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Sexta-feira, 29.06.07

 

http://www.a-la-minute.blogspot.com/

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:10

Menina de Trapo

Sexta-feira, 29.06.07

 Livro infantil

escrito por Maria José Rijo

 

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                    Boneca de trapo

de sonhos urdida

teus olhos de linha

são olhos de vida

 

Boneca de trapo

menina de trapo

dormes ao meu colo

dou-te o meu calor

 

Menina de trapo

menina de amor

menina de trapo

menina de amor

                       

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:05

Um documento

Quarta-feira, 27.06.07

Dizia na sua última crónica o nosso bom amigo Gois, que para se agradar a uns, ás vezes, desagrada-se a outros.

O Gois, tem razão.

Talvez por isso, quando se atinge uma certa maturidade, escolhe-se apenas, servir a nossa consciência, e, daí que se acabe por não agradar a ninguém, mas ganha-se o que é imprescindível para a boa saúde, até da alma, um sono descansado.

Por norma quem escreve com sentido de responsabilidade e não o faz anonimamente, recusa denunciar fontes, não compromete quem em si confia mas, também não comete a leviandade de tornar publico qualquer denúncia, sem estar baseado em documentos ou depoimentos que considere sérios e absolutamente fiáveis.

Quem costuma ler os meus escritos, sabe que não me conformo com as soluções encontradas para superar o fecho de Hospitais, Maternidades, Urgências etc. etc. etc...

E, não são as falinhas mansas do Senhor Primeiro-ministro, nem as vermelhuscas faces do colérico e obstinado Senhor Ministro da Saúde que me vão calar.

Transcrevo, hoje, aqui, quase integralmente, um documento que comprova mais uma vez, como funcionam BEM os serviços que o Governo alardeia, estarem óptimos PORQUE ESTÂO CENTRALIZADOS

 

Carta enviada ao Procurador-geral da Republica:

 

Queixa / Requerimento

 

O signatário na qualidade de pai de Rafael Alexandre Rijo Lopes da Cunha, de 34 anos, Arquitecto de profissão, falecido em 28.01.2007 cerca das 23,00hrs. Na sua residência, vem requerer a V.Exª o seguinte e com os seguintes fundamentos:

1.        O falecido Rafael A.R. Lopes da Cunha, sofria de doença alérgica “ Asma”desde os 2,5 anos de idade, tendo sido sempre tratado pelo Professor Palma Carlos. De referir que essa patologia desapareceu entre os 14 e os 30 anos de idade, voltando nesta idade a reaparecer. Contudo continuava a ser seguido com regularidade pelo Professor Palma Carlos.

Mantinha uma vida saudável e a todos os títulos normal. Brilhante na Academia e de mérito profissional reconhecido no desempenho da actividade de Arquitecto.

1. No Domingo dia 28. 01. 2007, manteve a sua visita normal de família entre as 12.30 e 14.30hrs.

2..... cerca das 21,30 queixou-se de mau estar

3...às 21.50hrs. aí, sim após uma crise de tosse muito intensa queixou-se que se sentia muito mal

4.              Cerca das 22hrs, apelou-se pelo telefone ao 112 pedindo emergência médica, pois o paciente estava quase sem respirar. Sem tecer por ora quaisquer comentários quanto ao prolongamento e forma do atendimento, é um facto que o 112 não percebeu (não obstante o desespero convulsivo do apelo) a gravidade da situação.

Cerca das 22,30, quando o paciente já estava semi- inconsciente, chega uma ambulância do 112 com 2 jovens bombeiros( socorristas) não preparados para atender a uma grave crise de asma, e desprovidos de quaisquer meios de socorro (

4.              tais como garrafa de oxigénio, desfibrilhador, etc. etc, ) e nada mais fizeram que as convencionais compressões no peito

5.              Cerca das 23 hrs. Chega outra ambulância do 112, essa com uma pequena garrafa de oxigénio, e nada mais. Continuam a procurar a reanimação pelos processos normais de compressão no peito e administração de oxigénio.

6.              Só cerca das 23,30 hrs, isto é, após 1 hora e 30 minutos após o apelo chega o INEM, com médico e enfermeiro, equipado com desfibrilhador e restantes meios. Porém já era tarde.

7.              À parte a dor de uma família enlutada e sofrida, e de um bebé de 22 meses que não chegará a conhecer o pai, venho REQUERER a V. Exª se digne mandar investigar as razões porque o 112 não actuou como devia; os Bombeiros. Não sabendo tratar do assunto, não conduziram o doente aos serviços de urgência (S. F. Xavier) a 8 minutos de casa; o INEM só chega 1, 30 depois de requerida a urgência.

