Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

UM BOM LIVRO

Há livros e livros! – Toda a gente sabe,

Quase se poderia até brincar – (parafraseando a velha história de: há pássaros, passarões, passarinhos, passaroucos, aves de gaiola e papagaios e cucos, milharucos e pardais cada vez há mais) – dizendo que: hà livros, livrinhos, livrecos, calhamaços, cartapácios, enciclopédias, alfarrábios, dicionários, missais, almanaques, incunábulos, manuais, e outros tantos mais … mas… a verdade é que para cada um de nós há quase sempre – um livro especial.

Um livro que quase sem se dar por isso começou a fazer parte da nossa vida. Um livro que se leu e não se esqueceu mais. Um livro que se volta a ler e a reler, no todo ou em parte. Um livro que se leva de viagem como companheiro, sabendo desde logo, que se mete na mala e nem sequer temos tempo de o abrir ou ler, mas que – mesmo assim – vai connosco.

Então um belo dia, é essa presença que nos acompanha como um hábito – que se nos impõe e faz pensar e, nos pode, talvez, fazer descobrir do conhecimento de nós próprios reflectindo sobre tudo o que dele pensamos ou dissemos.

Quando eu era adolescente, lia e relia “Brigitte”.

Ainda hoje as recordo com saudade – como se recorda a amiga de infância que partiu para outro continente, não mais se verá, mas teceu de sonhos e ternura uma boa parte do nosso coração.

Depois… era o tempo de ler francês, por obrigação, e veio a descoberta de: O Principezinho – que mesmo soletrado se tornou outro mestre…

                              

“il faut aprivoiser – dit le renard”

“L’essentiel est invisible pour les yeux”

Uma frasezinha de nada que se nos agarra à consciência.

Depois… Jean Chistophe… (que maravilha meu Deus).

Depois…Cartas a um Poeta… (aquele Rilke!)

Depois – pela mão de Régio – “A imitação de Cristo”

E… se eu tivesse que escolher só um – qual seria?

É que escolher um – seria excluir os outros.

Acabo de reconhecer que essa decisão me era impossível de tomar – porque há livros que fazem de tal maneira parte da nossa formação, que guiaram de tal modo o nosso pensamento que – para onde quer que vamos – estão em nós.

Na verdade – há livros e livros – mas, um livro – um livro a sério – é essa coisa maravilhosa e indivisível que é apenas – “ um bom livro”.

 

                                       Maria José Rijo

 

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Á La Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.832 – 11 Abril de 1986

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música: Livros

publicado por Maria José Rijo às 13:57
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

E digo porquê!

            Vi nos noticiários, a indignação da população de Cascais porque a pretexto de obras se estão a sacrificar árvores de porte majestoso – plátanos - com mais de quarenta anos, neste referido caso.

Lembrei-me então da notícia bem documentada fotograficamente no “ “Público” sobre o mesmo assunto e, também, da reacção da população de Coimbra porque se atentava com o mesmo fundamento - obras - contra árvores da cidade.

Mesmo sem determinação consciente, ocorreu-me o lamentável abate das olaias do jardim de Elvas; decisão que considerei e considero cruel e atentatória do nosso património, e, digo porquê.

Historiemos:

Havia um bosque de olaias.

Para esse espaço, sem bulir nas árvores, poderia ter-se criado um projecto de melhoramento. Penso, até, que existia um, que serviu de base à tese de fim de curso de uma senhora educadora de infância.

Não se quis saber, não se soube, ou não se pensou em estudar soluções.

 Um belo dia, deu-se largas ao serrote, e foi o que foi.

Entre frases pouco corteses, que melhor retratam quem as profere, do que beliscam quem quer que as escute... Foi explicado que ali iria nascer um parque de merendas...

Para tanto, em vez do repovoamento – sem abate – com a mesma espécie (olaias) plantaram-se árvores que: “ iriam crescer rapidamente“ para abreviar a realização do projecto enunciado.

As árvores não foram avisadas, (a linguagem delas é outra) cresceram no seu ritmo próprio, e, coitadas, foram também arrancadas para dar lugar a um espaço pelado, árido, que nada tem que ver com “um renovado espaço verde”, como canta a propaganda da nova imagem do jardim.

