Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017

ENCONTROS DE CIRCUNSTÂNCIAS

Mário Soares era Presidente da Republica (1987) e fazia na altura Presidências Abertas.

1 - 1987.jpg

Quis o acaso que nessa época como Vereadora da Cultura prestasse a minha colaboração na Câmara de Elvas. Assim, por dever de ofício, cruzamos os nossos caminhos.

Tanto, quanto possível, dissimulava a minha presença entre a multidão que o saudava.

Foi então que o Sr. Deputado Roque do partido comunista me segurou por um braço e com simpatia me empurrou dizendo:

3-1987.jpg

“Vá para a frente que a obra é sua”.

Assim me vi ao lado de tão ilustre personagem. Conversamos um pouco, e foi então que com um sentimento quase palpável de “ O Outro” me surpreendeu perguntado:

“Qual é a sua área colega? “

“ Não sou Formada em nada Sr. Presidente, sou apenas uma mulher com alguma sensibilidade”

Respondi.

Encarou-me com a bonomia que lhe era peculiar e sorriu, acrescentou algumas palavras amáveis enquanto acabávamos de percorrer o corredor onde foram tiradas estas fotografias.

 

2-1987.jpg

 

Maria José Rijo


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Sábado, 11 de Abril de 2009

Tudo depende do olhar…

Á LÁ MINUTE

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.984 – 31 de Março de 1989

          Ressurreição

É PÁSCOA.

As olaias estão no auge da floração.

Nesta altura recordo sempre uma certa manhã, no jardim, há perto de 40 anos, em que olhando uma bela criança de olhos verdes, perguntei comovida frente a tanta beleza:

                           Photobucket

-- Quem és tu menina? – Quem são os teus pais?

A garota, talvez, com 3 ou 4 anos, respondeu-me muito compenetrada, depois de dizer o nome – o meu pai – chama-se papá e, às vezes se chama também Senhor Engenheiro.

Embora pareça que não, esta pequena história talvez responda a uma pergunta que com insistência me tem sido feita.

               

Na verdade, muitas pessoas, com mais ou menos bonomia, algumas até com seu acentozinho critico, me interrogam querendo saber porque é que a televisão não filmou isto e mais aquilo, aquando da visita do Sr. Presidente da Republica a Elvas.

Lá vou esclarecendo que também eu própria me surpreendi por ver ignorada até a cerimónia militar que marcou o início da ilustre visita.

                             Mário Soares: Portugal é um "país de futuro"

Acrescendo até, que duas ou três vezes, ouvi o Senhor Dr. Mário Soares manifestar igual estranheza – quando frente à actuação do Coral e arranjo envolvente do Cancioneiro e Exposição das Freguesias – olhando em redor perguntou? – Onde está a televisão? – Isto merecia ser mostrado!

Porque não o entendeu assim a RTP é que não sei.

                              

Talvez quem mo pergunte obtivesse resposta mais cabal, perguntando directamente à televisão porque eu nada mais sei dizer do que a bela menina no jardim numa distante

         primavera.jpg

Primavera: - às vezes é assim – outras é de forma diferente!

Posso apenas concluir que as mesmas coisas e as mesmas pessoas recebem de quem as aprecia o olhar que corresponde ao que lhes vai no coração.

Sem duvida tudo depende do olhar…

 

 

Maria José Rijo

 

..

Santa Páscoa

 

estou: Pascoa Feliz

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Etc...Etc...Etc...

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.834 – 6 – Outubro – 2005

Conversas Soltas

Etc...Etc...Etc...

 

Cá na casa da Zézinha, o mais promêro sou eu, nã sou?

Ê sou o mais melhor bom, nã sou?

Disputando lugar entre os meus sobrinhos assim perguntava – aí por 53, 54 – o Dominguinhos, meu pequeno e querido vizinho de rua, que tinha o gosto de dormir belas sonecas ao meu colo.

