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“Gaivota morta à tona de água “

Quinta-feira, 19.07.07

http://olhares-meus.blogspot.com/

 

 

Erico Veríssimo conta que certa vez, ao atravessar de comboio uma zona de Colorado, reparou num gato preto a correr, disparado, sobre um imenso campo de neve. Dessa circunstância adveio o título do livro que já levava pensado, e no qual, salvo erro, eu li, esta história que fixei - só Deus sabe porquê – já que não me recordo do que trata a obra citada.

Há anos, ao passear, solta e feliz, num belo dia de sol, descalça, bordejando a água, no areal duma praia deserta – num desses dias em que o mar se parece satisfazer espelhando o céu – tão azul – tão quieto e transparente, - tomou-me uma sensação de irrealidade, que me fazia sentir como suspensa, perdida entre o êxtase e a angustia de estar viva.

Eis que, no exacto momento em que me parecia separar deste entranhado e humaníssimo sentimento de individualismo – um arrepio – à vista da asa inútil – a flutuar na paz da morte – quebra o encantamento e acorda todos os sentidos…

Embalada por um marulhar certinho, ronronado, uma espuminha de nada, uma babugem de beijaroquice com que o mar molhava a praia, como se ao colo a tivesse – naquele instante em que parecia impossível acreditar que a beleza também se pode macular – boiava uma gaivota morta à tona de àgua!

Sem me dar conta (com que lógica se ligam os pensamentos?!) pensei: - “Gato preto em campo de neve”!

Depois… com toda a força deste Alentejo de que tenho a marca no sangue – como o gado tem no corpo o ferro do dono – revi outros dias de sol e  quietude – sobre horizontes vastos de mares de pastos e restolhos amarelos e  cheirosos, onde a luz põe reflexos e brilhos de cegueira, e de repente, uma cigarra atreve, com o seu canto, a fazer vibrar o ar de lume, de asfixiante solidão que tudo envolve e nos amarra o olhar… E senti, que em alguns momentos, em circunstâncias diversas – por muito efémeros que sejam – a nossa comunhão com a natureza tem a marca da perfeição e da beleza – o sinal de Deus – um toque de eternidade, e apetece dizer:

 

Meus olhos são horizonte?

E mar e céu o que sinto?

-- Não sei se ando ou flutuo!

Este instante me respire…

Esta brisa me disperse…

Minha entrega é feita aqui,

E se eu voltar a falar,

Ou por meu pé caminhar,

É só p’ra poder contar:

-- que algures, entre Deus e mim,

Eu tive nas mãos as pontas

Que atam principio e fim.

 

Maria José Rijo

Escritora e poetisa

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Á La Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.805 – 4- Out.- 1985

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:25

Metáforas

Quarta-feira, 18.07.07

Tudo começou com uma exclamação desesperada, mal se abriu a porta de casa.

 - Que pé-de-vento passou por aqui?

E, logo em seguida: - isto assim não tem pés nem cabeça! Eu, jurava a pé firme, jurava a pés juntos, que não há gente mais desarrumada do que esta!

 Semelhante exagero, – fez-me rir.

 Assim, o novo alvo fui eu.

 E tu, evita rir, porque, rir, faz pés de galinha e já estás cheia deles. Com esse riso, desautorizas-me e fico com os pés em falso1 Foi a imprecação final.

Ri, ainda com mais convicção, por me aperceber de que num curto espaço de alguns segundos a palavra mais usada fora “pé?”

Então, por troça, comentei frisando bem o que dizia:

- Não me pegues no pé, porque, quem meteu o pé na poça, foste tu, fazendo todo o mundo fugir daqui, a sete pés, por terem levado ao pé da letra, esse teu ar de quem, nem em criança, pôs o pé em ramo verde!

 Divertidas, rimos então nós duas e juntas evocamos as metáforas, que nos vinham à memória, em que aparecia a palavra pé ou o seu plural.

Era o: - rapa-pé: - adulador...

O pé de alferes- namoradeiro...

O: - pé-coxinho: - de quem não tem capacidade para fazer obra de jeito...ou o jogo infantil do mesmo nome!

 Era o: - pé na argola - de quem faz asneira...

Era o fugir a sete pés – de quem tem medo...

Era o pé cá, pé lá, de quem não pára num sítio só...

Era o pé ante pé de quem anda à socapa!

Era o: - dar o passo maior do que o pé, – de quem extravasa do que sabe ou pode!

Era o: - pé para além do chinelo! – Com idêntico significado

Era o: - pé dentro, pé fora, dos indecisos.

Era o pé de cabra – para arrombamentos....

Era o pé de alferes - para quem corteja amores...

Era o pé quebrado para as tentativas mal resolvidas da poesia...e de tudo que não sai perfeito....

