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“Não me move, Senhor, para querer-Te”

Sábado, 22.03.08

            Por vezes, de um ou de outro ponto do País, onde o “Linhas de Elvas” chega, recebo notícias, recortes de jornais, documentos, que alguns leitores cuidam ser de utilidade para mim – o que muito me sensibiliza e agradeço.

            Desta vez, Viana do Castelo, recebi “farto” presente, quer na quantidade das sugestões que me são propostas, quer na qualidade.

            Pego, para já, numa delas que, confio, há-de encontrar alguns outros apreciadores.

                         O Êxtase de Santa Teresa (grafito anónimo, Lx, 1994)

Trata-se de um soneto que em 1746 foi publicada com privilégio real em Lisboa sendo pelo Padre Fr. Joan Franco que o editou, atribuído, como pode ver-se a S. Francisco Xavier.

                                                

Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.

                                                         

            Sobre a qualidade do poema, não me manifesto.

            Quanto eu ousasse dizer, seria apenas sombra embotando a luz que dele irradia.

                           

            Porém, o curioso da situação é que o mesmo soneto é citado em mais dois artigos que também me foram enviados – como sendo da autoria de Santa Teresa de Ávila.

            O autor de um dos textos – Joaquim Montezuna de Carvalho -  entre considerações várias cheias de interesse, conta, que a autoria do célebre poema também foi (ou é ? ) imputada a Santo Inácio de Laiola, ao frade Pedro de los Reyes, ao Beato Juan de Ávila, a Lope de Vega ...

Por sua vez, Fina d’Armada (professora e escritora) sob o título: - “A cidade da Santa Doutora “ fala com entusiasmo e admiração de Santa Teresa afirmando que Ávila célebre pelas suas muralhas (as mais bem conservadas do mundo) e por toda a sua beleza – é mais célebre ainda pela sua Santa, cujo culto, aliás, é universal.

            Refere, a certo passo, como curiosidade que até na gastronomia a Santa é venerada designando-se por gemas de Santa Teresa, uns doces deliciosos da região. Conta ainda o pormenor da maneira como é permitida a visita a algumas dependências do Convento onde a Santa viveu.

            Nos compartimentos sem janelas – a luz vindo apenas do alto – os visitantes são fechados lá dentro sozinhos.

            Para sair tocam a sineta puxando uma grossa corda.

            Recria-se desta forma a sensação de clausura de quem por ali habitou, pensando, rezando e meditando.

Teresa de Jesús

 A emoção assim provocada, deduz-se, está também contabilizada no interesse turístico que gera.

 Estas e outras curiosidades, ao fim e ao cabo, enredam-se em torno dum poema de perfeição, beleza e espiritualidade que não permite dúvidas – mas – cujo autor não está, ao fim de séculos, perfeitamente identificado. 

De qualquer forma esta prova de amor por amor – este amor de graça votado a Deus – não deixa margem de dúvidas a ninguém que, só pode ser, linguagem de santos.

 

                Maria José Rijo

 

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.373 – 25 de Out. 1996

Conversas Soltas

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 20:49


19 comentários

De Gustavo Frederich a 23.03.2008 às 01:12

Querida Tia
Mas este texto é excelente.
Gosto muito dos poemas de Santa Teresa de
Ávila porque a sua profundidade é de uma
inspiração total e divina.
Acho que pela primeira vez encontravam
unidos
e harmonizados numa criatura o gosto activo
dos frutos da terra e a ânsia contemplativa
dos manás do céu.
..
A poesia místico-religiosa que floresceu no
século XVI e XVII na Espanha e na
França é tradicionalmente lida como
expressão
literária do poeta que busca a plenitude da
alma, a transcendência, a visão de Deus.
Através de alusões, metáforas e símbolos, a motivação religiosa se configura
poeticamente.
A particularidade de alguns desses poemas
se dá pela expressão quase sensual
do amor
ao divino: a alma que deseja ardentemente
ver e unir-se a Deus, estando ainda num
estágio de vida carnal, expressará de tal
forma este grande desejo de que o próprio
corpo será testemunha deste sofrimento
e desta busca.