(Se, se quer um parque de merendas está lá o local,- por tratar e aproveitar - bem sombreado, com sanitários por perto - o defunto mini-golfe - que aliás, nunca teve adeptos. Vem de outros tempos, eu sei, mas isso não obriga, quem quer que seja, a chamar útil ao inútil...A seu lado, jaz outro projecto gorado - um tanque sem dimensões para sonhar com barcos...)

Não restam dúvidas a ninguém que o abate do pequeno bosque foi uma decisão avulsa, fora de qualquer ordenamento estudado e, portanto desnecessária e injusta , além de ter sido um atentado contra o ambiente.

Quere isto significar que estou contra a remodelação do jardim? - nem por sombras. Estou, sim, contra a areia nos olhos...

Mas, vamos por partes:

Um jardim é uma realidade. Um parque de diversões, outra, bem diferente.

O nosso jardim – como tal – foi amputado de um largo espaço dos seus verdes em favor duma zona de desportos radicais, que, sendo útil, nunca deveria estar situada onde a implantaram. Certamente, não fora o que foi e o local escolhido teria sido outro mais apropriado, que acrescentasse grandeza ao jardim, como acontece com o anfiteatro.

À entrada de um jardim querem-se flores, muitas flores, e árvores, muitas, árvores. Árvores vetustas, apontando o céu às árvores jovens...

Haverá alguém que não sinta que isto é verdade!

Haverá alguém que não veja que aquela zona de desportos radicais, justamente ali, esconde mal a ausência do velho bosque que ao longo de dezenas de anos perfumou e embelezou e coloriu aquele recinto?

Jean Guitton, escreveu:

A árvore liga o mais baixo ao mais alto. Pelas suas raízes, ela suga o solo, e pelas suas folhas, bebe o sol. A árvore mergulha nas trevas, expira na luz”.

E Rilke dizia

 das árvores despidas deixando ver a sua estrutura, que os seus ramos desfolhados são “raizes bebendo os céus”.

Quem ama a natureza, entende a voz dos poetas, que por sua vez escutam a voz das árvores...

Mas, continuando:

Haverá alguém que não sinta que, certo, era ter sido escolhido outro espaço para zona de desportos?

No resto, aparte pequenos pormenores menos elegantes - para meu gosto pessoal -como seja o atafulhamento de engenhos no lago da entrada. Pequeno para tanta exibição, o debrum de cimento contornando os canteiros material hirto, que freia a sensação de natureza em liberdade que sempre se pede aos jardins – todo o mais está equilibrado, limpo e bonito. Muito principalmente o parque infantil, que pela graça de Deus e sensibilidade de quem o desenhou não se viu rodeado de redes e privado de bancos de apoio para os avós, acompanhantes de netos, como coube em má sorte à “jaula” ou “galinheiro” da Praceta das Descobrimentos, renascido tão contra-natura que até destrói todo o equilíbrio estético dos veios diagonais, em tijoleira, do traçado inicial...

Outra coisa de louvar é o acesso sem entraves ao parque infantil.

Concluindo: a cidade ganhou, embora perdendo, porque todos verificamos que: sempre se podem implantar parques de diversão em jardins enriquecendo-os, ao invés de os empobrecer, com o corte impiedoso, de uma só que seja das suas árvores.

                              Maria José Rijo.

                                   

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 6/Julho/01 – Nº 2.614

Conversas Soltas

 

 

                              

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publicado por Maria José Rijo às 23:20
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Afecto e desafecto

.

A cada passo se escutam frases de repúdio por esta ou aquela pessoa porque nos fez um gesto, porque nos disse uma palavra, que nos magoou, nos feriu o orgulho, o amor-próprio, a sensibilidade.

...olhos nos olhos...

A cada passo, penso então, se isso estará certo. Se será assim que se enriquece a Vida.

E, fico sempre com a sensação de que muito se confunde afecto com maneira de ser, com feitio.

....

Se tomarmos como referência o amor maternal, não nos consta que um mau feitio de um filho, gere o desafecto da mãe.

