Quarta-feira, 29 de Março de 2017

Homenagem a Maria José Rijo

cine-clube-29-3-2017 -.jpg

O Cine Clube de Elvas, uma iniciativa da Associação de
Desenvolvimento pela Cultura (AIAR), foi relançado na noite desta
quarta-feira, dia 29, numa cerimónia que decorreu no Auditório São Mateus.

O relançamento deste projeto contou com a presença
do presidente da Câmara Municipal de Elvas,
Nuno Mocinha; do presidente da AIAR, Miguel Silva,
e do coordenador do mesmo, Leonel Brito, realizador e produtor.

cineclube aiar.jpg

O Cine Clube assume-se como um projeto que quer a presença
constante do mundo do cinema na sociedade elvense ao longo do ano,
com vista também a ser uma memória constante do

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Festival de Cinema de Guerra da Raia em Elvas,
que teve este ano a sua primeira edição,
e que marcará o início e fim de cada ciclo.

cine-clube-29-3-2017.jpg

A cerimónia contou com a exibição de dois filmes
: "Os anos que contam", do realizador elvense Luís Couto
e outro de Leonel Brito, “Portugal de Faca e Garfo”,

portugal-garfo e faca.jpg

este último com a participação de Maria José Rijo,
que recebeu uma lembrança da parte do presidente
da Câmara Municipal de Elvas,
Nuno Mocinha,
que assim aproveitou este ato para
prestar homenagem a esta elvense.
(Noticia - MUNICIPIO ELVAS)

29-3-2017.jpg 

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publicado por Maria José Rijo às 19:39
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Domingo, 3 de Agosto de 2008

GUIDO

Jornal O Despertador

Nº 235 – 25 de Junho de 2008

A visita

 

 

No passado dia 21 um grupo de íntimos do conhecido estilista elvense Guido, promoveu – na Quinta da Pureza, antiga Quinta da Araúja -  uma reunião com vários outros dos seus imensos amigos e admiradores para lhe mostrarem com as suas presenças, como o respeitam e lhe são gratos.

Sou pouco de festas, mas desta vez, também fui, como sempre que puder irei estar presente, quando é o amor estima, o respeito e a gratidão pelo valor da pessoa humana que se homenageia.

Não foi um bater palmas interesseiro ao ocupante de um qualquer cargo político de onde este, ou aquele outro, possam ainda colher proventos ou honrarias.

Não. Foi apenas a Festa.

A festa da gratidão e alegria de quem reconhece a alguém cheio de criatividade e talento a dedicação de uma vida inteira de trabalho para concretizar sonhos de beleza das mulheres da sua cidade.

Quem, minimamente, conheça o trabalho de Guido, sabe que se o tivesse querido ou tentado, ele, teria tido o percurso de um Gutchi, um Saint Laurent, um Dior...

Para tal não carecia mais talento.

Disso, ninguém terá dúvidas.

Mas, Guido modesto, por índole, e elvense de coração, ficou-se pela terra em que nasceu e, discretamente prodigalizou beleza em seu redor, tornando mais elegantes e distintas com as suas criações as noivas, as madrinhas, as acompanhantes das festas que vestiu com a paleta de cores dos tecidos que transformava em obras de arte .

Foi bom de ver e viver, os abraços de ternura e gratidão que merecidamente o envolveram.

É bom sentir e reconhecer que ainda existem laços de amizade, por amizade, gratidão por gratidão, e que no coração de todos nós ainda, e sempre, haverá espaço para admirar quem merece a estima e respeito de todos nós apenas, por essa coisa maravilhosa que é – a qualidade de ser gente - pessoa de bem – como é o caso de Guido um artista de prodigioso bom gosto de quem todos os seus amigos se orgulham  e, a quem, são gratos.

Parabéns também a “Bitucha”e Pedro, Sação Muños e Isabel Lopes e Raimundo, seu marido, pelo encanto com que fizeram realçar um espaço, já de si, belo quer pela natureza envolvente, quer pela elegância das suas dependências

Obrigada, a todos.

 

 Maria José Rijo

música: homenagem a Guido

publicado por Maria José Rijo às 15:10
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Domingo, 14 de Outubro de 2007

Homenagem

Poucas coisas se me afiguram mais difíceis do que prestar uma homenagem a alguém que já não permanece entre nós.

            Se, se lhe exaltam só as virtudes logo surge a velha crítica de que: - se queres ser bom, ou morre ou vai-te!

            Se pelo contrário se modera no que se diz, o calor do afecto e do apreço recolhe-se o reparo de que não se soube ser justo e, acusam-nos de mesquinhice...       Como proceder então?

            Se a figura em foco for um general vitorioso, regressado de alguma batalha ou que nela tenha sucumbido; há um cento de adjectivos correntes e disponíveis para coroar heróis nessas circunstâncias.

            Se for um político, há sempre uma calçada, um fontanário, um campo de futebol para enaltecer o primor da sua criatividade!

            Se for um membro do clero rememoram-se os seus sermões, a sua brilhante oratória, ou a sua piedosa vida para nos apoiarmos no louvor...

                Porém quando nos propomos falar, do soldado, do homem da rua, do indivíduo comum; aí, a dificuldade fica acrescida.

            É que é esse, - o homem comum - o que não é nem herói, nem líder de massas, nem santo de altar, quem tudo faz.

            É esse, o soldado desconhecido, que compõe os exércitos - e que só a família e os amigos choram - que  ganha as guerras. É esse, o operário que bateu a calçada, ergueu o fontanário, a casa, o monumento que marca a celebridade dos outros. È esse o receptor da piedade com que se conforta da injustiça social, é esse, o herói desconhecido do dia a dia, o apagado obreiro do nosso conforto. É esse que sendo um igual a tantos, nos deixa desprotegidos das receitas consagradas, que resolvem estas situações.

            Eu vinha hoje aqui eivada deste espírito, desta consciência de como na sombra, na modéstia, quase no anonimato se ultrapassa, tantas vezes a dimensão comum, se cria obra duradoura, se enobrece e alarga a nossa dimensão de gente. Vinha lembrar obras que se dirigem a muitos e são fruto do trabalho e da coragem de alguns, da iniciativa e da visão de futuro, às vezes de um só homem.

Eu vinha prestar a minha homenagem às sucessivas. Equipas de tipógrafos, directores, colaboradores, vendedores, anunciantes, compradores, leitores e todo o mundo de trabalhadores que ao longo de cinquenta anos têm posto este jornal nas bancas e, lhe têm permitido viver sem sobressaltos.

E, vinha muito especialmente curvar-me perante a memória, de um homem de caracter, discreto e sem tolas vaidades - Ernesto Alves -  que um dia corajosamente apostou neste empreendimento em que acreditou e lhe deu vida.

Não foi um herói, nem um santo no sentido literal do termo.

Teve todavia, o heroísmo e a santidade das pessoas de Bem que se recordam pelo sentido de justiça e inteireza de caracter e, das quais todos prezamos a amizade       Eu vinha com esse intuito, posso não o ter conseguido,

porém, neste momento para mim o que importa, é ter, como fui capaz, evocado alguém a quem meu marido e eu chamavamos AMIGO e que, como tal, em memória dessa estima e desse apreço hoje, aqui recordo.

 Pois como dizia Cícero:

” Ter um amigo é ter um outro eu,

quando um está ausente, o outro o substitui;

se um é rico o outro não precisa de nada,

se um é fraco o outro lhe dá as suas forças.”         

 

 

 

                               Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.571 de 8/10/2000

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:18
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