Ambulância do INEM

8.              Finalmente requero uma explicação do porquê aqui na Capital do País a 8- 10 minutos dum Hospital Central morre no hall de sua casa um jovem de 34 anos por falta de socorro adequado. 

Em nome do direito à verdade e do direito de cidadania exijo um inquérito e uma explicação.

                Segue a assinatura.

 

E, assim foi, porque assim é, e porque escutando os noticiários, em cada dia mais se presume que assim será...

                                                            Maria José Rijo

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.910 – 22 – Março- 2007

 

                                         

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publicado por Maria José Rijo às 15:35

Mas que grande pardal!

Terça-feira, 26.06.07

Quando o professor perguntou ao aluno as espécies animais e o aluno respondeu acertadamente o professor entusiasmado e confiante, indagou o que sabia o rapaz sobre aves e suas características.

Sem perder os ares de entendido, alto e bom som, criando um pandemónio de gargalhadas, por toda a sala ecoou a resposta:

 - Pássaros, passarões, passarinhos, passarucos, aves de rapina, melharucos, pardais, melros, papagaios e cucos.

Muito sério, o professor inquiriu: (aludindo irónicamente à classificação que tanta ignorância merecia) - então e um chumbinho para matar essa passarada toda?

Como o mestre era estrábico, e o aluno atrevido e irreverente, logo retorquiu:

- E que me diz o “Sôtor” a um olhinho torto para errar a pontaria?

Sem complexos o professor comentou sorrindo: - mas que grande pardal!

Não é, por certo, desta anedota que provém a designação de pardal a todo e qualquer indivíduo que use e abuse dos seus poderes para atingir os seus fins, ou cometa qualquer espécie de velhacaria!

 Também penso que deve haver aves mais ardilosas do que os nossos vizinhos de penas riscadas, em cores tão discretas como os cotins de que se faziam os modestos fatos dos trabalhadores rurais, há muitos, muitos anos – embora ninguém lhes negue atrevimento.

 Apelido os pardais de vizinhos pois, vivem e convivem connosco dia a dia, tanto, que se costuma dizer - comem em Portugal, vivem em Portugal, nidificam em Portugal  mas, não andam em Portugal – já que, se não estão pousados, ou a voar,   é saltitando em pulinhos miudos, sobre as duas patinhas que se deslocam pelo chão.

Tudo isto me ocorreu escutando contos de atitudes que em bom calão popular se costumam atribuir a pessoas sem escrúpulos, os tais – passarões, os que – mandam e decidem - e prejudicam, em princípio, talvez , sem intenção, talvez até por lapso, por ignorância,  por desconhecimento, por desactualização , por  erros  involuntários, mas que, frente ao mal que causam ou causaram, em lugar de terem a humildade e hombridade de se desculpar, assumir, e tentarem a todo o custo remediar e ressarcir as vitimas dos prejuízos, as perseguem como se  destrui-las pudesse, alguma vez, limpar-lhes a consciência e apagar os  erros cometidos.

Escutando relatos de actos iníquos de quem a coberto da força do poder dos cargos que exerce, pisa e humilha quem de si depende, somos levados a pensar na sabedoria do povo quando diz: - se queres conhecer o vilão põe-lhe um pau na mão...

E reconheçamos que indefesos, aos injustiçados só lhes resta acreditar que o estudante cábula tinha razão: porque, pássaros, passarões, passarinhos, passarucos, aves de rapina, melharucos, pardais, melros, papagaios e cucos... não é a classificação correcta das aves, mas pode, muito bem, constituir uma subdivisão degenerativa, da espécie humana que, infelizmente, cresce e pulula como cogumelos nas sombras húmidas e escuras e como eles pode envenenar a vida de muita boa gente...

 

                                            Maria José Rijo

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

                Nº 2.886 – 6/Out./06

@@@@@@@@@Pardal-doméstico

         

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publicado por Maria José Rijo às 21:15

Gastronomia e Culinária

Segunda-feira, 25.06.07

 

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.858 – 23-Março-2006

 

 

Aqui há uns anos, porque exercia, na altura, funções relativas à cultura tive, por vezes, que escrever pequenos textos para catálogos alusivos a alguns eventos que, por força do cargo, tinha que promover. Foi nessa linha que, em 89, quando da primeira mostra de gastronomia Alentejana, me vi impelida a procurar uma interpretação para a palavra que define a arte de comer e beber - Gastronomia.

Ocorreu-me, então, escrever:

                   A gastronomia é o resultado de uma aliança entre a ciência, a arte e o prazer.