Antes pelo contrário. Gera uma maior protecção.

Parece evidente que o amor verdadeiro pode superar a falta, o erro.

Parece evidente, assim, que no amor humano, pode caber o perdão, a tolerância.

Estava a pensar na mágoa, na dor de perder um afecto.

Estava a pensar na confusão de sentimentos, que por vezes a ofensa gera.

Estava a pensar em como é fácil deixar que o amor-próprio, o orgulho, tomem conta de situações dessa natureza e destruam uniões, amizades, afectos que o tempo parecia ter cimentado com segurança para sempre.

Como a vida... cada dia, sua cor

Penso que devemos a nós próprios, aos nossos comportamentos uma atenção rigorosa para discernir, o que é realmente ofensivo e o que é apenas o beliscar do empolamento que damos a tudo que nos diz respeito, como se o mundo girasse em torno de nós e só os outros errassem e fosse privilégio nosso ter sempre razão.

Lembro-me sempre enternecidamente da sabedoria que o velho conto infantil da estrelinha de oiro na testa nos transmitia na infância.

Recuar no Tempo... (III)

Quando a personagem da história que rira com o mal dos outros chorava depois, desolada quando o feitiço se virou contra ela, a fada perguntou-lhe: - A ti não porquê, tens alguma estrelinha de oiro na testa?

Então, confusa, reconheceu que não. Que era igual a toda a gente.

Trabalhos Manuais...

Assim também a nós acontece. Aceitamos o temperamento difícil de A, ou B, encolhemos os ombros quando os outros estão em jogo. Depois, uma certa vez o incómodo bate-nos à porta. Então valoriza-se o pormenor, avoluma-se a injúria, e esquece-se um passado de afecto por uma qualquer ridicularia.

Às vezes, muitas vezes, é o receio do mau julgamento dos outros que nos retém na atitude irredutível que nos aperta o coração.

De costas voltadas

Nesta corrida desenfreada que é a Vida de hoje, acontece-me, muitas vezes parar, escutar, e olhar como se faz nas passagens de nível, e deixar que o peso do tempo que já por mim passou me ajude a confessar que aprendi que nunca o desafecto deve matar o afecto.

Nunca um erro pode ter a força de apagar uma Vida cheia de provas de afecto. Porque, nenhum de nós, nenhum de entre nós poderá querer admitir que o mal tem mais força do que o bem.

Marcher sur le ciel

Talvez o que todos tenhamos que reconhecer é que o medo de não sermos amados como julgávamos ou quereríamos ser, faz disparar em nós, a vaidade, a soberba, a presunção de que o vencedor é o primeiro a desprezar, e não o primeiro a procurar entender, a estender a mão a aceitar que , como dizia Rainer Maria Rilke “ Amar também é bom por  que o amor é difícil”

Fiadeiras da Póvoa

E a amizade, talvez não seja mais nem menos do que uma forma menos exclusivista de amar, por isso, difícil também, mas, embora se trate de sentimentos diferentes, são bens de alma pelos quais vale a pena lutar e viver.

 

    Maria José Rijo

 

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Revista Norte Alentejo – Crónicas

Nº 22 – Out./Nov. /02

Fotos - Tiradas da Internet

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Revista Norte Alentejo – Crónicas

Nº 22 – Outubro/Novembro 2002

Fotos - Tiradas da Internet

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publicado por Maria José Rijo às 20:32
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

“Pisem o chão devagarinho”

Há muitos anos uns amigos meus ,hoje já com bisnetos, esperavam o primeiro filho. Quis o destino que uma queda da mãe, precipitasse o nascimento dessa criança, que não sobreviveu.

            Passou-se então ante os meus olhos qualquer coisa que não esquecerei jamais.

            Como sempre, em tais circunstâncias, surgiram os amigos e familiares mais próximos. Todos, mais ou menos, compungidos se esforçavam por explicar o inexplicável tentando fazer aceitar o que todos nós tão mal aceitamos - a morte.

