Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Fatias Douradas

Sexta-feira, 30.11.07

Vai-se mergulhando o pão, já fatiado, em leite quente e

depois em ovos batidos temperados com uma pitada de sal.

Fritam-se depois as fatias em óleo fervente e polvilham-se

com uma mistura de açúcar e canela.

Podem também regar-se com calda de açúcar perfumada de

baunilha, calda de frutas ou mel.

 

                                      Maria José Rijo

@@@@

Colecção de Gastronomia - Doces

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:25

SOPA DE TOMATE

Sexta-feira, 30.11.07

Tomate, cebola, dentes de alho, azeite, pimento verde – tudo no tacho a estufar em lume brando.

Deite orégãos (se gosta do paladar).

Quando estiver cozido passa-se pelo passador.

Acrescenta-se o caldo obtido com um pouco de água.

Deve ficar bem espesso. Batem-se os ovos com um garfo e deitam-se-lhe para dentro enquanto ferve.

Verte-se o caldo sobre o pão.

Acompanha-se com figos frescos ou uvas e azeitonas.

                                                           

                                        Maria José Rijo

@@@@@

Colecção de Gastronomia - Pão

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 23:05

As cores e o luto

Quinta-feira, 29.11.07

Sebastião da Gama, poeta de “ O Segredo é Amar”, olhando com piedade, o drama da perda de liberdade, de um insignificante grilo, preso numa gaiola, escreveu um texto – belo e lúcido, como tudo que nascido da sua alma – em que interpreta, como luto, a cor negra da asa aprisionada - que antes, por natureza, era apenas de cor negra.


Muitas, muitas vezes, penso neste texto, porque, muitas, muitas vezes, penso no valor da Liberdade, e nas múltiplas formas de forçar a sua privação, quando vejo sem grades nem gaiolas, cercea-la aos mais fracos, talvez da forma mais perversa, a forma sub-reptícia
Assim, quando alguém faz um trabalho e outro o apresenta como seu empoleirando-se numa qualquer falsa hierarquia, não há da vitória, branco, ou cor, que ressalte, porque a supressão da verdade, abafa a liberdade que assim fica de luto.
- É dos livros!...
Mas, por gostar do texto referido e por paixão pela obra de Sebastião da Gama tive curiosidade de investigar que espécie de insecto é o grilo.
Tenho a firme convicção de que, à parte o cri-cri do seu canto, bem conhecido, e da crença popular de que os de asas amarelas cantam mais e melhor, nada mais deles se sabe.
Que se distinguem das grilas porque elas têm os élitros mais curtos e pelo número das pequenas caudas, também é da sabedoria corrente.
Da história de animal tão presente nos nossos campos, pouco, ou nada mais, se refere.
Investiguei um pouco, e do seu caracter aprendi: - é anti-social, manifestam uns pelos outros inter-repulsão. São tão belicosos que os chineses os treinam e usam para combates, que transpostos para a nossa escala seriam aterradores e no final o vencedor devora o vencido!
“Afirma-se ainda, que, só na altura de acasalar, têm relações mais civilizadas com os seus congéneres e que os que nascem da mesma postura vivem algum tempo juntos mas, breve, parte cada qual para seu destino solitário. Que defendem duramente o seu pequeno território contra os seus congéneres embora a riqueza que os seus intratáveis cérebros guardam, seja apenas um pequeno e escuro túnel.” [in: Os grandes enigmas da vida animal- citação]
Quem diria que bichinho tão decorativo era capaz de feitos tais...
Mas, a verdade é que tendo as características que tem, porque faz cri-cri, tolera-se, desde que não cante demais, porque então irrita, cansa e desassossega. O seu habitat é o campo, embora às vezes apareçam nas ruas dos povoados, onde, logo chamam a atenção.
É que, saindo da erva verde, onde pastam e se escondem, quem os avista logo tenta caça-los o que não é fácil, porque saltitam, mostram-se, aparecem e desaparecem e lá se vão escapando.