E

“Ya toda me entregué y di,
y de tal suerte he trocado,
que es mi Amado para mí,
y yo soy para mi Amado.

Ou ainda:

Veis aquí mi corazón,
yo le pongo en vuestra palma:
mi cuerpo, mi vida y alma,
mis entrañas y afición.
Dulce Esposo y Redención,
pues vuestra me ofrecí:
¿Qué mandáis hacer de mí?”

Não concorda Tia?
Mas é o que me parece a mim.

-----
Eu estou com aquele que me habita
é claro que me acompanha
por isso o meu desenho resplandece
por isso me vês por outra figura
sanguínea e vital.
...
Vai-se embaçando o brilho dos meus olhos!
Apodrece o tutano dos meus ossos!
Crescem as unhas doidas nos meus dedos
Contra a palma da mão encarquilhada!
Medra o livor em mim de tal maneira
Que me babo de nojo do meu nada!
...
Eu estou com aquele que me habita
é claro que me acompanha
por isso o meu desenho resplandece
por isso me vês por outra figura
sanguínea e vital.
....

Estes são alguns dos meus preferidos.
Mas Santa Teresa é um manancial de
beleza a Cristo.

Muito bonito este texto tia.
Adorei.
Vou levar e traduzir para o meu amigo
padre ler e com ele poder conversar.

Que tenha um bom domingo de Páscoa.
Muito grato pelo comentário que fez para mim.
É mesmo muito querida.

Com muita amizade e carinho
Seu sobrinho
Gustavo Frederich

De Maria José a 24.03.2008 às 12:34

Pois é , Gustavo! - tínhamos aqui pano para mangas...
Desde os seus primeiros comentários, que subjacente ao que escreve se capta um certo misticismo que a pouco e pouco pela escolha dos temas me parece mais evidente.
Dê cá a mão, que navego também nesse barco...
Claro que quem procura "o"caminho olha quase com gula a maneira como outros lá chegaram.
Também a mim me perturba na poesia de Santa Tereza essa fusão de ascese e sensualidade.
Mas, não deixando o Santo de ser gente, como obstar a que o extase do corpo acompanhe o extase da alma, ou do espírito?
Lembro-lhe :- Vivre d'Amour´
E, como complemento : -Les Sacristines du Carmel
Beijinhos grandes, meu querido companheiro de dúvidas e de esperanças
Tenho-o no meu coração.Sinto-o como se me batesse à porta sorrindo e perguntando : - o que fez hoje?
Pensou no que falamos?...
E...era o ponto de partida para uma procura que só acabará quando a Vida acabar.
Que seja feliz - saudades
Tia Zé

De Gustavo Frederich a 24.03.2008 às 23:21

Viver de Amor, é dar sem medida
Sem reclamar salário aqui na terra.
Ah ! Sem contar eu dou-me bem segura
De que, quando se ama, não se conta !
Ao Coração Divino, transbordante de ternura
Dei tudo... ligeiramente eu corro
Nada tenho senão a minha única riqueza
Viver de Amor.

Viver de Amor, é dissipar o medo
Afastar a lembrança das faltas do passado.
Dos meus pecados não encontro vestígios,
Num breve instante o amor queimou tudo.
Chama divina, ó dulcíssima Fornalha!
No teu centro fixo a minha morada
É no teu fogo que eu canto alegremente:
«Vivo de Amor!...»

«Viver de Amor, que estranha loucura !»
Diz-me o mundo, «Ah! cessa de cantar,
Não percas os teus perfumes, a tua vida,
Aprende a empregá-la utilmente!...»
Amar-te, Jesus, que perda fecunda!...
Todos os meus perfumes são teus para sempre,
Quero cantar ao sair deste mundo:
«Morro de Amor!»

