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A Visita de Maio

Sexta-feira, 30.05.08

Jornal O Despertador

Nº 233 – 28 de Maio de 2008

  

A Mulher, tinha nascido na aldeia de Santa Clara do Lorêto, a que toda a gente, não sei porquê, chamava de aldeia da Boa- Vista.

Pensando agora nisso fico surpreendida por, enquanto vivi em Beja, nunca me ter dado à curiosidade de investigar o porquê destas duas designações para a mesma localidade, estando ali tão perto…

Eu tinha feito o Liceu em Beja. Na minha vez de o frequentar já se chamava de Diogo de Gouveia

– pedagogo e teólogo que nascera em Beja em 1467 – (reza a história que foi ele quem fez vir para Portugal os Jesuitas, aí por 1540, e entre eles S. Francisco Xavier, que se havia de tornar o apóstolo do Oriente.)

 Dois anos antes de mim, minha irmã entrara, para o velho Liceu Fialho de Almeida, situado, então, na ampla e bela Praça da República, que pelo novo foi substituído quer no nome, quer na localização.

Fialho de Almeida

Fialho vivera em Cuba, a vila onde me casei, na casa que havia de vir a ser habitada pela minha família. É evidente que, criança que era, não me importou, na altura, a mudança do nome que mais tarde viria a deplorar, pois morar na casa que fora de Fialho dava um certo frisson e, fazia ainda mais desejar para ele todas as homenagens possíveis, principalmente depois de conhecer a sua obra e, pormenores da sua personalidade narrados a cada passo por pessoas que, com ele, ainda, haviam convivido.

A casa era antiga e bela, com um amplo quintal, cheio de violetas nascidas ao acaso pelo chão e, em tufos, rente ás paredes. Tinha uma acácia de copa majestosa, de flores brancas como a da casa de Camilo em Seide, por onde o meu gato se aventurava intrépido perseguindo, em vão, a passarada.

 Dela, também se poderia dizer comoRégio da sua própria: “Cheia dos maus e bons cheiros – Das casas que têm história, - Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória – De antigas gentes e traças, - Cheia de sol nas vidraças – E de escuro nos recantos, Cheia de medo e sossego, de silêncios e de espantos, _ Quis-lhe bem como se fora – Tão feita ao gosto de outrora – Como ao do meu aconchego.”

Era assim – também -  que eu a sentia e, em viver nela me deliciava.

Ora esta conversa encadeou-se, sem que disso, quase, me desse conta, porque a postura absolutamente vertical daquela – tal mulher -  a que dei trabalho e depois se tornaria uma grande amiga que ainda conservo, volta e meia, retorna à minha memória como me ficou registada no coração especialmente quando vejo gente, sem reagir, acomodada ao infortúnio.

E, isso aconteceu, quando regressei a esses locais onde havia passado infância e juventude para, então com meu marido, voltar a habitar em plena época do vinte e cinco de Abril.

A mulher que se postou na minha frente para contratar trabalho, era ainda nova. Trinta anos, talvez.

Deixara o campo, porque sofria do estômago e já não conseguia suportar a dureza dessa vida.

          

Todos os habitantes, da aldeia, como ela também, pagavam foro ao dono do povoado para lá terem suas casas, porque todo o chão lhe pertencia.

Era tudo gente nascida e criada nesses tempos de submissão e dependência dos grandes proprietários.

Pois mesmo assim, ou por virtude disso, ao outro dia quando se apresentou para trabalhar, olhou-me de frente, bem nos olhos e perguntou, numa voz segura e fria: - para onde é que a senhora manda o meu corpo?

 

É desta fibra a minha gente alentejana.

 Isaurinda Brissos esta é a tua gente

                    Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:27


16 comentários

De Dolores Maria a 30.05.2008 às 23:38

Olá Tia
Boa noite - hoje cá temos um textinho bem bonito,
uma reminiscência - gostei muito.
E também das suas imagens. Adorei o seu gato e o
seu cãozinho.
Lindos os dois.

Ainda bem que voltou - mas estou a esperar de um
comentáriozinho seu para ficar descansada - está
adoentada não está?
Sinto que sim.

Beijinhos Tia

DO LO RES

De maria José a 31.05.2008 às 09:58

Olá meus Queridos!
Eu sei que deveria ter tido o cuidado de prevenir que uma séie de afazeres me afastaria deste convívio.
Acontece que nunca avaliei precisar de tanto tempo ...
Foi só isso que me "calou" por tantos dias , mas saibam que contar convosco me ampara imenso quando me dá esta onda de ter piedade das mazelas do corpo que habito e isso torna-me preguiçosa, lamurienta e chata até dizer chega!
Então, recolho-me como o caracol. Fecho-me na casca e pronto!
Mal me cheira a sol cá estou eu com o abraço e a ternura de sempre.
Um beijo - tia zé

De Dolores Maria a 01.06.2008 às 01:24

Oh tia querida até estou comovida com as suas
palavras.
Estou tão contente - acredite que cheguei a sonhar consigo - com certo medo - não sei...nem sei...

