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Hoje - 2007

Domingo, 30.12.07

             

... Com desejos de Boas – Festas e os melhores votos para o Novo Ano – apenas – uma citação que encontrei num precioso catálogo de uma Exposição Itinerante da Junta de Andalucia – “El Chaparrón – El roto” – que um Amigo partilhou comigo e, dá para ler, ver, pensar e reflectir.

O autor – quase diria: - o agressor - é Andrés Rábago que de forma satírica e crua faz o alerta para a insensatez criminosa como o homem agride o ambiente.

Como cada um de nós ajuda a destruir o ambiente.

Escuso-me de acrescentar mais palavras minhas.

Frente à citação de – Horácio – tudo é pequeno e inútil.

 

“Como el almendro florido has de ser en los rigores

Si un fuerte golpe recibe, suelta una lluvia de flores”

               

 

Deus seja louvado – com as nossas palavras e obras – em cada dia do tempo

do “nosso” tempo.

 

Mais uma vez: Boas-Festas - Saúde – Paz – Fraternidade.

                                             

                               Maria José Rijo

@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.949 – 28-Dezembro-07

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 11:01

HOJE - 1986

Domingo, 30.12.07

“ Agarra na tua dor

e faze dela um poema”   

(Goethe)

 

Hoje!

Roubaram a minha alma

o sonho antigo

que eu guardava secreto

e mostrei em dia verde…

 

Levaram-no a soalheiro

Como quem mostra roupa suja

Enodoada…

 

Vi meu sangue exposto

Indefeso e morto

Vestido da esperança agonizante

 

Hoje!

Calma e quieta, paciente

No meu canto de espera

Recolhida, aguardo

Quem da sua própria alma

Olhos bem cerrados

Tire a luz e veja

 

Com rugas,

Sinais de risos e prantos

Escreve o tempo sabiamente

Vida

Em cada rosto

 

É a caminhada pela noite

Negra e funda

Que se faz o percurso para cada Madrugada.

 @@

Elvas 2 de Setembro de 1986

Maria José Rijo

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A Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.854 – 12 de Setembro de 1986

 

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publicado por Maria José Rijo às 10:54

Faz obséquio!

Sábado, 29.12.07

Preparativos para a cimeira do Tratado de Lisboa - Foto Paulo Carriço/Lusa

Com a reportagem da televisão mostrando o Museu dos Coches a propósito da refeição, oferecida pelo Senhor Presidente Cavaco Silva aos visitantes de Portugal, como epílogo da Cimeira, vieram-me à memória reminiscências de infância, tão misteriosas de entender – na altura, para mim – como hoje alguns dos eventos desta cimeira.

http://fsinfo.cs.uni-sb.de/~lynx/texts/petitprince.html.fr

 Quando eu era pequena, pequena, como todos os adultos também já foram – pois que, até - como  diz  Le Petit Prince : “toutes les grande personnes ont d’abord été des enfants”...

Circunstância que muitas vezes parecem ter esquecido, de tão ocupados que estão a ser “Importantes”, o que convenhamos deve ser uma representação muito desgastante e enfadonha.

Mas a escolha é deles e, eu nada tenho que ver com isso.

Contava eu, que, de vez em quando, meus pais levavam-nos a Lisboa.

Estas decisões eram sempre precedidas de conciliábulos à mesa que levavam em conta, também os pareceres da Avó e das Tias. Era assim uma espécie de cimeira familiar.

Eles já tinham a sua decisão tomada, (tenho esse convencimento) mas não lhes custava nada serem corteses com as respeitáveis representantes do passado de quem haviam herdado princípios e preceitos morais e ouvi-los, como se os seus pareceres fossem decisivos. Sabendo, embora todos, que não eram.

“ Temos que levar as garotas a Lisboa”. Têm que ver outras coisas. Só a praia no Verão e as férias no Algarve com os primos, não é suficiente.

Têm que visitar museus, andar de eléctrico, ir ao Jardim Zoológico, viver situações diferentes. Estão sempre aqui e acabam ficando acanhadas. Só conhecem árvores e bicharada, têm que saber estar à vontade noutros meios.

Minha irmã, entrara para a escola e essa nova etapa da sua vida, favorecia-me também, visto que embora sendo dois anos mais nova, acabava por fruir daquelas decisões.

Então lá íamos, de comboio, em segunda classe, até ao Barreiro e, depois de barco – de vapor – até ao Terreiro do Paço.

Daí, até a um “hotelzinho de famílias” numa rua da Baixa estreita e de prédios muito altos, frequentado também por amigos e familiares – não me lembro. Sei que no meu espírito ecoa uma palavra: - caleche! Mas seria?- vão 76 anos...Já nem tenho a quem perguntar...