Era o pé descalço para a classificação pejorativa dos mal-educados...

Era o finca pé - para os teimosos...

O pé de salsa para os vaidosos...

O jurar a pés juntos dos irredutíveis.

O -  pé firme  - para os que crêem ter a verdade na mão...

Era o - estar de pé- ou morrer de pé, - para quem persiste numa postura digna.

Também, o: - ao pé - para quem está perto.

O - estar aos pés  - de quem se serve,  ou , de quem se admira – ou -  de quem se ama.

O -  lamber os pés  - de quem se humilha perante outrem...

O: - “lava – pés” – símbolo da humildade e amor ao próximo!

Há, também o: - ponha aqui o seu pezinho! (das velhas cantigas da infância)...

Há o pé de dança! E quem não dança, ou já dançou?

O pé de chumbo, ou pé pesado, para quem...arrasta o pé...

O pé de igualdade- na circunstância citada e outras...

Há ainda o: - pé de galo – das mesas redondas onde se invocam espíritos, se impinge patranhas e se desfiam medos...

E, há também, que me lembre – o: - “pied de poule” padrão – importado de França - e sempre em moda nos tecidos clássicos!

Mas, em bicos de pés me escapo, não sem afirmar que:

- o pior, é quando está tudo em - pé de guerra,- porque ninguém se entende... como nós por cá - politicamente, vamos indo - o que sem  metáforas., se pode afirmar...embora nos vá faltando o pé...

 

                                            Maria José Rijo

                                         Escritora e Poetisa

 

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.919 – 24-Maio-2007

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:19

Evidências ou coincidências!? ...

Domingo, 15.07.07

Como todas as manhãs, a empregada chegou na hora certa. Enquanto metia a chave na porta surgiu o gato, ninguém saberia de onde, o que, também como sempre, atrapalhava o cerimonial da entrada com as marradinhas  de cumprimentos de boas- vindas.

Transposta a entrada seguia-se o ritual costumeiro.

Mudar a água da tigela onde o bichano bebia, renovar-lhe a dose do leite, encher-lhe o prato ,depois de bem lavado, com  petisco do seu agrado.

Só então, já livre daquele empecilho a atravancar-lhe os passos, com miadelas de mimo e manifestações interesseiras de afecto,

começava a tarefa do dia a dia, propriamente dita.

Abria o saco das compras, colocava o pão e o leite nos lugares próprios, arranjava a maquineta do café e preparava o tabuleiro para o pequeno almoço.

Então, sem fazer ruído, entrava na sala, abria um pouco as janelas, recolhia os cinzeiros, despejava-os, lavava-os, repunha-os nos lugares, substituía os jornais velhos que apanhava espalhados pelo chão, pelos do dia que cuidadosamente, colocava direitinhos em monte, no sítio aprazado para o intento.

Dava um jeito numa jarra, um toque aqui, ou acolá, tirava a cinza da lareira, e acendia-a de novo.

Invariavelmente, o gato, que passara a noite peregrinando pelos telhados em busca de aventuras, ao sentir-se de barriga confortada, vinha instalar-se perto do lume, lambendo-se,  alisando os bigodes e preparando-se para uma soneca regalada.

Tudo nos conformes pensava a mulher, olhando em redor, a avaliar o resultado da sua intervenção...

            Tirava então o avental, dava uma ajeitadela no cabelo passando-lhe as mãos para o alisar, agarrava as cartas prontas para o correio, que sempre ficavam na salva de prata na consola do corredor, e, tão mansamente, como chegara esgueirava-se para a rua deixando o dono da casa continuar a dormir tranquilamente na casa em silêncio.

Quando recebeu a carta ,  Matilde, julgou sonhar.

Como é que Miguel de Unamuno lhe poderia ter escrito se havia morrido 1936 , e era o ano 2000?

Mas a carta estava ali nas suas mãos e era forçoso reconhecer que não era uma carta vulgar. Quem a escrevera possuía cultura sólida e profundos conhecimentos, até, sobre teorias de matéria tão delicada como a sobrevivência da mente após a morte . Difícil agora seria identificar o autor da brincadeira que exibia um tom de intimidade e, até um certo pendor amoroso na forma como se lhe dirigia.

Que estava intrigada, era evidente. Decidiu que não falaria a ninguém sobre o assunto e discretamente investigaria na procura de uma pista.

Entretanto o seu velho amigo Santa- Maria, telefonou-lhe porque sabendo do seu interesse pelo transcendente, vida para além da morte etc. etc. etc. queria falar com ela sobre uma conferência muito interessante a que assistira.

Foi.

Pelo sim, pelo não, levou consigo a misteriosa carta.

