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Pensamento de Maria José Rijo

Quinta-feira, 31.05.07

Flamingo_Ricardo Monteiro_Album da natureza.jpg

 

Quando o homem se render à força

que o amor tem

e a arma for oração

pulsarà na vida a paz

como bate um coração !

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:15

Entrevista a Maria José Rijo

Sábado, 26.05.07

 Onde Estava no 25 de Abril de 1974?

       

Logo a seguir ao 25 de Abril, estava em Beja, no centro da barafunda, onde assisti às maiores injustiças e calamidades. Vivia no palácio do Banco de Portugal porque o meu marido era bancário. Vi homens armados a exigir o dinheiro do banco.

O meu marido teve o primeiro enfarte nessa altura.

O 25 de Abril, na sua génese, tem o sonho da liberdade, da fraternidade, mas dada a pouca preparação do povo, a confusão, as pessoas começaram a exigir dos outros aquilo que repudiavam e censuravam no passado.

O próprio dia da revolução foi de Liberdade e de alegria. O dia 1 de Maio foi a última esperança porque as pessoas ainda estavam dentro do sonho. Depois foi uma deturpação absoluta e criaram-se injustiças.

Tinha uma empregada e lembro-me de seguir o 25 de Abril pelos olhos dela, pelo ar de desforra, de uma pessoa que tinha sido pisada toda a vida e que via abrir-se uma porta de liberdade. O que me fez confusão é que, mais do que o sonho para a humanidade, eu via a oportunidade de cada um se desforrar do que tinha sofrido.

    

O Jornal Linhas de Elvas

 

Entrevista a Srª. D. Maria José Rijo

 

ESCRITORA

 

na rubrica:

Depoimentos revelam “estórias” curiosas

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:46

“Pisem o chão devagarinho”

Sexta-feira, 25.05.07

Há muitos anos uns amigos meus ,hoje já com bisnetos, esperavam o primeiro filho. Quis o destino que uma queda da mãe, precipitasse o nascimento dessa criança, que não sobreviveu.

            Passou-se então ante os meus olhos qualquer coisa que não esquecerei jamais.

            Como sempre, em tais circunstâncias, surgiram os amigos e familiares mais próximos. Todos, mais ou menos, compungidos se esforçavam por explicar o inexplicável tentando fazer aceitar o que todos nós tão mal aceitamos - a morte.

            Foi então que chegou a avó do nado morto. Era uma idosa e linda senhora que idolatrava os netos, e, tinha muitos. Cumprimentou os circunstantes com um baixar de cabeça , e dirigindo-se para a cama onde o menino repousava disse com o maior carinho:

- meu menino ,tem que adormecer ao colo da sua avó como adormecem os outros netos . E debruçando-se sobre o pequeno vulto envolveu-o no xalinho branco que o cobria e começou a embalá-lo apertando-o junto ao peito e cantando, ou rezando baixinho; nem sei ...

            Decorreram uns minutos - ou horas, - quem saberia contar tal tempo a não ser pelas batidas do coração ...

            Depois, deitando o pequenito de novo no berço que lhe havia sido destinado, e o esperava para viver e crescer, saiu  do aposento, pé ante pé ,encostando com suavidade a janela e a porta  como se receasse que algo o acordasse .

            Assistindo em silencio (como todos os demais ) a esta estranha manifestação de mágoa e amor ,o pai do menino sussurrou a frase que havia de lhe servir de epitáfio : “pisem o chão devagarinho que o nosso filho adormeceu.”

            Os anos passam , as coisas ,boas e más , tristes e alegres, arrumam-se na memória indisciplinadamente, esquecem-se, e ,um dia ,por um pequeno indício, um quase nada , aí estão de volta impondo-se como uma dor ou um remorso , uma alegria que se recorda. Vivas, latentes, insuperáveis .

             ..............

            A criança nasceu com problemas de saúde graves .

Tem convulsões atrás de convulsões . Cai, fere-se sangra. Perde os sentidos .Fica como se fora de cera. Configura a morte.

            O amor dos pais por ela não se cansa, nem cansa, mas o sofrimento, esgota mesmo quando o amor é a sua raiz.

            Então a tragédia irremediável duma criança ,torna-se quase intolerável para a nossa compreensão.

            Ser santo, não é profissão.

