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Colecção de Gastronomia Doces

Quarta-feira, 21.11.07

Colecção de Gastronomia

 

SABORES DE SABER HERDADO

Os DOCES populares

de

"DIAS de Santo e Nomeada"

 

 Sem dúvida, os doces de tacho e as massas fritas, por lhes bastar apenas lume de brasas ou labareda de gravetos, enchapota ou chamiços para a sua cozedura, foram, desde sempre, as gulodices de preparação mais acessível e portanto as mais vulgarizadas.

 

O arroz doce, o leite-creme, as fatias douradas os nógados e as azevias, tornaram-se assim património gastronómico comum a todo o povo.

Para os bolos de lata as famílias modestas recorriam aos fornos das povoações, onde, mediante o usual pagamento da “maquia” aos forneiros, costumavam cozer semanalmente o pão da amassadura.

 

Alinhavam-se então, sobre o poial do alpendre (que protegia de chuvas e ventos a boca do forno) esperando que se lhes criasse espaço quando a fornada fosse “mexida” e o calor descaísse: - enxovalhadas, biscoitos, broinhas ou queijadas que incensavam o ar já cheiroso de pão quente com laivos a canela, erva-doce e raspas de limão.

 

No culto de tradições, especialmente em meios pequenos, na província, revivendo a memória de “sabores de saber herdado” se vão festejando ainda hoje – entre famílias – Natais e Páscoas “Dias de Santo e Nomeada”.

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                              Edição Patrocinada pela

                           Câmara Municipal de Elvas

                                Serviços de Turismo

                                    ( 1986 -- 1989 )

 

                                

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:52

Madeira

Terça-feira, 20.11.07

            

  Paraíso sem aves...

         (Carta aberta a Alberto João Jardim e à sua equipa)

 

           Primeiro do que tudo: parabéns!

            Agora falemos:

Como música de fundo murmurada pelo meu coração, percorri a Madeira escutando a voz do MAX a segredar-me:

max.jpg

“- a Madeira é um jardim

 como ela não tem igual

 seu encanto não tem fim

 é filha de Portugal...”

            Pois é absolutamente verdade.

            E, mais:- não percebo porque se hão-de comparar os Açores à Madeira . São belezas tão diferentes!...É como afirmar que o verde é mais bonito do que o amarelo ou outras coisas assim. Para serem as maravilhas que são, não precisam, nem Madeira, nem Açores de ser referenciados ao que quer que seja – basta-lhes ser como são: incomparáveis no seu recorte geográfico, na sua vegetação, nas cores do seu mar, na finura do ar que se respira, na policromia das flores, na riqueza e variedade dos frutos, bens que a Deus se agradecem!

Já do asseio impecável das ruas e recantos por mais escusos que sejam, da disciplina do trânsito, dos lancis rebaixados frente às passadeiras para peões até ao nível do pavimento (e há-as em profusão, meio inteligente de conter os Fangios e facilitar a vida  à população) ...do irrepreensível arranjo e catalogação das obras  nos Museus - com uma hospedeira por sala !- música de fundo, panfletos plastificados explicando cada pormenor ,à disposição do visitante que no final os recoloca no cacifo de onde à vontade os retira... No cuidado com as Igrejas que se depreende dos altares floridos, da música , escolhida por mão de mestre, que predispõe o espirito para o recolhimento e a oração e como por magia faz cessar o bruá- bruá da excursão mais barulhenta...

Já daquele comercio pujante de vida, daquele respeito pela parte antiga da cidade do Funchal onde o basalto cinzento-escuro, tão característico das ilhas, continua a dar o tom...

Daquele ar elegante e quase jovial que transforma a cidade num grande Chiado da Lisboa de outros tempos...

Bem! Por isso terei que dar os parabéns a alguém que vá ao leme e, a quem? - Senão a Alberto João Jardim e à sua equipa!

                    albertojardim.jpg

Há pequenos pormenores que indiciam requintes de sensibilidade e cuidado, de quem os promoveu e, muito respeito, para quem deles vai usufruir – todos os naturais e visitantes de qualquer origem...

È o banco, a mesa, que convidam à meditação, ao repouso, à entrega do espirito ao culto do belo, que inesperadamente nos surgem, como presente de deuses, nos pontos mais inacessíveis...

