Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

São Mateus 2017

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A nossa Paulinha mais uma vez conseguiu dar-nos 

"um cheirinho de São Mateus" (confesso que a mim também)

pois com a mana Barbarinha de cama com gripe nem deu para mais

do que espreitar pela janelao colorido das luzes e o burburinho da

festa, que por ser "nossa vizinha" quer queiramos, quer não,

nos entra pela casa a dentro.

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Fico sempre grata quando leio os vossos comentários,

muito principalmente porque me aquecem o coração

contar com a vossa amizade que, nem

calculam como me acompanha neste

entardecer davida.

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Um abraço, grande, grande

com Saudades

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:00
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Domingo, 26 de Setembro de 2010

São Mateus

 Procissão dos Pendões

 

 

 

 

 

 

 

 

 

estou: são mateus - 2010

publicado por Maria José Rijo às 15:53
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

O São Mateus e as vozes... - 2008

18 de Setembro de 2008

Nº 2.986

Jornal Linhas de Elvas

Conversas Soltas

 

A procissão dos Pendões é longa...longa...longa...

Repete-se na sucessão dos tempos.
Começou há séculos, talvez... e, ainda hoje serpenteia pelas ruas da cidade, em filas de gente, desde a antiga Sé, até ao Senhor Jesus da Piedade.

Às vezes é tão extensa que se cuida que ainda está a começar na Praça quando já está abraçando - a rezar - o Santuário.
A procissão dos pendões é 'a maior oração colectiva' do povo do Alentejo e redondezas, a Deus Pai, Nosso Senhor.
Na abertura das festas de São Mateus, fica visível para naturais e forasteiros - na forma de procissão - mas, durante o resto do ano ela está,- como uma reza, que é - recolhida, mas viva, no coração de todos nós, como a fé que a sustenta.

Depois, quando Setembro chega, quando chega o seu dia, de sair à rua, não há elvense que não solte da sua alma a lembrança de quem amou ou estimou e a deixe assomar aos olhos nem que seja numa lágrima furtiva que um qualquer sorriso sempre pode encobrir e o faz acender uma vela, a vela - a simbólica chama - da sua fé a arder, a aquecer-lhe a alma ao longo da vida.
Setembro traz mais nítidos os cortejos das lembranças.
Traz as imagens dos Irmãos da Confraria em aprumo de gala nas funções das Festas representados, hoje, pelos que antes o fizeram, em sucessivas gerações, através dos tempos...

Cada um de nós recorda quem conheceu mais de perto.
O Doutor Pires Antunes - Humanista de fé inquebrantável.
Mestre Laranjo - Homem de honra e brio - artista de alto gabarito, talvez, para mim, os mais emblemáticos com quem convivi.
Para outros, outros serão, e, assim, lá permanecerão todos onde nunca faltaram e, agora os coloca a nossa lembrança.

De pé, contornando o altar, suas sombras projectadas pelas luzes, sobre os panejamentos de damasco vermelho, como sempre.

O Hino, no vigor do canto, estremecendo o espaço, saindo porta fora - arraial a dentro - até se perder na confusão das vozes, no estralar do foguetório...
Mas, hoje venho sentar a esta mesa, de comunhão na saudade, a lembrança se 'uma voz' que não estará ainda perdida da nossa memória colectiva.

Era por ela, escutando-a, que em todas as casas, pela rádio, se seguia o desenrolar dos acontecimentos festivos.
No seu belo timbre, na sua perfeita dicção, pausadamente contava, contava, contava...e comandava, até, as famílias nas tarefas de última hora:
Já não dá tempo!...
O Catela já disse:
- os Pendões estão a sair...
- ... Ainda é tempo – é sempre tempo - para recordarmos ainda mais, neste São Mateus - João António Catela Nunes, o Amigo de todos e cada um de nós, que foi 'a voz' da sua e nossa cidade até, quase, àquele dia 30/6/ 2004 - em que passou a ser, também para todos nós uma saudade.
A procissão dos Pendões é longa... longa... longa...

Repete-se na sucessão dos tempos e... prolonga-se e alonga--se como doces ou amargas recordações no segredo dos nossos corações.

 

 

Maria José Rijo

 

estou: O São MAteus e as vozes
música: São Mateus - 2008

publicado por Maria José Rijo às 21:27
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

A despedida do S.Mateus

Com o regresso dos Pendões às suas freguesias se despedem da cidade de Elvas as tradicionais festas de S. Mateus com a sua romaria em honra do Senhor Jesus da Piedade.