Um dos meus sobrinhos, o Luís, quando criança, caçava-os e guardava-os no boné. Quando o víamos rir sem razão aparente já se sabia que eram os grilos a fazer-lhe cócegas na cabeça.
Até dizia que quando crescesse queria ter um filho para lhe chamar – Zé Grilo. Afinal é pai de um João e de um Pedro!
De onde se depreende que há quem goste, e goste muito.
Pois, quem me diria que bicho tão insignificante – pelo menos na aparência – que até diverte as crianças se pode tornar tão agressivo para os seus semelhantes.
Mas, eu vinha falar, não de um insecto, mas de cores e de Liberdade.
O saudoso Senhor Professor Agostinho da Silva, afirmava que a Liberdade era o maior bem do homem.
Os partidos, ditos democráticos, não sei com que convicção, fazem da Liberdade, bandeira, mas cada qual, tenta subjugar os outros...
Porém, sejam os seus símbolos de cor vermelha, rosa, laranja, branca ou às pintinhas, com a visita ao nosso País, de “Hugo da Venezuela” – que pelo que se viu, não faz tenção de se calar e diz o que lhe dá na gana – não restam dúvidas, que a liberdade ao que se confirmou, na nossa era, nasce, vive e floresce nos poços de petróleo, o que torna as cores diferentes com o constrangimento da subordinação à realidade que se impõe.
Assim, qualquer cor, para quem necessita de petróleo, por mais vibrante que seja, será apenas como o preto da asa do triste grilo engaiolado – luto.

 

           Maria José Rijo

      @@@@@

CONVERSAS SOLTAS

Nº 2.945

29 de Novembro de 2007

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 20:39

Dignidade e Virgindade

Quarta-feira, 28.11.07

Dignidade e virgindade, não são sinónimos.

Pode-se ser virgem e não ser digno, e pode-se ser digno não sendo virgem.

Pode até haver quem não sendo “virgem”, seja mais puro de alma do que outros que preservam a virgindade como moeda de jogo.

Esperteza de gato e rato.

         Quem é bom, não apregoa a sua bondade. Procede de acordo com essa qualidade, se realmente a possuir.

         Quem é puro procede com pureza, e, só assim constitui exemplo da sua intrínseca qualidade de pessoa pura.

            Mas, vamos ao assunto:

        Cada qual pode ter a sua opinião sobre o que se passou no programa novo da SIC.

         Ninguém pediu a minha, porém, não me parece possível que, concordando ou discordando, quem quer que seja, não se tenha detido um pouco a pensar no acontecido, se, por acaso, ou deliberadamente assistiu às primeiras emissões do referido programa.

         Até pelo inesperado da situação vale a pena fazer algumas considerações como quem pensa em voz alta.

         Não tenho a pretensão de julgar pessoas. Detenho-me apenas a apreciar situações e a conjecturar porque, ou como, se resvala até cair em comportamentos que tais.

         Para se aprender a ler, começa-se por aprender as letras. Depois gradualmente, chega-se às palavras, às frases, etc. etc. etc...

         Para se chegar ao ponto de degradação em que estão alguns programas de televisão, também foi lento o caminho.

        Começou-se por pequenas cedências quer na linguagem, quer na escolha e qualidade dos programas a apresentar. E, a pouco e pouco sem que o espectador desse por isso já o palavrão, a grosseria, a imoralidade eram moeda corrente. Coisa tão banal, tão useira e vezeira que nem dava para prestar atenção e reagir.

        E, toda a gente “ decretou” que a televisão estava uma ordinarice.

        Sendo essa premissa uma verdade assente, tornou-se o desaforo um atributo natural da televisão e, como tal um facto consumado.

        Eis porém que o impensável acontece:- todas as marcas das situações indecorosas já exibidas são ultrapassadas.

Faz-se tábua rasa de privacidade – até de pessoas extra concurso!- enrolam-se num verdadeiro conto do vigário, prometendo-lhes uma situação discreta e recatada que não aconteceria, e enredando-as traiçoeiramente numa teia de hipocrisias  que as envolve e constrange como moscas a espernear, presas nas mandíbulas de aranha ardilosa e peçonhenta.

O que se vê envergonha e rebaixa a nossa condição de gente.

Os nossos direitos fundamentais de seres humanos.

          Um dó. Um dó de fazer chorar...

          E percebe-se, ouvindo “conversas!!!” entre pais e filhos, como se perdeu a noção de hierarquias, de Bem e Mal, de correcto e incorrecto.

          De como a língua portuguesa que a juventude, mais do que ninguém, devia amar e respeitar, vai ficando, nas suas bocas, reduzida aos vocábulos, dantes só usados para vilipendiar. Aos termos, ditos insultuosos...

Assim, como se cada um não fosse dotado de um coração, uma consciência, e de inteligência para pensar, se vão distanciando dos valores autênticos da Vida, correndo atrás de miragens, de dinheiros adquiridos sem trabalho e sem mérito, de fama e notoriedade assentesem aparências falseadoras dos princípios morais e éticos que regem, oudeveriam reger, a existência.