Embora eu me sentisse toda só olhos e fosse quase pendurada de minha Mãe, entre extasiada e assustada, muitos pormenores desses acontecimentos, o tempo já escondeu da minha memória.

Museu dos Coches

Ficou-me destas visitas a lembrança das idas ao Zoo, ao Aquário Vasco da Gama, ao Museu dos Coches, Mosteiros e outros lugares onde nem sempre, depois de adulta voltei...

Porém, como se fora agora, vejo a figura do porteiro do hotel, com uma farda que tinha galões e dragonas como só tinham, no meu conhecimento, os príncipes dos contos de fadas, o que me deslumbrou

 Então, quando ao abrir a porta, nos convidando a entrar, se curvou cumprimentando solene e disse: - faz obséquio!

A minha imaginação voou!

Era a primeira vez que escutava tal palavra.

 O que quereria dizer, não sabia, mas...abre-te Césamo! Não tinha mais mistério, nem mais beleza, aos meus ouvidos.

Meu Pai, com a benevolência do costume, lá me explicou que era apenas uma forma de dizer – faz favor. 

Ora, não é que revendo na televisão o Museu dos Coches recheado de pessoas para mim de intenções e hábitos tão herméticas como impressionantes me ocorreu pensar que o mesmo pode estar a acontecer à maioria dos portugueses tão desprovidos “do saber” destes meandros como acontece comigo?

Image

Pensei então que era altura de pedir ao Senhor Primeiro-ministro que, descodifique a cimeira para os leigos como eu.

É só, e apenas, trocar todo o palavreado “bonito” por linguagem comum.

Sem fardas, nem galões. Nua, mas verdadeira.

Coisa que se entenda de caras, como um vulgar - Se faz favor!

Queremos saber se há referendo e para referendar o quê.

Não me digam que “Dez Quilos” de conversa escrita, vale apenas a saliva gasta numa pergunta de sim ou não!

Queremos entender. Precisamos entender.

Faz obséquio!

                      Maria José Rijo    

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.948 – 20 de Dezembro – 2007

Conversas Soltas

   

 

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publicado por Maria José Rijo às 13:43

Acabei de regressar...

Sexta-feira, 28.12.07
     

Acabei de regressar.
Fui viver o Natal com minha Irmã e meus sobrinhos netos e bisnetos. Arrumada a bagagem e já de pantufas, vim espreitar a net para ver as novidades como os meus Amigos também costumam fazer. Realmente a Paulinha é aquela filha que se sonha, e Deus me deu já sabendo até usar "estas modernices todas" ...
Olhem as coisas que ela descobre! E com que cuidado tem coleccionado papelada, retratos, tudo...
É justo que as minhas primeiras palavras de agradecimento sejam para ela e que as estenda a todos com um beijo de Boas Festas e de afecto pelo encanto que o vosso convivio tem emprestado à minha vida.
Bem à moda alentejana - aqui vos digo que
"nã tenho boca avondo qu'encareça!- o mimo que me dão.

Bom Ano para todos
Maria josé

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publicado por Maria José Rijo às 23:46

QUEIJADAS

Quinta-feira, 27.12.07

Ingredientes:

-- 1kg de requeijão

-- 12 gemas de ovos

-- 4 claras

-- 0,5kg de açúcar

-- 2 colheres de sopa de farinha

-- raspa de limão e canela

-- 1 colher de manteiga de vaca

: Mistura-se tudo – é o RECHEIO.

 

PARA A MASSA:

-- 0,5kg de farinha

-- 100g de banha

-- água e sal q.b

 

Enquanto forra as forminhas, pense em como são lindos na Primavera

os campos do Alentejo, onde os rebanhos pastam docemente.

                        Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Doces

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publicado por Maria José Rijo às 19:39

A visita

Quinta-feira, 27.12.07

Não venho, só, por compromisso, fazer a visita da praxe.

Não! – Venho por compromisso – é verdade!

Mas, venho em cumprimento da promessa feita aos leitores que muito insistiram para que eu também fizesse parte da família deste jornal, e também e muito principalmente, porque a isso me convocam, a gratidão e o bem-querer.

Estou aqui porque quando o Natal se aproxima passa a ser o coração a impor os seus desígnios, e a não consentir que qualquer outro sentimento, que não o afecto, comande os nossos actos.

Como tal, hoje, é a minha vez de falar “com a ternura dos oitenta” que um leitor, (que, deduzo, antigo como eu) – referiu – e que tomo como paradigma – para agradecer as dezenas e dezenas de cartas que me fazem crer que todos podemos e devemos da forma que nos for possível, dar algum contributo, que julguemos útil, para o bem comum.

