Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

Palavra e palavras...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.910 – 16 de Outubro de 1987

A La Minute

Palavras e palavras…

 

 

NÃO e NUNCA, são palavras muito diferentes.

NÃO, pode ser mutável, pode transformar-se em talvez, ou até em sim.

NUNCA, é definitivo, pesa como a morte!

 

Pensava nisto a propósito duma carta de criticar bem intolerante que me foi dirigida.

Contrariamente ao que o seu signatário possa pensar, não rejeito os reparos que faz.

Repudio sim, e com veemência, a influência que a minha atitude possa ter tido na formação da criança referida, que por não ter recebido na hora aprazada o prémio prometido (que já recebeu) disse “nunca” à sua fé na minha palavra.

É que – NUNCA – e repito, NUNCA fiz deliberadamente fosse o que fosse para ferir alguém; menos o faria a uma criança.

É que – NUNCA – e repito, nunca me julguei e afirmei – infalível, ou detentora privilegiada de qualquer verdade que me tornasse acima do comum.

Reconheço assim a minha falha, embora involuntária, e dela me penitencio pedindo publicamente desculpa às crianças que magoei e a seus pais pelos danos causados.

 Assumo pois o erro, e reconheço que deveria ter dado na altura esta explicação:

A companhia de Bailado chegou a Elvas ao anoitecer para descarregar o material no Cine-Teatro, e porque outro espectáculo ia ali decorrer e o espaço disponível era exíguo para tão volumosa bagagem, a camioneta foi pernoitar, carregada, na abegoaria da Câmara.

Acontece que às 6 horas da manhã todo o material tinha que ser descarregado no palco para que às 7, pontualmente, como se verificou, começasse o trabalho de montagem de cena.

Frente a esta circunstância, aceitei a sugestão “que me sopraram” para se encurtar a permanência no Cine-Teatro, não fazendo ali a distribuição dos prémios às crianças, para que o Senhor Massano (que homem ímpar!) pudesse, ainda que sem descansar sequer umas escassas horas,preparar o espectáculo .

 

Confesso que não medi a repercussão que iria ter o facto de não ter explicado, de imediato, o sucedido – o que lamento.

Sem azedume, todos poderemos aproveitar a maré para pensar e repensar…

-- Os pais das crianças (que são já tão radicais na apreciação dos outros para afirmarem tão indignamente: NUNCA! ) – se terá chegado o momento de lhes incentivar o sentido da tolerância que se deve à condição humana – ou – se para tal já perderam onze anos …

 

Por mim, que de quanto sonho, sempre fico aquém e me recuso a radicalismos fico com as sensatas palavras do Tio de Beethoven que o consolava dizendo:

 

“ Meu filho! – so és obrigado a fazer o que podes.

Quem diz que querer é poder, quer muito pouca coisa”

 

 

Maria José Rijo

estou: a la minute,

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Domingo, 29 de Maio de 2011

Entre mim e as palavras correm rios

.

Sei que o meu choro - é um choro escusado
por isso o meu choro é invisível,
silencioso
calado
Nem o conto em palavras,
porque elas nunca estão do meu lado
entre mim e as palavras, correm rios
que criam margens
que me separam de mim
me dividem
e me deixam assim a querer juntar-me
sem saber em que lado
Sei que o rio me leva até à foz!
mas aí
p'ra quê a voz?

.

 

Maria José Rijo

24 de Maio de 2011

 

 

 



estou: poema-
música: entre mim e as palavras, correm rios...

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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Subtilezas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.740 – 19-Dezembro de 2003

Conversas Soltas

SUBTILEZAS

 

Chove.

O céu está cinzento, e as vizinhas casas caiadas da paisagem que me cerca e já de cor conheço, estão lavadas, repassadas da água que já escorre dos beirais, em catadupa.

Não vale alongar o olhar. Não vale a pena.

A dois passos de distância o horizonte está fechado, opressivo, como se a escuridão tivesse engolido o resto do mundo lá por detrás...

Até as nesgas de verde da erva nascente, que por esta época de Natal cobrem o chão, de tão empapuçadas em lama não têm mais o seu ar comovente de relvinha tenra de presépio.

Só palavras pesadas de sentido me ocorrem – preto, negro, negrume...

Preto, negro, negrume, palavras pesadas, tristes, quase aziagas como presságios maus, como a carranca deste dia húmido e escuro.

Onde andará o sol, a luz, que faz a alegria da cor?

Onde andará o sorriso do tempo, onde andarão as nuvens fugazes, esvoaçantes, loucas, que percorrem os céus vaporosas como sonhos fluidos, belos e vagos como tudo o que fascina, embriaga e não se domina jamais...