            É caminho ,longo e difícil.

            Nas jornadas penosas,  é natural que se caia mais vezes.

            

Divergir, procurar atalhos, tentar de qualquer forma iludir a fatalidade que oprime - que viver ,- como disse Rilke em” Cartas a um Poeta” - é  bom ,porque é difícil - tem a lógica da nossa fragilidade de sermos gente , tem toda a carga da ansiedade de ser feliz que todos afagamos com esperança.

”Ajoelhada no chão, ao lado da criança , que despertava , lentamente, de mais um acidente , a mãe, com suavidade limpava o sangue que da boca lhe escorria manchando o rosto pálido e sereno na imobilidade do transe.

            As lágrimas corriam-lhe. Mas cantava com voz doce a canção preferida da criança para que o seu despertar fosse confiante.

            Foi aí, nesse momento, que a outra história reapareceu .

            A outra velha história de um outro sono, esse, sem despertar ,que outro coração de mãe-avó embalou a cantar assim, pateticamente.

            Foi aí que me surgiu a necessidade de, nesta época, como quem conta um conto de Natal ,contar estas duas histórias verdadeiras

            Nem sei explicar porquê.

            Talvez porque a intensidade do sofrimento às vezes nos deixa perplexos.

            Talvez pela consciência de que há dores de que não se acorda ou que não adormecem jamais.

            Talvez  porque seja bom que “pisemos o chão devagarinho” sempre que nos escape o entendimento de qualquer situação.

            Em boa verdade ,o que sabemos nós do sofrimento que se esconde  e vive em cada  coração e dos caminhos a que impele  o desespero no humaníssimo desejo que todos temos de ser felizes...

            Isso, só  Deus sabe !

Volto a citar Rilke , nas cartas a um poeta -“ quem sabe se, para poder começar em si (em nós) Deus não teria necessidade da sua angústia perante a vida? “

Estamos à beira do Natal.

Celebramos  de novo o nascimento de Jesus.          

            “ O menos que podemos fazer é não LHE resistir mais do que a Terra resiste à Primavera quando esta chega...”

            Tenhamos confiança.

Estas são também palavras de Rilke que foi considerado o poeta, por excelência, do Amor e da Morte

 

 

                                                          Maria José Rijo

                             Escritora / Poetisa / Articulista/ Pintora ...

Conversas Soltas

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.484 – 25/ Dez. / 98

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:45

O Vento

Quinta-feira, 24.05.07

As árvores estremecem, dançam, as folhagens das copas tão desgrenhadas, que  nem refugio dão aos pássaros inquietos

As gelosias das minhas janelas abanam. O vento que passa usa-as para assobiar, silvando destemperado.

Não é música o que ele faz. São ameaças.

.Segundo os dicionários, Vento:- é o ar em movimento!

Mas, será apenas isso?

Atrevo-me a dizer que não!

E, faço-o contra ventos e marés!- Aqui está ! – estes “retóricos” ventos, e estas marés, não precisam de ar em movimento, nem de ondas, nem de mares no sentido real das palavras. São tempos, apenas tempos.

Mas, também o mar tem os seus ventos. Brisas do mar são aragens suaves e doces. Trazem sal a perfumá-las...

Trazem sal e sonhos. Trazem lembranças de aventuras e de caravelas..., trazem brancura de espumas e asas de gaivotas.

Respiram-se até à embriaguez, como devaneios de amor...

Todavia, também os mares se encapelam semeando pavores , com seus ventos medonhos de temporais e morte...seus estertores de agonia...

Os ventos têm nomes.

 Nomes de mulher os furacões , os tornados...

Nomes ternurentos, ás vezes.

Oh! Que ventinho, que arzinho, bom!- e, o leque, como uma pálpebra que piscasse apressada , esparge um sopro brando ao som  estremecido das varetas, como em cenas  românticas de tapetes de  Gobelins ou desenhos de Watteau...

Os ventos tropicais, os ventos alísios...o nome é quase afrodisíaco nas sugestões como a ideia de trópicos...

E, “o mistral,” seco e frio do norte de França... e, o “siroco”, quente e seco do deserto do Sara que visita o sul da Itália e as regiões costeiras do Mediterrâneo...E, o nosso suão... empestado, mortífero!- Quase podia dizer-se: - vento papão!-

Veio o papão e o levou – diz-se à criança, assustando-a.

