A campanha está no auge!

Parece a cantiga; ora agora dizes tu – ora agora digo eu – agora dizes tu – dizes tu mais eu!

E, Deus do céu! – As coisas que me dizem!

E, Deus do céu – As coisas que se insinuam e nem se ousam dizer! – E nem se ousam dizer! E que, como tal, têm apenas a leitura possível da pureza de coração de quem as escuta.

             

É verdade a campanha está no auge. O “cheiro a sardinha assada” – embebeda o ar e, cada um puxando a brasa para o seu lado.

Da minha janela olho. Da minha casa escuto, que por todas as frestas de portas e janelas nos entram os ventos da história que em histórias de verdade e mentiras emaranhadas se aventam como crianças que riem soltando papagaios de papel.

Da minha janela olho. À minha janela penso: deve ser a hora! – É por certo a hora de começar também a minha campanha – o meu recado a Elvas.

Também assim.

Elvenses! Esta é a vossa cidade, tomai-a – como ela é – pertença vossa!

Não a deixeis emporcalhar – não deixeis que a belisquem, sequer! - Cada canto e recanto, é vosso – usai-o com o respeito que a tudo se deve.

Levai os vossos amigos e, ide vós, visitar o vosso museu - as vossas igrejas – os vossos monumentos – com o orgulho de quem sabe e sente que está usufruindo de uma herança que século após século, outras gerações conservaram para vós – para nós.

Ganhe quem ganhar! – Nós é que não podemos nem devemos perder! – É esta a Vitória que está apenas nas nossas mãos porque só depende do nosso empenho e da nossa vontade. Vamos tornar para nós, seus habitantes, a mordomia da nossa cidade. Vamos cuidar e defender Elvas desde as suas árvores, aos seus monumentos, ao seu casario bonito, aos bancos e às flores dos jardins, ao asseio das suas ruas, de tudo em pormenor até aos pardais dos telhados e às pombas branquinhas do parque da Piedade.

Vamos? Vamos de verdade?

Ganharemos se não se perder em nós este espírito de campanha – esta febre de alta de comício em que a fé e a esperança no futuro dão asas e horizontes aos sonhos de ideal que mesmo em segredo todos acalentamos.

“Entregar Elvas a Elvas” pode também ser o grito de um propósito a ecoar de rua em rua…

.

Maria José Rijo

 

estou: O meu comício!- 1986

publicado por Maria José Rijo às 23:00
| comentar | ver comentários (7) | Favorito
partilhar
Domingo, 2 de Agosto de 2009

Que admira?

À Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.816 – 20 de Dezembro de 1985

 Que admira?

 Elvas escolheu a Câmara que ganhou o direito de a servir e ao seu concelho.

Por larga maioria a população pôs nas mãos de um elvense – João Carpinteiro – a confiança que lhe foi solicitada, no crédito das promessas que lhe foram feitas.

Aconteceu num belo domingo de sol, intercalado nas vizinhanças do Inverno, como um presente de esperança.

A esperança que Elvas tem no futuro que merece para honrar um passado de grandeza, que nobremente testemunha.

Mas… toda Elvas – terá que servir Elvas – como cada um de nós se serve e cuida de si próprio – porque nada poderá a força de amor de João Carpinteiro a lutar por construir-se o desinteresse e o desamor de outros se empenharem em destruir.

Para que o dinheiro – que será sempre pouco – para a largueza do sonho - dê frutos palpáveis, é urgente que cada elvense repense a sua forma de o ser.

É preciso que não mais se juntem (4, 5, 6 pessoas, não avalio quantas foram necessárias) para arrancar e quebrar pesados bancos de cimento e pedra – porque cada um queira ser digno desta terra que o acolhe ou lhe deu berço – tem que sentir  em si, e, saber viver, a consciência do que é estar inserido numa sociedade – do que é pertencer a uma cidade que por sua vez também lhe pertence.

Tem que saber encontrar em si o sentido de dever e justiça que lhe imponha o comportamento exemplar que deve à sua terra e à sua gente.

Tem que saber merecer o trabalho de um homem que – por ser elvense de raiz e de consciência – e homem de dignidade, teve a “heróica loucura” de sonhar repor Elvas no lugar certo da história do nosso tempo.

No segredo do meu coração, adoptei esta terra, aí pelos meus 17 anos. Ao ser chamada, agora, a ajudar João Carpinteiro, qualquer coisa me diz, que esta é a resposta de Elvas, a dizer que o sabe e também me aceita.

Que admira então que eu digo que vou dar o meu trabalho em troca de confiança que me foi oferecida, para continuar a chamar a esta terra, gostosamente, minha?

 

Maria José Rijo

 

estou: Que admira?

publicado por Maria José Rijo às 20:38
| comentar | ver comentários (7) | Favorito
partilhar

.Maria José Rijo


. ver perfil

. seguir perfil

. 55 seguidores

.pesquisar

 

.Dezembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Entregar Elvas a Elvas

. Obras do Cadete

. Viva o Elvas

. A Senha

. O meu comício!

. Que admira?

. Motivos para pensar

. O teorema

. As coisas claras e o choc...

. OUTRA VEZ !!!

.arquivos

.tags

. todas as tags

. Dia de Anos

. Então como é ?!

. Em nome de quem se cala.....

. Amarga Lucidez

. Com água no bico

. Elvas com alguma rima e ....

. 28 de Fevereiro...

. Obras do Cadete

. REGRESSO

. Feição de nobreza

.links

.Contador desde- 7-2-2007

Nova Contagem-17-4-2009 - @@@@@@@@@@@@@@@@ @@@@@@@@@@@@@@@

@@@@@@@@@@@@@@@ A Seguir-nos por aqui. Obrigado @@@@@@@@@@@@@@@@ free counters
Free counters @@@@@@

.Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

.ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@

.LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@