São estes os caminhos MAIS DO QUE EVIDENTES para as desilusões, as frustrações e revoltas que abrem as portas à droga, aos vícios, às agressões, ao crime.

Deixar correr porque não nos diz respeito? - É erro crasso.

Chega-se a situações destas, porque TUDO é da nossa responsabilidade e nos demitimos, de agir, por mero comodismo.

         Consentindo - pagaremos o preço da nossa omissão com a infelicidade,da nossa ,e das gerações futuras.

         Nenhum de nós está “virgem” de culpas.

         È tempo de assumirmos - com dignidade - a consciência destes factos e

exigirmos uma reforma cabal na instrução, na educação, napreparação dos jovens

ajudando-os a lutar por ideais, e, não por ídolos

Comece-se pelas nossas casas, onde os meninos tratando os papás e mamãs

 por tu perdem a primeira noção de hierarquia que que deviam aprender e levam:

 o tu cá, tu lá para os professores na escola progredindo, assim, mais rapidamente

 na falta de educação do que no saber .

              Enquanto não se voltar a ensinar às crianças o valor da obediência e o respeito por pessoas e princípios em lugar de os tratar como irresponsáveis soberanos absolutos que trazem os adultos à trela, o espectáculo continua...                                

 

                                                          Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.612 – de 22/Junho/2001

Conversas Soltas

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 18:58

A visita habitual

Terça-feira, 27.11.07

 

 

@@@@@@

Jornal O Despertador

Nº 219 --  31-Outubro - 2007

A VISITA - Nº 13

@@@@

 

Na maior parte das vezes, tudo o que se torna rotineiro, perde aquele encanto, aquela emoção que, o novo, sempre, mais ou menos gera.

Por outro lado, a habituação faz que as coisas se tomem como adquiridas, nossas, e, já só lhes prestemos atenção, quando, por qualquer circunstância nos falham. É assim, é da condição humana - é dos livros...

Vem isto à colação, porque, ao fim de alguns meses de enviar colaboração para o Despertador, para além de saber que, no jornal, contam com ela, eu própria, já interiorizei a preocupação de não desiludir quem em mim confia, e me esforço por cumprir a visita habitual.

            Assim que, no meu dia a dia, vá registando, este ou aquele assunto que me pareça mais a propósito para os dois dedos de conversa que qualquer visita sempre proporciona.

Foi – também, um pouco - com esse intuito que estando muito atenta aos problemas do ambiente, me chamou especialmente a atenção a referência feita à expansão das zonas urbanas, que alimentam o negócio da especulação de terrenos, e podem gerar a perda irreparável das áreas de cultivo, que resolvi focar este assunto.

Punha-se a tónica no empobrecimento que a excessiva área edificada representa como grave ameaça para o futuro. Registei, também, com a maior atenção a crítica feita à proliferação de piscinas particulares e outros hábitos que promovem o consumo insustentável, além de desperdício, de água, como se todos ignorássemos que esse Bem Vital, é – cada vez mais escasso - e paira sobre ele a ameaça de se esgotar, se o seu uso não for gerido com prudente inteligência.

Dei-me então conta que subjacente à atenção que prestava às comunicações, sobre estes assuntos, pairava na minha consciência a certeza de que o culto das aparências, a confusão entre - ser , ter e parecer - que gera a fúria de consumismo  tem tudo a ver com a degradação da “saúde” do nosso planeta.

A ideia de facilidade, instalou-se.

Ninguém mais precisa de tecer a própria meia, a camisola, o cachecol, confeccionar o vestido, o avental, o lençol, não necessita saber fazer a empada, o rissol, o pastel, o bolo... está tudo à venda feito e perfeito, desde o bacalhau à Brás, até ao faisão cozinhado da forma mais exótica, ao javali, à cabeça de xára, passando pelo salmão fumado, as codornizes não sei que mais e, as enguias ou os cogumelos ou as trufas do fim do mundo.

Não há apetite que não tenha resposta nos produtos à venda, desde os vulgares bombons de ginja até às sofisticadas flores cristalizadas, sejam elas violetas ou pétalas de rosa.

 

Tudo o que foi segredo, especialidade carismática de qualquer região, convento ou mistério dos Incas ou Tibetanos está hoje à venda até nas tendas de rua em qualquer feira ou arraial – passe o exagero!  

Tudo se banalizou! – Tudo, na aparência, perdeu a importância, o valor. E, porque tudo está (?) ao alcance de todos, nada se reveste da necessidade e emoção da conquista.

