Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
Nós… contra nós!
Tudo quanto é coisa pública, (res pública) é coisa nossa.
Como é lógico e evidente – tudo que é nosso foi pago por nós –
é pago por nós.![]()
Todas as aldeias, todas as vilas, todas as cidades têm os seus edifícios públicos, a sua iluminação de rua, as suas praças e jardins, as suas igrejas…
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Parece que, por vezes, as pessoas – utentes – de todos esses bens, se esquecem que “esse” é o “bem” de todos os portugueses. É nosso! – Ora, se nos cabe a obrigação – a todos – de respeitar o alheio – também nos cabe – a todos sem excepção – o dever de amar, cuidar, conservar e defender o que é nosso.
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-- Porquê então a pedrada que cega o candeeiro, que quebra o vidro da janela da escola, da repartição, do edifício público?
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-- Porquê o sinal de trânsito torcido, inutilizado?
-- Porquê o assento do transporte público queimado caprichosamente com o cigarrinho, cortado com navalha?
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-- Porquê o consumo abusivo e o desperdício de tudo quanto é pago pelo público desde as gasolinas, às tintas, aos papéis, ao mobiliário, passando por todos os materiais e coisas do estado?
-- Porquê o uso e consumo para fins privados do que é público?
-- Porquê?
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-- Então, o público não somos nós?
-- Então, não somos nós – público – que pagamos contribuições e impostos para que se possa comprar e consumir tudo quanto é para uso público?
-- Tudo quanto serve a todos?
-- Tudo quanto é nosso?
-- Então, porquê nós – contra nós?
-- Porquê?
-- Não entendo! …
Maria José Rijo
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Á Lá Minute
Jornal Linhas de Elvas
Nº 1.764 – 14 de Dezembro de 1984