Para onde se terá mudado o mundo de azuis, essa escala monocromática, que faz o esplendor do azul na paleta do céu?

Porque terá a luz tanto que ver com a alegria, e porque se ligará tanto à tristeza, a sombra, o escuro, o negrume.

Como se tristeza e dor não fossem possíveis em dias jubilosos...

Que diferença haverá entre negro e negrume, fico a pensar, e dou comigo a achar que negrume é mais do que negro. Senão no tom pelo menos no significado de volume e vastidão que transmitem.

Negro, parece ser só ali, num ponto, talvez... mas, se for: negrume, já é, ou parece ser imenso, incontrolável...

E, branco? – Branco, não tem cor. Mas, se for alvo já é branco com luz, ou não será?

Porém, se se disser: branco de jaspe, já é frio, cortante como gelo, embora seja ainda branco.

É que jaspe é pedra. Já pode sugerir o túmulo. A morte.

Pensa-lo, já arrepia.

Prefiro o branco da cal.

Esse, tem o cheiro da limpeza. Esse, põe as casas a alvejar, tem o calor do sangue que no trabalho, alimenta a vida da gente, que por intuição ou instinto, até, procura a beleza na simplicidade castiça dos costumes herdados.

Porém é também com uma pá de cal que os corpos descem à terra.

Como tudo pode ser contraditório.

Perco-me por entre as subtilezas da nossa língua. Perco-me , mas delicio-me.

Em dias soalheiros, minha Mãe ao acordar-nos, sempre dizia: está um dia de rosas!

Levantem-se!

E, já se sabia que era um dia radioso, era o verdadeiro dia novo em que os instantes se sucediam como se em cada um deles o dia estivesse a renascer belo, luminoso, por estrear, em folha!

Já se o dia era de chuva, lhe chamavam copiosa... Também as palavras têm destinos distintos. Pois se copioso é farto, é abundante, porque é a chuva copiosa – sendo muita – mas é esplendoroso o sol, se nos inunda!

As palavras são um inesgotável manancial de assunto e de mistério, com elas me distrai, e entretanto a chuva parou.

Engraçado é que eu queria contar, e por pouco, já me esquecia a história do menino francês que andando a aprender português resolveu certo dia anunciar que ele e a família iam “ quebrar” para Lisboa, e perante o riso dos circunstantes fez questão de provar que partir e quebrar eram sinónimos...e, até tinha razão... só que ainda lhe escapavam as subtilezas – em que é pródiga – a nossa língua.

 

 Maria José Rijo 

estou: Subtilezas - 2003

publicado por Maria José Rijo às 23:12
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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Oiro e Prata

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.055 – 10 Agosto de 1990

 

 

                    Ouro e Prata mesmo quebrado ou amassado Platina, Cautela de penhor da CEF.

“O Silencio é de Oiro – a Palavra é de Prata!”

Quanto mais penso neste aforismo menos concordo com ele, tão definitivo, tão dogmático se me afigura.

Para mim, a ter que decidir por escolha, daria o ouro à palavra. A palavra pensada responsável que engana, compreende, conta, vincula, esclarece.

De prata seria o silêncio acobardado que encobre, cala, consente, acachapa, alaparda. Não nego ao silêncio, por vezes, o valor que lhe cabe quando é sinal de prudência, pudor, táctica até.

             

Não, não nego. Aflora isso, não vejo porque doura-lo, por sistema. Ele pode ser egoísmo, incompreensão, desinteresse, comodismo, oportunismo, medo, cobardia. Pode também ser luto e morte.

A ter de rotular, em definitivo, qualquer deles daria, mais espontaneamente, o ouro à palavra. Atribuir-lhe o ouro da garantia, de compromisso da responsabilidade, do penhor, da reserva cautelar.

                     silencio

Evidente que o compromisso também envolve medo. Mas, medo assumido, medo identificado é medo comandado, domável. E o medo que despoleta, empurra para a decisão, para o risco de viver sem mascara, rosto ao leu batido de chuvas e sois.

Só o ser humano fala e pensa.

Não poderia assim ser de ouro o silencio e de prata a palavra. Não poderia.

Ninguém vale mais a dormir do que acordado.

          

Silencio, sim – mas quando signifique decisão, obstinada decisão de não soltar a palavra. Então não é silêncio de morte. Pode ser a coragem de prender a palavra, pensada e retirada – mas palavra – embora recusada.

Aí, concedo-lhe o ouro.

Silencio, só silêncio por silêncio – pode apenas ser espaço oco – vazio – vácuo.

Aí – nem de ouro nem de prata.

