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Comunicar

Segunda-feira, 07.01.08

         Os indivíduos para viver e satisfazer ao seu destino hão-de comunicar as suas ideias e traduzir na linguagem as manifestações da sua inteligência

- Esta frase é de latino Coelho, e consta dos dicionários.

Ora, – comunicar, vem do latim – communicare - todos o sabemos porque se aprende na escola.

            Comunicar! - tornar comum.

            Ora se comunicar é tornar comum, e « os indivíduos para viver e satisfazer ao seu destino hão-de comunicar... as suas ideias e traduzir na linguagem as manifestações da sua inteligência » - é lógico deduzir que a comunicação é ela própria uma linguagem imprescindível para o entendimento entre as pessoas e, consequentemente entre os povos - portanto : - vital.

             

            Mas, comunicar, comunicar o quê! - Comunicar, como?

            Nem só pela linguagem falada se comunica. Também se comunica através da pintura, do desenho, da música, da dança, do canto, de qualquer expressão artística, da oração, do lamento, do pranto, de sinais etc. etc. etc...

            Comunicar, proporciona o enriquecimento de quem recebe o conhecimento que lhe é transmitido, ou o empobrecimento de quem o partilha? - Ou comunicar satisfaz a necessidade de entendimento entre as pessoas e o nivelamento do saber e, portanto o seu alastramento global, ou, um pouco de tudo isto?

           

            Então aqui entramos no reino da comunicação social, na internet etc. etc. etc...

            Somos levados também a pensar que se o conhecimento comum produz a comunidade, é com a comunicação que se geram as diversas comunidades.

            As comunidades científicas, as religiosas, as linguísticas, as comunidades artísticas, e por aí fora um sem número delas.

            Assim sendo, parece lógico deduzir que tudo depende das diferentes formas de se coordenar a informação.

            As próprias características de qualquer ser humano dependem da informação de um gene a outro gene.

            Comunicar - transmitir informando.

Será, então que é lícito comunicar absolutamente tudo? - Será?

Será que é essa a função da comunicação social? - Será?

            Ou será que a informação deve deter-se antes de entrar no domínio da privacidade de cada indivíduo?

             

           A publicidade é sem dúvida a forma mais agressiva de comunicar. Essa, porém tem a finalidade de vender de tornar apetecível o produto que defende em concorrência com outros congéneres. Usa todas as formas para se fixar na atenção do utente possível. Usa na sua criatividade o humor, a ironia, a beleza, a fantasia, a sensualidade, todo e qualquer caminho que lhe pareça poder vencer a inércia, o desinteresse, a apatia do cidadão comum que passe ensimesmado nos seus problemas e alheio às surtidas da estratégia onde acaba por ser apanhado, por cansaço ou por curiosidade.   

            Mas, se neste campo esses métodos são correntes e admissíveis; outras áreas há em que a informação nada de positivo gera. Nenhum benefício aduz ao

conhecimento e se limita a propagar o boato, a mentira, a insinuação que gerando o escândalo chama a atenção, se propaga, vende, mas falseia o verdadeiro sentido da notícia.

            Falseia a verdadeira finalidade da comunicação.

            “ Os indivíduos para viver e satisfazer ao seu destino hão-de comunicar as suas ideias... e traduzir na linguagem as manifestações da sua inteligência “ 

            Comunicar, – sim!

            Partilhar, – sim! - “Mas traduzir na linguagem,” – qualquer que ela seja, – “as manifestações da sua inteligência.”

            Numa época de sensacionalismos e de concorrências desenfreadas difícil, quase de funambulesco equilíbrio é a tarefa da verdadeira comunicação social...

                               Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº - 2.687 – 6/Dez./2002

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 16:06

Postal nº 3 - Colecção de Gastronomia - Ameixas

Segunda-feira, 07.01.08

Conta Eurico Gama, citando Vitorino de Almada: “Antigamente só as freiras preparavam as ameixas cobertas, por encomenda como o demais doce confeitado, de ovos e de frutas, porque as outras pessoas que possuíam fórmulas, preparavam-nas unicamente para seu uso, ou para brindes às pessoas das suas relações”.

                                  Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia - Ameixas

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publicado por Maria José Rijo às 15:58





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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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