---
Acho LINDISSIMO este poema e fiquei muito
feliz por a saber tão devota desta Santa tão
querida da minha alma.

Muitos beijinhos tia querida

Gustavo

De José a 24.02.2010 às 16:06

Na sua citação há uns versos que constituem um poema de José Maria de Aguiar Carreiro ("Chuva de Época", Ponta Delgada, 2005), http://sol.sapo.pt/blogs/josecarreiro/archive/2006/11/04/O-_CA00_XTASE-SANTA-TERESA-D_1920C100_VILA.aspx :
TERESA D’ÁVILA



Eu estou com aquele que me habita

é claro que me acompanha

por isso o meu desenho resplandece

por isso me vês por outra figura

sanguínea e vital.

De Luis carlos Presti a 23.03.2008 às 01:18

Tia querida
Como ao outro seu sobrinho Gustavo - eu também
gosto imenso dos seus textos e poemas.
Não sou tão conhecedor - mas quero aprender
e aqui neste seu cantinho - tenho a certeza que
além de me informar sobre matérias que me
interessam também vou aprender a olhar a vida
de outros angulos diferentes.

Grato pelo seu comentário - dedicado a mim -
que me deixou muito feliz e amanhã
já estarei na minha casa de Florença - se
Deus quizer.

Foram muito boas estas férias aqui em Portugal
mas meu trabalho espera-me.
Voltarei brevemente
(espero seja já amanha sem falta.

Beijinhos Tia e Feliz Domingo de Páscoa

Luis Carlos Presti

De Maria José a 24.03.2008 às 13:02

Luis Carlos
Gosto de pensar em si nessa cidade maravilhosa. Há tres anos, num Verão, visitei Florença. Guardo dessa visita uma recordação indelével. Não me pergunte porquê, que não saberia explicar , mas tive a nítida sensação de que "estava em casa". Enquanto que Roma me pesou na alma, Florença, alegrou-me fez-me feliz com se estivesse a rever lugares de que guardasse fundas recordações. Sempre que lhe apetecer, fale da sua cidade. Terei gosto em a rever pelos seus olhos.
Fico sempre grata pela atenção que dispensa às minhas escritas. Cada um de nós reage de acordo com a sua maneira de estar na vida. Cada um de nós tem um olhar muito particular sobre cada coisa Por isso somos individuos. Por isso somos cada um - único.
E, ter pessoas tão diferentes gastando do seu tempo a prestar-me atenção só me enriquece, e, darem-me o gosto de vos sentir como sobrinhos torna-me, creia, uma velhota muito feliz
Beijinhos e boa sorte no seu regresso a casa
De todo o coração - tia Zé

De Dolores Maria a 23.03.2008 às 01:33

Boa noite Tia
Apesar do cansaço vim ler esta maravilha de
texto - sobre Santa Teresa.
Que feliz a coincidencia - eu sou devota de
SAnta Teresa e eu costumo rezar-lhe esta
oraçãozinha assim:

Nada te perturbe
Nada te espante
Tudo passa,
Só Deus não muda.
A paciência
Tudo alcança
Quem tem a Deus,
Nada lhe falta.
Só Deus basta.

Conhece Tia?
Também é a única que conheço.

