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“ Évora não desilude... “

Sexta-feira, 08.02.08

            Virgílio Ferreira completou oitenta anos de vida.

       Virgílio Ferreira tem uma obra literária vasta.

            Dessas que imortalizam quem as cria, enobrecem o país e a língua em que foram criadas e enriquecem quem delas toma conhecimento.

            Dessas que engrossam o património cultural da humanidadeA escrita tem esse mérito – essa faculdade – de poder ser traduzida para qualquer idioma e, assim chegar ao conhecimento e à sensibilidade de todos os povos.

            O nosso País, atento à circunstância do aniversário do escritor deu a...

            ... Évora – cidade que Virgílio distingue com particular estima, porque nela viveu e foi professor...

         

            (Cidade onde granjeou um “discípulo” que havia de vir a fazer a sua tese de doutoramento sobre a obra do escritor – a primeira no nosso País sobre um autor vivo)

            ... e a Viseu – (Virgílio Ferreira  é natural de Melo)  o privilégio de encabeçarem a homenagem nacional que lhe era devida por justiça e mérito.

            Viseu, que o escritor honraria com a sua presença – fica-nos distante.

            Évora, que seria honrada com palavras para ela pensadas e escritas – é-nos vizinha.

            Vizinha de ao pé da porta.

            Lá fomos.

            A ideia surgiu em conversa de grupo – a Paulinha, a Zefa , o Dr. Falcato e eu.

            O Dr. Falcato não perde o jeito da docência.

            Tem sempre qualquer coisa para ensinar.

            Nós, o hábito gostoso, de aprender.

            Falcato e Virgílio Ferreira são como amigos.

            Fizeram juntos “aqueles” anos de Coimbra que atam para sempre, entre contemporâneos, um tal parentesco que, ao que se diz e conta, só em Coimbra acontece. O Mondego rega, as serenatas embalam, e nas “républicas” nasce, vive e cresce.

            É um tal caldear de juventude que, cada qual, quando de Coimbra parte, leva consigo tanto do que era seu, como do que dos outros era.

            E, não mais destrinça (nem o quereria fazer) se mais deu , ou recebeu.

            Sabe apenas que aprendeu de forma indelével duas coisas que junta dentro de si para a vida inteira como um traço de carácter: - amizade e saudade.

            Pois, desde há longo tempo, por via desses tais sentimentos e por sentido de justiça e admiração que, num jornal de Évora, “O Pancho” e o seu dono – falam e repisam na obrigação de homenagem a Virgílio Ferreira.

            E, mais! – Imputam ao Município de Évora o dever de mandar esculpir em pedra um busto do escritor.

            Ora, tendo nós “O Pancho” e seu dono, do nosso lado, era inevitável ir comparticipar da festa.

            Atentamente ouvimos as conferências.

            É sempre surpreendente para mim a tarefa dos analistas.

            Pobre mortal, que sou, para mim, uma rosa é ... uma rosa.

            Um milagre inexplicável de pura beleza, fragilidade, perfume mas... sempre uma flor.

            Pois para os analistas – não!

            Eles acolhem-na.

            Arrancam sépala a sépala. Pétala a Pétala.

            Estame a estame; filete para aqui – antera para ali!

            Espremem-lhe a seiva e mesmo assim, continuam a falar duma flor viçosa como se a não tivessem desfeito.

            Com o meu muito amado romance de Virgílio Ferreira: - “ Em nome da Terra” – a operação foi idêntica.

FOTO

            Espiolharam-no até ao impossível!

            Viraram-no do avesso como se fora um fato.

            Sacudiram-no. Esvaziaram-lhe os bolsos, extraíram-lhe o lirismo, o subjectivismo, o culto do belo, da perfeição – olharam o fraseado, as intenções – eu sei lá em quantas coisas mais é possível de se subdividir um romance?

            Porém, confesso: - é verdade.

            Encontraram lá tudo isso, onde eu só achara a delícia de ler.

            De ler emocionada e vencida uma história onde se aprende a olhar e sentir a velhice, a morte, e o amor de tal forma que nos ficamos a entender melhor a nós próprios e mais lúcidos na compreensão dos outros.

            Depois... depois, como não podia deixar de ser com tais cicerones – fomos passar à porta da casa onde o escritor viveu e tomar a bica sentados na mesa do canto, no café, onde Virgílio Ferreira, Falcato e outros amigos usualmente conviviam.

            Évora, já não desilude em questões culturais.

            Évora goza de sorte.

            Recuperou com a Universidade um tipo de população que faz evoluir as mentalidades e vai a matar aos burgos antigos. A juventude ávida de aprender, que estuda e arrasta consigo os docentes que lhes transmitem o saber.