Veio o suão e a levou, diz o lavrador da sementeira devastada.

E, o vento domesticado, obediente, a produzir energia, colaborando com o homem. Até o nome é bonito! – energia eólica. Eólo era o deus que mandava soprar os ventos. Que os ventos também têm seus míticos mistérios!...

Há os ventos favoráveis, os ventos contrários, os ventos do largo, o vento de rachar, o vento de feição, o ir de vento em popa, há o beber os ventos por alguém, o andar ao sabor dos ventos, há os ventos ruins, os ventos de desgraça, os cheios de vento, o andar com todos os ventos, o adivinhar os ventos, há o sopro de vento, o cabelo ao vento, e o atirar aos quatro ventos? E os filhos do vento?- e, o pé de vento!, o espojinho? - que é o rodopio das bruxas! - o redemoinho?...

E, vento em fúria, louco, destruindo, arrasando. na dança arrepiante do tufão que desenraíza arvores e casas e as eleva como quem louva a malvadez, e gera  apocalípticas misérias!

Estar solto no vento – é estar livre. Que o vento é indómito, mas livre...É livre, porque é louco. Só a loucura é tão livre como o pensamento...

Também os ventos da história, não precisam do ar em movimento. E, deles, toda a gente fala...sendo embora tempos, apenas tempos de  mudança... 

E, quem diz que palavras leva-as o vento? – Acreditará nisso’?

Também o vento leva o pólen das flores promovendo a reprodução, ajudando na criação...

E, as palavras, para onde as leva o vento?- Que rasto deixarão?...

Que a palavra só vale se escutada; ainda que o vento depois a leve, já não há remédio, é como ele, que, depois de solto ninguém mais o recolhe...

O vento trouxe a chuva, que escorre pelas vidraças da minha janela, tamborilando, prendendo-me a atenção. Afastando do meu pensamento as memórias que o vento em mim  acordara!

A chuva é repousante. Amainou o meu coração como o vento amaina sobre o mar, quando o sol se põe, e deixa de enfunar as velas e obriga os pescadores a remar, esforçados, de regresso até à praia...

Não mais velas pandas...com barcos deslizantes!

Não mais lembranças soltas ao vento. Há sempre um momento em que tudo se aquieta na alma da gente.

 E  sossega, como até os bons e os maus ventos...

                                                 Maria José Rijo

                                  Escritora, poetisa, Articulista, Pintora,

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.652 – 5/Abril/02

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:59

Reminiscências

Quarta-feira, 23.05.07

Volto hoje a trazer à baila velhas reminiscências que envolvem, no meu espírito a evocação, a que por vezes não me escuso, de pessoas com quem me fui cruzando ao longo da vida, ou me deliciaram na infância com histórias, contos e lendas.

            Antes de haver água canalizada ao domicílio (há mais ou menos meio século) toda a gente que não ia fazer o seu provimento directamente às fontes comprava-a aos aguadeiros que a distribuíam de porta em porta.

            A chamada da freguesia era feita por um pregão mais ou menos musical, e alguns havia bem pitorescos !  Tal como hoje acontece com os carteiros, também os aguadeiros passavam às portas em horários quase fixos.

            Havia cântaros de lata e de barro que eram acondicionados em carroças que dispunham de espaços onde eles se encaixavam como acontece hoje com os comprimidos. Lado a lado e cada qual no seu próprio alvéolo.

            Outro processo de fazer a venda era metendo os cântaros nas cangalhas que se acomodavam sobre as albardas das  muares. Nesse caso, eram apenas dois ou quatro os recipientes transportados, em lugar dos dez ou doze que  um carro comportava.

            Havia também as pipas adaptadas em carroças com a água a chocalhar lá dentro com o atrito da calçada irregular, e uma grande torneira na parte inferior, atrás, onde as freguesas iam, mediante o pagamento, encher os próprios recipientes.

            Em qualquer circunstância, sempre  os acessórios do trabalho iam bem à vista pendurados e a balouçar a compasso do andamento dos burros ou das parelhas. Eram os grandes funis de folha  ou de zinco e os caldeiros com grossas cordas que serviam para tirar água dos poços e encher o vasilhame.