Tia obrigado por ter voltado.
Gostamos muito de si e deste convivio diário - já é mais de um ano que mantemos estas conversas
por este meio.

Com muita ternura
Dolores

De Flor do Cardo a 31.05.2008 às 00:00

Muito boa noite
Senhora Dona Maria José Rijo
Cá estou eu mais um dia - mais uma noite - Hoje
retomei a leitura dos classicos para distrair-me um
pouquinho.

Mas o meu vicio já não é a leitura de livros - eu
quero - mas já não consigo - falta-me a força
interior e a capacidade de me entregar a essa tarefa,
leio uns dez minutos e pouco mais depois venho
para o computador - para este blog e fico aqui -
leio isto, aquilo, acolá... gosto de estar por aqui...
notei que tem falhado ao nosso ponto de encontro
aqui nestas caminhos de sebes largas de flores -
como nos Açores.

Junto a minha preocupação à da Dona Dolores,
no comentário primeiro.
Espero que a minha amiga não esteja adoentada,
na verdade na nossa idade as mazelas aparecem
a cada dia - as nossas capacidades desaparecem
em menos de nada - todos os dias perde-se um
pouquinho mais e isso assusta-me até à medula.
ser velho é um prejuizo que temos nesta vida - é
como ir perdendo o sol a cada dia.

Mas não quero transmitir-lhe a minha tristeza interior
em relação ao que eu penso do envelhecimento.
É Bom ... mas muito triste, muito.

Cara Maria José renovo o desejo da Dolores aqui
no meu espaço - Diga-nos algo - apenas uma
palavrinha para sabermos que continua interessada
neste caminho que fez aqui para olharmos as suas
linhas.

Com muita admiração
Luciano



@@@@@@@@@@@@@@@

Agora sou eu
O Aristeu que estando aqui junto de meu Pai
aproveitei o espaço deste comentário para lhe
deixar também uma palavra de`ânimo.

Sinto - que não está bem- porque este blog sem
os seus comentários é como um corpo sem alma,
embora o corpo seja perfeito cheio de uma beleza
transparente, admirável e cheia de vida... Mas
parte dessa vida - vem de si - da sua alma que
brilha em cada palavra - em cada frase, em cada
ideia - em tudo o que faz parte deste blog.

Acredite que os seus comentários são como flores
perfumadas para cada um que aqui deixa uma
palavrinha.
O Bom dos blogs é que quem escreve neles tem
alma grande - como a sua.
O meu Pai está numa fase baixa de estima e de
animo onde as dores do seu velho corpo já não
acompanham a alma que parece correr em verdes
prados.

Tia (se me permite a ousadia)
Volte aqui para o nosso convivio (se é que eu posso
pedir-lhe que volte - que precisamos de si AQUI)
Grato e um grade beijinho

Aristeu

De Maria josé a 31.05.2008 às 10:56

Eu devia ralhar consigo!
E ralhar muito! - e era muito bem feito!
Então não me quis visitar quando estive doente , apesar dos pedidos de Aristeu, nunca me apresentou a sua Mulher, que ao que me conta, gostava mais de mim do que eu mereço! - não se veio despedir quando foi para o Brasil! - e, leva o tempo a dizer que é meu amigo!? - escondeu-se por detrás dos cardos quanto pôde e sabendo a direcção do jornal,e, até a minha, ainda não se lembrou de me enviar uma fotografia dos três para não me deixar a falar com sombras!?
Quanto ao resto meu amigo! - cá e lá, maus fados há!
As moradas das nossas almas acusam a teimozia de as obrigamos a aguentarem-se de pé.
Dizia minha Mãe, consolando-nos com a aceitação da sua sabedoria: - tudo o que tem começo, tem fim.
Muitas vezes agora, lembro o meu amigo, doutor Falcato quando irónicamente me dizia : - quem vive só, não morre ! aparece morto.
Era o lamento, que tinha, quanto aos seus...
Estou consigo dando graças a Deus por Aristeu, Virgílio e por todos os filhos , netos e até Amigos que a nosso lado olham os poentes desta Vida de mãos dadas connosco..
Um beijo para os três
Maria josé