É a voz dum poeta, que gravada em pedra, num poema, mostra como os seus olhos viram o trecho da paisagem que lhe era mais  querido...                     

   Logo me recordei de como António Sardinha escreveu sobre a rua dos lilases da

Quinta do Bispo, e da riqueza turística que por vezes se despreza quando não se é capaz de vergar a alma ao culto do que é belo...

Mas essas são mágoas de Elvas, que Elvas se recusa o olhar nos olhos.

As mágoas da Madeira são outras. Câmara de Lobos lá está, e dela se fala. Porém nem pior nem melhor que outras povoações com outros nomes algures no Algarve, no Norte, aqui mesmo à nossa porta...

Câmara de Lobos talvez seja mais evidente porque se recorta num todo mais homogéneo de progresso flagrante. - Para quem passa! E, eu apenas passei.

Meia dúzia de dias dão para ver. Ver, de fora. Espreitar hotéis que os há de maravilha debruçados sobre o mar como num Estoril mais que perfeito. Abrir a alma ao deslumbramento que por todo o lado se nos impõe.

Dão para encher os olhos de azuis e verdes de céus e mares até à quase convicção de que é impossível andar por lá e não levantar voo dos altos cumes e ser ave e planar, ou ser as nuvens que tão depressa escondem como destapam povoações belas à distância como visões oníricos.

Mas, como é nascer e viver enredado naqueles paraísos – não sei! Pois se até as nuvens nem deixam olhá-los por muito tempo como se receassem que neles se acredite!

Ver o Curral das Freiras, como uma aparição num mundo de sonho e paz, cá de milhares de metros de altitude, ficar esmagado de emoção pelo bailado fantástico das nuvens que jogam connosco ao esconde, esconde e, por breves instantes, perder a noção de céu e terra...é certamente uma situação que nada tem de comum com o quotidiano de quem lá labuta dia a dia, de quem palmilha veredas e salta ravinas dignas do equilibrio de alpinistas...Essa, é porém, a oferta que a Madeira nos reserva: beleza quase irreal

O “Ensaio sobre a Cegueira.” de José Saramago abre com uma citação: “ Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

            Pude olhar, vi beleza por todos os cantos.

            Reparei na tremenda densidade populacional, a avaliar pelo casario arrumado em socalcos montanha acima, onde a construção não pára de trepar.

            Reparei que quem conduz aqueles destinos entendeu que não se pode fazer tudo numa assentada, mas traçou um caminho inteligente que percorre com sabedoria: rasga as estradas por onde o Turismo avança porque dele lhe virá, especialmente, a riqueza...

            Preserva o uso dos trajes regionais, coloca nos jardins e classifica cada pedra cada marca da história, cada sinal de diferença. Cada árvore oferece a quem passa para que a identifique o seu nome, a sua espécie, inscritos numa tabuleta para que se torne familiar de quem da sua beleza se enamore.

O que está mal não é a riqueza. O que está mal é não arranjar soluções para acabar com a miséria, e cuidar só das aparências e não me pareceu ser essa a situação por lá.

            A Madeira é um pequeno paraíso? - Certamente.

            Só não entendo o paraíso sem aves e, à noitinha, a minha maior estranheza resultava do silêncio e da quietude nas copas daquelas belas e frondosas árvores. Então, o meu coração trazia-me de volta a casa e pensava na chilreada dos pardais a acomodarem-se para dormir nas olaias do nosso jardim; e parecia-me paradisíaca essa algaraviada

Ou, seria por ser aqui o meu canto? - Sempre nos resta alguma dúvida. Mas, de que não há paraíso sem aves, bem! - Disso, tenho a certeza e espero que na Madeira seja corrigido esse senão.

                                                         Maria José Rijo               

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.477 – 6/Novembro/1998

Conversas Soltas

                                          

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publicado por Maria José Rijo às 22:17

SOPA DE CAÇÃO

Segunda-feira, 19.11.07

 

 

 

Modo de Fazer:

 

Coentros pisados com sal e olho.

Frita-se a mistura em azeite.

Junta-se colorau (pimentão flor).