Também nem de ouro nem de prata se for ambíguo, intrigante, esfíngico. Também não.

O dia é dia. A noite é noite.

         

Talvez o silêncio seja a incerteza do anoitecer. Tem os seus encantos. Tem. Tem os seus perigos, também. E, é isso.

Ouro e Prata sempre quer para a palavra quer para o silêncio – não é a solução. Melhor. É a solução demasiado simplista.

Oiro e prata a cada qual algumas vezes. Outras não. Questão de circunstância, de compreensão, inteligência do momento.

                   

Porém, obrigada à escolha, em última análise – votaria na palavra.

Sim. Creio que sim.

No princípio era o verbo.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:36
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Palavras, Contas e Bolinhas...

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.552 – 21-Abril-2000

Conversas Soltas

.

( Relendo  Cesariny )

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Dizia minha Avó que as contas, só são contas, porque são furadas. Não fora essa circunstância e seriam apenas bolinhas.

Assim que, muito embora algumas vezes se possa afirmar: - conto fazer ou: - não conto fazer, – não deixe dúvidas a ninguém que: - conto – usado nessa acepção é apenas a confissão de um desejo, de um propósito, e nunca um compromisso de honra; liberdade que um: - não – e menos um: - nunca – ou, um – jamais – permitirão a quem quer que seja.

                                   Foto: Endividamento

As palavras deveriam ser pensadas e usadas com prudência e cautela. Com respeito. As palavras são armas de dois gumes. As palavras valem pelas intenções de quem as profere e valem pelo valor que lhes atribui quem as escuta, bem como pelo peso de consciência daqueles a quem são dirigidas.

                 

As palavras, porque com elas se exprimem sentimentos, podem encerrar em si toda a força que cabe no amor, no ódio, no desprezo, na indiferença, na raiva, na ternura, na bondade, na condescendência, na tolerância, na vingança, no perdão, na esperança, no medo, na dor...

Com palavras se fere e se consola.

Com palavras se ameaça.

Com palavras se enaltece, se denigre, se destrói, se louva, se acarinha, se ofende, se mente, se corrompe, se culpa e desculpa, se acusa, se julga, se amaldiçoa.

Com palavra se fala verdade, com palavras se esclarece, se confunde, se aconselha, dá alvitres, opiniões, com palavras se concorda ou discorda.

         

Com palavras se reza, se blasfema, se abençoa...

Com palavras se canta e chora...se esconjura...

Com palavras se escreve, se faz história, poesia, se passa testemunho Com palavras se insinua e se afirma. Com palavras se nega e, no entanto, com toda a força e poder que as palavras encerram sempre as palavras ficarão aquém do sentimento de que se querem imbuir.

Entre as palavras e a força interior que as gera estará sempre a pessoa que as pensa e as solta em nome do tumulto de emoções de onde germinaram.

Como entre a nuvem e a chuva em que ela se desfaz há o espaço entre céu e terra onde a água vem cair.

Nesse caminho se altera. Capta poeiras. Acusa as temperaturas. Torna-se bátega, chuva mansa, neve, granizo... Porém, sempre já alterada chegará ao solo que é seu destino.

E também aí se transmuda.

Charcos com ela reviverão. Rios com ela engrossarão seus caudais. A terra a beberá, e, no entanto, o que dá vida também pode causar morte. Enchentes destroem. Enchentes arrasam. Enchentes afogam. Enchentes assolam...

        http://lua.weblog.com.pt/arquivo/agua-thumb.jpg - 14 kb

E tudo provém da mesma raiz – a água – que, tal como a palavra, pode ser mansa e tranquila como um lago parado ou violenta, impetuosa, arrasadora, incontrolável...

Entre nós e as palavras que fique sempre atento o coração que as sopese e a luz da inteligência que as ilumine na voz que as profere.

A palavra recria.

A palavra é livre, mas é engajadora.

Porém, apesar dos riscos, e com todos eles, entre nós e as palavras ficará de pé, erecto, como de gente que somos o nosso inalienável dever e direito de falar.

 

Maria José Rijo

 

estou:

publicado por Maria José Rijo às 16:25
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

De mim

.Paisagens do Alentejo
Medrei só - entre gentios
papoila rubra entre verdes
nomada, cigana, sensual, pagã
telúrica, profana
sonho e pão
cacho de uvas escondido
rente ao chão
pelas parras do vinhedo
por acaso, não por medo...
Fui flor - fruto - caminho
Uva que não deu vinho...
Graça? - desgraça?
Palavras contam e calam
A Vida - passa

 

Maria José Rijo

estou: Poema para o Gus
música: Poemas

publicado por Maria José Rijo às 22:23
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