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Colecção de Gastronomia - Matança do Porco

Domingo, 27.01.08

“Comprareis um porquito, fareis uma matança

e por mim esperareis vivendo na abastança…”

já assim constava da lendária carta do

“galego” que no Alentejo ganhara esforçadamente

Três tostões a que atribuía poderes sem

Fim e enviara à família recomendando:

 

“Mulher:

 

Aí te mando, aí te escrevo três tostões

tamanhos que nem três olhos de bois, mui

bem os governareis, comereis e bebereis,

pagareis a quem deveis, metereis nosso filho

a frade e a nossa filha a freira…”

 

E depois de alvitrar a compra do porquito

como certeza de mesa farta garantindo rematava

com um último conselho:

 

“Se vos sobrar algum vintém, guardareis

Para o ano que vem.”

Maria José Rijo

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Colecção de Gastronomia

MATANÇA

"A Festa da Abastança"

- Quarta e última Coleção de Gastronomia

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publicado por Maria José Rijo às 23:41

A telha

Domingo, 27.01.08

Deu-lhe na telha!

Não tem telha onde se acoite!

Está com a telha!

Estar debaixo de telha!

Sei lá de quantas mais expressões me poderia agora socorrer para lembrar como “ a telha” essa pequena peça de barro que se destina à feitura de telhados também pode ser conotada até com o bom senso e compostura dos indivíduos, o que até nem é difícil de entender se pensamos que é a cabeça que encima o corpo, assim como o telhado o faz no casario.

Mas, vamos à estória...contava-se que durante a ditadura Salazarista, quando entrou em vigor a multa pelo uso de isqueiros (não licenciados), numa das clausulas se dizia que: - estavam isentos de pagamento, quando usados debaixo de telha – o que queria significar: - em casa.

Parece que então para tornar mais evidente o ridículo de tal determinação um grupo de estudantes de Coimbra, ostensivamente saíram para a rua usando os seus isqueiros na via publica, mas pondo como pára-vento pequenas telhas que transportavam debaixo das capas.

Assim, infringiam uma lei, garantindo estar a cumpri-la à risca pois só utilizavam o isqueiro debaixo de telha...

Curiosamente, agora, que ninguém mais paga licença de isqueiro porque essas violências eram coisas de ditadores e impensáveis “em democracia” – quem fumar debaixo de telha – está sob a alçada da fiscalização.

Mas, cuidado, que agora que somos livres e democratas, toda a gente pode funcionar como “os notáveis” bufos da PIDE.

Todas as denúncias são aceitas porque assim se educam, em democracia, os povos.

Ora, na hora em que a ASAE até ameaça o brinhol feito na hora, à nossa vista, nas feiras e arraiais do nossa gente, que mais se pode dizer senão que estamos à mercê de quaisquer fantasias que dêem na telha a qualquer “socializante” senhor Ministro destes em quem Portugal tanto apostou!

Por muito que justifiquem as “mudanças” eu só posso aplaudir o que o Dr. António Barreto muito justamente escreveu, no jornal O Publico –“ Eles estão doidos!”

Ninguém de bom senso se opõe ao progresso.

Ninguém!

O que jamais se pode aceitar é que em nome de uma fundamentalista convicção de que – as ordens lá de fora é que são boas – se destrua a

tradição – a Matriz cultural - de um povo impondo regras e mais regras até ao delírio da loucura, como se de uma limpeza ética se tratasse!

E toda uma série impensável de alterações que nos pretendem conduzir a um igualitarismo opressor, que nos tornará desprezíveis, como párias ou mendigos, deixando de ser quem sabíamos ser com dignidade e honra, mesmo sem grandezas, para nos tornarmos clones de experiências alheias.

Acorde Senhor Primeiro-ministro!

Acorde!

Lá no “meu” Baixo Alentejo até se canta: - quem tem cuidados não dorme!

Acorde! - Senão, fica para aí parado à espera que o INEM o leve às

urgências que já todo o mundo de si reclama, e – falece politicamente – antes de lá chegar... 

Olhe que os seus Ministros, são: - tão – tão cega e surdamente ministros, que nem sequer conseguem ver e entender “as romagens” de alegria de um povo inteiro!

Fazem – apenas – permita-se-me o plebeísmo – o que lhes dá na telha!

Comove tanta devoção à Pátria!

Tão lindos!

Tão lindos – todos! - Benza-os Deus!

Refiro os proventos que auferem! – Como é óbvio!

E, dos Excelentíssimos Gestores – também!

           Maria José Rijo

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.953 – 24-Janeiro-2008

Conversas Soltas

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publicado por Maria José Rijo às 00:22





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