            Existiam, também na profissão, uma espécie de retalhistas. Eram os meninos pobres e os velhotes já sem vigor para outros trabalhos que, transportando um cântaro ao ombro, aproveitavam feiras ou ajuntamentos para vender água a copo aos mais sedentos ou encalorados .

            Mas, isso, já era questão de poder económico  de quem vivia de tal negócio.

            Pois bem, com o passar do tempo os fornecedores tornavam-se familiares e, era costume oferecer-lhes - pelo menos era assim nas aldeias - um copo de vinho, ou um petisco, em resumo:  um agrado como recompensa pelo enchimento até ao gargalo de talhas, potes, cântaros ou infusas . Já que o dinheiro pagava a água mas não a boa vontade com que o serviço era prestado.

            Até me recordo que, assim como hoje se aprecia a simpatia de quem trabalha em  qualquer casa, também a afabilidade dos aguadeiros fazia parte das críticas que qualquer família  tinha no rol das conversas escusadas que sempre hão-de dar para falar quando nada que preste há para dizer ...

            Outra coisa acontecia então: - a  criançada, mal sentia fosse quem fosse na  cozinha aparecia como as formigas ao cheiro do mel e, ávidas de saber como sempre são as crianças,  faziam perguntas sobre tudo e mais alguma coisa.

            Foi assim que, em certo dia de anos, enquanto provava o bolo da festa e deliciado ia sorvendo um copito de Porto, o senhor Zéi ” ensinou uma lengalenga aprendida na tropa, quando era fraganote (palavras suas)

Rezava assim:

                    

            Houve em tempos um padre que querendo contratar um criado fez questão  de lhe testar a memória já que saber ler era coisa  rara antigamente e era necessário que ele tivesse capacidade para reter os recados que lhe confiassem.

            Então, durante  o serão, sentados ambos à lareira disse-lhe o padre: - aqui na  minha casa cada coisa tem um nome especial. Só os direi uma vez. Se amanhã pela manhã ainda te recordares de tudo, ficarás comigo. Se tal não acontecer terás que  procurar outro patrão. E começou a enumerar as designações  que inventara para experimentar a argúcia e a memória do rapazito.

            Olha, disse-lhe o padre: - lume é inclemência. Gato. é : papa ratazana. Eu, sou  papa a Deus. Cama, é braços miratos . Meias, são tira e metes. Sapatos, são sarapitatos . Mobília diz-se traquitana. Água é abundância e à estopa chama-se estância.

            Terminada a enumeração de tão estranha nomenclatura, foi o padre deitar-se e deixou o rapaz sentado ao lume a pensar na vida.

            Repetia e tornava a repetir cada palavra com medo de se esquecer. Receava até  deitar-se e adormecer.

            Teve então uma ideia matreira que logo pôs em prática. Atou à cauda do gato um  tição a arder e entrando a correr nos aposentos do padre gritou: - levante-se! - seu papa a Deus desses seus braços miratos , puxe os seus tira e metes calce os seus sarapitatos , vá  depressa não encalhe aí nalguma traquitana que  anda aí o papa ratazana com a  inclemência atada ao rabo. Se não lhe acode com a abundância toda a estância leva o diabo.

            Levantou-se lesto o padre e o espertalhão ficou com o emprego e foi deitar-se  regalado.

            Não resisto à tentação e recordar que a água chique, aquela, que era de bom tom  ser consumida pelas pessoas importantes, era a água de “ Vichy ” que se fazia  anunciar no  célebre Almanaque Bertrand que, era ao tempo, a leitura obrigatória nas casas de família.

            Não havia desmaio ( e as  cintas e espartilhos bem que contribuíam para esses  delíquios das damas antigas) que resistisse aos sais e águas de Vichy ...

            Vivemos outros tempos que são simultaneamente, tempos diferentes.

            Recordar às vezes também pode divertir um pouco ...

 

                                                            Maria José Rijo

                                                     Livro das Reminiscências

 

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.483 – 18 / Dez. / 98

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publicado por Maria José Rijo às 23:37

A VOZ DOS POETAS

Segunda-feira, 21.05.07

São Bartolomeu de Messines, numa rua que sobe à direita de quem sai da Igreja Matriz - frente a frente ficam duas velhas casas .