Refoga-se ligeiramente o peixe na fritura.

Acrescenta-se a água e deixa-se cozer.

Retira-se o cação.

Engrossa-se o caldo com um pouco de farinha

desfeita em água e vinagre.

Rectificam-se os temperos e junta-se de novo o peixe para

se deitar tudo bem quente sobre a sopa de pão.

(Esta sopa também se pode fazer com bacalhau).

 

 

                                             Maria José Rijo

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COLECÇÃO DE GASTRONOMIA

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publicado por Maria José Rijo às 21:49

IV e última Carta do Brasil

Domingo, 18.11.07

            Conto chegar a Elvas antes que esta carta atinja o mesmo destino.

            Porém, uma vez resolvi continuar, mesmo de longe, as nossas “ Conversas Soltas”, cada uma de nós e eu – faremos separadas os nossos percursos comuns.

            Pois, aqui estou, sem qualquer outra preocupação além de estar convosco, desfiando as minhas recentes lembranças. Aliás, isto de recordações é mesmo assim: - sem cronologia possível.

Tenho em mãos um monte de fotografias. Revendo-as, mesmo agora se me deparou o “Baiano” de quem já falei.

Ai vo-lo mando com seu balaio e um monte de flores, que varreu, juntas a seus pés.

Outro dia, avistei-o numa azáfama a cortar cana. Fui ver. Era cana-de-açúcar.

-          “Seu Aguiar mandou”.

-          É p´ra cortá e limpá este negócio”.

Cortou, limpou de folhas, raspou e fez “uns troços aí, n´e?” – que “Seu Aguiar mandou".

Mais tarde, “Seu Aguiar”, foi surpreendido em estranhas funções (com bata própria para a função) a preparar a bebida “mais gostosa qui você, já viu, n´é?”suco ou caldo de cana, que geladinho é realmente uma verdadeira delícia.

Também queria não me esquecer de contar que (na sua grande maioria) aqui na cidade vizinha – Resende – as lojas não têm portas e montras. Toda a frontaria abre como um largo portal e, da rua, vê-se tudo quanto têm lá dentro. Aliás, até dá a impressão de que estamos em contacto com pioneiros, colonizadores. Gente que ainda está desbravando e descobrindo rumos.

Já devo ter referido que nascem por aqui os rios Stº. António, Pirapitinga e o Alambari o que proporciona uma imensidade de veios de água a esta região.

Todas as propriedades, mais ou menos fruem essa benção das águas correntes que escorrem da montanha.

 Para chegar a Resende que dista uns escassos 20Km do local onde estou instalada transpõem-se 5 pinguelas (pontes de madeira) – tantos são os braços de rio que refrescam encostas e vales saltando muitas vezes em belas cachoeiras.

Resende, por sua vez, é atravessada pelo rio. “Paraíba do Sul”.

Água, é realmente o que por aqui não falta.

Beleza, pujança de verde e pitoresco – moram por cá também.

O “Bate-chapas” é aqui o “lanterneiro”.

A razão é óbvia.

O automóvel sucedeu aos trens.

Quem sabia mexer em latão era quem fazia as lanternas.

Os transportes evoluíram.

O engenho e a necessidade proporcionaram a adaptação...

o nome manteve-se.

Os pneus compram-se no... Borracheiro.

É, por aí fora um sem número de curiosidades.

O mal destas viagens, como esta minha é que se vê muita coisa em pouco tempo. Um mês para ver qualquer coisa do Brasil, é – Nada!

Vou procurando resistir à tentação de falar das cidades grandes. Há milhares de postais que delas contam tudo por imagens.

Julgo que o único interesse que estas cartas poderão ter é o relato de apontamentos de acaso que faz a experiência pessoal de cada um.

Aqui há dias, no “Nipo” (mercado das frutas japonesas) com olhos húmidos de comoção uma simpática senhora perguntou-me: é portuguesa ?

Perante o meu assentimento quis saber de que parte do nosso país eu era, se estava para ficar, se não, e mais isto e mais aquilo e lá veio de seguida a sua própria história (de êxito financeiro, por sinal) e muito especialmente da sua pungente saudade.

