Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Postal de parabéns - 1999
Jornal Linhas de Elvas
Nº. 2.519 – De 3-Setembro de 1999
Conversas Soltas
Quase me apetecia escrever-te como se fosses uma pessoa – Linhas de Elvas - Apetecia-me, até chamar-te, como nesses casos é de bom uso : - querido, ou expressão parecida que espelhasse igual afecto. Claro que te sinto como um amigo, e por essa razão, mau grado as vicissitudes destes tempos nada fáceis, que a Vida me reservou, não posso deixar passar sem te dar um abraço de muito afecto a data em que nasceste.
Referi os tempos porque são eles que tudo mudam ou, talvez seja mais exacto afirmar que é com o tempo que as mudanças se vão processando. O que ontem de sobejo conhecíamos altera-se de tal forma que se nos apresenta senão como coisa estranha pelo menos tão diferente que numa primeira impressão nem nos parece familiar. Devem assim sentir as mães que acompanham os filhos à porta quando vão para a tropa e depois os vêem retornar, porta dentro, de cabeça rapada, botas de cano negras e ensebadas e farda de camuflado sarapintada de verdes e castanhos.

Não fora o coração a identificar, logo, o que se ama que, só pelo olhar, quase se hesitaria. Assim foi agora contigo e comigo, querido Linhas!
Como tu mudaste!
Jornais e pessoas não podem ter posturas semelhantes frente à Vida. As pessoas envelhecem; os jornais podem inovar e renovar-se.
Mas a pessoas e jornais pode pedir-se um ideal, um objecto comum: fidelidade a princípios, coragem, ousadia, até, na defesa desses valores e no culto desassombrado da verdade.
Afinal, os jornais, são obra dos Homens e, hão-de sempre, com qualquer formato ser o reflexo dos sentimentos que encherem os seus corações.
Não admira pois, que seja esse o voto que aqui renovo e que, pela minha parte, na modéstia do meu contributo, a ele me submeta também, indiferente a aplausos ou apupos desde que segura em consciência de servir os meus deveres de cidadania.
Felicidades – Longa e nobre Vida! - Sorte!
Sorte! - Que sempre a sorte ajuda.
Maria José Rijo
Autoria e outros dados (tags, etc)
3 comentários
De Gustavo Frederich a 05.09.2008 às 23:22
A sua exposição está a chegar...
Espero que esteja feliz e sei que estará também
nervosa, ou algo parecido, porque um exposição
arranca-nos sempre muita emoção.
Este fim de semana vou com o nosso amigo padre
a Pietrelcina porque chegou a hora dele se reformar
e decidiu entrar para a casa do Santo Padre.
Pois é tia
vou ficar sem este grande amigo, aqui, sempre ao
pé da porta, ao alcanse do coração.
Vai ser dificil... mas não há outra solução...
Vou pedir por si, ao Santo Padre para a proteger e
animar no tempo da sua exposição.
Adorava poder ir ter consigo e olhar, bem de perto
para as suas obras, as suas telas, os seus bonecos
de madeira... os seus trabalhos.
Mas não posso, o que muito me entristece.
Gosto muito de si Tia.
Muitos beijinhos
Gus
De Flor do Cardo a 05.09.2008 às 23:28
Aliás, não são todos?
cara Maria José
é muito agradável poer reler estes textos que já li
e que agora releio com o mesmo prazer de então.
Como eu recordo bem o Ernesto e até o Zé Rijo
quando nos encontravamos, por vezes para tomarmos
um cafézinho.
Belos tempos que já não voltam mais.
Já o meu amigo me enviou o programa do São
Mateus e outras tantas informações.
Nem imagina as saudades que me trouxeram.
Minha amiga, bom fim de semana e desejos que a
sua exposição seja um EXITO.
Será certamente, não tenho duvidas.
Um abraço
Luciano
De Adalgisa Alexandra a 05.09.2008 às 23:31
Vim para deixar um enorme beijinho a esta minha
tão querida tia.
Gostei imenso deste seu texto de parabens.
Beijinhos tia
Gisa