     De uma delas, a da esquerda, quando se sobe a calçada - a mais pequena, saiu minha Mãe um dia, vestida de noiva e foi depois residência de meu Tio mais velho e, ainda hoje, através dos seus descendentes, permanece na família .

     Na outra, que faz esquina, é enorme e tem uma das frentes virada para o lado da Igreja - habitou João de Deus.

    Há alguns anos quando, mercê de circunstâncias, por lá passei integrando um grupo de elvenses, ao contar, que um dia no passado, eu saíra daquela casa ao colo de minha Tia mais nova para ser baptizada naquela mesma igreja feita de pedra vermelha, como não vi outra ainda - espontaneamente, para meu enlevo, escutei os parabéns a você.

     Nesta época de Natal e Ano Novo, em que mais do que nunca o coração canta e chora saudades, mesmo sem querer as recordações fluem e, muitas vezes, na voz dos poetas encontra-se a resposta para os nossos próprios sentimentos. Não fora a época que é, e eu, de João de Deus - esse lírico ímpar da nossa poesia - recordaria hoje aqui, a história do Leão Moribundo!...

     Porém, como é a época que é - acho mais a propósito deixar-vos com um poema que mostra como João de Deus, via, no seu tempo, as eleições. Ou será que a escrita é de hoje e fui eu que não percebi...

          

                            entre el-rei e o povo

                         Por certo um acordo eterno:

                         Forma el-rei governo novo,

                         Logo o povo é do governo

                         Por aquele acordo eterno

                        Que há entre el-rei e o povo.

 

                       Graças a esta harmonia,

                       Que é realmente um mistério,

                       Havendo tantas facções,

                       O governo, o ministério

                       Ganha sempre as eleições

                       Por enorme maioria !

 

                       Havendo tantas facções,

                       É realmente um mistério !

 

        Se Deus me der vida e saúde conto, já de posse da cassete que me proporcionará o som para juntar à prova literária que já possuo - com toda a dignidade, como é minha obrigação e timbre - fazer uma série de artigos sobre as eleições que recentemente decorreram em Elvas.

         É minha obrigação de cidadania explicar os porquês de cada coisa .

         Elvas sempre me mereceu e merece pôr os seus interesses acima dos meus, o que corajosamente conto fazer.

                                    Maria José Horta Travelho de Almeida Rijo

                                       Poetisa, Escritora, Articulista, Pintora... ...

In :

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.434 – 2-Janeiro - 1998

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publicado por Maria José Rijo às 23:02

Escrever porquê?

Quarta-feira, 16.05.07

Li com muito carinho as palavras que “um Rapaz do meu tempo”, achou por bem dirigir-me. Não discuto se as mereço ou não. Não me cabe faze-lo. Aceito-as como preito de amizade, o que lhes confere uma espécie de autenticidade que as torna, só por isso, um presente. São como as flores que se oferecem e se aceitam, sabendo embora, todos nós, que exceptuando os santos, ninguém  é tão puro que mereça a beleza de uma só flor por mais singela que seja!

Consciente disso, resta-me  ser agradecida , o que sou, confesso.

            Ora acontece que enquanto lia, ia pensando : escrever?

Mas, escrever porquê ?          

Escrever para quê ?

            A escrita será uma dádiva que fazemos ?- será a resposta a uma necessidade interior de comunicar, ou apenas um indício de solidão, de que , escrevendo, procuramos fugir?

            A escrita poderá ser uma máscara ? ou a escrita é uma atitude de despojamento, quase que uma necessidade de expurga das emoções que nos sufocam?

            Escrever, parece-me um acto muito mais complexo do que à primeira vista possa parecer. Quem escreve, quer queira quer não, de si fala. E fala de si muito mais, quanto mais ,falar dos outros.

            ( O bom julgador...)- toda a gente sabe o aforismo popular...

Há sempre um juízo de valor em tudo que se comenta.

Lógico será deduzir que, escrever, é, em primeira análise, um acto de coragem. Embora seja um acto deliberado de vontade, é também um acto de submissão a um impulso intimo -, quase um acto de impudor - na medida em que a pessoa que escreve se desapossa do seu lado  misterioso, do que a individualiza, do que é o substrato do seu eu verdadeiro.

Todo o romance tem seus laivos de autobiográfico. É fatal.