                   Ciência, porque implica conhecimento.

                   Arte, porque vive também da beleza, da sensibilidade e imaginação criativa de quem cozinha.

                   Prazer, porque pelo olfacto e pela vista excita e inebria o paladar enquanto sacia o estômago alimentando a vida.

Daí que cada povo, através dos tempos, tenha esmerado o seu conhecimento do ambiente, desde a fauna à flora, e utilizado todos os meios disponíveis para preparar os seus pratos típicos.

O Alentejo, dispõe de uma cozinha rica, inteligente, onde o próprio clima impôs a descoberta de algumas formas bem peculiares de utilizar os alimentos mais correntes etc. etc...

Lembrei-me de falar neste assunto, porque ao catalogar, folhas e folhas de revistas que pacientemente arquivo com toda e qualquer receita de culinária que me apareça pela frente encontrei o “velho” apontamento. Que me induziu a escolher este tema para conversar hoje.

Compulsando o volume desmedido de folhas e folhinhas que já possuo, impôs-se-me a evidência da inutilidade de tal arquivo.

Para além de reconhecer que nunca se publicaram tantas receitas para confecção de pratos e, simultaneamente jamais se terá – talvez - comido tão mal, verifico ainda que, numa altura do conhecimento  em que a higiene alimentar se impõe como regra primordial de saúde, não há receita que não se baseie  num consumo desbragado de natas , condimentos, manteigas e outras gorduras promissoras de boas percentagens de colesterol.

Até me admira que assim como havia, ou há, uma edição que trata das cem ou mais maneiras de cozinhar bacalhau, não estejam também disponíveis para, venda “as trezentas, ou mais”, de consumir natas.

Passando da gastronomia à culinária que é a arte que lhe está afim – a arte de cozinhar; teremos, se formos à raiz dos costumes, atitudes bem mais inteligentes do que aquelas que hoje assumimos. O alentejano tinha, no seu dizer, “um passadio simples”.

Queria dizer com esta expressão, que era frugal no seu sustento. A terra dava-lhe o trigo, portanto, o pão. Também lhe dava a oliveira e, consequentemente azeite e as“zètoninhas”.(azeitonas)

Apascentando os rebanhos, tinha garantido o leite e o queijo.

Mondando as searas, colhia as acelgas, as tengarrinhas, ou cardos, (que depois de cantar o cuco, - em Março - já não se deveriam colher por estarem duras), os saramagos, os catacuzess, hortaliças espontâneas que ingeria com prazer na sopa, ou no cozido de grão de bico que também semeava e colhia, nas madrugadas de Verão, para a semente permanecesse na vagem...

 

Limpando os “hortejos”, que vegetavam em cada quintal, ou nos “baldios” colhia as beldroegas para as sopas, nas regadeiras húmidas por onde a água da rega escorria e onde elas, infestando, proliferavam.

Perfumava, apaladando a comida, com poejos, orégãos, salva, mangerona, hortelã das ribeiras...

Com os cheirosos coentros, pão e azeite, criou esse ex-libris da culinária Alentejana – a açorda – esse monumento gastronómico que no rigor dos Invernos, alimenta, conforta, aquece corpo e alma e ainda perfuma o bafo quente do suspiro regalado de quem não resiste a dar graças a Deus por uma refeição consoladora.

 

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:54

As aprendizagens da Leonor

Sábado, 23.06.07

 

A Leonor está quase a fazer cinco anos.

Quando eu tinha a idade dela, minha avó contava-me histórias de fadas e de santos.

Eram sempre coisitas pequenas. Histórinhas curtas que sendo fáceis de entender e fixar iam criando no nosso espírito relações entre épocas festivas e seu significado.

 

Uma das mais antigas que recordo tinha que ver com o raminho de alecrim bento que era costume oferecer em Domingo de Ramos para pedir as amêndoas aos padrinhos e parentes mais velhos.

Dizia-se então : verde é , verde cheira, fica preso para Quinta feira.

Depois vinha logo a seguir outra para ajudar a aprender os dias santos da Páscoa. Essa , rezava assim:

Quinta feira de Endoenças, Sexta feira da Paixão, Sábado de Aleluia, Domingo de Ressurreição. Encontrei Nossa Senhora com um raminho verde na mão. Eu lhe pedi uma folhinha, Ela me disse que não. Eu lhe tornei a pedir , Ela me deu o seu cordão.

Ó meu padre Santo António, aceitai este cordão que me deu Nossa Senhora  Domingo de Ressurreição.

Claro que o tempo não pára e, as criancinhas de agora aprendem outras coisas.