 

                                           “ Senhor Jesus da Piedade

Para o ano cá hei-de vir

Ou solteiro ou casado ou viuvo

Ou patrão ou criado de servir!”

 

E, mais ou menos com esta popular profissão de esperança – de voltar sempre que possível, sejam quais forem as circunstâncias – se despede cada qual de ano para ano da festa que faz parte da história e da vida de todos nós, porque é parte indissociável da história da cidade.

Como é lógico, com o rodar do tempo a idiossincrasia das manifestações populares altera-se.

Onde ontem estavam grupos a cantar e a dançar as “saias”, estendem agora, no chão, vendedores ambulantes as suas mantas para expor e pechisbeque que aparece repetido em curtos espaços.

Onde as bandas tocavam, serve-se agora gentilmente um cafèzinho!

Onde estavam, (e, por elas começava invariavelmente a exposição dos utensílios de lavoura na nossa feira), as escadas, as varas e a cestaria para a safra da azeitona, nada que o recorde aparece!

E, das bancadas de perinhos vermelhos que se lhes seguiam e davam à feira o seu perfume peculiar, já não mais do que a lembrança.

Nem o cheiro! Como é uso dizer-se.

A rica tenda dos objectos de cobre, luzindo à luz como sois, também já não engrandece o conjunto...

Os brinquedos de madeira, de lata, os barrinhos pintados tudo foi cedendo os seus espaços às necessidades e às modas destes novos tempos.

Os noivos de braço dado com as noivas, vestidos a rigor, seguidos de padrinhos, pais , amigos e familiares que passeando no arraial dividiam com todos o encanto do começo da sua vida de casados...também desapareceu.

Em contrapartida quase todas as raparigas e mulheres jovens exibem os ventres bonitos ou feios, esculturais ou não, adiposos muitas vezes como se não houvesse tecido suficiente para as calças chegarem á cintura.

Este ano ainda a novidade dum pavilhão desmedido de chão movediço e incómodo que teve pelo menos o “mérito” de matar o artesanato local, para além de mascarar mal o seu fim primordial: fazer - e fê-lo muito eficientemente – propaganda política( só desconheço a que preço!)

Resumindo: tudo muda.

Às vezes para melhor, às vezes para pior, porém a fé, a nossa fé

no Senhor Jesus da Piedade , graças a Deus permanece e, esse é o nosso sólido bordão de caminheiros nesta Vida.

 

 

                                         Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.833 – 29 / Set./2005

Conversas Soltas

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Fotos do blog --> http://olhares-meus.blogspot.com/

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:23
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

PAI NOSSO

Em Mayo de 1737 – assim se conta:
- Neste anno se fez a hirmida de N. Sºr da Piedade onde estava antigamente hua cruz, que por estar velha mandou o Beneficiado Manoel Antunes, q alli tem hua horta fazer hua cruz nova...
E, em Setembro de 2007 assim se contará : ...
Onde era um lugar de paz e de retiro, avizinhado de olivais , como o horto do Senhor, prolifera agora o casario polícromo , que desvirtua o local que foi, de silêncio, de paz, de oração e preces.
Na vida tudo muda e evolui.
Só não é necessário e imperioso que mude para pior.
Rezemos com fé e esperança, a oração que o Senhor nos ensinou para que o bom senso e o respeito pelo ambiente, não soçobrem mais, sob o peso da ganância e que jamais esqueçamos que palácios ou choupanas tudo, tudo, cá fica.
Connosco, ficam apenas, as nossas intenções...

Senhor Jesus da Piedade
Pai nosso que estais no céu
Nossa estrela e nosso guia
Santificado seja o Vosso Nome
Senhor, a teus pés estamos
Venha a nós o Vosso Reino
Que o céu é a nossa esperança
Seja feita a Vossa Vontade
E que a nossa , a Vossa seja
Assim na terra como no céu
Teu amor é nosso porto
O pão nosso de cada dia nos daí hoje
Nossas obras , o que vedes...
Perdoai as nossas ofensas,
Ainda que o não mereçamos
Assim como nós perdoamos
Nosso esforço te oferecemos
A quem nos tem ofendido
Nossos erros e enganos...
Não nos deixeis cair
em tentação
Senhor
, Tua mão pedimos, doce Pai de piedade
Bendito Sejais!
Livrai-nos do mal
Amen.