Como todo o rio arrasta no seu caudal vestígios do leito que o comporta...            Estava eu querendo dizer que a faculdade de admirar e de o confessar, se beneficia o” admirado”, também desvenda a grandeza de alma do admirador. Numa época em que pouco tempo e atenção se gastam  com os outros. Numa época em que cada qual vive o deslumbramento de viver virado para o seu próprio e maravilhoso umbigo, só confessa admirar seja o que for ou quem for, quem guarda no seu coração laivos de pureza da infância. Quem não se afundou na pequenez da inveja e de outros sentimentos menores. Bem esse, que nunca se agradecerá suficientemente a Deus.

Frente a um por do sol, ou, ao despertar da Natureza num amanhecer que a pouco e pouco apaga as estrelas com o resplandecer do sol que sobe no horizonte os animais, por mais selvagens que sejam, reagem instintivamente.

Procuram os seus ninhos, as suas tocas, as suas luras, as suas cavernas e esconderijos ,ou saem deles e recomeçam as suas lutas pela sobrevivência como condenados submissos ao seu cruel destino de bichos. Sem consciência de bem, ou de mal.

            Triunfantes e poderosos quando matam - cadáveres quando vencidos.

            O ser humano não.

            O ser humano expia dores e faltas!

            Arrasta consigo o sonho, a fantasia, a ambição, o gozo da emoção, a tristeza, a alegria, as duvidas , as incertezas, as esperanças, os medos, as arrogâncias e temeridades,  a coragem, a cobardia e tudo o mais que lhe advém da consciência de ser gente. E se bem que disponha também das manhas e astúcias que também aos animais foram dadas para a caça e sua defesa. Se bem que coexistam no mesmo mundo com os mesmos rios, os mesmos mares, as mesmas árvores, os mesmos dias, as mesmas tempestades e bonanças,  o mesmo céu, as mesmas luas, ou noites de breu só ao ser humano foi dada a faculdade de admirar .

            Só o ser humano se detém frente à beleza e com ela se extasia...

            Só o ser humano reconhece o explosivo deslumbramento da angustiada maravilha de um por do sol de gritantes e luminosos amarelos e carmins  a esvair-se lentamente como que de um corpo exangue...

            Só o ser humano se comove e chora...

            Só o ser humano canta e ri...

              o ser humano conhece o horror, o ódio e, também : - o Amor...

Só o ser humano pode ajoelhar , rezar, dar graça a Deus, pedir perdão ou louvar,

            Só o ser humano se revê na SUA imagem

            Só o ser humano  de entre todos os seres da criação é responsável pelos seus actos.

                Escrever? - escrever, - porquê? - para quê?...

            Talvez... também para comunicar com os demais de uma maneira mais particularizada...

                Talvez... também para agradecer o dom da Vida que nos é dada fruindo em consciência  das responsabilidades que julgamos ter...

            Talvez para abafar a timidez que muitas vezes, tantas vezes, nos impede  de confessar quanto nos sentimos perto de todos quantos com o seu respeito por nós, nos encorajam na difícil  tarefa de procurar o rumo que julgamos ser o nosso, mau grado as agruras do piso que se trilha.

            Talvez, também para isso, talvez...

            Escrever, - porquê?

 - Para quê ?...

            - Quem sabe.... se não apenas para sobreviver, por fatalismo, por instinto, como qualquer bicho ! - quem sabe!...

                                               Maria José Rijo

                                             Escritora, Poetisa, Pintora, Articulista, ... ... ...

in :

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.582 – de 24 de Nov. de 2000

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:30

O Sortilegio do anoitecer

Quarta-feira, 16.05.07

anoitecer.JPG

Estou convencida de que o anoitecer é uma artimanha do tempo. Um bruxedo, um feitiço. Qualquer coisa de impalpável de indizível, de tão ténue, tão etéreo que mais se pressente do que verdadeiramente se capta.

Passam na sua cadência constante os dias repartidos em instantes que se esgueiram, nas nossas vidas, como entre os dedos as contas de um rosário que já quase se reze mecanicamente.

Pode o amanhecer ser tristonho, com nevoeiro, chuva, ventos. Porém, sempre para o dia que começa há um projecto.

Que mais não seja o de cumprir a rotina que como uma roupa desbotada e gasta, já se usa sem prazer.