Santa-Maria não escrevia uma palavra que fosse sem ser manuscrita. Máquinas de qualquer espécie considerava-as como impedimentos entre o pensamento e a escrita.

Assim que, se muniu de uma serie de folhas repletas de anotações e, passados os primeiros instantes  de efusivas manifestações de alegria pela visita, se enfronharam  numa conversa sem fim.

A certo passo Matilde reparou na semelhança da caligrafia do mestre com a carta que levava no bolso e, não resistiu.

Muito séria disse:- quer ler isto?

Claro. –Foi a resposta.

Porém, mal olhou a folha que lhe apresentavam exclamou:  mas... esta letra é minha! – e, estupefacto leu tudo avidamente.

Após a leitura, ficou estático pensando, e foi então que recordou que havia sonhado que fora, em outra encarnação, ou vida passada, o escritor Miguel Unamuno, e que ela fora, nesse tempo, sua mulher, razão pela qual, nessa outra dimensão lhe havia escrito aquela, e outras  cartas, que se recordava – perfeitamente- ter lido no sonho.

Só não tinha consciência de que a sonhar lhe  tivesse escrito, o que era evidente ter acontecido.

Foi a vez de ela confessar que, se lembrava agora, de também  já uma ocasião haver sonhado ter sido casada com  Unamuno .

Olharam-se confusos.

Evidências?- Coincidências?...

De certo, sabiam apenas, que tinham sonhado.

 

 

                                                           Maria José Rijo

                                                     Escritora e Poetisa

 

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Revista Norte Alentejo

Nº 19 – Março / Abril -- 2002

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:56

O ALECRIM

Sábado, 14.07.07

http://olhares-meus.blogspot.com/

Foi uma cantiga, que me disse a mim, que a flor do mato era o alecrim.

O alecrim é uma planta popular. Cria-se sem cuidados em terrenos pobres,

como gente sem linhagem. Não impõe distância a ninguém como as

altivas e nobres flores de estirpe.

Do alecrim até se devia pensar em sentido colectivo - como quando

se diz: - Povo !

A flor do alecrim é azul anilada, miúda, franzinita , mas doce na sua modéstia.

As  abelhas libam-na com gula e as pessoas cheiram-na com gosto.

Cresce nos campos, vive nos quintais e não desdenha mesmo como sebe,

viver em jardins mas... tem tradições !

Cumpre ritos e crenças. É cinza em Quarta - feira de Cinzas !

Vai à missa em Domingo de Ramos.

Vai moiro - volta bento.

É oferecido para lapela de padrinho, decote de madrinha ... onde fica

a murchar e a recordar obrigações de amêndoas para Quinta-feira Santa.

... “Aqui está este raminho !

Verde é e verde cheira...

e fica preso para Quinta-feira!...”

Seca esquecido.

Vai para o lixo ou para o fundo da gaveta e dele nos apercebemos pelo

discreto e vago perfume, como uma reminiscência...

- É tempero ! - vai ao forno no assado (há quem aprecie) mas, calha a

preceito no cozinhado do coelho manso a que corta a insipidez da carne

doce e branca !

- Faz chá de beleza para cabelos fracos. Recompõe roupas pretas já

gastas e ruças pelo uso...

- Entra nas mézinhas das bruxas quando fazem benzeduras!...

“Eu te coso, por carne quebrada e nervo torto!

Melhor cose a Virgem do que eu coso.

A Virgem cose por vão - eu coso pelo osso

Em louvor de Deus e da Virgem Maria

Padre Nosso e Avé Maria!

E... a velha a coser no novelo com a agulha sem linha e o alecrim

inocente - a arder! - a arder!... a arder!... - a consumir-se ao

som das loucas ladainhas .

É uma panaceia !

Aviva a memória! - conserva a juventude !

E... nas trovoadas’!!!

- Que é do alecrim ? - o alecrim benzido ?

- onde pára ele ? - onde está metido ?

p’ra queimar um pouco

que afasta os trovões !

Ai, Santa Barbara - nos acuda

Ai que aflições!

Barbara bendita - que no céu está escrita

e na terra assinalada!...

Superstição e fé de mãos dadas. Verdades e lendas com o

mesmo perfume: - alecrim !

- Ai alecrim, alecrim!

Também te cantam ! - cantam-te aos molhos mas logo te acusam:

“Por causa de ti choram os meus olhos”

És pobre e modesto! - logo te culpam ! - então como querias ?

- mas tu, alecrim - porque não desmentes?

Ai alecrim! Alecrim!

Não fora a fogueira, o fumo

e toda a gente veria - se isto não fora assim como me ardem os olhos

como minhas faces queimam de chorar  triste por mim !

Ai alecrim! Alecrim!

