Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

O Recado Antigo

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.744 – 20 de Julho de 1984

 

Mão amiga, deu-me para que lesse, um belo artigo ilustrado falando sobre o nosso Aqueduto da autoria do Prof. da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, António Lino – que fora publicado no dia 15 de Junho no Jornal “Correio da Manhã”.

Gostaria que todos os Elvenses o tivessem podido ler. Nunca é demais recordar a história do Aqueduto da Amoreira, o sacrifício do Real d’água que foi imposto às gerações que o construíram e, mais do que tudo – ou – acima de tudo a frase que na sua simplicidade traduz a responsabilidade da herança que nos cabe e dá testemunho da visão de futuro com que foi sonhado, nesse longínquo ano de 1498…

“para que os netos dos netos dos nossos netos tenham água”.

-- É qualquer coisa determinada com tão intuitiva lógica como uma lei da Natureza.

-- É como se fora a fala da raiz da árvore para flor que alimenta e nunca verá…

No soneto “Elvas ao crepúsculo” – António Sardinha a certo passo, diz assim:

“A noite cai! Sinistro e resoluto

Caminha a passos firmes o Aqueduto

Como quem vai marchando p´ra a escalada”

 

Encanta-me esta bela imagem poética que consegue como que emprestar à nobre silhueta do Aqueduto, um movimento humano de andamento, de conquista de terreno, como que avançando pela noite dos tempos em corajosa cavalgada, desde esse remoto ano de 1537 em que começaram as suas obras até 1622 ano em que chegou pela primeira vez à cidade o seu presente de água viva. De então, até hoje, cumpre o seu recado antigo trazendo em cada dia desde a nascente, ao longo de sete quilómetros, água de beber…

 

Talvez que com o “passo certo” com que venceu os séculos e lhe vem da geométrica fidelidade dos seus elegantes arcos, que queria dizer como Martinho Luter:

                       Divulgação

“Mesmo que o fim do mundo fosse amanhã eu plantaria hoje macieiras”.

 

Ser semente do futuro

É a mensagem de esperança

Que como um recado antigo

A vida nos dá de herança…

 

Maria José Rijo

 

estou: Aqueduto da Amoreira

publicado por Maria José Rijo às 23:15
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