Nada vale nada...

Tudo parece banal...porque se tornou demasiado acessível.

E, a água, que era poupada porque carregada às costas, com trabalho e esforço, é agora aquele líquido que jorra das torneiras sem trabalho e sem esforço... e, é até fácil de desperdiçar...

E, o quintalinho da casa onde uma “Lúcia Lima”, dava as folhinhas para o chá que facilitava a digestão da comida tradicional que transformava a casa em lar, e, fazia sombra para o canteiro da salsa e da hortelã, não existe mais...

 

Porque as casas antigas foram trocadas pelas vivendas – todas com piscinas - que ocupam o lugar das pequenas propriedades de terra cheirosa e fértil...

Assim se foi criando o cenário de decadência das nossas cidades...

Não requalificar, não reabilitar, não recuperar, pode ser- também - atentar contra o património , para além de uma grave forma de poluição. Porque poluir, não é apenas  deitar lixo no chão ...

Do passado parece apenas merecer continuação o velho ditado: - por fora cordas de viola; por dentro pão bolorento...

Disse um dia Leopoldo Sengnor:

“A terra não é nossa. Foram os nossos Filhos que no-la emprestaram”-

Pensemos nisso...

                                  Maria José Rijo

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 19:36

SOPA DE CACHOLA

Segunda-feira, 26.11.07

Fressura de porco, molejas, bocadinhos de baço.

Em banha de porco, frita-se, sem alourar, cebola e alho.

Logo que a cebola esteja passada, deita-se a carne o pimentão-flor, o cravinho, pimenta, louro e um molho de salsa.

Depois de refogado, leva água para cozer.

Logo que esteja cozido, acrescenta-se o caldo que chegue para as sopas e um pouco de sangue de porco batido com vinagre.

Sobre as sopas de pão cortadas fininhas, colocam-se rodelas de laranja e, por cima, verte-se o caldo com as carnes.

Acompanha-se com mais rodelas de laranja.

 

                                  Maria José Rijo

@@@

Colecção de Gastronomia

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:30

Mais uma visita

Domingo, 25.11.07

          Acontece qualquer coisa fora do usual, e, aqui vamos nós em procura de alguém com quem comentar o facto, na tentativa de esclarecer ideias.

           É evidente que, quem vive só, nem que seja pelo telefone, chama alguém com quem possa trocar impressões, quando as situações não lhe parecem muito lineares. Se, porventura não tiver um destinatário especial para o assunto que o surpreende, ocupa ou preocupa e tiver a possibilidade de, por outra forma, procurar quem o entenda, não deixará de o fazer.

           É o caso.

           Comecei por dizer: acontece qualquer coisa fora do usual...

            Reparo agora, na falta de rigor, como me expressei – é que o meu problema resulta de ter verificado como vai sendo – normal – o Senhor Primeiro MinistroPrimeiro-Ministro José Sócrates mostrar-se desatento à cortesia, à maneira polida, que deveria utilizar, quando em funções, se dirige aos seus pares, quer na Assembleia da Republica, quer a visitantes do nível dos que compunham a Cimeira da União Europeia.

            Porque na Assembleia da Republica,

                                           

 só escuta palmas do seu Partido, enfurece-se, perde a compostura e vocifera acusando todos de dedo em riste como se fora o senhor do mundo num juízo final. Depois, em jeito de menino de rua, volta, não volta, trata todos por – vocês! 

           Quando bem disposto, alegre, disse para, visitantes do nosso país - como se estivesse no encerrar de um piquenique, marcando um outro : - espero por vocês, em treze de Dezembro! – Fazendo pensar ter caído em desuso a simples forma:- espero por vós, ou, espero-vos...

           É que, não estando o “vocês” errado – porque não está - do ponto de vista protocolar é um tanto desastrado.

            Deselegante, para quem tem diplomas de cursos superiores e obrigações de Estado.

           Estas coisas, entristecem os portugueses.

            Entristecem, e por mim falo, porque todos gostamos de ser representados por pessoas que possamos admirar e, não é o facto de andarem bem vestidos, terem boa figura, usarem fatos e gravatas que custam mais do que alguns salários mínimos juntos, que os tornam estimáveis ou respeitáveis.

                           

          Não. Não é isso!

           Nós, já nem perdemos tempo a pensar porquê o dinheiro que para algumas classes nunca falta para outro nível de portugueses, mal chega para sobreviver...