Pode o dia trazer alegrias inesperadas ou magoas, desilusões, êxitos ou insucessos, mas tudo isso são factos, coisas reais, palpáveis.

Coisas de vida. Coisas de cada dia...

Mas o anoitecer, não.

O anoitecer, acorda a saudade, os medos, os passos pressentidos embora nunca andados, nem escutados dos sonhos que nos escaparam sem terem florido.

O anoitecer é calmo e frio como um espelho.

Reflecte a nossa imagem interior.

            Liberta os suspiros por um mundo melhor que todos albergamos no coração, mas que estamos sempre à espera que os outros façam para nós...

É ao anoitecer, que nos povoados pequenos e nos lugares esquecidos as crianças fazem danças nas ruas em frente das portas de suas casas humildes...

E, cantam...

Cantam cantigas de sempre.

Cantigas velhas, cantigas herdadas de muitos séculos, que ficam novas quando, e sempre, que elas as cantam.

.           ..Fui ao jardim celeste, giro- flé flé flá ..

...Andorinha, andar andou, caiu no laço, sempre lá ficou...

...Olha a triste viuvinha ela lá vem a chorar! Eu te juro que não há-de achar, que não há-de achar com quem casar...

É ao anoitecer que as velhas e as novas se sentam nos poiais, ou se encostam às ombreiras das entradas das casas, a conversar baixinho, a coscuvilhar, a olhar quem passa.

            A olhar só por olhar...sem ver às vezes...

A ouvir as cantigas que também, algum dia já cantaram...

É nessas horas em que o escuro da noite amortalha o dia...

Quando a passarada poisa nas árvores e faz baloiçar cada raminho como se uma doce brisa os sacudisse até se aquietarem num sono breve, como uma pausa numa sinfonia sem fim que a madrugada seguinte, voltará a orquestrar 

É nessas horas de sortilégio do anoitecer que se recordam velhos medos de lobisomens, bruxas nas encruzilhadas, feitiços e maldições...

Contos e lendas que em esparsos resistem nas memórias das nossas infâncias perdidas na distância dos tempos...

É ao anoitecer que pia o mocho agoirento...

Que as corujas, como fantasmas se soltam das torres das igrejas e vão comer ratos pelos campos enquanto os morcegos como sombras cruzam os céus voando baixo e guinchando como vampiros famintos.

É ao anoitecer que os lobos surpreendem os rebanhos ensonados quietos nos redis, separados de cães e de pastores nos curtos instantes em que bichos e donos confraternizam comendo a magra ceia de pão e queijo duro...

O anoitecer, é, talvez o Outono do dia...

Tem na luz que se extingue, o reflexo da sabedoria do que já viveu no dia pleno.

Tem na serenidade, a paz e a aceitação de quem remexe nas cinzas onde o fogo crepitou, as chamas aqueceram e queimaram e que o próprio tempo apaga para dar lugar à renovação...

Anoitecer, Outono dos dias, Outono das vidas, Outono dos tempos; fim e princípio, encanto e sortilégio do desconhecido inevitável em toda e qualquer Vida...

                                  Maria José Rijo

             Escritora - Poetisa - Articulista - Pintora - ... ... ... ... ...

                            

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:18

Amores Perfeitos

Domingo, 13.05.07

     Amor perfeito - é flor 

                                                   Que mesmo só em flor

                                                                  o Amor

                               pode ser assim perfeito!

                               E de perfeita – a flor

                               qualquer que seja - é amor!

                               Porque - Amor - sem ser flor !

                               Nunca é amor - perfeito!

                               E, ás vezes, mesmo em flor

                               Não chega a ser escorreito

                               Sendo embora - amor perfeito

                               Quanto mais - perfeito amor !

                               Que ser amor - sem ter defeito

                               E ser ainda - amor perfeito

                               Já se disse: - só flor !

                               É que o mais perfeito amor

                               ao nascer, sempre é flor - mas,

                                mesmo que amor perfeito

                               tem três dias para viver

                               para encantar e morrer...

                               Por isso mesmo - o amor

                               Com mazela ou sem defeito!

                               Tem que ser amor presente

                               P’ra ser um amor perfeito

                               Porque em amor - o pretérito

                               inda que sendo perfeito - ou - até

                               mais que perfeito

                               Já não é amor igual

                               ao amor que está presente!