Tem casa em Coimbra. Deu-me a direcção, telefones e sei lá que mais e insistiram ela e o marido para nos oferecerem de almoçar.

            “Sabe? - confidenciava: nós somos mais sentimentais, mais dedicados... – aqui ninguém olha para trás”.

             Nós vamos a Portugal todos os anos. Mas... o dinheiro enlouquece as pessoas... já há muitos anos que poderíamos ter regressado! 30 Anos é muito tempo...

De quantas saudades assim estará amassado o progresso do Brasil! – Nem posso calcular.

Estes são donos de uma rede de estações de gasolina e restaurantes – mas ela só sonha com o regresso.

Uma viagem que fiz muito “gostósa” foi a Nossa senhora da Aparecida. (lembram-se da canção da Elis Regina’)

            Aparecida é a Fátima de cá.

            Rezei por Elvas.

            Visitei as termas de S. Lourenço e de Caxambu no Estado de Minas.

            Agora ficaria aqui horas a falar de orquídeas, parques, fontes, auditórios entre canas de bambú, lagos, teleféricos e mais nem sei quê...

            Mas... nem vos quero maçar mais e tenho que fazer as malas para voltar a casa.

            Sei que vou recordar com agrado estes dias diferentes. Sei que a amizade que se recebe e retribui ajuda a viver.

            Se ainda que ninguém substitui ninguém e nada substitui o nosso canto.

            De qualquer modo é bom aprender a viver com o mundo de perdas e ganhos que cada qual transporta dentro de si.

            Só com essa paz interior se consegue olhar cada flor, cada pássaro, cada dia que nasce sentindo que “isso” também acontece para nós e esse deslumbramento está ao alcance de todas as pessoas a quem nos irmana o amor à vida.

            Eu prometera falar de pássaros – passou... Afinal em lugar de “fauna” apareceu “Flora” na minha carta nº 3. Eu falaria de aves de belas cores – porém. - A “gralha” é que apareceu e... ficou.

 

                                                           Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.356 – 21 /Junho/ 1996

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 11:50

RESPOSTA

Sábado, 17.11.07

Amigos - quando penso em si, sempre inclúo a sua mulher e...o Quim do abracinho à Matilde Araújo - daí o plural - Amigos
Pois é ! eu sei , tu sabes, ele sabe - nós todos sabemos... mas, quase todos calamos isto é: consentimos.
Porém às vezes , como no caso é demais.
Se AINDA houve Biblioteca para inaugurar, deve-se à Câmara de Carpinteiro que a recuperou da ruína, e... tão importante ou mais, se Há Arquivo Paroquial, deve-se - ainda - à defesa conseguida- nessa altura - com base em documentação de Eurico Gama!
Saber que sua viuva guardou durante nove anos o espólio do marido, para SÓ o entregar à cidade como ele pedira e, assistir ao arraso da história com a indiferença da Cidade não é facil para quem presar a honra à palavra dada, como norma de vida
Porém, vão assim os tempos - estes tristes tempos...
Se fosse do meu gosto pôr-me em bicos dos pés, era engraçado expor documentação bem elucidativa que não permite equivocos, mas, na minha idade sem sombra de dúvida posso afirmar que a única glória que conta é a da paz de consciência.

um beijinho
maria josé

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publicado por Maria José Rijo às 23:44

1 -- AÇORDA

Sexta-feira, 16.11.07

Gastronomia

 Em Louvor do Pão e da Gente Alentejana

Ingredientes:

-- Alhos pisados com sal

-- Pão migado

-- 1 colher de azeite por cada prato a servir

              (por cada três, uma mais para avultar)

 

Modo de Fazer:

Água fervente sobre a mistura do azeite com os temperos pisados

- eis « a açordinha » -

que se pode perfumar pisando também com os alhos:

coentros: poejos ou pimentão verde.

            Conforme o gosto – a escolha!

           

             Pode comer-se simples, com peixe ou bacalhau cozido, aproveitando

então a água da cozedura parta a sua confecção.

              Fica bem com ovos escalfados, ou, apenas, com o conduto do pobre:

-- uma « manchinha »  de azeitonas.

              Dela se diz: «Aquece, alimenta, conforta e perfuma o bafo».

