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“Pivoine”ou Nós e os livros...

Sexta-feira, 17.08.07

Caiu-me agora em mãos, neste mexer e remexer nas coisas que nos dão prazer, neste meu caso – os livros – um pequeno volume duma colecção que havia antigamente, denominada: “Le livre de poche”.(desconheço se tal colecção ainda existe!)

Escrita, por mim, na contracapa, está uma data: – Elvas 1958!

Vão portanto passados 45 anos.

Logo - o antigamente -  não está muito fora de propósito, convenhamos...

Naquele tempo eu falava e lia bem francês.

Evidentemente, que nunca me senti por isso o “gato maltês”, já que piano nunca toquei, mas, em boa verdade, não encontrava nessa leitura a dificuldade que agora se me depara e, por essa razão, comprava, indiferentemente, sem hesitações, livros nos dois idiomas – o que já não acontece!

Mas, esta conversa veio à colação, porque ao rever o pequeno volume, de capa cor de laranja decorada com uma estilizada figura feminina, que adquiri há 45 anos, me recordei exactamente do seu entrecho e, até, de alguns conceitos sobre problemas existenciais que, Vida fora, me acompanharam.

Pearl Buck, a autora da obra citada, era, por esse tempo, uma escritora muito lida.

Tinha recebido o prémio Nobel de literatura em 1938 e, talvez também, porque os seus romances evocavam a vida do povo chinês que a escritora conhecia, de forma privilegiada, por ter vivido na China durante toda a infância e adolescência pela circunstância de ser filha de missionários protestantes americanos e ter sido, mais tarde, durante algum tempo professora na Universidade de Nanquim, conseguia transportar-nos para os ambientes que descrevia.

Quanto a mim, achava os seus livros sedutores, quer pela qualidade da narrativa, quer porque me apaixonava - e apaixona ainda hoje – todo o mistério dos costumes do Oriente e da personalidade  delicada, mas intrigante do povo chinês.

Para além do mais, como se diz na apresentação do livro: - “o calor humano, o amor pela Vida, o desejo dum mundo melhor fazem o grande sucesso da grande romancista americana” que nasceu em 1892 e faleceu em 1973.

Conversar, pelo que se vê, também pode ser isto – começar por uma ideia e divagar- de forma solta - em torno dela falando de coisas afins que se vão juntando embora não deliberadamente, mas que acabam por nos reconduzir ao ponto de partida

Assim, agora, aconteceu.

Ao rever o livro em questão recordei um ensinamento que dele extraí, e, ainda guardo comigo.

Uma escrava velha e sábia no entendimento da Vida, consolava “Pivoine”- também escrava, mas jovem e inexperiente – dizendo-lhe:

“A dor é porto.

À dor chega-se.

Difícil é o percurso para lá chegar”.

E, assim, de cada livro, como de cada pessoa, fica-nos, às vezes, por qualquer pequena coisa, uma lembrança indelével que de quando em quando retorna ao nosso espírito e, nos faz pensar...

                                                  Maria José Rijo

@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.732 – 24 –10--2003

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:13





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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