Das cinzas que restam - do tempo passado

o vento que sopra - espalha sem dó

tudo o que encontra do fogo apagado

e no chão varrido - na mancha sem pó

Só baila a saudade

Só, saudade, só !..

 

 

Maria José Rijo

Livro das Flores

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publicado por Maria José Rijo às 20:36

O segredo é amar

Sábado, 14.07.07

Era um dia igual a outros dias.

Na varanda da vizinha, lambia-se fazendo a sua higiene da manhã o mesmo gato cinzento que gosta de se espreguiçar ao sol, e eu já considero como elemento indispensável do meu horizonte quotidiano...

No mesmo horário, o jovem marido faz um adeusinho dengoso à mulher, que ainda despenteada lhe acena por detrás da vidraça, enquanto ele põe o carro em marcha...

Raparigas e rapazes vestidos de igual na comodidade negligente das calças de ganga e blusões chamam-nos à indicação do calendário de que as aulas estão a começar...

Rebolando na rua, a rosnar com alegria dois cachorros - fugidos por instantes dum portão aberto por distracção - fingem morder-se e, na brincadeira, disparam numa corrida desenfreada...

Entra e sai gente das portas. Há janelas a bater...

Um arzinho fresco com cheiro, já de Outono, afaga-nos o rosto...

No pavimento tisnado de alcatrão, bailam e rastejam as primeiras folhas das árvores que lentamente se despem da pujança das copas frondosas...

Das chaminés das casas sai fumo que com o vento desenha pinturas que o próprio vento esvai...

Voam pombos rente às casas...e a cidade ouve-lhes o roçagar das penas das asas...como murmúrios dos céus...

É a cidade a viver.

É um dia igual aos outros...

Mas é onze de Setembro e o telefone toca. A pergunta vem: - tem a televisão aberta? - então abra...

...Os repórteres, os jornalistas, os políticos, todos quantos têm acesso aos meios de comunicação de qualquer espécie, têm escrito e falado e mostrado a destruição das torres de Nova Iorque e o ataque ao Pentágono, com que os terroristas surpreenderam o mundo.

13 de setembro de 2001: bombeiro de Nova Iorque olha para o que sobrou da Torre Sul do World Trade Center

E que o mundo viu em directo.

E todos, sem excepção, falam na forma de retaliar tão hedionda façanha.

Como todas as demais pessoas, sigo com preocupação e interesse o desenrolar das negociações entre os povos ainda não refeitos da surpresa e do horror do sucedido.

Volto à janela. Está tudo lá. Porém, nada mais é igual...

Como todas as demais pessoas, comungo no desejo de que se possa exercer justiça castigando os verdadeiros culpados; e no receio de que sendo difícil conseguir tão milagroso feito, voltem muito mais justos a pagar pelos pecadores.

Paisagem assustadora de fumaça envolvendo os arranha-céus.

Cresce nas consciências o terror de que a justiça descambe para a vingança. Na convicção assumida de que ódio não se sara com ódio altos responsáveis alertam para a prudência...

Fixei - num dos apontamentos de reportagem a que assisti uma frase que me martela no cérebro como um acenar de esperança...

Uma das vítimas, a bordo de um dos aviões, ao aperceber-se que beirava o fim da sua vida, telefonou ao marido só para lhe dizer que o amava.

Também um filho numa das torres já em derrocada fez outro tanto dirigindo-se a sua mãe.

Nem ódio nem vingança.

Uma mensagem com o gosto de um beijo de adeus...

Uma mensagem de AMOR.

Sem quase me aperceber pensei em Sebastião da Gama,0001gf74 o Poeta da Arrábida. O poeta do amor à VIDA, que sempre soube que trazia consigo a morte que cedo o levaria...

Talvez, também, por isso, nunca desaprendeu, quando adulto, o que quase todos esquecemos desde que deixamos de ser meninos, e foi a sua oração de VIDA: -“ O segredo é amar”

Fiquei então remoendo na lembrança dois versos de um soneto - seu - que tem esse mesmo titulo:

                      “Ah! bem me parece que o Amor melhora

                       Quanto a graça de Deus não fez bonito.

                       Há lá coisa mais linda do que um grito

                       quando foi o Amor que o pôs cá fora!...”

 

                                                       Maria José Rijo

                                                Escritora,poetisa e Pintora

 

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Revista Norte Alentejo

Set./Out. –nº 14  -- 2001

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publicado por Maria José Rijo às 13:19

A visita - começo como começam todas as visitas...

Quinta-feira, 12.07.07

                                       http://olhares-meus.blogspot.com/

Começo, como começam todas as visitas, por cumprimentar os donos da casa, e, muito especialmente, como no caso, quando tem que se lhes agradecer a deferência de se terem interessado pelo nosso estado de saúde.