Pois agora, a campanha eleitoral, trouxe-me à memória esta doce recordação, por comparação entre a inocência duma criança que ingenuamente defende um afecto e o narcisismo de alguns adultos

que se julgam donos do apreço do mundo inteiro e insubstituíveis..

É que ao ouvir o “mais promêro da Cidade”, de tudo quanto se lhe ouça, logo se deduz quem é o imbatível “mais melhor bom.”

Não sei se o é, se não...

 Para uns será, para outros não tanto.

         Nem é isso que ponho em causa. O que me choca é a arrogância, o despudor com que cada qual afirma e tem a certeza que é melhor do que os outros.

         Valentim Loureiro

É Valentim Loureiro a pedir que votem nos “dois pauzinhos...”

É Fátima Felgueiras, com a sua novela brasileira, vendendo ilusões a espalhar charme e balelas...

Isaltino Morais pronunciado para ir a julgamento

É Isaltino a querer esconder sob o cimento do que construiu e a sombra dos palmeirais que plantou as dúvidas que pairam sobre comportamentos seus...

Mário Soares: Portugal é um "país de futuro"

É Mário Soares a ressuscitar dum passado que se queria preservado com a dignidade que lhe cabe e como uma inoportuna aparição fantasmagórica vem ofuscar...

É um cansaço que nos repassa a todos nós como uma chuvada que nos apanha desprevenidos de guarda-chuva...

É a actuação política desacreditada.

A actuação democrática ainda não foi assimilada, e o resultado está à nossa frente.

Só vingam os ditadores.

Razão pela qual aplaudo a oposição.

final .jpg

Esse é, e será sempre sinal de que “não há machado que corte a raiz ao pensamento!”, e haverá sempre quem tenha a coragem de correr o risco de ser perseguido e mal quisto em defesa dos seus ditames de consciência.

Num catálogo de propaganda que recebi em triplicado, onde democraticamente os nomes deveriam estar por ordem alfabética, e não estão...

Implícita, na ordem, como se lá estivesse de facto, assim o senti, a fotografia do caçador que posa para a imagem pisando o trofeu morto a seus pés.

Sempre achei de mau gosto esses retratos! Cabe ao ser humano uma certa piedade frente à morte, seja ela de que espécie for, e mais ainda quando causada por nós...

E, por aqui me fico, etc...etc...etc.

                                                                                

Maria José Rijo

 

estou: caçadores e caça

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Não há bela sem senão

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2. 344 – De 29 de Março de 1996

Conversas Soltas

 

                Mário Soares

Ainda Mário Soares.

Nos últimos dias do seu mandato, muitos dos seus amigos e admiradores fizeram questão de o referir olhando-o à luz do seu afecto e, assim, foram a seu respeito, dizendo coisas muito bonitas.

Mais ainda! – Disseram-nas de forma emocionada, mas contida, com aquela firmeza de quem, com boa consciência, não admite dúvidas sobre o que afirma.

Os papéis e os recortes de Jornais e revistas são o meu flagelo.

                 

A minha casa é pequena. O meu espaço é limitado. Se não estiver atenta, qualquer dia, põe-se a questão: - eles ou eu?!

Lembro-me com frequência, frente ao meu “problema”, de um artigo de jornal que um dia li e se intitulava: “os insectos disputam ao homem a posse do globo”.

Parafraseando, eu poderia dizer que os papéis disputam o meu espaço.

É que o meu combate é contra a papelada...

...Mas, voltando ao “mote”...

Das coisas, quero dizer, das afirmações mais expressivas que ouvi, algumas fui anotando.

                            

Um homem, lá de cima, do Douro, médico, amigo e companheiro particularíssimo de Mário Soares, de nome – Luís Roseira – quando entrevistado, pelo telefone, com voz clara e segura – dele – afirmou: “Um homem fraternal, com um interior forte e chão. Nunca traiu os amigos”.

São frases curtas que definem nitidamente um perfil.

Quase se pode dizer: - dois perfis.

O de quem retrata e o de quem é retratado.

Aliás, isto é mais do que um vulgar retrato.