              A açorda feita com pouco caldo é boa «companheira» de sardinha assada ou frita.

              O rural comia-a com « pardelhas » fritas.

 

                                                                    Maria José Rijo

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Colecção de Postais de Gastronomia

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publicado por Maria José Rijo às 20:26

A Fé e o Culto

Quinta-feira, 15.11.07

 

Talvez a fé e o culto sejam complementares.
Talvez!

 Mas não necessariamente, em públicas manifestações exteriores.

Se a fé for sentida como a crença íntima, a força anímica de uma vida, e o culto for a sua manifestação exterior, quase concluiríamos que sem essa exteriorização não haveria fé o que, convenhamos não tem qualquer fundamento de verdade.
A fé é um sentimento intrínseco da alma, e, dela indissociável, se for autêntico. Então toda a vida da pessoa de fé, em todos os seus actos e atitudes dão disso testemunho até, e muito principalmente nos mais pequenos e insignificantes gestos.
Porque toda a sua vida é um acto de culto, uma oração.

Todo o seu caminho, todo o seu rumo é um esforço individual na procura do que - Crê – conduz ao almejado destino - o regresso ao Criador.
É erro pensar, julgo eu, que oração é apenas reza feita de palavras que prometem intenções, preces e lamúrias.
A oração é, muito principalmente – atitude. Acção.
Já o culto, em si, pode ser apenas exibicionismo, alarde, sem corresponder a qualquer sentimento autêntico de fé.
Pela fé morreram e morrem os cristãos.
Pela fé se suportam e sofrem injustiças e perseguições.
Mas, pela fé se luta para viver em sã consciência.
Quem acreditar que o pensamento dos homens registado em livros é – também - um bem deste mundo que com convicção, nos cabe defender, a sua obrigação, a sua oração – na

circunstância - é o dever de proceder em conformidade com aquilo que a sua consciência lhe impõe e mesmo obscuramente, cumpre.
Não pode, nem deve, estar à espera que se organize uma procissão que o leve em triunfo ou um banquete que aglutine multidões para que o vejam a exercer um dever - que descurou - anos e anos a fio, e, só cumpre à luz de holofotes e palmas em jeito de exibicionismo charlatão de quem a si próprio se cultura e despreza a verdade e o rigor a seu belo talante!
Essa, é em substância, a diferença que separa o alarde da autêntica fé.

                       ((  Sala Eurico Gama ))
Então:
Quem tivesse publicamente assegurado que um determinado trabalho não era prioritário, e tivesse retirado o pessoal que continuava a honrosa tarefa que outros antes tinham iniciado... e tivesse assim dado oportunidade a que alguns exemplares dessa riqueza tivessem desaparecido, pelo uso desprotegido, ignorante e desmazelado desse santuário, não viria quase vinte anos depois fazer, alarde público, mesmo que seja da remodelação duma nobre e bela Biblioteca – e, digo bela - porque é verdade e a verdade respeita-se e reconhece-se – quando os “santos” de culto andaram sabe Deus como e por onde! Tanto que alguns nem voltaram a casa... como oportunamente se registou – até - em jornais ...
Nem viria falar em pormenores de segurança – sem assumir - ter exposto aos azares da sorte em reuniões, descabidas - e incontroláveis – em tal espaço - os bens que agora em “publico acto de culto” assegura proteger , amar...e perigaram abandonados sob a sua responsabilidade.
Também não destruiria “a sala onde se preservavam como seu derradeiro pedido e vontade” as memórias legadas por quem fez do Amor à sua cidade o culto duma vida inteira.
Até em Fátima não se destruiu a “Capelinha” das aparições para construir a Catedral...
Fez-se o que a Fé impõe a quem a sente e respeita: incorporou-se.
A não ser que esteja na forja o
“Museu Eurico Gama” com todos os pertences por ele legados à cidade de Elvas e

depositados na antiga Biblioteca por sua viúva a Senhora Dona Maria Amélia Gama - em sala própria, conforme última vontade de seu Marido - há coisas que não se entendem...
Porque numa cidade onde o excesso de “Lembretes” do mesmo autor já chamou - pelo ridículo - a atenção de todo o país só se completará a história com o “museu da lembrança” do que se apagou para escrever outro nome por cima – sempre o mesmo - como se a história começasse em si e depois viesse o apocalipse!...

