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Água mole em pedra dura...

Quinta-feira, 11.10.07

Em 16 de Setembro de 1994, no Nº2.265 do jornal Linhas de Elvas, citei a opinião de um casal de altas individualidades que conviveram connosco aquando do dia Mundial da Música, em 1987 - (como representantes do então I.P.P.C.)e que  em visita de saudade a Elvas, me convidaram para jantar.

Na altura o Estado pretendia vender em hasta pública o Forte da Graça!

Indignados, como eu, perante tão abstrusa hipótese sugeriram-me a leitura de um livro fabuloso – da autoria de Artur William Costigan - Cartas sobre a Sociedade e os Costumes de Portugal 1778- 1779, como apoio para os artigos que em defesa do Forte eu me propunha  escrever.

Na hora da despedida os meus distintos Amigos remataram as suas apreciações dizendo que as Câmaras deveriam comportar o “Pelouro da Imaginação” ao que eu retorqui dizendo que os Governos, esses, sim! - Deveriam ter esse Ministério!

Lançada “a ofensiva”, publiquei quinze artigos seguidos sobre a cruzada que Elvas assumiu contra tal abuso.

No jornal de 23 de Setembro, desse mesmo ano de 1994, o “Linhas” publicou um belo artigo sobre a história do Forte, da autoria de José Sanches Fava que então saudei com as palavras que - Hoje, Agora - vou repetir:

Até que enfim Elvas!

Na verdade tenho feito da insistência a minha arma para não deixar morrer este assunto e “ provocar” a Cidade para que o façam também!

Não basta a palmadinha nas costas, o telefonema de aplauso.

Não! Não basta!

Necessário é isto:

A coragem de assumir o que se pensa e fazer da palavra a bandeira que se hasteia na luta por princípios, convicções e fé no que nos cabe respeitar e defender.

As pedras adustas dos Fortes e Muralhas da nossa terra – só têm uma voz! – a voz das suas gentes.

Que ela não emudeça, em nome dum comodismo fácil, é um imperativo da história

.

Penso que é a hora de repetir o apelo.

 

Voltemos então ao nosso pungente problema:

A Maternidade de Elvas!

É tão gritante a arbitrariedade da decisão ministerial que até num programa de diversão o Locutor (neste caso, também um alentejano) – Malato – se lhe referiu em dois ou três dias sucessivos, que eu tivesse ouvido...

 

Em Julho de 2.005, num programa de televisão da Confraria do Rabêlo – em São Xisto (a que assisti) um locutor entrevistava um emigrante que de visita à terra vivia comovido os festejos tradicionais do seu povo natal.

O que sente? – Perguntou-lhe:

Então o Homem de semblante rude e mãos calosas respondeu com voz meio embargada pelas lágrimas –

 

Quando se fala da terra a gente chora!

 

É contra “Gente” como esta que se está fechando a Maternidade de Elvas...

Contra os que, sem revolta, aceitam dobrar-se à força do que humildemente, definem como Destino!

E, já desistiram de acreditar que, a voz do coração de um País, tem que encontrar eco nas decisões dos seus Governos!

Dos Governos que os submetem ao jugo de tais destinos...

A não ser que os Governos não saibam entender o País que os elege...

E, portanto, não “o” saibam merecer.

 

                                                 Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.869 – 8 Junho 2006

Conversas Soltas

@@@@@@

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publicado por Maria José Rijo às 19:49





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