            Deste modo o que noutros meios é esporádico, e como tal aparentemente elitista e cerimonioso, torna-se familiar. Acontece naturalmente. Faz parte da vida da cidade, é um bem comum a que todos têm acesso.

            Uns vão a concertos.

            Outros à bola.

            Outros a conferências – ao teatro – ao bilhar!

            À dança, à ginástica, à patinagem...

            Mais para umas actividades. Menos para outras

          Não é tão importante como possa parecer a desigualdade das audiências.

            Importante é que as coisas aconteçam, sejam postas à disposição de todos e façam parte da liberdade de escolher que só se consegue pelo conhecimento.

 

                                 Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.336 – de 2 de Fevereiro de 1996

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:39


10 comentários

De Gustavo Frederich a 08.02.2008 às 21:51

Estou impressionado.
Este texto é formidável.
Virgilio...
Vergílio Ferreira percorre, em toda a sua
obra, os laços mais estreitos da intensa
indagação sobre o destino humano, pautado
por uma rara exigência estética e filosófica.
Viveu, até ao limite, o drama do prisioneiro
da escura caverna platónica que, afinal, ainda
não nos abandonou.
Tinha presente todas as imagens, as da
sua vida, desde a infância de seminarista
involuntário e des-crente, mas também as
do mundo e dos homens que sempre
observara com olhos de águia.
Tenho para mim que
O mais simples dos acontecimentos
pode alvoroçar-nos como a mais pura
e evidente aparição de beleza - como me
parece a mim - os seus textos.

Grato
Gustavo Frederich

De Gustavo Frederich a 08.02.2008 às 21:56

voltei para citar uma frase que acho
importante - de um escritor Virgilio
Ferreira para outro Maria José.

Acho impressionante:
.
Escrever. Porque escrevo?
Escrevo para criar um espaço habitável
da minha necessidade, do que me oprime,
do que é difícil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha são verdade
e a sua sedução é mais forte do que eu.
Escrevo porque o erro, a degradação e
a injustiça não devem ter razão. Escrevo
para tornar possível a realidade, os lugares,
tempos que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem.
E para evocar e fixar o percurso que
realizei, as terras, gentes e tudo o que
vivi e que só na escrita eu posso reconhecer,
por nela recuperarem a sua essencialidade,
a sua verdade emotiva, que é a primeira
e a última que nos liga ao mundo.
Escrevo para tornar visível o mistério
das coisas.
Escrevo para ser. Escrevo sem razão.

Vergílio Ferreira, in 'Pensar'
..
Posso perguntar?
O que é para si escrever?
Desculpe a minha curiosidade.

Beijinhos Tia

Gustavo Frederich

De Maria José a 09.02.2008 às 20:12

Fiquei a pensar na sua pergunta, meu querido sobrinho, e embora não tenha "a resposta" não quero deixar de lhe responder.
Tenho momentos em que preciso dizer "eu" para ter consciência que existo tão submersa no todo me sinto.
Então esbracejo - digo:- escrevo, para afirmar:- não sei porquê, nem para quê, mas ,"Vou" aqui!
Outras vezes,sinto-me tão de fora , tão longe,tão consciente da minha identidade, tão conhecedora dos meus limites, que preciso sentir que faço parte do sistema,que não estou de sobra. e tento incorporar-me no todo...
Em qualquer dos casos sei apenas que tenho um propósito - não uma meta - caminhar.
Vou andando porque não tenho asas.
Se as tivesse voaria...
Assim, fica o Lamento:
Ofendo-me - Senhor meu Deus...
Que me levantas da terra
E não me sentas nos céus!

Beijinhos, meu querido sobrinho.
Só tenho dúvidas...
Maria josé


De Gustavo Frederich a 09.02.2008 às 23:21

Grato por responder a minha pergunta.
Fiquei elucidado com as suas belas palavras.
Tem uma forma especial de falar e dizer ou
de contar. Agrada-me essa forma subtil.

SObre DUVIDAS gosto das máximas do grande
william shakespeare - que passo para lhe contar:

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem
perder o que, com frequência, poderíamos
ganhar, por simples medo de arriscar."

"Há quem diga que todas as noites são
de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem
todas, só as de verão. No fundo, isto não
tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si,
são os sonhos. Sonhos que o homem
sonha sempre, em todos os lugares, em
todas as épocas do ano, dormindo
ou acordado."
----

Muitos beijinhos Tia
Grato pelas suas sensíveis palavras.

Gustavo Frederich

De Adalgisa Alexandra a 08.02.2008 às 22:04

«Uma língua é o lugar donde se vê o mundo
e em que se traçam os limites do nosso
pensar e sentir. Da minha língua vê-se o
mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor
como da de outros se ouvirá o da floresta
ou o silêncio do deserto».