Como se os elvenses fossem acéfalos, ou imbecis sem eira nem beira, nem discernimento...


     
Honra à memória de Tomaz Pires que - desde 1880 até agora -tinha o seu nobre nome, que se pretendia imortalizado pelos seus contemporâneos, na parede do seu extinto Museu.
      Honra à memória de Eurico Gama, filho ilustre desta terra a que legou - com a sua preciosa biblioteca - o mobiliário modesto do seu gabinete de trabalho, testemunha muda da sua vida dedicada à glória e ao engrandecimento desta nossa cidade – e está agora reduzido a gavetas como se no cemitério do esquecimento o tivessem sepultado de vez!
     
[Oxalá os seus pertences não tivessem engrossado o “lixo” que à porta da Biblioteca tanto atraiu e “regalou”, até turistas espanhóis como a última bandeira da Monarquia que o Museu preservava...]
      Honra a ELVAS – cidade mãe de Heróis e Santos.
      Honra e glória à cidade que ao longo da História resistiu a vis cobiças, vaidades, cercos, saques e batalhas e sempre se reergueu vitoriosa pelo braço corajoso dos seus honrados filhos.

 

                               Maria José Rijo

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JORNAL LINHAS DE ELVAS - Conversas Soltas

Nº 2.943 – 15 de Novembro de 2007 

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publicado por Maria José Rijo às 18:44

Colecção de Gastronomia

Quarta-feira, 14.11.07

 

COLECÇÃO DE GASTRONOMIA

 

Em louvor do Pão

E

da Gente Alentejana

 

 

Neto de pobres, filho de pobres, tem o

trabalhador rural alentejano essa feição de nobreza

-- não o avilta ser pobre.

Entre as tarefas anuais de mondas, varejo e

apanha de azeitonas ou ceifas, ficavam os chefes

de família encostados pelas esquinas no centro dos

povoados, velando o medo de não conseguirem

algum biscate que os livrasse da humilhação de ver

mulher e filhos a pedir de porta em porta.

Foi assim anos e anos, gerações e gerações…

Foi assim que esta gente, rica de privações, se

Tornou conhecedora privilegiada do valor do pão

(ter pão já era ser remediado), inventando as mais

Sábias maneiras de o transformar (fruto da

mendicidade que fosse) na sopa reconfortante que

garante com dignidade o sustento de cada dia que

cabe por direito à condição humana.

Pão, água, um fio de azeite, uns coiratos de

toucinho, ervas de cheiro colhidas pelos campos,

nas terras frescas junto às ribeiras, enquanto o

gado bebia – de pouco mais, além do culto da

própria dignidade, nasceram as engenhosas sopas

alentejanas – criação de um povo trabalhador que

vivia e morria a moirejar por “montes”  e aldeias

que alvejavam entre searas, olivais e montados de

azinheiras.

 

Maria José Rijo

 

Edição patrocinada pela

Câmara Municipal de Elvas

Serviços de Turismo

(-- 1986 – 1989 -- )

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:52

Livro Rezas e Benzeduras

Quarta-feira, 14.11.07

Publicado em 25 de Novembro de 2000

pelo Jornal Linhas de Elvas

Apresentado

na Pousada de Santa Luzia de Elvas

 

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Depois de vários anos de publicação das crónicas

"Conversas Soltas" no semanário

"Linhas de Elvas",

MARIA JOSÉ RIJO

juntou agora todas essas preciosidades num livro

a que chamou

"Rezas e Benzeduras".

A apresentação da obra foi na Pousada de Santa Luzia,

em Elvas, onde as várias dezenas de convidados

foram presenteados com um cocktail.

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A cronista e o autor das ilustrações

deste livro,

Manuel Jesus

 não tiveram mãos a medir

com a quantidade de autografos solicitados.