E, muito embora, algumas vezes me sinta pouco á vontade com a importância que me parece excessiva, com que generosamente, falam do que escrevo, sei, que não são as cartas de apoio que me expõem. Sou eu que me exponho escrevendo com frontalidade o que penso, fazendo-o sem medo e assumindo com toda a responsabilidade os meus direitos e deveres de cidadania. E, sou levada a confessar que, se não fora, este sentimento de receptividade e de partilha, talvez, nem me valesse a pena escrever.

Assim que, apreço ou desapreço, são consequências naturais do risco em que incorro, e que tenho que saber aceitar, porque nada do que se diz, ou faz, é inócuo.

Santo António falou aos peixes...

São Francisco, ao irmão sol, à irmã lua, aos irmãos lobos...

Eram Santos.

Eu, sou apenas uma pessoa comum, de entre a gente comum, a quem tocam os problemas comuns a todos os comuns mortais, e acredito, que, por isso, sou entendida, por quem aplaude e, também por quem desdenha.

Quem me escreve – quase sempre – o faz sob pseudónimo e não me dá direcção para responder em particular, razão porque não me sentindo superior a ninguém, não posso, nem devo, ficar muda como se fora santa intocável, louvada em seu altar.

Assim, que neste Natal – a uma distância imensa, quando se avaliam perdas de afectos que nesta época, mais nos assombram com a saudade que sempre nos veste como uma segunda pele – eu tenha sentido a imperiosa necessidade de confessar, que com a companhia dos meus fieis leitores tem sido mais suave o passar do tempo que todos temos que percorrer para nos reencontrarmos com quem amámos e já partiu à nossa frente.

Não admira, portanto, que me abeire do Presépio com o coração cheio de gratidão pela Vida, que me deu, e dá, tantos e tão bons amigos, e que, para eles, e também para todos - quantos fazem e lêem este jornal - peça – como peço  para mim – com desejos de um Santo Natal e de um Ano Bom -  a  Paz  de Cristo.

                  

                                             Maria José Rijo

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Jornal O Despertador

Nº 200 – 20-Dezembro-2007

 

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publicado por Maria José Rijo às 16:45

BROÍNHAS

Quinta-feira, 27.12.07

Ingredientes:

-- 6 ovos

-- 500g de açúcar

-- 250g de banha

-- 1kg de farinha

-- Raspas de limão

 

Modo de Fazer:

Junte tudo, amasse e ligue bem.

Tenda pequenas bolas.

Com as asas da tesoura enfeite-as.

Os desenhos lembrarão pássaros a voar.

                                               Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Doces

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publicado por Maria José Rijo às 15:54

Ano Novo

Quarta-feira, 26.12.07

Todos temos as nossas pequenas manias.

Por vezes nem temos delas consciência, de tal modo estão arreigadas nos nossos hábitos.

São gestos, frases, reacções, atitudes, que nos são tão próprias, que nos estão tão grudadas como a própria pele e, de que só por acaso ou por reparo de alguém próximo identificamos.

Eu tinha, e ainda conservo, o jeito de apressar qualquer trabalho dizendo: então, vamos!E, só disso, me apercebi, quando um amigo me perguntou, inocentemente: - em meio do trabalho-  aonde queres ir?

Consciencializei-me então de que não seria aquele o meu único estribilho, e reconheci que também tinha por hábito repetir versos soltos de alguns poemas que me ficaram, como música, no ouvido, ou, mais do que isso – presos na minha sensibilidade.

Assim, sempre que me sentia prisioneira de convenções ou compromissos que me incomodavam, lá estava eu a repetir – de Manuel Bandeira –: - Vou-me embora para Pasárgada, lá sou amig(a) do rei!...

E, quando “acordava” para qualquer desilusão que me doía ter sido possível, lá vinha – de GarrettEu tinha umas asas brancas – asas que um anjo me deu!...adaptando, assim o poema, à minha realidade.

E, no dia em que no mercado, ao escutar do vendedor a informação de que as maçãs eram do norte, (o que inconscientemente, com um verso da lenda das amendoeiras, comentei) – do país da neve fria! – Tive que sufocar uma gargalhada quando, com um ar, sincero, de piedosa comiseração ele me “elucidou”o norte é no nosso país, lá para cima, senhora! E, eu agradeci, muito séria, enquanto pagava a compra.

Vem esta conversa a propósito de que, ao ter escrito: Ano Novo, como epíteto desta crónica, me ocorreu que, cada

ano novo, por contraste, nos torna menos novos... e pensa-lo acordou na minha memória uns belos poemas, também de Manuel Bandeira que desde sempre me encantam:

 

 

“Preparação Para a Morte”

 

A vida é um milagre.