De Flor do Cardo a 01.06.2008 às 11:02

Aceito tudo o que disse realmente mereço essa
orelhada - mas tem de compreender - sou e pode
parecer-lhe mentira mas sou muito tímido.
Sempre respeitei muito a Senhora e gostava imenso
de a ouvir falar. A minha mulher tinha , por si uma
admiração muito grande - porque a Senhora escrevia
muito bem e era uma oradora nata.
Apreciava bastante os seus trabalhos e muitas vezes
me pediu para ir a sua casa - mas eu ... Nem sei
porquê - timidez.
Certa vez no Grémio o seu marido, eu e um outro
Amigo de seu marido - creio que seria, um Sr.
de
apelido Gazalho ou algo parecido (esta minha
cabeça já não dá uma para a caixa) - já não
me recordo do primeiro nome - falava de uns
bonecos de madeira que a
Senhora tinha feito, ele o Zé, falava com tal admiração
que nunca mais me esqueci.
Creio que são estes bonecos de madeira que
tem aqui
na barra lateral.
Compreendo agora aquelas palavras de então.
..
Compreendo esses mau fados de que fala - temo
sinceramente o meu fim - não que tema a minha
morte - temo porque não queria fazer sofrer
os meus meninos - com a minha partida - mas isso
vai ser inevitável.
Se a Senhora pensar também tem, claro que terá,
quem muito goste de si e que vá sofrer com a sua
partida - é a isso, a esse ponto - que temo faze-los
sofrer - mas ... já não está na minha mão...
-
Muito sabia a sua mãe e esse seu amigo porque
é a mais pura verdade - o que lamento ter de
confirmar - minha amiga.
Já nem sei se chegar a esta idade é um bem ou
antes um azar, um pesadelo...

Minha amiga - Desculpe se de algum modo a
magoei - se este Cardo a picou - foi sem querer -
o cardo - esta flor foi o meu escudo - o meu
isolamento.
Talvez não se lembre de mim - mas não fique
triste - eu realmente não sou ninguém - sou
apenas um admirador da sua obra literária e da
sua pessoa - por Longos anos segui os seus passos
nestas coisas de escrever - .
Espero - com tudo isto - me possa perdoar e me
deixe continuar a admirar este blog - que é a minha
companhia - nestas horas imensas que fazem
parte dos meus dias - nesta minha vida... que
qualquer dia - se há-de apagar.

Com imensa admiração

Luciano

De Adalgisa Alexandra a 31.05.2008 às 00:05

Hoje vim a correr
Li e gostei como sempre os seus textos são sempre
uma perfeição, uma admiração.

Adorei
Mas... por onde anda que não em aparecido Tiazinha?
Não me diga que está doente?
Não queria que estivesse doente - fico preocupada
só de pensar nisso.

Beijinhos
e volte depressa para nós

Gisa

De Maria josé a 31.05.2008 às 11:05

Gisa
É sempre bom vê-la aqui.
Não faz ideia de quanto me alegra ter este grupinho de fieis amigos.
Às vezes detenho-me a imaginar que bom seria que me batessem à porta e fosse-mos para a cozinha fazer um chá umas torradas para depois saborear tudo entre dois dedos de conversa...
Mas... que nos saibamos governar com o que temos...
já é sinal que temos alguma coisa
Obrigada, sempre - um beijo tia Zé

De Adalgisa Alexandra a 01.06.2008 às 11:05

Que bom seria poder
corresponder a esse convite de torradas e chá.
Adoraria poder conhece-la pessoalmente - quem
sabe se um dia...
Acredite - gosto muito de si e de a "ouvir"
Beijinhos Tia
e que tenha um bom Domingo

Gisa

De Gustavo Frederich a 31.05.2008 às 00:28

Tia
Mas então por onde anda?
Que lhe aconteceu? É de saúde - é por isso que tem
faltado ao nosso convivio?
Volte Tia.

Gus

@@@

A UM MORIBUNDO
.
Não tenhas medo, não! Tranqüilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono...
A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
As asas de uma pomba que tem sono...
O que há depois? Depois?... O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?
Que importa? Que te importa, ó moribundo?
- Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!...

