Terça-feira, 10 de Junho de 2008

E, a Cidade, como vai fazer ?

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.577 de 20-Outubro-2000

Conversas Soltas

 

         Onde haja Caridade e Amor, aí, habita Deus.

         Escutei esta afirmação na homilia de uma missa de acção de graças pela obra de um frade beneditino, transmitida da Bélgica pela televisão, em Domingo, 15, deste Outubro que já vai a meio da sua corrida para o término. 

Dentro de mim, começava a ajeitar as emoções vividas no Sábado anterior numa homenagem que a Santa Casa da Misericórdia de Elvas prestara ao elvense – João Gordo Mendes – seu Provedor por quase meio século e, a que assisti, de coração participante.

Quando os anos já se contam por décadas, e os jornais e os noticiários se referem a nós como – os septuagenários – uma coisa fazem sem se darem conta; estão concedendo crédito de testemunho a quem já viveu o bastante para comparar fazes da existência, como quem compara documentos num arquivo.

Assim que rememorava cinquenta anos da trajectória de uma vida. A vida de alguém que se tornou figura pública por bem-fazer ao serviço das Misericórdias.

Na homilia que comecei por evocar também se relembrava que os Frades Beneditinos orientavam as suas vidas por uma regra bem singela: - Ora et Labora - que é como quem diz : Reza e Trabalha.

Foi querendo entender o porquê das coisas...destas coisas...

Foi querendo descobrir que “acaso” me trazia de presente estas achegas que me aconteceu perceber o que há de beneditino em certas vidas.

Se – onde haja Caridade e Amor, aí habita Deus – sem dúvida eu estivera numa casa de Deus.

 E esse labor, essa obra GRANDE, essa obra de cinquenta anos ao serviço da Misericórdia, orientada por aquele Homem que os conhecedores do seu trabalho e da sua dedicação enalteciam e condecoravam pela mão do Senhor Padre Milícias, (que para o facto expressamente se deslocou a Elvas) não era nem mais nem menos do que uma oração.

         Era a oração de fraternidade, de amor ao próximo que irradiava da vida de João Gordo Mendes

Ali, patente, aos olhos de todos, nessa bela oração consubstanciada em trabalho, o rasto da vida de alguém que intuiu como se pode e deve usar o poder.

Como vale a pena usar o poder -  provenha ele de onde quer que seja.

Do dinheiro, do prestígio, da sabedoria, da força política, dos privilégios de berço, dos dons com que Deus por vezes coroa os seus eleitos...

Sentia, sabia que estava a presenciar um acto de justiça que em boa hora a Santa Casa da Misericórdia cumpria.

Foi então que a pergunta se pôs à minha consciência de elvense.

E, a Cidade, como vai fazer?

A pergunta fica.

O tempo trará a resposta.

 

Maria José Rijo

 


publicado por Maria José Rijo às 20:32
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