Estas foram as palavras que
Vergílio Ferreira proferiu,
em Bruxelas, a 9 de Outubro de 1991,
por ocasião da entrega do Prémio
Europália da Comunidade Europeia.
...
Ao ler o seu texto sobre este escritor
que tanto adoro - lembrei-me desta
bela frase de Virgilio Ferreira e
apeteceu-me escrever-lha aqui.
Talvez até já a conheça, mas como é
uma frase de que tanto gosto - aqui está
para poder apreciar.

Beijinhos

Gisa

De Maria josé a 09.02.2008 às 21:08

não conhecia a belíssima frase que citou.Obrigada.
Às vezes de um livro, fica-nos quase como uma música, uma frase,uma mensagem que nos acompanha toda a vida.Costumo aceitar que é esse o nosso ponto de encontro com o escritor.
è o nosso padrão das descobertas.
Obrigada,beijinhos
Maria josé

De Dolores Maria a 08.02.2008 às 22:14

Olá boa noite.
Mas hoje temos aqui um texto excelente.
O meu Avelino é um enamorado de Virgilio,
tem todos os livros e adora ler.
Eu para ser franca, não é dos meus preferidos
mas ele adora mesmo.

Muitos Parabéns por mais esta
MARAVILHA de texto

Sua sobrinha e admiradora

Dolores Maria

De Flor do Cardo a 08.02.2008 às 22:27

INTERESSANTEMENTE Interessante !
Realmente minha Amiga - o seu blog
é um cantinho Interessantemente
Interessante - estas são as palavras
exactas do meu neto Virgilio ao ler o
seu artigo.

"O melhor de uma verdade é o que dela
nunca se chega a saber."
"Teve uma ideia, tão original e tão
esquematizada em máxima sentenciosa,
que se tornou um lugar-comum e
perdeu a originalidade. Mesmo para
quem a criou."

Estas frases são de Virgilio Ferreira, entre outras,
mas são as preferidas do meu menino (já tem
28 anos- um mocetão) - e hoje como veio visitar
aqui o avô - pedi que as escrevesse aqui para
ser uma achega - a este texto especial.
Espero que tenha gostado, caso não conheça.

Hoje gostei de rever o meu amigo Falcato, o
Homem de Borba- como ainda me lembro dele.
Não o conheci no grémio como ao seu marido,
meu saudoso amigo - mas porque o Falcato
foi professor de meu filho Aristeu.
Um grande Homem.

Grato por ter tido o prazer de ler mais este
texto extraordinário.
Seu admirador (que prefere o anonimato)

Flor do cardo

De Maria José a 09.02.2008 às 21:35

Peço ao Avô que agradeça ao neto Virgílio as belas palavras de "outro" Virgílio que me apontou, e, bem assim as outras , tão lisongeiras que me dedicou.
O meu bom amigo Flor do Cardo gosta de me intrigar.
Acontece que, também acho graça ao mistério e, não me incomoda que o conserve, se assim lhe agrada.
Curioso achei o nome de seu filho.Mostra o seu gosto pela mitologia grega - tal como o de Virgílio, que refere como rapagão, o que não é de admirar dado o parentesco com Apolo, visto ser filho de Aristeu...
Obrigada pela sua presença que sempre me traz a alegria de um amigo que quer ser só voz -mas que
nunca falta.
Obrigada - um abraço
Maria josé

De Flor do Cardo a 10.02.2008 às 18:20

Minha cara Maria José
Li com muita atenção o seu comentário e passo
a contar-lhe uma pequena história.

Eu e a minha mulher vivemos em Paris lá
pelos anos40 - nas proximidades do Louvre -
e a minha saudosa
esposa todos os domingos passava o dia
no Louvre, pelo grande amor que tinha as artes.
Foi ai que ela se interessou pela Grecia
e por todaa história, em especial pela mitologia.
Via-a apaixonar-se por pedaços da história,
pelos deuses e via como ela se interessava
bastante por tudo a esse respeito.
Quando engravidou pensou logo nos nomes,
primeiro este, depois aquele, e mais o outro...
porém Foi ARISTEU - porque havia um pequeno episódio de dualidade com Moisés passo
a descrever:

"...viu que era Aristeu e foi logo comunicar
o facto a sua ama. Cirene então ordenou que
o filho fosse trazido para junto de si, ao
que o rio, cumprindo sua ordem, se abriu
deixando passar Aristeu, amparado de
ambos os lados pelas grandes colunas
de águas que se mantinham erectas..."

Foi este pormenor do mar e o rio se abrirem
que a fascinou.
Foi assim que nasceu o nome para o nosso
primogénito.
E o meu Neto Virgilio porque o pai(o meu filho)
é professor
de história na universidade (mas não a de
Pessoa de Moraes - da novela) - é noutra.

Vejo que a sua cultura também toca pelas
bandas da mitologia.
Agradou-me saber.

Cumprimenta-a

Flor do Cardo

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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