Estas palavras recortam tão perfeitamente uma personalidade como um cinzel talha uma figura em pedra.

Júlio Pomar, também em directo, pelo telefone, sem hesitações, lá de Paris, testemunhou:

“Ele nunca se confundiu com os cargos que teve.

Manteve-se sempre gente – capaz de rir, sofrer,

emocionar-se”.

Quem não “apanha” aqui a bonomia, o calor humano, a palmadinha nas costas, que o aproximavam da multidão anónima ou a qualidade de pessoa que o detinha na medida certa ao lado dos grandes com quem ombreava!

                        

Ninguém, de boa fé, pode negar que tudo isto são verdades.

Porém, também é verdade a tal história da amnistia.

A tal incontrolável vontade de, por vezes, ser mais papista que o Papa.

O tal calor humano que nunca o deixou confundir-se com os cargos que teve e fazia “o homem” sobrepor-se ao cargo levando-o a temeridades de consequências impensáveis.

“Oh, Senhor Policia – desapareça!” (lembram-se!)

A amnistia – foi outra “ coraçonada “ dessas...

Talvez fruto da alegria de voltar à liberdade!

Uma espécie de “partida” de fim de curso, meio irreverência, meio provocação com toda a ousadia que a circunstância proporcionava...

Realmente – não há bela sem senão!

                        

E esta soberana displicência modelou um senão que é capaz de resistir mais longamente que a própria bela...

Olhem o sarilho que por aí vai com as cadeiras...

Tanto tempo à espera de um governo socialista e, ao fim e ao cabo é um socialista que puxa fogo ao rastilho da bomba que lhe deixou nas mãos e tão estremecido o traz...

Sendo laico – não espera milagres.

Serão os socialistas super-homens?

Mistérios, que me fazem cismar!

Mistérios, que já nem espero entender.

Quem viver – contará.

Eu apenas tomo nota.

 

 

 

Maria José Rijo

 

estou: Mario Soares
música: Mario Soares

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Domingo, 24 de Agosto de 2008

“ E nós ... pimba !

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.333 – de 12 de Janeiro de 1996

Conversas Soltas

           

 

Até que enfim encontrei algum sentido para o tema desta cantiga sem jeito, nem maneira, tão barulhenta e agressiva como um saca-rolhas que se metesse no ouvido.

É verdade.

É que nós – pimba! – Lá temos que ir votar outra vez.

Como o mal não é cantar.

O mal pode ser o que se canta – como mal pode ser em quem se vota.

Quem vota escolhe.

E, ninguém gosta de ser obrigado a escolher entre quem não lhe agrada para um determinado efeito.

Tenho a convicção de que, como eu, muita gente, neste momento se sente perplexa perante a obrigação cívica de votar.

Não se trata aqui de dizer mal deste ou daquele.

Não é isso.

As pessoas em questão até podem ser maravilhosas.

São-no, certamente.

As famílias e os amigos assim o garantem e repetem, e os vizinhos do lado, também.

Só que – para muito boa gente – como para mim, não têm o perfil certo para o lugar a que se candidatam.

Todos nós gostamos de nos rever em quem nos representa.

Agente gosta de escolher entre pessoas que admira, respeita e em quem acredita.

Não nos importa grandemente o que eles dizem ou, deles se diz.

Ninguém esquece o que deles viu, conhece, sabe – ouça o que ouvir...

E nem o ar descontraído, simpático do homem de cultura, a palavra fluente na ira, na ironia, ou na alegria – de um – faz esquecer o voto em Otelo... (o tal que afirmou poder resolver tudo com uns fuzilamentos no Campo Pequeno).

... Nem os beijos de telenovela barata, nos fazem esquecer a postura hirta, a rigidez de cimento armado do procedimento do outro... (Pese embora o seu saber, a sua honestidade e fidelidade aos adeptos).

Em nenhum deles me revejo.

Acho as campanhas, desta vez, pior do que pobres.

Acho-as mesquinhas, quase perversas.