                               Em amor - Também não serve

                               Futuro ou condicional

                               Porque de amor - o melhor

                               é aquele que se tem

                               se diz: - “dele” - ou se diz: “dela”

                               se abraça e aperta ao peito

                               Se beija do nosso jeito

                               mesmo que tenha mazela!

                               Que quando o amor é nosso

                                Mazelas - ficam feição

                                e já é amor - perfeito

                                Se nos enche o coração !

                                Assim sendo! - fica aceito;

                                                    que em vida - perfeito amor

                                não requer comparação

                                em beleza ou duração

                com qualquer amor perfeito

Maria José Rijo

Poetisa e escritora

Livro das Flores

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publicado por Maria José Rijo às 22:14

O meu riso

Sexta-feira, 11.05.07

                               Ah , como eu me rio dos ricos de dinheiro!

                                Dos que têm terras, quase o mundo inteiro ,

                                Dos que têm jóias e temem os ladrões...

                                Dos que não tem amigos e compram servidões...

                                Dos que são temidos e nunca são amados...

                               Ah, como eu me rio desses desgraçados !...

                               Não poderia servi-los, adulá-los

                               Que o meu “eu” sempre havia de troçá-los

                               Ser rico de dinheiro! Oh que pobreza!

                               Antes quero a minha realeza ,

                               Ser rainha de mim mesma, das minhas emoções,

                               Por a mão no peito e sentir as pulsações

                               Do coração que é meu e não serve ninguém

                               Do coração que é rei sem ter um vintém

                               Dum espírito à solta, em sonho, em revoada,

                               Mesmo num corpo feio de rude e tosca fachada !

                               Cuspir no dinheiro com uma gargalhada,

                               Porque o dinheiro é porco - e não compra nada

                               Do que eu amo no mundo e me dá gosto!

                               O dinheiro dá poder ,dá criados,

                               Compra automóveis, paquetes, aviões,

                               Compra servidores, mas não compra corações...

                               E neles,  só neles ,eu queria ser rainha

                               Queria ter amigos , ter uma corte minha  

                               Que não precise de palácios, baixelas ou salões

                               Um reino no espaço entre sonhos, orações,

                               O reino dos amigos, o reino dos leais

                               O reino que para comprar tem uns preços tais

                               Que quem quiser amor tem que dar amor

                               Dos que não têm casa senão a do senhor

                               Que lhes escraviza o corpo sem piedade

                               E jamais pensou em  fraternidade!

                               É que aí, nesse reino, ainda há liberdade...

                               Jamais à alma chegará a vontade

                               Do rico que dá pão, para mais rico ser    

                                     Do que despreza, pisa e faz sofrer 

                               O rico de alma pobre de dinheiros,

                                     Que mata o corpo enchendo-lhes os celeiros!

                                Desses ricos  pobres que vivem esquecidos

                                Da maneira sublime que todos são nascidos

                                      Desses, eu rio! e é a rir, que os choro

                                É que ao morrer - esqueceram - eu não ignoro:

                                Quem, só com dinheiro, para dinheiro viveu...

                                Para Deus - esse - é bem mais pobre que eu !

                                                              

                                                  Maria José Rijo

                                                Escritora e poetisa

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.442 -27 de Fevereiro de 1998

Olá!-sou a maria josé rijo , tenho oitenta e um anos e escrevi este poema para uns jogos florais em 1983. Vasco de Lima Couto fez a leitura em cena.

Escuso-me a esmiuçar com que consequências para meu marido e para mim, são águas passadas...

De tudo quanto vivi, tirei uma ilação: - vale a pena ser coerente, embora isso possa valer algumas contrariedades.

Pedi hoje "arrego"  para ter acesso a este espaço, dado que nada percebo de computadores, para alem de os utilizar como meio para escrever. Quero assim agradecer a todos os visitantes quer os sinais de apreço, quer a simples passagem e também à Paulinha - qual anjo da minha guarda - que sempre apreciou o meu trabalho e nele aposta como eu nunca fiz.

Para além de surpreendida ,confesso-me muito , muito grata, pelo estímulo que gostaria de saber merecer plenamente e a todos confesso, como genuína alentejana, que sou : -

Não tenho boca avondo que encareça o bem que de vós recebi!

                                                                               maria josé rijo

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publicado por Maria José Rijo às 23:48


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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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