Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Colecção de Gastronomia - Ameixas

Em 1543, mesmo em frente às portas do Tempre, na muralha árabe, quase sobre as ruínas de que fora a Igreja da Madalena, pertencente aos Templários, cresceu o convento das Dominicanas, sob orago de Nossa Senhora da Consolação, e na mesma era, se ergueu, sob invocação de Nossa Senhora da Conceição, o convento das Claristas.

Maria José Rijo
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Colecção de Gastronomia - Ameixas

Colecção de Gastronomia
Ameixas de Elvas –
Rendas de papel
Quase uma lenda…

Em todas as lendas, rezas e contos, três vezes se repetem
os sortilégios e os exorcismos.
“Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as repreendeu,
E disse no fim de tremer três vezes…”
Fernando Pessoa
“Indo Stº António para o seu montinho
Perdeu o seu bendito rosário e o seu bendito livrinho
Ouviu três brados da sua tia Madrinha
Beato António! Beato António! Beato António!”
Rezas Tradicionais
“Sendo de três – a conta que Deus fez”
Sabedoria popular
“Aqui se contam das três vezes que as
ameixas de Elvas vão ao lume
para que ao fim de quase três séculos
de repetidos rituais mantenham da
sua boa qualidade fama e proveito”
Maria José Rijo
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O Abracinho
O menino saiu da fila que se encaminhava para um local determinado e, na sua voz doce de criança, com o rostinho bonito, muito corado, ele próprio talvez surpreendido da sua ousadia, disse de convicção:
… Quero-lhe agradecer! Gosto muito das coisas que a Senhora escreve!
Então a Matilde Araújo, que dela se tratava, sorrindo comovida, fechou o menino num longo e apertado abraço.

O menino, não saberá ainda escrever histórias ou poemas… mas, o menino já sabe, e, se Deus quiser, saberá sempre, apreciar obras que outros criaram, sentir-lhe a beleza e dizê-lo francamente com a candura que brota da alma limpa dos meninos.
Não me admirava nada, se algum dia, numa nova história aquele abraço aparecesse “retratado” – naquele jeito de quem sabe contar coisas como as crianças gostam de escutar e ler.
Também acredito que o QUIM, pela vida fora, quando pegar num livro, qualquer que seja, lembrará que por detrás dele está sempre alguém que, ao escreve-lo sonhou receber de cada leitor compreensão e respeito verdadeiros – autênticos – como o “tal abracinho” que se fecha num abraço maior e se guarda no coração para durar uma vida inteira.
Maria José Rijo
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Jornal Linhas de Elvas
Nº 1.892 – 12 de Junho de 1987