 

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Jornais em que pode encontrar matérias

sobre os 50 anos do Jornal Linhas de Elvas

e o Lançamento deste livro

 

Nº 2.538 -- 14 - Janeiro-1999

Nº 2.539 -- 21-Janeiro-2000

Nº 2.542 -- 11-Fevereiro-2000

Nº 2.571 -- 8-Setembro-2000

Nº 2.582 -- 24-Novembro-2000

Nº 2.583 -- 1-Dezembro-2000

Nº 2.584 -- 8-Dezembro-2000

Nº 2.586 -- 22-Dezembro-2000

 

Jornal Crónica do Alentejo -- Nº50 - 24-Setembro-2001 - por J.O.R.

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:50

Carta do Brasil – III

Terça-feira, 13.11.07

            Muitas outras pessoas têm vindo e virão ao Brasil.

            Por negócios, por lazer, por motivos diversos.

Quase todas, ou muitas delas visitam em pormenor as grandes cidades, as belas praias, o pantanal e, tudo quanto se visite sempre ficará como recordação indelével.

A mim coube-me a sorte de ficar instalada numa região protegida ecologicamente.

Aqui, quem tiver que arrancar uma árvore nativa tem que plantar cinco da mesma espécie!

Neste fim de mundo, por estradas de pioneiros, passa periodicamente o carro de recolha de lixo e, ainda não vi, nas matas, nos riachos, em parte alguma, uma lata de cerveja vazia, um papel, um saco de plástico!... E tenho palmilhado extensões enormes.

A região ao contrário do que me pareceu à primeira vista, é povoadíssima. Acontece que a vegetação encobre as casas e a área por que se disseminam é muito extensa. Com surpresa para mim constituem-se assim em povoados.

Curiosa e muito interessante é a maneira como se anunciam e “previnem”, quem passa, da sua existência.

Fazem-no por cartazes e tabuletas, às vezes simples, quase sempre belas e artísticas.

Fica-se por vezes com a sensação de que o Município – a Perfeitura – como cá se designa – paternalmente dá a mão a quem por aqui se aventure ou habite.

Numa curva duma estrada, no meio da vegetação pode aparecer uma advertência absolutamente impensável em qualquer outra parte, por ex: “use a primeira marcha”.

Muito interessante também é a acentuada influência de outros países na formação das cidades. Algumas que já vi são nitidamente micro-países implantados neste Brasil de dimensões sem medida. Penedo – por exemplo: fundado em 1929 por Finlandeses – começou numa antiga fazenda de café, já improdutiva, porque exausta a terra pela monocultura. Oitenta a cem pessoas lideradas por Toivo Uuskallio, naturalista finlandês, repovoaram o espaço com árvores de fruto e espécies nativas, dedicaram-se ao artesanato, compotas, cultivo de plantas medicinais e enriqueceram a cultura brasileira introduzindo aqui os seus costumes. Foi graças a essa gente que Penedo se tornou berço da flora no Brasil e as pessoas entenderam e aceitaram o lema que os guiava: “Viver de acordo com a natureza”.

Outra zona particularmente bela e diferente é Campos de Jordão nos vales e encostas do Itapeva (cá está outra vez ITA = a grande em Tupiguarani). O Pico do Itapeva tem 2030 metros de altitude.

Campos de Jordão reúne três cidades Abernéssia, Jaguaribe e Capivari. Aqui a influência escocessa e alemã – são evidentes bem como a suiça – até nos nomes dos hotéis, pousadas, restaurantes, cujo número excede os setente, fora cantinas, pizzarias, etc, etc.

É na verdade uma impressionante e linda estância de turismo.

 

É lá que gira “a tal” Maria Fumaça – a maquininhq a vapor de 1893 – que recuperada lá vai puxndo o “trenzinho” e eternamente foi apelidada de “Vóvó Hortência”.

A propósito de apelidar tudo a torto e a direito, um apontamento engraçado. Procurava eu, numa das lojas aqui de Resende, um creme para me defender do sol da montanha, quando uma crioulinha muito graciosa entra e diz:

---- Oi! – Mi dá aí P.H?

---- Qui cô você qué? – Perguntou o dono da loja

---- Marélinho.

E, frente ao meu divertido espanto lá saiu a garota com uma embalagem de papel higiénico na cor requerida.

Também na semana passada quando estive no Rio instalada em casa de familiares na Barra da Tijuca, vivi momentos de beleza que nem vou tentar descrever.