           Já só pedimos que nos representem com dignidade e boa educação, porque neste plano inclinado, qualquer dia, em jeito de anedota aparecem a dizer que não pagam pensões, porque se acabou o cascanhol, o pilim, ou coisa semelhante. E, ficam-se a rir tão divertidos como se mostram na

Assembleia, a falar de miséria, doença e toda a parafernália de problemas que assolam o País...

Quando um político vem à televisão dizer que outro berra, esquece que refere os seus “pares” e, consequentemente reconhece que se a berrar se comunicam, “berrar” – lhes é – comum ou próprio e, assim se declara da espécie dos “berrantes”, porque dos “falantes” são as pessoas que, como nós, com paciência e boa educação aturamos estas pamplinadas.   

Se dissesse gritar – falava verdade - e, não se rebaixava a si  próprio, nem ofendia  o Parlamento representação de um país – de todos nós .

Se quando a oposição fala, o Senhor Primeiro-ministro, não exibisse o sorriso de escárnio de quem só se gosta de escutar, a si próprio, e mostra não saber dialogar, mas sim, a coberto do poder – achincalhar, esmagar... se...se...se... talvez...

Assim... salvo raro excepções, lamento muito mas não me posso sentir representada pelos actuais políticos. Lamento que gente arrogante, sem respeito pelo “outro” me represente.

Revejo-me no povo, que povo sou, mas não na “picorrilha”no que ela possa representar de grosseira provocação seja em representantes de Poder Local ou Central.

Penso que, como eu, a maior parte dos portugueses, já que da maioria dessa classe, não se pode orgulhar por serem bons políticos, por encararem os graves problemas do país como se seus fossem... pelo menos gostaria de os admirar por darem exemplo de boa educação, civismo e civilidade.

É, no mínimo o que se lhes pode pedir, para que nos reste, sempre, o orgulho de sermos portugueses.

                                                                  Maria José Rijo

@@@@

Jornal O DESPERTADOR

Nº 220 – 14 – Novembro -2007

@@@@@

Muitos Beijinhos para a DOLORES 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 19:00

Sericaia

Sexta-feira, 23.11.07

Ingredientes:

 8 ovos

 0,5 de leite

250g de açúcar

50g de farinha

Canela

Casca de limão

                       

Modo de Fazer:

Batem-se as gemas, junta-se-lhes o açúcar e torna-se a bater.

Pouco a pouco adiciona-se a farinha e depois o leite, também aos

poucos, e a casca de limão.

Depois de tudo batido,vai a lume brando mexendo-se sempre.

Quando o creme estiver espesso deixa-se arrefecer um pouco antes

de se lhe misturarem as claras em castelo.

Em colheradas desencontradas uma a direito outra de atravessado,

alternadamente, deita-se toda a massa num prato que possa ir a forno

esperto, depois de polvilhada generosamente em canela.

 

Maria José Rijo

@@@@@

Colecção de Gastronomia - DOCES

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:03

ENSOPADO à PASTORA

Sexta-feira, 23.11.07

Põe-se água ao lume para ferver com alguns dentes de alho e umas folhinhas de louro.

Quando ferver, deita-se-lhe dentro a carne de borrego cortada em bocados.

Com a espumadeira, vai-se espumando.

Quando deixa de criar espuma, tempera-se com um pouco de azeite.

Logo que a carne se espeta bem- sinal de cozedura- adicionam-se as batatas em rodelas grossas e deixam-se cozer também. Sobre o pão migado colocam-se ramos de hortelã que se escaldam com o molho e come-se então a sopa acompanhada da carne e das batatas.

Maria José Rijo

@@@

Colecção de Gastronomia - O Pão

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 20:28

Assuntos em agenda

Quinta-feira, 22.11.07

1º- Um beijinho especial à Maria Luís que tendo fotografias suas em apreciação num concurso, sem hesitações, seguiu sua mãe, afastando-se assim da festa onde gostaria de ter permanecido para solucionarem um contratempo ocorrido a uma amiga. Obrigada. Obrigada também às pessoas que, conhecendo-me, telefonaram a saber da minha saúde.
Bem hajam!·