            Foi então que chegou a avó do nado morto. Era uma idosa e linda senhora que idolatrava os netos, e, tinha muitos. Cumprimentou os circunstantes com um baixar de cabeça , e dirigindo-se para a cama onde o menino repousava disse com o maior carinho:

- meu menino ,tem que adormecer ao colo da sua avó como adormecem os outros netos . E debruçando-se sobre o pequeno vulto envolveu-o no xalinho branco que o cobria e começou a embalá-lo apertando-o junto ao peito e cantando, ou rezando baixinho; nem sei ...

            Decorreram uns minutos - ou horas, - quem saberia contar tal tempo a não ser pelas batidas do coração ...

            Depois, deitando o pequenito de novo no berço que lhe havia sido destinado, e o esperava para viver e crescer, saiu  do aposento, pé ante pé ,encostando com suavidade a janela e a porta  como se receasse que algo o acordasse .

            Assistindo em silencio (como todos os demais ) a esta estranha manifestação de mágoa e amor ,o pai do menino sussurrou a frase que havia de lhe servir de epitáfio : “pisem o chão devagarinho que o nosso filho adormeceu.”

            Os anos passam , as coisas ,boas e más , tristes e alegres, arrumam-se na memória indisciplinadamente, esquecem-se, e ,um dia ,por um pequeno indício, um quase nada , aí estão de volta impondo-se como uma dor ou um remorso , uma alegria que se recorda. Vivas, latentes, insuperáveis .

             ..............

            A criança nasceu com problemas de saúde graves .

Tem convulsões atrás de convulsões . Cai, fere-se sangra. Perde os sentidos .Fica como se fora de cera. Configura a morte.

            O amor dos pais por ela não se cansa, nem cansa, mas o sofrimento, esgota mesmo quando o amor é a sua raiz.

            Então a tragédia irremediável duma criança ,torna-se quase intolerável para a nossa compreensão.

            Ser santo, não é profissão.

            É caminho ,longo e difícil.

            Nas jornadas penosas,  é natural que se caia mais vezes.

            

Divergir, procurar atalhos, tentar de qualquer forma iludir a fatalidade que oprime - que viver ,- como disse Rilke em” Cartas a um Poeta” - é  bom ,porque é difícil - tem a lógica da nossa fragilidade de sermos gente , tem toda a carga da ansiedade de ser feliz que todos afagamos com esperança.

”Ajoelhada no chão, ao lado da criança , que despertava , lentamente, de mais um acidente , a mãe, com suavidade limpava o sangue que da boca lhe escorria manchando o rosto pálido e sereno na imobilidade do transe.

            As lágrimas corriam-lhe. Mas cantava com voz doce a canção preferida da criança para que o seu despertar fosse confiante.

            Foi aí, nesse momento, que a outra história reapareceu .

            A outra velha história de um outro sono, esse, sem despertar ,que outro coração de mãe-avó embalou a cantar assim, pateticamente.

            Foi aí que me surgiu a necessidade de, nesta época, como quem conta um conto de Natal ,contar estas duas histórias verdadeiras

            Nem sei explicar porquê.

            Talvez porque a intensidade do sofrimento às vezes nos deixa perplexos.

            Talvez pela consciência de que há dores de que não se acorda ou que não adormecem jamais.

            Talvez  porque seja bom que “pisemos o chão devagarinho” sempre que nos escape o entendimento de qualquer situação.

            Em boa verdade ,o que sabemos nós do sofrimento que se esconde  e vive em cada  coração e dos caminhos a que impele  o desespero no humaníssimo desejo que todos temos de ser felizes...

            Isso, só  Deus sabe !

Volto a citar Rilke , nas cartas a um poeta -“ quem sabe se, para poder começar em si (em nós) Deus não teria necessidade da sua angústia perante a vida? “

Estamos à beira do Natal.

Celebramos  de novo o nascimento de Jesus.          

            “ O menos que podemos fazer é não LHE resistir mais do que a Terra resiste à Primavera quando esta chega...”

            Tenhamos confiança.

Estas são também palavras de Rilke que foi considerado o poeta, por excelência, do Amor e da Morte

 

 

                                                          Maria José Rijo

                             Escritora / Poetisa / Articulista/ Pintora ...

Conversas Soltas

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.484 – 25/ Dez. / 98

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:45
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