Via das nossas janelas nascer o sol por detrás do Pão de Açúcar e, à direita, tinha o calçadão e o oceano imenso logo ali a meus pés, a falar-me dos laços indeléveis que unem os nossos povos.

Á noite, a praia imensa e iluminada como se fora dia.

O proprietário do apartamento (advogado muito conhecido aqui) quando se apercebeu que um Ministro tinha mandado retirar, em Brasília, aquela célebre bandeira de dimensões imensas – pôs uma acção contra a decisão governamental e – ganhou!

Aqui está uma verdadeira “coraçonada “ á portuguesa.

            Aliás, ele é casado com uma patrícia nossa.

Aproveito para confessar que jamais pensei que o Rio pudesse ser o que é e, como é.

Não tenho sequer, definições.

Emudece-me a beleza natural – mas também – a visão indisfarçável da “Rocinha” a maior “favela” da América Latina – com 300.000 habitantes.

Comove-me o rasto indelével dos portugueses.

Perante a minha confissão de ter achado o Rio feio visto de avião – foi-me explicado que entrando por aquele voo que eu fiz, toda a gente é levada a dizer o mesmo. O que não acontece a quem vier por S. Paulo.

Vou andar por aqui, se Deus quiser, até Junho.

Talvez volte a escrever, talvez não.

O serviço de distribuição postal aqui é caótico.

O Brasil é um país de contrastes clamorosos.

Tinha que ser assim, dadas as suas dimensões e a disparidade de desenvolvimento de umas zonas para as outras.

Só este Estado tem mais população do que Portugal inteiro. Falam-me em 12,13 milhões...

Há extensões maiores do que o Alentejo inteiro, só cobertas por de capim.

Conta-se que um político japonês (de quem rezam o nome) visitando o País por convite governamental, com aquela subtil ironia, própria dos orientais, perguntou ao parceiro ministro que o acolitava: “No Brasil é proibido cultivar a terra? “.

A minha visita ao Rio foi – por sorte minha – feita de contrastes.

Hóspede de gente abastada, fidalga no trato, foi-me mostrado o melhor de cada coisa deslocando-me em bons carros com companheiros conhecedores do meio. Depois, quis, por minha decisão mergulhar no “povão” – usando transportes públicos e mudando de “ônibus” sempre a entrar pela porta da frente usando o benefício expresso em letras bem visíveis na carroçaria:

“Gratis a maiores de 65 anos

              Estudantes uniformizados

             Crianças e deficientes”.

Aí, aprende-se vivendo circunstância, que as pessoas são generosos (dão o lugar aos mais velhos...) afáveis colaborantes e, até cheios de humor.

Os vendedores de rua, que surgem como formigas, de tudo quanto é lado, entram frequentemente também pela porta da frente – por condescendência dos condutores (colher de chá, como aqui dizem que só dão os que não têm espirito de porco!) – e percorrem o corredor central das viaturas anunciando os seus produtos e saindo pela porta de trás.

Fazem-no quase em surdina numa melopeia engraçada, por exemplo:

            “Olha p´rá distráir a fôme até chegá o chocólatchi, dá

               Alimento, aquéci.

               Um vale um réau

               Dois vale réau e meio

               Si você próvá qui tem salário minimo é di graça.

               Também nâ chêga p´rá nada mêmo! “

Ninguém comprou, saiu dizendo:

               “Ó minha Nossa! – Vida gosada! – Não é qu´é mêmo só diabético!”.

Assim por aí fora – Um baráto – como eles próprios diriam.

A Avenida onde os idosos se passeiam e sentam ao sol é o – “aposentadromo”, O quiosque das goludices é a “chicléteria”.

Mas a definição da zona onde assentei arraiais é, no guia turístico referida assim por Helena Reis:

            “Falar de uma região santuário ecológico é:

             murmurar com as águas, cantar com os pássaros,

             ser doce como o mel das  abelhas e sair beijando flores.

             É sobretudo, agradecer a dádiva da natureza e preservá-la”.

E... é verdade!

É verdadgi Mêmo!

 

                                                     Maria José Rijo

@@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.355 – 14/6/96

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publicado por Maria José Rijo às 15:15






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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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