Beijinhos Tia e até amanhã.
Feliz Domingo de Páscoa


Dolo res e Avelino
Luisinha e Dulce

De maria José a 24.03.2008 às 18:08

Queridos - não conhecia a oração que é linda e vou tentar fixar. A minha cabeça já se nega a "guardar" coisas novas, mas esta é tão pequenina que vou procurar habituar-me a ela.
Como referência vou chamar-lhe a oração da Dolores.
Espero que findas as cerimónias da Páscoa possa descansar um pouco mais, embora na sua idade as responsabilidades façam parte do encanto da Vida.
É muito bom sentirmo-nos úteis e amados.E, deve ser maravilhoso saber cantar e usar a voz para rezar cantando.
Lá na minha vila, hoje cidade natal, em Moura há um profundo culto a Nossa Senhora do Carmo.A festa em sua honra era em Setembro. comecei a ir lá pela Mão de miha Avó, mais tarde de braço com meu Pai, anos depois ia levando apoiada a mim minha tia Feliciana Isabel. Posteriormente, iamos meu marido e eu, e nunca deixaram de me comover as vozes fortes dos grupos de cantares alentejanos que quase faziam tremer a igreja entoando uns versos que terminam assim: e a cantar, a cantar vamos rezar.
Beijinhos, meus queridos e obrigada sempre pelas vossas palavras.
Abraça todos a tia Zé

De Flor do Cardo a 23.03.2008 às 01:37

Vim ver as novidades e deixar um abraço
de Páscoa Feliz.
Este seu texto é mesmo muito bom, como
todos os que tem aqui neste blog maravilhoso.
O seu espólio é GRANDE , RICO e Variado.
Adorei os seus bonecos de madeira aqui na
exposição - no lado esquerdo - nesta barra.
São uma perfeição.
Os meus Parabéns.

e grato pelo seu comentário .
Com muita admiração
por uma escritora e poetisa que tenho
o prazer de ter conhecido na Juventude.

Seu grande admirador

Flor do Cardo

De maria José a 24.03.2008 às 21:55

Flor do cardo
Não sei como, mas respondi ao seu comentário fora do lugar. Peço desculpa. mas...a verdade é que a resposta está lá
Maria José

De Adalgisa Alexandra a 23.03.2008 às 17:13

Minha querida Tia
Hoje neste domingo de Páscoa vim dar-lhe
um beijinho muito especial.
E dizer que gosto sempre SEMPRE dos seus textos
tão maravilhosos.

Muitos beijinhos Tia Querida

Gisa

De maria josé a 24.03.2008 às 21:19

Querida Gisa
Venho deixar-lhe um beijinho para lhe provar que também me lembro de si e ´dizer-lhe que desejo que
já esteja absolutamente adaptda à Invicta.
Por cá temos tido lindos dias de sol,mas um ventinho frio de arripiar. Mesmo assim tenho saído todos os dias. Não se feche em casa, está bem?
Conte os paseios que fizer.
Beijinhos - tia Zé

De Álvaro Lopes Ranita a 24.03.2008 às 00:38

O seu blog cresce a cada dia e a cada dia
nos mostra uma beleza especial, um pedaço
de vivencia - que nos dá a conhever.

Leio com muito interesse - todos os dias - daqui
da minha casa de Leiria - todos os dias.
É verdade que nem sempre escrevo - mas passo
cá todos os dias.

Estou encantado com os seus textos, com o que
leio e até aprendo, aqui, neste lugar onde mora a
melhor prosa e poesia.
Parabéns e por favor mostre-nos mais... muito
mais desta sua obra.

Um abraço deste seu admirador

Álvaro lopes Ranita

De Maria José a 24.03.2008 às 21:25

Alvaro Lopes Ranita - Gostei de rever o seu nome e, agradeço a sua visita.
É sempre bom estar com amigos ainda que seja na troca de breves palavras
Retribuo o seu abraço que estimei receber- obrigada
Maria José

De Nuno Prazeres a 24.03.2008 às 00:47

Já vai tarde na noite e na minha volta pelos
meus blogs favoritos cheguei finalmente aqui,
neste seu cantinho.

É curioso ver a quantidade especial de textos bons
que aqui nos apresenta, textos que evidenciam uma
vasta obra e uma cultura extensa. Gosto muito de
ler os seus textos porque aqui apresenta-nos uma
forma perfeita de escrever o português, hoje em
dia em decadencia - porque cada vez se escreve
pior e presumo que cada vez será pior.

