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Aguarela Triste

Sábado, 26.04.08

O Luar ?

Lambendo a rua devagar…

A aragem ?

Mexendo de mansinho na folhagem…

A cidade ?

A dormir ao fresco e claridade !

 

Ela ?...

Parada e só na calçada

Desenhada a negro p’la luz

Na parede caiada.

 

Não dormia !

Não sonhava !

Era ofício – esperava.

Não já amor – nem vício,

Pão e Dor…

 

Conheci-a, tão menina,

Como o filho que ela teve

Quando deixou de ser menina !...

Porque ficou parada – só na calçada,

Desenho a negro

Em qualquer esquina !

.

Maria José Rijo

5 de Maio de 1956

.

II Livro de Poemas

Paisagem

Desenhos da Autora

Poema Nº  8

Pág - 41

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:33


8 comentários

De Dolores Maria a 26.04.2008 às 23:58

OLá olá olá
Mas hoje tivemos um belo dia de calor e aí a tia
também teve um dia de verão?
Espero que sim. E só agora vim ver o seu blog
que por sorte já tinha este lindo poema.
Gosto muito dos seus poemas - a Luisinha diz
que são Muito Bons.
Ela colecciona os seus textos poeticos e muitos
dos outros que ela gosta.
Já tem muitos e alguns encadernados.
Tem ali uma verdadeira fã.

Com muita admiração de todos estes seus
sobrinhos do Norte

DO LO RES

De Maria José a 27.04.2008 às 21:24

Dolores - não avalia como é consolador encontrá-la aqui no dia a dia sem o peso de a pensar presa no hospital.
Na verdade nada compensa a saude.
Fico muito lisongeada com o apreço da Luisinha
pelos meus poemas e desenhos. Eu própria às vezes sinto que alguns deles procuram expressar uma ideia de força ,que não me parecia conseguida pelas palavras.
Agora, muitas vezes quase me parecem de outra pessoa que me foi muito próxima mas não sou eu.
Beijinhos e muito, muito obrigada, meus queridos - tia Zé

De Aristeu a 27.04.2008 às 00:08

Como meu Pai costuma dizer aqui
Cara Amiga
Hoje - agora - antes mesmo que meu pai venha
ao seu blog - beber as suas palavras poeticas de
hoje - eu vim primeiro.
Hoje - Dona maria José - o meu coração já está
calmo porque o meu filho - já está em casa - ainda
combalido - o dengue não é brincadeira fácil e aqui
mata -- mas ele está em casa a descansar.
Queria agradecer-lhe as suas palavras amigas -
as suas orações - a sua amizade - a distancia
afinal também é capaz de aproximar as pessoas.

Estou-lhe muito grato por tudo.
Com muita amizade

Aristeu

De maria josé a 27.04.2008 às 21:41

Aristeu
Eu costumo dizer, porque assim penso, que só sabemos bem o peso de bem e mal, depois de vivermos as circunstãncias que os provocam.
No entanto, depois de tantos anos de vida e tão recheados de experiências várias não me parece fora de propósito afirmar que : - avalio o susto que viveram e, estou convosco nesta festa de regresso a casa de Virgilio.
Parabens! parabens e um grande, muito grande e amigo abraço por tão feliz acontecimento
Grata e amiga
Maria josé

De Gustavo Frederich a 27.04.2008 às 00:27

Hoje caminhei com Antares ...
por entre os trilhos da floresta negra - cheia
de novidades e de verdes acabados de pintar -
vaidoso, vestido de negro, de crinas esvoaçantes
entrançadas - muito lindas...
Consegue acompanhar este meu caminhar pela
floresta? Eu sei que sim que a Tia é bem capaz
de compreender o meu enlevo por este Antares.
Ainda recordo (e muito) o meu branquinho o lindo
Aldebaran - pensará que é demasiado este enlevo
por cavalos - mas não nos dão dissabores como
a humanidade na amizade ... dissabores ... mas
a vida continua e agora que já lhe contei da minha
alegria de hoje
vou dizer que o poema de hoje é excelente - este
seu livro Paisagem é mesmo muito bom.
OS meus PArabéns Tiazinha querida

Com imensa admiração
Gus

De Maria josé a 27.04.2008 às 22:25

Meu sobrinho querido
Sabe que o "vejo" no seu cavalo negro? - sabe que sou capaz de escutar o som das patas num trote bem cadênciado?
Sabe que até lhe escuto o resfolegar?
É bom imaginá-lo a readquirir o gosto pelo seu desporto preferido.
É bom senti-lo a readquirir os hábitos que lhe dão gosto pela vida.
Estou feliz por si.
Penso que o seu amigo sacerdote também estará contente. Faz bem à alma sentir a alegria dos nossos amigos. Obrigada por mesmo quando triste não ter deixado de de vir ao nosso convívio.
O Gus é um qurido.
Um beijo - tia zé

De Flor do Cardo a 27.04.2008 às 02:29

Cara Maria José
Creio que hoje vai ter uma surpresa - quero dizer
quando for ver os comentarios - pai - filho e neto
os três deixaram comentários no seu magnífico blog.

Sabe acho que que aqui tem um grupinho de gente
que todos os dias lêm com o mesmo interesse -
o interesse de ler uma boa prosa e poesia - e aqui
a Maria José dá-nos essa alegria.
Os seus textos são fantásticos.
Eu sempre disse isso e a minha mulher adorava
ler em voz alta para que todos a ouvissemos -
era um ritual que não esqueço. 50 e tal anos a
ler as suas A Lá Minutes e depois as sua -
igualmente magnificas - conversas Soltas.

Continue - por favor.
Com admiração

Luciano

De Maria José a 27.04.2008 às 22:51

Meu bom Amigo
Primeiro um abraço grande, grande , de parabéns por já respirar mais tranquilo com o Neto em casa.
Depois, agradecer-lhe a alegria de me ter presenteado com dois amigos novos. Seu Filho e seu Neto. E, o Luciano sabe a importância que os afectos têm em qualquer vida, quanto mais nas nossas idades.
Pois que Deus lhe pague pelo bem que me faz.
Obrigada também por encontrar sempre palavras amigas para mim no apreço pela minha escrita.
Um abraço grande - Maria José

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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