Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Se até eles têm medo....

          Depois que as torres de Nova Iorque se pulverizaram frente aos olhares do mundo.

Depois que os americanos, foram obrigados, de forma hedionda, é certo, a calçar as botas dos outros, - simultaneamente - todas as pessoas, mais ou menos avisadas, interiorizaram, um sentimento de receio, um tanto indefinido , mas premente, de que a ordem das coisas, o pulsar dos acontecimentos no mundo, se alterou.

Houve, na história das guerras, como há na história das vidas dos povos e das pessoas momentos de alta tragédia e dramatismo.

Houve e sempre haverá.

Aqui, agora, o que falou mais alto foi a surpresa, o inesperado. A maneira nova de provocar o caos que sempre a guerra gera.

Os Estados Unidos, as grandes potências, sempre tiveram na manga as soluções para os problemas das outras nações. Ainda que essa solução, passasse, pelo uso de bombas atómicas.

A história o conta.

Eram dramas pungentes, mas distantes...

Diz com grande sabedoria o nosso povo: os problemas dos outros, resolvemos nós bem! - Difíceis de solucionar, são os nossos.

A indústria de armamento, era florescente. Dava, tem dado, para sustentar guerras e guerrilhas, lutas fratricidas entre povos, tem dado para tudo. Mas era longínquo o teatro da refrega..., e havia sempre para acalmar as consciências a certeza de que se estavam a ajudar as causas mais justas...

E havia a confortável convicção de que se dominariam os acontecimentos a qualquer hora que se determinasse como necessário faze-lo...

Mas, eis que a ordem se perverte.

Eis que se é forçado a reconhecer que a segurança está minada e nada do que parecia ser estável, é estável ou, volta a ser igual...

Então reconhece-se como imprescindível e urgente procurar a união do mundo contra um dos mais cruéis males da actualidade – o infiltrante terrorismo, o fundamentalismo fanático, sem regras e sem rosto.

Mas o maior mal da humanidade não é a guerra.

O maior mal é a desumanidade.

É fornecer armas em lugar de pão.

É usar o dinheiro para comprar o poder...

É usar o poder para oprimir, subjugar, dominar, escravizar...

Agora, aí está o mundo, unido pelo medo...aceitando fazer todos os sacrifícios para derrotar o terrorismo,

Mas o terrorismo é a fome, a injustiça, a doença, a miséria.

O terrorismo é a indignidade em que nascem, vivem e morrem milhões de seres humanos que só conhecem a miséria.

O terrorismo é a nossa própria atitude de conformismo sempre que perdemos do horizonte das nossas consciências que sempre que um ser humano é injustiçado, - é o Homem - que é atingido.

Não importam, credos, cores, ou raças.

Dizia-me certa vez uma mulher a quem morrera um filho que fora para a guerra por arbitrariedade de um superior - Vingar-me para quê?

Meu filho não volta mais, e os dele que são pequenos vão sofrer sem culpa.

Talvez isto faça dele outro homem...Só Deus sabe!

Do sofrimento lhe vinha a sabedoria para entender que às vezes em nome da justiça se cai na vingança e em novas injustiças, e lhe pusera na boca, no seu jeito simples, o que Sebastião da Gama, o poeta do amor à VIDA, escrevera em poema:

O Segredo é Amar”.

            E ele trazia consigo desde criança – e sabia-o - a promessa da morte que bem cedo o levou.

Agora que por medo se unem os povos, parece provado que se poderiam unir por causa maior...

 

 

                                                     Maria José Rijo

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.626 – 5 / Out./01

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 23:23
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