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“ Os reclusos – Coitadinhos! “

Segunda-feira, 24.09.07

             De norte a sul – em todo o país – se agitam os presos nas cadeias e, é impossível ignorar o que a tal respeito se conta e especula.

                              

            Falta de espaço...

            Falta de condições...

            Falta de cuidados de Saúde...

            Faltas, faltas, faltas...

            Auscultando as opiniões de quem de direito sobre o assunto de tanto melindre, conclui-se que ao indivíduo – quando preso – está a ser negado – quase sempre – o respeito pelos mais elementares direitos humanos.

            O que, convenhamos, não está certo, não é cristão, nem é digno para qualquer das partes.

            Se na verdade a privação da liberdade se faz em nome da justiça como castigo e forma de aprendizagem de deveres morais e cívicos para com os outros – não há lógica em fazer que os atingidos sofram a privação deles.

            Mas...

                                             

-          Quanto custam os presos à sociedade que é forçada a encarcerá-los?!

           Ainda não vi essas contas ventiladas com as minúcias que são usadas para acusar a sociedade – que, ao que parece – é tomada como carrasco – quando é a primeira vítima.

            Pedem-se para os reclusos, celas individuais com casa de banho privativa e mais um rol de coisas dignificantes da condição de gente.

            Estarão nessas condições os idosos nos lares depois de terem trabalhado vidas inteiras sem terem jamais ofendido a sociedade de que foram quase escravos? – Creio bem que não.

                                                       DR

       Serão maiores as obrigações para com quem prevarica do que para com quem cumpre?!

            Afinal, quem rouba, faz terrorismo, viola e mata – quem nada respeita poderá falar assim de tão alto exigindo benefícios sem conta daqueles que lesou e ofendeu?

            Que justiça pode obrigar que todos os contribuintes paguem para que os destabilizadores da ordem e dos direitos de qualquer cidadão tenham tais benefícios – não entendo!

            Pensando nestas coisas com mágoa e preocupação pasmo. Pasmo por não ver e ouvir as preocupações com estes casos orientadas noutro sentido.

            Parece-me que mais certo, era estudar formas prisionais que levassem os detidos a trabalhar.

                 

             A trabalhar no duro.

            Como qualquer rural ou outros.

            A trabalhar para pagar o seu sustento e as comodidades que desejar.

            Não me convenço que seja certo que, depois de ofendidos, sejamos ainda nós, nós todos, por força da nossa qualidade de contribuintes a sustentá-los.

            Não o podendo ou não querendo eles fazê-lo esse encargo pertenceria às respectivas famílias.

            Vêem-se a toda a hora nos jornais subscrições públicas para tratamentos de doentes.

            De crianças, muitas vezes. Operações, transplantes, etc, etc,

                                                     

            Se não há assistência social que possa comportar tais gastos – não consigo entender porque teremos que pagar prisões como hotéis de várias estrelas para quem tão pouco respeito teve para com os outros.

            Ponha-se essa gente a trabalhar, a ser útil, em lugar de os conservar a viver como parasitas de quem labuta honestamente vidas inteiras e, sabe Deus, às vezes com que tremendas dificuldades.

                              

            Dessa maneira, cada qual, pagará as instalações modelares que ache próprias para si e deixará de ser pesado encargo para a sociedade que lesou e não deve ser duplamente vítima sua e saibamos escalonar as prioridades.

            Como não pretendo ser boazinha, tolerantezinha, etc, etc,... cá vou andando neste meu jeito de frontalmente não ir na onda dos “reclusos coitadinhos”...

-          É verdade!

-          Quanto nos custa um preso?

        

                                                    Maria José Rijo

 

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.364 – 23 / 8 / 96

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:02





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