              

Críticas civilizadas – embora rigorosas – com depoimentos muito inteligentes, só escutei duas: de Almeida Santos de um lado, de Ferreira do Amaral do outro.

O resto, de quanto ouvi, (e foi muito) só me pareceu roupa suja, insultos encapotados e ideias esfarrapadas repetidas até ao cansaço.

Ideia brilhante – só uma – aquela de fazer inquéritos de rua em capitais estrangeiras com três retratos na mão.

                  Mário Soares – Cavaco – Sampaio.

Como é óbvio só um não era identificado: - Sampaio.

Assim se redita (com eficiência) a mais valia de dez anos de governo.

Se é a compasso com a Europa que temos que seguir – Já é qualquer coisa colher frutos desse respeito.

E, como mais vale um mal conhecido...

Gostando do meu País como gosto mesmo contrariada irei votar.

Irei com a consciência de que vou sentir saudades do passado.

Mas, terei esperanças no futuro.

Espero ainda um dia ter a representar esta nossa Pátria – este Portugal – velho de séculos – alguém que sinta e fale a clara linguagem do povo português.

Alguém que sonhe para uma criança que se espera, não as riquezas do mundo, mas: “graças de santidade, Saúde e inteligência”.

Porque numa pessoa assim dotada cabe a tolerância, a abrangência, a bondade, o respeito pelos outros e tudo o que há de maior nobre no coração do Homem.

E, a distância que vai daí a um “corredor político” de profissão, é idêntica à que vai entre votar porque se gosta ou esta cantiga de: - nós pimba! – Termos que votar.

 

Maria José Rijo

 

 

estou:
música: E nós pimba

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

À Laia de resposta

Olá a todos!

 

Aqui estou para tentar responder às perguntas que me têm sido dirigidas, e que, me envergonho ter deixado, até agora, sem resposta.

Sei que entenderão que a minha dificuldade se insere na inabilidade com que uso a Internet. A minha cabeça está arrumada como as dispensas antigas, cheias de caixas e caixinhas rotuladas e arquivadas em prateleiras, onde, mais ou menos, com o tempo e paciência descubro o que procuro, e, onde por vezes fico horas a remexer até naquilo de que me esquecera e de súbito se me apresenta.

Pois bem a Internet não me permite esses tempos compassados, intromete-se, dá-me respostas a perguntas que não fiz! – Pestaneja, isto é: apaga-se-me no écran! – Desaparece-me, em suma confunde-me e, embora a admire, confesso que me atrapalha. Temo-a. Está fora do meu ritmo, do compasso do meu tempo.

Daí que só me abalance a “visitá-la”, mas não – a “usa-la” – sem a presença da Paulinha, o que, só acontece, com a frequência possível a quem, como ela, tem responsabilidades profissionais, de família, etc,etc …

Assim, que hoje, usando a sua disponibilidade, possa eu satisfazer a vossa – tão honrosa curiosidade e interesse pelo que me respeita.

 

Começo então:

Nasci em Moura há 81 anos.

                                                   ((  com 10 anos )) 

Fiz instrução primária na aldeia de Santa Victória e, o liceu em Beja e casei na Vila de Cuba, na bela Igreja de São Vicente, há 60 anos.

Tive a dolorosa e inesquecível experiência de ser uma das quatro ou cinco crianças que bem alimentadas, bem vestidas e calçadas faziam parte do grupo das trinta ou mais, que descalças e mal agasalhadas foram minhas companheiras de infância, e me ensinaram com a sua humildade o amor e o respeito pelas migalhas que tantos desprezam, e, nas suas vidas eram o essencial.

Desse tempo, guardei as rezas e benzeduras. Manifestações de simplicidade e pureza expressas em crendices, é certo! – Mas carregadas de humanismo e fé na Vida, que bem madrasta lhes era.

Do liceu, a aprendizagem de alinhar à esquerda, como qualquer zero sem valor, perdidas as prerrogativas vividas embora, sem nítida consciência, na escola.