Devo dizer-lhe que venho imensas vezes aqui ao
seu blog na procura de textos que acho especias,
ou por assuntos ou até pela poesia que contêm -
mas digo-lhe também que foi o meu professor
na universidade que nos aconselhou a ler e a
reflectir os seus ensinamentos, ou procurar
simplesmente textos que nos ajudem na matéria.
Devo dizer que não sou o unico que deles tira
lições de vida (e não só).

Muito obrigada e por favor - não deixe de fazer
as actualizações.

Bem haja

Nuno Prazeres

De Maria José a 24.03.2008 às 21:45

Nuno Prazeres
Quem agradece sou eu, e de que maneira!
Presumo que seja jovém por contar que recebeu de um professor o endereço deste blog
Só isso já me torna duplamente grata.
Na sua presença, conto o conforto de duas visitas o que me torna feliz. Na minha idade é muito consolador sentir que valeu a pena - e vale sempre a pena - o que de nós se tentou dar , quaquer que seja a maneira que se encontrou para o fazer.
Obrigada pela vossa atenção
Sinceramente- obrigada
Maria José

De Maria josé a 24.03.2008 às 20:55

Meu Amigo - passei o domingo de Páscoa em casa. Almocei só.Não é que queira fugir dos amigos, mas, a não ser em nossa casa, sinto-me mais só no meio de muita gente. Sabe como é. Fica-se com a impressão de não pertencer a grupo nenhum quando nos falta o nosso par. Então, como à última hora minha irmã não veio, por circunstâncias imprevisiveis, calei-me, arranjei um lindo tabuleiro para mim e fui almoçar para a marquise olhando as olaias em flor e o movimento da praceta.
Foi uma experiência diferente, até porque cada um de nós que tenha boas lembranças para recordar, pode chama-las a si e voltar à infância vivendo "o faz de conta"
De tarde saí com uns amigos
Esteve um dia de sol mas havia vento e estava frio.
Fomos de carro ver o Guadiana que agora com o Alqueiva parece um lago.Se for espreitar o blog da Paulnha "Estranha maneira de ser"verá sempre apontamentos daqui da nossa terra.
Desejo-lhe muita saude e agradeço as suas palavras amigas
Um beijo Maria José

De Anónimo a 06.11.2009 às 17:54

Olá;
Bela página. Faltou apenas mencionar o nome do tradutor do soneto: trata-se do poeta brasileiro Manuel Bandeira (1886-1968; in: "Alguns poemas traduzidos". Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2007).
O original castelhano é assim:

No me mueve, mi Dios, para quererte
el cielo que me tienes prometido,
ni me mueve el infierno tan temido
para dejar por eso de ofenderte.

Tu me mueves, Señor; muéveme el verte
clavado en una cruz y escarnecido;
muéveme ver tu cuerpo tan herido;
muéveme tus afrentas y tu muerte.

Muéveme, aí fin, tu amor, y en tal manera,
que aunque no hubiera cielo, yo te amara
y aunque no hubiera infierno, te temiera.

No me tienes que dar porque te quiera,
pues aunque lo que espero no esperara,
lo mismo que te quiero te quisiera.

Forte abraço;

José Leonardo Sousa Buzelli

De Anónimo a 06.11.2009 às 17:59

Olá novamente;

Há uma tradução mais antiga para o português, essa sim, atribuída a S. Francisco Xavier (e que omite o nome do tradutor):

Não me move, Senhor, para querer-vos,
a Glória que me tendes prometido;
nem me move o Inferno, tão temido,
para deixar, por isso, de ofender-vos.

Moveis-me vós, Senhor, move-me o ver-vos
pregado nessa cruz e escarnecido;
move-me o vosso corpo tão ferido
e essa morte que vejo padecer-vos.

Minha alma em vos amar tanto se esmera,
que inda a faltar o Céu eu vos amara,
e, não havendo Inferno, vos temera;

nada, por vos amar, de vós, espera;
pois, se o que espero em vós não esperara,
o mesmo que vos quero vos quisera.

Essa encontrei na rede, e portanto não posso oferecer nenhum dado bibliográfico.

José Leonardo.

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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