Florbela Espanca

De Maria José a 31.05.2008 às 12:14

Aqui estou.
Aliás, sempre estive.A Paulinha vai mantendo a chama, só quando o trabalho a inibe , ou, como agora, algum luto, de todo, a incapacita, ela deixa de
investir a sua dedicação e generosidade na tarefa que empreendeu de me ajudar a viver menos só.
Recentemente pus a mim mesma essa meditação.
Leva-se uma vida a escrever,( sem lucro, no meu caso, que nunca à excepção da antiga Emissora Nacional alguém me pagou qualquer escrito) para o fazer privamo-nos do convívio com amigos, de festas, de quanto for necessário para se dispor da solidão que o permita concretizar...
É assim , também, para pintar ou qualquer outra "devoção"a que nos entreguemos.
O tempo vai passando o núcleo de íntimos que nos entendia foram partindo à nossa frente...
Um dia acordamos conscientes da nossa solidão e, necessáriamente paramos para fazer balanço a um passado de que não nos devemos queixar porque foi feito à nossa vontade, talhado por nós mas que a esta distãncia, no tempo, interrogamos sem angustias, mas, com dúvidas nas opções feitas.
Acontece então que a piedade por nós é uma forte tentação.
Tavez seja esta agora a prioridade - resistir a essa tentação.
Piedade magnífica só a de Miguel Angelo! - não é?
Nunca agradecerei demais os seus comentários, a "presença" do "nosso" ( posso dizer assim?) amigo Padre, e tudo o mais...
beijinhos
Tia zé

De Gustavo Frederich a 01.06.2008 às 11:17

Minha querida Tia
Sinto que está fragilizada que a solidão por vezes
é imensa e atira para um canto - sem vontade de
nada...
Mas a vida - como diz e bem - o nosso amigo padre
-" tudo dá e tudo tira - por vezes tira demais da conta
e deixa-nos perdidos entre o viver e o desejar partir".
O nosso amigo padre - chama-se Nicolau e eu
chamo-lhe de - padre Nicos - a que ele acha imensa
graça - portanto o Nicos e eu - conversamos muito
a seu respeito - sobre os seus escritos e ele tem
admiração por si - em especial no que toca ao seus
poemas - que ele acha terem uma força imensa
tocando bem alto - lá junto do altissimo.

Já por duas ou três vezes ele lá no pulpito da sua
igreja diz frases suas e até pedaços de poemas seus.
Referindo-a como amiga que escreve olhando a
face de Deus.
Eu fico sempre emocionado - e penso que te-la
conhecido - mesmo aqui nestes meandros da net
é muito bom - mesmo de verdade.

Não se sente assim - olhando apenas o passado,
sentindo apenas saudades do que já passou...Não
por favor olhe o futuro - desse futuro que falam os
seus artigos - as suas poesias - não se sente ...
não se abandone assim - eu preciso de si - mesmo
aqui - de longe - neste lugar afastado de si...

Pense nisso...
Há quem precise de si - como eu...
Um beijinho grande e desejos de um bom domingo
Seu sobrinho
Gus

De Maria José a 02.06.2008 às 20:51

Hoje ouvi no noticiário falar de um campo de equitação no centro de Lisboa.Apareceu D. Duarte Nuno na inauguração .Como o meu sobrinho querido não veio hoje à conversa eu venho saber se trouxe Antares ao concurso e, em caso afirmativo se quer vir almoçar comigo e trazer o Padre Nicos também.
Ora veja lá que delícia se pudesse ser assim...
Já me via atarefada a fazer o seu doce preferido, porque então era indesculpável se eu o não soubesse.
Que esteja bem!
Beijinhos tia Zé

De António Piedade a 31.05.2008 às 11:43

Depois de algum tempo sem vir a esta sua casa,
voltei finalmente. Voltei porque a minha saúe também
voltou a mim e esta vontade de fazer algo já está
novamente comigo.

Li e apreciei muitos textos que tinha perdido a oportunidade de ver no dia a dia.
Todos muito bons acredite que tem aqui um blog
de grande qualidade literária.
Gosto muito desta sua forma de escrever, desta sua
forma de contar e cantar a vida.
Muito obrigado por nos dar a oportunidade de
poder ler os seus textos.

Parabéns minha Senhora por este belo blog.
Seu admirador

António Piedade

De Maria José a 31.05.2008 às 12:26

Apraz-me saber que está bem.
Obrigada por ter voltado.
Sem amigos este blog não tem sentido. Ele é feito todo pela minha sobrinha de coração- a Paula - que com a sua sensibilidade embeleza tudo quanto toca. Minha, só é a escrita.
Há mais generosidade em quem admira do que em quem escreve.
Escrever é quase um constrangimento para quem o faz - admirar é uma virtude é bondade
obrigada maria josé

De Fisga a 01.06.2008 às 12:20

Bom dia Sra. D. Maria: Eu fico sem palavras, quando leio os seus trabalhos aqui publicados, e como tal, paro de ler e começo a pensar: Que grandes mentiras, inocentes é verdade, que se dizem quando como eu já disse muitas vezes, mas que não vou dizer mais, tais como, eu conheço mais ou menos o Alentejo: Na verdade só se conhece algo quando se lhe conhece a história, profunda, e essa não está lá escrita nos murais do Alentejo profundo. Obrigado pelo seu trabalho. E um bom fim-de-semana. P. S, eu não sou alentejano, mas tenho grande admiração pelo Alentejo e pelas suas gentes.

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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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