Maria José Rijo

 

 

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Jornal Linhas de Elvas

Conversas Soltas

Nº- 2.935 – 20-Setembro-2007

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publicado por Maria José Rijo às 02:31
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

São Mateus

Todos os meses do ano, são meses das nossas Vidas. Porém, para qualquer de nós, de entre todos, algum, ou alguns, ganham especial significado.

São os meses dos nossos aniversários, ou das pessoas que nos são queridas.

Dias de meses vividos em festas de alegria celebrados entre amigos, familiares, companheiros de trabalho. Outras vezes, já só evocados em saudade, no recato da nossa intimidade desfiando orações, partilhando só com Deus, quase em segredo, mistérios de afectos que resistem a ausências de morte.

São aqueles que falam das datas que marcaram de qualquer forma as nossas existências, ou referem acontecimentos que se tornaram simbólicos nas terras onde nascemos, ou habitamos.

Isto, não referindo, esses outros, que no mundo inteiro se concelebram, como Natais, Páscoas, e, até alguns de Santos Padroeiros, ou, aquelas datas que evocam catástrofes que indelevelmente marcaram a história de povos e, a cuja memória de sofrimento a humanidade rende preito de geração em geração.

 O mês de Setembro em Elvas, é, por excelência o mês do coração.

O mês do amor, o mês da saudade, o mês das lembranças, o mês do reacender das tradições...

O mês das histórias da nossa história. Da história da cidade e da sua gente. Das gentes que antes de nós foram, da gente que somos...das gentes que depois de nós hão-de vir...

Nele se celebram as festas em honra do Senhor Jesus da Piedade.

Pai do céu, invocado, por todos nós, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, ligando-nos a ELE em todos os actos importantes das nossas Vidas, e, também, nas pequenas agruras de um quotidiano, nem sempre fácil, mas sempre até ao fim dos nossos dias.

Em Setembro, pelo São Mateus, em seculares tradições que nalguns casos ainda persistem, se marcavam casamentos, baptizados, se contratava pessoal para a lavoura, se apalavravam ou desfaziam contratos de arrendamento de herdades, se comprava gado, se geria o futuro imaginado para cada ano.

Falava-se de moios de trigo, de “decas” de azeite, de jornas e comedorias de maiorais e feitores.

Eram ecos de vozes da terra; que da terra vinha trabalho, pão e sustento.

Tinha-se prestado atenção cuidada ás “canículas e aos caniculares” que Agosto, como um oráculo fiel, sempre fornecia, para se marcarem sementeiras, depois das águas novas que em Setembro surgiam, como favas contadas.

Começava-se a prestar atenção ao aparecimento da “folhinha” – como era familiarmente denominado o “Borda-d’água”, onde, em cada ano, se colheriam o resto das informações imprescindíveis para bem projectar todas as tarefas dos trabalhos de campo. E, no entretanto aproveitava-se o arraial de São Mateus para confraternizar com romeiros, parentes e amigos, exibir as galas das vestimentas estreadas, que, para cada uma, das três missas, havia farpela nova, como mandava o figurino.

Á sombra das árvores se faziam os acampamentos. Ficava o cão preso sob o carro de canudo de onde saía desde a tábua de engomar, até ao ferro de brasas e a tudo o mais para organizar a improvisada cozinha de onde emanavam os bons cheiros das boas petisqueiras tradicionais.

 

Descansavam as muares mastigando palha nas gorpelhas...

Foi assim! - Era assim...

Mudam os tempos. Mudam as modas. Mudam os hábitos.

Tudo muda. Até o buraco do ozono desmente a verdade- que era indesmentível - das canículas e caniculares.

Porém, em cada Setembro, vindos lá de onde vierem, em dia de Pendões, junto á voz de todos os presentes, há-de ressoar em cada coração como um eco de saudade, a voz dos que já não têm mais do que as nossas vozes cantando:

 

                                  “Senhor Jesus da Piedade

                                 Luz da luz, Deus verdadeiro 

                                 Olha aos pés da Tua Cruz

                                 Agrupado um povo inteiro.”

 

Porque, através  dos tempos, em qualquer tempo, é assim a nossa Gente.

Boas Festas a todos.

                                          Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.884 – 21/9/06

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 19:58
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