Depois, qualquer assunto vem à baila; de preferência aquele, ou aqueles que tratam de interesses comuns.

Logo, portanto! – Jornais e notícias, que mais ou que outras coisa poderiam ser?...

Não tinha comprado o “Expresso”, por isso quando me enviaram uma mensagem de “felicitações” dizendo que, entre cinquenta, a cidade de Elvas era citada com décima segunda em qualidade, deduzi que era para provocar o riso a brincadeira.

E, ri , ri divertida.

Ora, aconteceu que me chegou às mãos o Linhas de Elvas que , faz capa com a reprodução da referida notícia.

Fiquei em pânico!

Eu sei que a oposição não poupa o governo – sei!

Mas, há sempre uma esperança de que enferme de algum exagero o que é dito por quem, prometendo fazer melhor, tente denegrir feitos de outrem, até por cobiça da importância dos lugares!

Talvez porque a esperança é sempre a última a morrer, mais ou menos todos vamos confiando que não seja tanto assim, ou assado...

Porém, quando, num país que tem cento e cinquenta e uma cidade, (informação colhida na Internet) Elvas está como a número doze onde se vive melhor, impõe-se a interrogação:

 - Em que estado está realmente esse pais? - O nosso Pais?

Teremos que ser levados a concluir que a oposição é benevolente?

Começo a ter as minhas dúvidas.

 

Elvas, não tem industrias, não tem Maternidade, não tem transportes públicos, tem um Hospital, carente de valências, deixou de ter Regimentos, ficou sem a EDP, sem o Tribunal Militar, sem o café Alentejo, sem o Museu Municipal, sem o Grémio da Lavoura, sem o CICAE, sem os Despachantes sem...sem...sem...

Tem o Forte da Graça a cair aos bocados...( conservação de património? – só para rir!)

O centro histórico a desabar...

A Quinta do Bispo! Que a falência haja!

A belezura dos “bebedouros” na rua da Cadeia!

A obra da Praça, que arquitectos como Teotónio Pereira e Souto Moura Porto se recusaram a projectar – por anteverem as evidentes consequências...

A destruição do “leirão nº 1” o mais antigo do Cemitério de Elvas que é também um dos mais antigos do País. (1860)

(Consulte-se o que escreveu esse Homem ilustre de Elvas, que da sua terra tanto sabia, e, de quem não se fala - Dr. Joaquim Tomaz Pereira)

História que a ignorância vai destruindo sem dó...

As construções a crescer - quase - em cima do Aqueduto!

O desleixo que deixa as ervas cobrirem e devastarem o dito Aqueduto - esse monumento - que não se entende não esteja considerado entre as dez novas Maravilhas que se pretendem classificar.

 Uma espalhafatosa “fonte rotunda” que se arroga mais importante que o majestoso Aqueduto (cuja perspectiva encobre) como se Elvas fosse uma cidade termal...

Resumindo e concluindo: - se isto é o melhor – que Deus nos acuda! – Porque, só não vê, quem não quer ver, que Elvas, é, cada vez mais, um subúrbio de Badajoz.

Um decadente arrabalde do que foi um ponto histórico fulcral num País onde todos se orgulhavam duma soberania portuguesa

que aos poucos se esvai, como o sangue dos seus heróis que por ela morreram ensopando os campos de batalha.

 

                                                                    Maria José Rijo

 

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Elvas 14 de Janeiro 2007

Jornal o Despertador

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publicado por Maria José Rijo às 13:54

Letícia!

Terça-feira, 10.07.07

Procurei um termo que expressasse de uma forma pura e cristalina, e, se possível, também, de certo modo – solene – este sentimento de felicidade interior que me invadiu ao ler a notícia da “I Feira Ibérica do Livro em Elvas.”

Invade-me uma sensação de prazer e alegria, a que gostosamente dou largas, perante evento tão “saudável” para a cidade e para a cultura.

Como não faço parte do clube dos frequentadores de eventos - a minha modesta opinião, que , vale o que vale - e pode ser nada; tem no entanto o peso inquestionável de ser emitida com a mesma liberdade que uso para discordar.

Quero dizer: - não estando eu vinculada por gratidão de atenções, favores, ou até “aparente consideração” de qualquer espécie, a quem tudo decide – tem, pelo menos para mim, um gosto especial, por, desta vez, estar de todo o coração ao lado de um acontecimento, que era devido a Elvas e que já tardava.

Penso que desde 87, quando da “Festa” do Livro em que estiveram presentes três escritoras de nome, Maria Alberta Meneres, Maria Isabel de Mendonça Soares e Matilde Araújo que assina um dos livros citados no catálogo dos “ IOO Livros Portugueses do séc. XX” – nada, de tão ”perfeito”, no género, aconteceu.