Agora ninguém mente às crianças!

Agora é que é bom!

Agora mais isto e mais aquilo, e não sei quê , não sei que mais...

E, quem sou eu para estar ou não de acordo!

É assim! Siga em frente , e seja assim.

Lá no colégio que a Leonor frequenta , para que não se desactualize, o que deve ser extremamente importante , explicaram-lhe que fora feita pelo Pai e pela Mãe com a ajuda do Menino Jesus.

A Leonor é esperta, quis saber mais e foi-lhe dito que andara na barriga da Mãe.

Não acreditou às primeiras e pediu à Mãe a confirmação de tão estranha descoberta.

Que sim! Que era verdade foi-lhe garantido.

A Leonor puxou das suas curtas recordações e, teve pena de não se lembrar desses nove meses da sua existência.

Então tomou a sua mais importante  decisão e disse :

Mãe! Engula-me e  faça-me outra vez, mas faça-me primeiro os olhos para eu ver tudo e depois me lembrar, porque agora não me lembro de nada.  

Penso que todas as aprendizagens têm seu tempo e que não vale a pena tanta apologia da «verdade» em situações que transcendem a capacidade de entendimento de quem de corpo e alma só respira inocência.

Depois, penso, que se a preocupação da Verdade, fosse mesmo autentica não era na precocidade destes ensinamentos, que se poria a tónica.

Há todo um mundo para descobrir para quem começa a vida e, há horas certas para tudo, pois que, como se sabe, o tempo a tudo dá talho.

 

              

 

                    Maria José Rijo

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.707 – 25- Maio de 2003

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:15

O Surrealismo

Sábado, 23.06.07

Quando me garantiram que tinha sido proferida – publicamente - a ameaça de “nem um parafuso” ser concedido a alguém que ousou escolher sem “perinde ac cadaver”(ao que li -  divisa dos jesuítas, que significa : obediência absoluta) os  colaboradores para os seus comandos – não me admirei.

Funcionam assim todas as ditaduras. Porém, para amenizar, dando cor ao negrume de tais falas, ocorreu-me pensar que em arte, em pintura, especialmente, uma afirmação deste teor poderia corresponder a uma atitude surrealista, uma vez que – sem controlo - deixa, livremente expressar a voz do inconsciente,  um tanto sem ética, nem estética!

Acontecendo esta conversa durante um passeio aos restos – quase despojos -  de uma ruína histórica, fiquei então a congeminar, como também seria surrealismo da minha parte pretender destrinçar os fios da meada que levaram a Quinta do Bispo ao opróbrio da injusta condenação à  morte.

Os empreiteiros, se não faliram, pouco menos. Têm casas por vender e outras, como fantasmas, em esqueleto, inacabadas, há anos....

O edifício airoso, perto do plátano, meio desabitado, não sei que futuro poderá ter, visto que o paredão - que parece – sustentar o desnível do solo onde se inserem as suas fundações a pesar do reforço dos carris de suporte, está rachando...

O desmazelo, a incúria, a porcaria fazem ninho e procriam proliferando a torto e a direito...nos prometidos jardins para lazer e regalo dos cidadãos...

Não fora, como disse Miguel de Sousa Tavares – “a alegria das lutas desiguais”- que são estas onde se entra já vencido pela força dos poderosos – mas onde se morre de cabeça erguida, pelo amor à verdade que nos ampara, e eu não estaria , hoje, talvez dez anos passados a recordar argumentos, brandidos como bandeira, para o sacrifício inútil e cruel duma Quinta – mais valia sem par para a cidade - romântica e nobre  cantada em  poemas lapidares por António Sardinha e ligada à história de Elvas, quer pelo nome do ilustre  historiador elvense – Aires Varela no sec. XVII, a quem foi comprada pelo VI Bispo de Elvas, D. Manuel da Cunha, donde lhe veio o nome - quer pelo famoso prelado   D. Lourenço de Alencastre celebrizado por Cruz e Silva no conhecido poema,  “ O Hissope”obra prima da literatura portuguesa apreciada em todo o mundo da cultura.

Fora eu Agatha Christie ou o inspector Poireau e andaria atrás da resposta desfecho dum romance policial ainda por escrever: - a quem aproveitou o crime?

Elementar, meu caro Watson!

.

 

 

Maria José Rijo

                                                          

 

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Jornal Linhas de Elvas

de 14- Junho- 2007 – Nº 2.922

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 12:05

“Em torno de uma efeméride “

Sexta-feira, 22.06.07

                           http://olhares-meus.blogspot.com/

          Elvas 10 de Janeiro de 1997.