Ao longo de toda a vida a procura de mim como gente igual a toda a gente entre acertos e desacertos mas, sempre, como disse Lutero, sentindo que, “ainda que o mundo termine amanhã deverei plantar hoje as minhas macieiras…”

                       (( a receber um prémio de Poesia nuns Jogos Florais))

Aos 22 anos estive 40 dias internada numa maternidade, de onde saí jovem, como era, mas adulta, como se houvessem sido anos os dias contados.

E, a partir daí o recurso aos meus amores de infância, a escrita, a pintura, o artesanato.

Resumindo: O trajecto perfeito de quem sendo oficial de muito ofício – acabou não sendo mestre de nenhum.

   (( Com o marido José Rijo, numa das suas exposições de pintura e artesanato ))

Meu Marido, companheiro de 44 anos fez editar dois livros meus. Edições de 500 exemplares que entre amigos e conhecidos se consumiram e paramos por aí porque se o primeiro só teve louvores da crítica, essa não foi a sorte do segundo e, ele não suportava a ideia de que eu pudesse sofrer.

O amor tem destas cegueiras…

Sem ele, qualquer aventura dessas, deixou de ser viável.

Creio, no entanto, que o mais importante é fazer o que julga ser certo. Tudo é acessório e, já nos ultrapassa.

      ((Na fotografia com o ilustrador do livro Manuel Jesus na

 Cessão de autógrafos no lançamento do livro Rezas e Benzeduras ))

Aconteceu a edição das “Rezas” por homenagem do jornal onde, de há muitos anos colaboro – com o patrocínio “café Delta”.

 

Feito a resenha biográfica respondo ao resto:

Conheci a Maria Isabel Mendonça Soares, no casamento de minha irmã, há 60 anos, porque ela era prima de meu cunhado.

Estreitamos relações por afinidades de gostos, numa amizade que perdura, durante a “tal” permanência na maternidade onde a sua companhia foi um presente do céu.

Foi ela que me induziu a escrever histórias infantis para a então Emissora Nacional, mais de duas dezenas, o que aconteceu, espaçadamente, ao longo de anos, até ao 25 de Abril.

A Matilde Araújo, foi professora na Escola Técnica de Elvas, nos anos 56, 57, por aí. Acontece que tendo meu marido sido aluno do Colégio Militar e, tendo na tropa adquirido a qualidade de professor de ginástica, juntava essa actividade à sua profissão, facto que trouxe a Matilde ao nosso convívio e amizade que também tem resistido ao tempo e persiste.

 

Quanto aos postais de gastronomia, foram editados por uma Câmara a que pertenci – sem filiação partidária –       (( com a Secretária de Estado da Cultura  Dra. Teresa Patricio Gouveia )) 

              (( com o Dr. Mario Soares - aquando da Inauguração da

                                    Sala Eurico Gama  ))

como vereadora da Cultura e Turismo – por um escasso mandato – de que não me arrependo mas me vacinou contra maus olhados e sortilégios… por convicção – sem precisar de benzeduras.

 

Eis a traços largos, a história que responde às vossas perguntas e apreço e que com gratidão por todos – que muito gostaria de conhecer e a quem deixo um grande abraço – dedico hoje, um pouco mais, a Frederich , Dolores e à Dina – que está de parabéns porque acaba de festejar o aniversário da sua primogénita – e, que, como gente de casa tenho o gosto de encontrar dia a dia.

Também retribuo o “beijo nas mãos” aos que por suas mãos, escrevem para mim palavras belas que não saberei merecer mas me fazem sentir ainda útil e me ajudam a viver.

Também esclareço que não estou constipada, estou, é verdade, sentindo alguma dificuldade em acertar o andamento entre duas realidades irrefutáveis e coexistentes – a idade e o pensamento.

 

Falta-me agradecer, o que faço agora, pensamentos, poemas e orações que me têm dado a aprender e muito apreciei.

Se antes as tivesse sabido tê-las-ia acrescentado, às que conheci enriquecendo assim o livro.

Grata

                                      Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:39
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