 Alegria! e parabéns!

O programa é perfeito. As presenças, de mérito.

Permito-me saudar de forma especial o Dr. António Ventura cuja obra sigo e admiro desde há muitos, muitos, anos.

Permito-me ainda chamar a atenção para o momento escolhido. Aí, teria sido bom esperar o término de outras Feiras” a de Lisboa especialmente, para que as editoras pudessem ter assegurado outro tipo de presença, quer a nível de pessoal, quer com o livro do dia, etc. etc. etc...

Porém, isso são pormenores de somenos, fáceis de corrigir, frente à importância e boa organização do acontecimento.

Parabéns, com sentida alegria.

Tendo tomado consciência – neste momento - que vinte anos separam os dois acontecimentos, achei enternecedor trazer a publico algumas fotografias em que, jovens mulheres e homens de hoje, se poderão reconhecer nas crianças que então eram...

 

 

                                                      Maria José Rijo

                                       Escritora e Poetisa, Articuslista  e Pintora

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.923 – 21-6-07

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publicado por Maria José Rijo às 15:25

Um tema inesperado

Segunda-feira, 09.07.07

Comprei esta semana o “Semanário” para ler com tempo e vagar o que ao longo destes últimos dias se tem escrito sobre as dúvidas que surgiram quanto à “engenharia” de Sócrates.

Se é engenheiro, agente técnico, bacharel, catedrático, aprendiz de feiticeiro, isto, aquilo, aqueloutro, não sei, nem me interessa.

Como já ouvi dizer - e muito bem – a quem tem autoridade e respeitabilidade para o afirmar - é 1ºMinistro - porque para tal foi eleito por inequívoco escrutínio -  que ninguém  pode contestar.

Porém, se mente - como se afirma - em relação ao seu grau académico, aí , já todos temos que nos interrogar sobre algumas questões.

Quando da “pretensa entrevista esclarecedora” não ficaram dúvidas para ninguém que Sócrates, fala com fluência, tem boa presença e veste com elegância como se presenciou pela televisão. Quanto ao resto, fica-se a pensar em como é surrealista a realidade do ensino no nosso país, quando se ouve afirmar que foi possível, alguém, ingressar na UNI, sem certificados de nada... Apenas fazendo fé na palavra do aluno candidato que um certo dia, podendo até ser um ano depois, uma bela manhã acorda mais bem disposto e pensa: - deixa-me lá ir entregar na secretaria da Universidade, alguns dados meus, já que eles coitados foram tão simpáticos ou... que raio de palavra calha aqui para qualificar o “belo” gesto!!! – Nem sei! - Há tantas...- não escolho. Decidi!

Então, é assim que se inscreveram todos os estudantes? – Ou foram apenas alguns?

Ou, pior, ainda – foi Sócrates - o único?

Porque, ter dito, há quinze anos que era engenheiro antes de ter terminado o curso até tem um certo “charme”, pois faz-nos reconhecer que ele afinal pertence à raça humana.

Não é um ser à parte.

Não é o deus infalível, que teimosamente persiste em governar contra a esperança de um país que nele acreditou, mas - já – nele, não se reconhece.

Que foi jovem e cometeu os pecadilhos da juventude, como todos os jovens fazem, e, assim sendo, pode - a qualquer hora - lembrar-se de o ter sido e reconhecer que é gente, susceptível de errar, de sofrer, de se equivocar,  ser incompreendido e, deixar de se mostrar o infalível predestinado para salvar as contas do Estado à custa da miséria do povo que o elegeu acreditando nas suas promessas, que tem feito questão de não cumprir!

Pode até concluir que, ser rigoroso, não é, por exemplo, fechar todas as Urgências.

Pode até ser, e deve ser, emendar a mão! – Porque o povo não vive com o nível económico dos ministros...

Mas... continuando: - apresentar versões diferenciadas num currículo para actos oficiais... bem! - Sempre aprendi que com coisas sérias não se brinca!

Porque, se o Senhor Primeiro-ministro, esqueceu por não terem importância, as mentirinhas da sua juventude, e, isso se aceita e compreende! – Já não se entende que possa ter esquecido que as mentirinhas não podem constar de qualquer currículo a sério.

Claro que verificando como também esqueceu das razões que o fizeram ser eleito, essa realidade torna-se mais preocupante.

Muito boa gente, como eu, agora, pode admitir que se trata de amnésia, situação susceptível de tratamento.

Cuidados a ter em conta.

Se, em lugar da minha usual colaboração para este jornal, estes comentários fossem dirigidos ao Senhor Primeiro-ministro, até para que ficasse mais evidente que o meu único intento é compreender o que se passa, eu ousaria termina-los parafraseando

a sua confessada forma habitual de terminar as cartas, que escreve, e que, alias, também usou para o antigo Reitor da  Universidade Independente:- seu Sócrates.