         Há 72 anos faleceu na sua casa da Quinta do Bispo 

    António Sardinha.

       Colho, desse local, que foi a Versalles de Elvas” a imagem de hoje.

         Fica-me frente as janelas.

         Convivo com ela diariamente.

         Ofereço-a aos meus olhos e legendo-a (com profunda m ágoa) com a isenção a que me obriga o respeito pela nossa cidade, a verdade de que ela d á testemunho.

         Frequentemente a televisão nos mostra com entrevistas e imagens, soluções inteligentes encontradas para o enriquecimento de muitas terras do nosso país.

         O grande e belo Porto – hoje património do mundo – não desdenhou a sua quinta de Serralves.

         Foz Côa, não deixou afogar as suas gravuras.

         Algures, também no Norte, um autarca veio  contar como um eco-museu ” esta restaurando velhos usos e costumes ... velhos ciclos (o ciclo do pão, foi um dos  referidos).

         Desse modo garante – vai promover turismo e defender da desertificação a sua terra situada no  interior. Afirma que assim se criam empregos, desenvolve o comércio e a riqueza do seu concelho.

         Agorinha mesmo – o professor David Martins – falou do êxito conseguido por ele e pelos professores da sua escola que, em ligação interdisciplinar ja levam dois discos de sucesso com actuações dos alunos de música de Vila Praia de Ancora.

         E anuncia que: - a autarquia vai propiciar o progressivo ensino da música às crianças desde a  sua entrada nas escolas – gratuito -  portanto.

         É verdade que opções, são opções ...

         Ao falar da Quinta do Bispo veio-me à  lembrança outra responsabilidade que herdei  e tenho a missão de recordar.

         Talvez os critérios de escolha tão afastados por vezes, das coisas  do espírito tenham assustado o senhor Cónego Dr. Silvestre e o tenham decidido a reter em suas mãos os “nove grossos manuscritos da Genealogia dos Vasconcelos” que foram oferecidos á Biblioteca de Elvas como sua Excelência bem sabe.

         Ao menos – com ele – estarão a salvo o que não  acontece à Quinta !

         Estranha é a sorte que impende sobre o património de uma cidade cuja rara beleza – a torna única – e tão carregada de história que quase  parece um conto de fadas.

         Servir – servindo-a devia ser considerado um privilégio – embora com todo o melindre que essa  distinção sempre confere.

                                        Maria José Rijo

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.385 – 17/Jan./1997

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 21:17

Bem hajam!

Quinta-feira, 21.06.07

Afora a genuína maneira do: -não tenho boca avonde que encareça,- usada pelos rurais no meu Alentejo, não conheço na língua portuguesa , nada de mais bonito  que este - bem hajam! nascido no coração, que hoje endosso, a cada um por sua vez, de todos, quantos ,têm tido a curiosidade de ler o que escrevo, e a generosidade de deixar palavras de apoio e apreço .

Faço-o porque me é natural ser grata, e faço-o também porque às vezes, muitas vezes, o que parece ser apenas um comentário de acaso significa para quem o recebe muito, muito, mais do que isso.

Sou uma enamorada confessa da língua portuguesa. Sou uma deslumbrada apaixonada pelas suas subtilezas.

Devo a meu Pai esse encantamento.

De internet nada sei. Toda esta publicidade é obra da minha sobrinha Paula que resolveu adoçar a minha vida com esta "novidade" . E, a verdade é que o tem conseguido.

Bem hajam todos.

Um abraço - Maria José Rijo.

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publicado por Maria José Rijo às 16:03

Ai deve de ser bom estar louco!

Quinta-feira, 21.06.07

Nada fazer como os outros,

Ser espontâneo !

E tão pouco

Recear a má figura!...

 

Ai deve de ser bom estar louco!

 

Fazer o que dá na gana,

Nada temer, nem ninguém!

Nem bondades, nem castigo,

Que é sempre prémio também!...

 

Ai deve de ser bom estar louco!

 

Fazer o que o pensamento

Como deus absoluto

Nos ordena e nos impõe!

Porque ser louco afinal,

É ser bom e ser brutal ,

Mas é sermos nós, finalmente,

Quando da vida e do mundo,

Tudo nos é indiferente...

Quando os últimos preconceitos

Cedem à nossa vontade...

 

Ai deve de ser bom estar louco!

Dentro da nossa verdade!!!

 

 

 

Poema extraído do livro

... E VIM CANTAR

POEMAS

de

Maria José Travelho Rijo

 

Coimbra

1955

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publicado por Maria José Rijo às 00:25


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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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