Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Aniversário - 2007
Jornal Linhas de Elvas
Nº 2.933 – 6 – Setembro de 2007
Conversas Soltas
..
Neste somar de dias com que os anos se contam...
Neste contar de anos feitos da soma dos dias...
Neste fazer de contas...a que sempre se sonha, quer, e deseja juntar mais uma parcela.
De cabeça, contando pelos dedos, ou de qualquer outra forma que se faça a adição, chegados à data de hoje, todos diremos:...e, vão sete!
E, vão sete depois do ano 2000 em que se completou meio século após o nascimento deste jornal.

E, vão sete! – Assim se diz falando do passado, do adquirido, do património de vida acumulado.
E, é com este lastro, com esta experiência que se enfrenta o futuro.
Quando este jornal nasceu, a cidade não era como é hoje. Nem a vida se processava nos moldes actuais.
Não estou fazendo nenhum choradinho saudosista. Estou, apenas lembrando factos.
Cada tempo, é um tempo.
Cada época, é uma época. E, a umas, outras se vão e irão sucedendo, como cada hora a cada hora, cada dia ao que lhe antecedeu.

Quando este jornal nasceu, a cidade recebeu-o em festa.
Encorajou-o. Incentivou-o a ser corajoso. Admirou-o pelos riscos que ousou correr, na época adversa em que surgiu.
Concordando, ou não com a sua linha, orgulhou-se dele, apoiou-o.
Chamou-lhe seu, respeitou-o e entrou na luta pela sua vida porque era a voz da sua terra que ganhara um novo estatuto de imprensa.

Mas, assim como mudam os tempos, com eles se altera até a forma de aceitar e encarar a palavra impressa.
Um jornal de província, não tem cacife para entrar no jogo das competições e, está limitado pela dependência que tem do meio onde se insere, e que, de certo modo, lhe garante a existência.
Não raras vezes, geram-se à sua volta pressões políticas, que a sua sobrevivência económica não pode suportar.

Pensar que o “Linhas “ao longo destes mais de cinquenta anos tem resistido a ventos e marés, torna-nos esperançosos.
Até porque este jornal nasceu - também –por razões humanitárias.
Nasceu, também por uma função social – para que não faltasse trabalho aos tipógrafos da Tipografia Progresso, propriedade do Pai de Ernesto Alves, seu fundador e Avô, do actual Director do “aniversariante”, que venho saudar.

Mas, os jornais já não vivem da carolice romântica, das vozes apaixonadas, como as serenatas dos tempos passados.
Não mais se fazem com os velhos caracteres de imprensa alinhados um a um...
Agora, nascem de empresas, que os gerem, como se gerem todos os negócios, em função da mais valia.
O “velho” - Século, o Diário Popular, a Capital, o Independente...
Revivendo a memória de quantos, com história, qualidade e mérito já ficaram pelo caminho, até na nossa terra... como não sentir emoção, ao dizer hoje, mais uma vez: - Parabéns!

Parabéns Linhas de Elvas!
E, a todos que semana a semana, põem nas bancas, esta respeitável voz da cidade – a todos, todos - sem excepção...
A todos que, como tal, o entendam e acarinhem mantendo-o vivo, são, corajoso e escorreito, como nasceu...
A todos - um abraço de parabéns - grande e amigo, por esta data festiva, de cuja alegria comparticipo, e que peço a Deus se alargue e renove em cada ano, pelos tempos fora.
Maria José Rijo
Autoria e outros dados (tags, etc)
2 comentários
De Gustavo Frederich a 15.09.2008 às 11:12
Gostei muito tia...
E a sua exposição? Espero que seja um êxito.
Um beijinho
Gus
De maria José a 15.09.2008 às 14:27
Se o coração não me engana, sinto-o preocupado e triste - o que me aflige por não saber, só por palavras, como chegarao seu coração.
um abraço era mais eloquente. aqui fica.
Rezei em Fátima pelo nosso Padre e por si.
Penso que tem raízes aí o seu laconismo.
Se saber que é muito querido - ajudar - acredite que é
Beijinhos - Tia Zé