Neste caso: - Sua Maria José

Até porque, na minha idade, este jeito, ficaria com um ar bem carinhoso de uma velhota a escrever para um belo rapaz.

 

Porém, não são essas as circunstâncias...

 

 

                                            Maria José Rijo

                                Escritora e Poetisa

 

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Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.914 – 19 – Abril - 2007

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publicado por Maria José Rijo às 18:05

Não me recordo!

Segunda-feira, 09.07.07

Do     Não me recordo da ideia que me impeliu a escrever.

Aliás, varias vezes assim me acontece.

Ouço, leio, ou vejo qualquer coisa que me chama a atenção e me desperta a vontade de a comentar e, entretanto, ou porque o telefone tocou, ou porque qualquer outro interesse se interpõe e me distrai, quando me proponho fazer o que pensara, já estou completamente perdida da “tal” motivação.

Paro então, sempre na esperança de que a memória me restitua os fios da meada, mas quase sempre, resultam inúteis todas as tentativas para restabelecer ligações com circuitos desligados.

Julgo que isto nos acontece mais quando queremos impor a nós próprios o ritmo vulgar do dia a dia, para nos negarmos, em desespero de causa, a aceitar ter acontecido o que nos faz sofrer, e que jamais pensamos poderia acontecer, como se a nossa vontade, alguma vez pudesse funcionar como um exorcismo para o mal, ou um talismã para a felicidade.

Penso, que também será assim com outras emoções. Pode alguém abrir a janela pela manhã, dar de caras com um dia esplendoroso, (dia de rosas, como dizia minha Mãe) e sentir uma vontade imensa de louvar a Vida. Depois, logo de seguida, ligar a essa emoção repentina, uma lembrança mais funda, guardada dentro de si e, sorrir apenas ou emudecer, e já não ser capaz sequer de falar,  porque a voz se lhe cala frente à avalanche de recordações, que a lembrança de um qualquer instante, acordado na memória,  interpõe  - como nuvem - entre si e o sol.

Não sei se alguém já terá sentido, e dito, que a saudade é como uma nuvem. Se ninguém o fez,  fica dito agora, porque, por detrás dela, como por detrás da nuvem está o sol, aliás, é do sol, dos momentos de luz, que a saudade provém, não dos momentos de sombra ou escuro de qualquer vida.

Bom e mau tudo se recorda, mas - saudade – saudade -  será sempre, também, a memória,  que a cada instante oferece  ilusões de presença, do que é impossível recuperar, porque tendo acabado para sempre na vida real, sobrevive ao tempo e à morte, apenas, como lembrança.

Falar da Vida , será sempre uma tentação; como tentador será sempre todo o mistério indecifrável.

Todos temos teorias.

Todos julgamos saber isto, ou aquilo.

Da Vida todos temos experiência, até porque a estamos a viver, porém, quando julgamos chegar a um dado seguro, ele escapasse-nos como areia em ampulheta.

O que sabemos realmente? - o que é verdadeiramente nosso? Seremos mesmo donos de  alguma coisa ?  Seremos donos do nosso corpo, ou, até da nossa própria vontade ?!

Se somos tão poderosos, porquê mazelas, doenças, deficiências...

Durante estas campanhas pró e contra o aborto, tanto se disse e, no final nada se concluiu.

Até, para quando, depois da fecundação, começa a história da pessoa humana, as dúvidas se mantém.

Então o ser humano – a pessoa - não será  pura e simplesmente a Vida que resulta da soma das vidas do óvulo e do espermatozóide, em torno da qual, com o material genético de que dispõem criam o próprio “invólucro”-  e, porque não?

Não será “essa” Vida , em si, a alma desse corpo que assim se gera...

Porquê com um corpo intacto se diz: - deu a alma ao Criador, quando a Vida se extingue?

Porquê, se às vezes num corpo esfacelado a Vida persiste?

Certo, até agora, para quem vive, só a morte.

E, livre, livre, só o pensamento.

Metade dos portugueses, mais ou menos, foram às urnas. O Sim ganhou.

Entendo quem se absteve.

É, e será sempre, uma questão séria de mais, para se dividir entre preto e branco. Culpado e inocente.

Ninguém se atreverá a negar a existência do arco-íris – julgo eu... 

 

                             Maria José Rijo

                  Escritora, Poetisa, articulista

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 13:43

Reflexão sobre Liberdade

Sexta-feira, 06.07.07

http://olhares-meus.blogspot.com/

Forte de Nossa Senhora da Graça - de Elvas

Todos os anos, pelo 25 de Abril, se repetem as entrevistas, aos resistentes ao regime de Salazar, que ainda vão restando.