Cada flor,

Com sua forma, sua cor, seu aroma,

Cada flor é um milagre.

Cada pássaro,

Com sua plumagem, seu voo, seu canto,

Cada pássaro é um milagre.

O espaço, infinito,

O espaço é um milagre.

O tempo, infinito,

O tempo é um milagre.

Tudo é milagre.

A memória é um milagre.

A consciência é um milagre.

Tudo, menos a morte.

-          Bendita a morte, que é o fim de todos

os milagres.

 

 

O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema

 

Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos

intencionais

Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas

Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume

A pureza da chama em que se consomem os diamantes

mais límpidos

A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

                                  

   

Apetece-me acrescentar: 

Assim eu quereria o meu último dia; – assim eu quereria todos os dias da minha Vida – como um poema perfeito que sempre rimasse com amor à Vida, e graças a Deus.

BOM ANO NOVO!

 

                                                  Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.846 – 29 / Dez./ 2005

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:22

ENXOVALHADA

Quarta-feira, 26.12.07

No dia das amassadura deixa-se um pouco de massa de pão no fundo do alguidar, coisa de 1 quilo.

Picam-se e aquecem-se uns torresmos, dos que ainda restam da matança – cerca de 250g.

Sovam-se na massa. Junta-se o açúcar, mais ou menos 250g e meia chávena de leite.

Deita-se a massa num tabuleiro untado com banha beliscando-a por cima para ficar aos bicos.

Polvilha-se generosamente com açúcar e canela, e coze em forno quente.

Com o calor, o açúcar cristaliza e fica a brilhar sobre a massa como a geada, nos campos, nas manhãs frias de Inverno…

                                    

                                                  Maria José Rijo

@@@@

Colecção de Gastronomia - Doces

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publicado por Maria José Rijo às 20:34

“Sê bem-vindo – Ano Novo “

Terça-feira, 25.12.07

            O que poderá fazer um ano velho quando está preso apenas por alguns dias na folha do calendário!

                           

            Certamente o que faz qualquer velho que se sente e sabe a dobrar a inevitável esquina do seu tempo.

            Imagina o novo. 

Imagina e sonha.

Sonha e reza. Reza, porque o novo – por ser novo – é limpo.

E, ser limpo, é ser puro.

É estar em branco como o papel onde ainda escreveu, a tela por pintar, a pauta sem notas, o sonho por viver, o caminho por percorrer.

Pode, é verdade, olhar para trás.

A tentação é grande e é legítima.

O passado é a referência. Ao passado não se volta.

Futuro não se conhece quem o terá.

Nessa fronteira entre “nunca mais” e “ninguém sabe” cresce a esperança que a todos permite dizer: - amanhã!

Adeus ano velho.

Bom e mau! Feio e lindo! Amargo e doce! Generoso e cruel.

Ano – tempo – onde tudo da vida cabe, até a morte.

Passaste – como sempre tudo passa e passará.

Só te peço uma coisa: - dize ao ano que te sucede – que vai surgir a seguir a ti... – diz a esse ano ainda imaculado e limpo – a esse esperado ano novo – que procure ser sincero, verdadeiro, franco.

Dize-lhe quando lhe abrires a porta para o seu dia “Primeiro” – feliz como um rei jovem a quem oferecem um trono – diz-lhe que não se deixe iludir – e não nos iluda também.

Dize-lhe.

É que, muitas vezes – repara – acontecem coisas tais como esta que ponho à tua consciência: - Defendem-se com boas e parangonas os direitos da criança.

Depois – olha, olha bem – repara: exibem-se, apalhaçam-se, explora-se a sua candura, põem-se-lhe na boca palavras porcas, expressões acanalhadas – que nos devem envergonhar – em lugar de fazer rir e bater palmas – só para encher os bolsos dos adultos.

Olha que a prostituição não é só e apenas, do corpo. Olha que a prostituição é coisa de alma – principalmente: coisas de alma!

Qualquer criança tem direito à pureza como a água que brota no cume das montanhas!

Mas... abre a televisão e pensa se o que te aponto não é violência grave e trabalho.

Trabalho ignavo.

Porcaria e nojo.

Repara como coisas destas se deixam passar encorajadas com palmas e gargalhadas alarves.

As piores mentiras – Ano Velho -  são estas verdades – dize ao ano Novo !

Mesmo entre nós – à nossa vista... tantos luzeiros... tantos luzeiros... tanta confusão entre “um rico Natal” que deveria ser e... “Natal rico”, de aparência, que é.

De uma vez por todas – não te deixes trapacear – ajuda o “Novo”.

Sê corajoso e adeus Ano velho!

Sê bem-vindo Ano Novo!

                              Maria José Rijo

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Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.382 – 27- Dez. 1996

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:49


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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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