2º- Se lá chegasse o recado, gostaria de dizer a Paulo Portas que

Paulo Portas Foto©Direitos Reservados

está equivocado quando se bate para que as horas extraordinárias fiquem isentas de impostos. A intenção é de louvar, só, que a luta, terá que ser para que essas horas sejam pagas!
Até quem apregoa, aos sete ventos, que começou a enriquecer amealhando o pecúlio que, com essa norma, arrecadava, até esses, uma vez ao leme...
Da oração rezam apenas: - venha a nós!
3º-
Ando, de há anos, até hoje, a desejar fazer uma pergunta a um muito ilustre colaborador deste jornal.
Vou contar a história:
Mais ou menos, quando este jornal nasceu, por esse tempo, havia na nossa cidade uma curiosa tertúlia que se juntava no Café Alentejo. Raramente se reuniam todos os seus elementos ao mesmo tempo. Cada qual tinha seus afazeres mas, logo que arranjava uma folgazinha, lá estava, porque todos sabiam que havia sempre hipótese de se encontrarem alguns elementos para a cavaqueira. Alguns, até, só esporadicamente, apareciam por não viverem cá, mas, como amigo, puxa amigo, aproveitavam o convívio mesmo de visita à cidade. Do grupo eram o
Ernesto, o Casimiro Abreu, o Falcato, o Marciano Cipriano, o Pontes, o Pedroso Gonçalves, o Violante, os Banazol, o Peralta, o Manecas Rodrigues, o Almeida e Brito, o Cabral, os dois manos Rijo, Dado e Zé, e...penso estar certa o Miguel Mota
, que, como engenheiro, trabalhava na – então - Estação de Melhoramento de Plantas.
Julgo não estar a fazer confusão pensando que sua mulher, por ser nórdica, viveu em Elvas uma circunstância que muito a surpreendeu e me fez fixar o episódio.
Querendo uma certa vez sair de casa escreveu uma nota com os trabalhos que destinava à empregada para serem executados na sua ausência. Quando a empregada lhe disse com a maior naturalidade que não sabia ler, a senhora julgou, que, por ser estrangeira, a funcionária por pilhéria, lhe estava a faltar ao respeito e contou ao marido o incidente. Ao aperceber-se que era essa a realidade ficou absolutamente estupefacta. [vão cinquenta anos!]
São deste mesmo -
Miguel Mota
– que acabo de recordar os importantes artigos que o Linhas publica?...
Não se volta ao passado, mas, é sempre reconfortante lembrá-lo, quando se recorda com saudade.
4º-
Devo, por amizade e muito sincero apreço, uma palavra pública a um grande artista nascido na nossa terra, mas de dimensão muito para além do nosso limitado meio.
Falo de: Cadete.

Conheci-o menino. Estimei sua mãe, minha amiga Marcelina.
Sempre que me acontece ter a sorte de apreciar um trabalho seu, penso no orgulho que ela teria do
Homem Artista, com letras Maiúsculas, em que seu filho se tornou.
O seu desenho primoroso na reprodução da flora do Alentejo – reconhecido internacionalmente.
A sua criatividade como pintor. O seu domínio de cor a ousadia do seu traço, tudo, tudo, nele é a expressão do artista que só o seu jeito modesto de ser ainda não guindou para o lugar a que tem direito entre os grandes da nossa geração.
Uma palavra para a sua última forma de expressão, a caricatura.
Considero-a magistral. Bordalo não faria melhor.

O seu olhar inteligente, capta a situação que lhe sugere a crítica, e, como é próprio da caricatura, fixa-a pelo exagero do traço, deformando-a pelo ridículo, pelo humor.
Grandes deste mundo, fizeram colecções das caricaturas que os seus actos sugeriram a artistas de nome.
Muitos, nelas terão aprendido o perigo da sua auto-suficiência e, com o humor, que só a inteligência proporciona, terão entendido caminhos que, a rir, outros lhes abriram...
Parabéns Cadete! – Pode a voz dos artistas não ser entendida de imediato, mas sempre foram os artistas – da sua medida – a abrir sem medo, os caminhos do futuro.

@@

  Maria José Rijo

@@@@@

JORNAL LINHAS DE ELVAS

CONVERSAS SOLTAS

Nº 2.944 --- 22 de Novembro de 2007

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 21:57


Pág. 1/4





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Novembro 2007

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930


comentários recentes

  • Anónimo

    Mas que bom...As gavetas da memória ... que saudad...

  • Anónimo

    Oh minha querida Tiazinhacomo eu adoro este artigo...

  • Anónimo

    Querida Amiga de minha MãeAgradeço as suas palavra...

  • Maria José Rijo

    Creia que foi com profunda tristeza que recebi a n...

  • Anónimo

    Muito boa noiteDesculpe vir assim a esta hora e pe...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

Um pouco de mim...

EFEMERIDES

Blogs- quem nos cita

Deambulo por

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Aniversarios Blog



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.