Como sempre aparece o escritor Baptista Bastos e, vê-lo, traz imediatamente à memória a pergunta que é sempre recordada e é tão conhecida quanto a sua obra literária: - Onde estava você no 25 de Abril?

Então pensei, que se me fora dirigida a mim, poderia responder que estava na lista dos “proscritos” de Elvas, logo imediatamente depois do nome de meu Marido, e onde também, estava entre outros mais, o nome do fundador do jornal Linhas de Elvas -  bastião da luta contra a ditadura – Ernesto Ranita Alves

 

( Também a coragem e a postura de coerência e dignidade se herdam!)- Parabéns João Alves!

                       

O crime era crer que quem não é por nós, não é forçosamente contra nós, mas, simplesmente, diferente de nós!

Portanto em 1962 , já estava  - aí – quero dizer – aqui - no culto da Liberdade, aceitando os riscos daí recorrentes, e que não foram poucos.( como ainda hoje, ao que se constata, nalguns casos, pode acontecer).

Todos temos que procurar a razão e o rumo da nossa Vida.

É isso que tento fazer com serenidade e responsabilidade.

Preocupam-se comigo pessoas que me querem bem e, pedem que cale a minha opinião para não sofrer incómodos a que fico exposta, até porque estou só! - Não posso aceitar tal postura.

Sabemos que o povo ensina: “ Com teu amo não jogues as pêras”

Se o meu Pão dependesse de quem oprime, talvez tivesse que me curvar como outros são obrigados a fazer porque ninguém é tão inconsequente que possa arriscar a subsistência das suas famílias.

Não sendo esse o meu caso. Estar só é a minha força e, utilizo-a raciocinando em voz alta – porque o risco é só meu – e acredito, que é a pensar e a falar, que as pessoas se podem entender.

Não se pode vencer eliminando o adversário. Convencer é o caminho.

Já não estamos nos tempos do Marquês de Pombal! – (ascendente de dois dos meus sobrinhos bisnetos, que tendo como avô o conde de Vila Praia da Vitória, estão na linha da sua descendência) em sua honra o rapaz tem por nome, Sebastião, e, não se furtaria jamais, por certo, ao peso da memória da destruição e morte dos Távoras, do Duque de Aveiro e das atrocidades contra a Igreja, etc. etc, etc... e, tudo o mais que implicou vingança, em lugar de justiça, - perpetrado pelo seu célebre antepassado!- se não fora, que, talvez contrito, por tão maus feitos, tenha também sido do seu tempo a nobre e redentora atitude da abolição da escravatura.

Ainda assim, em qualquer biografia, lá está o “retrato” severo, do homem que tendo indiscutíveis qualidades de chefia as utilizou da pior forma possível mandando e desmandando com tal prepotência, que nem a ousada geometria, para a época, do traçado da Baixa Pombalina conseguiu, até hoje, apagar a imagem da crueldade com que espezinhou os direitos humanos de quem não pensava como ele e a quem fez pagar com a Vida o “crime” de ter ideias diferentes.

A história é implacável com a memória do sofrimento e da injustiça. No tempo do Marquês se erigiu  na nossa Elvas o Forte da Graça. Poucos o evocam, mas o drama dos Távoras após os mesmos séculos, permanece latente na memória colectiva do Pais. 

Sou uma pessoa de idade, pela graça de Deus ainda consciente e responsável, e como quem pensa pela sua cabeça quer encontrar o sentido da Vida e, se interroga – também me interrogo!

Me interrogo e, me respondo: - Só insulta e grita quem não tendo razão, não tendo argumentos válidos, se refugia na força do murro, da opressão e do insulto.

Todos, mesmo os que pensam e agem diferente de nós merecem o nosso respeito.

Acreditamos que há um só Deus, mas há milhares de seitas e credos, milhares de formas, milhares de caminhos para atingir um mesmo desígnio.

Podemos avaliar à luz da nossa formação e convicções as manifestações exteriores desses percursos. Nunca a autenticidade da fé que os move.

Não há heróis de direita nem de esquerda. Há gente boa e capaz em todos os quadrantes da política e da Vida.

E, é absolutamente lícito e indispensável que, cada qual, tenha espaço político, para assumir em Democracia, as suas convicções. Que lute lealmente pelos seus ideais e se indigne por toda e qualquer forma de repressão por mais encapotada que se afigure. Também o direito á indignação, é uma forma de LIBERDADE.

 

(A palavra do Poeta não é sagrada senão enquanto verdadeira – Brecht)

                                            

                                                         Maria José Rijo.

 

 

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Conversas Soltas

                 Jornal Linhas de Elvas

                 Nº 2.864 – 4 / Maio / 2006

 

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