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Postal Nº 4 - Colecção de Gastronomia - Matança do Porco

Quarta-feira, 06.02.08

          

CHOURIÇOS

Fazem-se com carne de porco migada numa mistura

mais rica de febra do que de gorduras.

Temperam-se num alguidar com pimentão de horta,

Pimentão flor e alho pisado com sal.

A carne fica no tempero 2 ou 3 dias, antes de encher,

dando-se-lhe volta de vez em quando. 

                                  Maria José Rijo

@@@@

Colecção de Postais de Gastronomia - A Matança do Porco

 

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publicado por Maria José Rijo às 15:57

A nossa Época

Quarta-feira, 06.02.08

           Temos que concordar que a nossa época, para alem das coisas maravilhosas que oferece, é, também, a época da soberba, do orgulho desmedido, do triunfo da arrogância.

           Depois de muito escutar, com toda a atenção, o que para aí vai de conversa sobre a lei do aborto, não posso deixar de me perguntar: - a quem é que pretendem enganar?

            Será a eles próprios? - Será a nós?

            Confesso que ainda não entendi bem, mas reconheço que isso não tem importância de maior.

Importante, para mim, é mesmo reconhecer a pamplinada que por aí se armou, e dessa circunstância, não tenho a menor dúvida.

            Ora fazem favor de ver - o orgulho, a arrogância, a soberba com que agora todos proclamam aos sete ventos que são donos dos seus corpos .

            Serão mesmo?

Então se o são porque envelhecem? Adoecem? São menos belos do que desejam? São coxos, mancos, aleijados? - Estropiados? - Porquê?

Ou são simplesmente donos duma terrível soberba, duma insensatez provocante Se calhar é muito mais isso do que outra coisa.

            Porque morrem?

            Tão donos dos seus corpos, tão poderosos...

            E as mulheres, porque engravidam se o não desejam?

            Tão decididas, tão donas dos seus corpos! Porque não interditam “nessa propriedade exclusiva” o que nela não desejam?

- Então, no que ficamos! - Mandam, ou não?

            Se não fizesse dó, – e faz !.- Faz dó e medo - este arraial de feira sobre o aborto faria rir.

Porém assim não faz...

            Faz meditar.

            Meditar profundamente.

Como se pode falar de VIDA como se se estivesse num leilão?

            Não se trata de bens de consumo.

            Trata-se de VIDA.

            VIDA!

           

            Já disse e repito trata-se de: V I D A.

            Como se pode querer resolver por referendo um assunto onde aqueles que vão ser eliminados nem se podem defender.

            Fica-se com a impressão de que quanto mais se progride na técnica mais se regride na ética.

            Dantes o povo dizia: nem tudo o que luz é oiro!

            Não havia tanto conhecimento científico mas passavam-se e entendiam-se essas mensagens de sabedoria empírica.

             Agora, parece que o que interessa é mesmo o que brilha seja ou não oiro.

            E o que brilha, é o que é fácil, o que não responsabiliza, não dá trabalho, o que é descartável.

          Em lugar do esclarecimento, da educação, da organização social que permita evitar a contingência que leva ao desespero, à situação limite, em lugar disso, que era, é, e será, a obrigação que cabe a quem governa, E A TODOS NÓS, desvaloriza-se a Vida desce-se-lhe a cotação como aos valores na Bolsa. Ficam em alta os bens de consumo e referenciam-se valores perfeitamente pindéricos com um valor sagrado como é a Vida!

        

            Isso é que está errado!

            Aí é que reside a confusão!

            Chamem-lhe como quiserem mas não mintam mais! - O aborto não é um problema de mulheres. Tanto quanto sei, nenhuma ainda fez um filho a sós!...      

            Daí que também me interrogue, – como se pode unilateralmente decidir sim ou não?

O aborto será sem dúvida um problema de consciência de toda a sociedade. Onde os novos deuses são as - Marcas de carros, de roupas de sapatos...onde o consumo e a loucura de possuir envenenam as pessoas invertem e pervertem os valores essenciais.

Renegam-se os heróis, ridicularizam-se os santos, abjuram-se os princípios morais, chama-se liberdade à falta de escrúpulos e até se apregoa como direito dispor de vida e morte.

            É inegável que quem faz um aborto destrói uma vida ainda que o corpo não esteja formado.

Quando se morre fica frente a nós um corpo – mas... e a vida, onde pára?

            Talvez por isso toda a gente nasce com a LEI dentro de si, aquela que pode enganar todo o mundo mas não engana o próprio – A Consciência.

            Na introdução do seu livro: A Pesca à Linha - Alçada Baptista diz assim : “...nasci em pleno reino do ter. Agora estamos no reino do fazer, mas tenho uma certa esperança de que um dia se alcance o reino do ser.”,

            Talvez a chave seja essa!

            Ser - é que,  por enquanto, o que está valendo é parecer e isso não é bom .

            Senão é só pensar: que filosofia é esta que afirma defender a Vida matando?

Ainda não entendi.

 

            Maria José Rijo

 

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.457 – 12/Junho/1998

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 14:36

Postal Nº 3 - Colecção de Gastronomia - Matança do Porco

Quarta-feira, 06.02.08

 

As tripas são separadas do redenho, esvaziadas, viradas

com varinhas finas, lavadas e relavadas em águas mil, e

ficam em repouso nos alguidares com rodelas de laranja

e limão, até serem escolhidas para o seu destino natural

- os enchidos – onde se consomem a maior parte das

carnes do porco e as gorduras migadas.

As “mantas” de toucinho e os ossos, amortalham-se

enterrados em sal, até serem  chamados a adubar os cozidos.

As orelhas, se escaparam à “cabeça de xara”, não se safarão

das feijoadas. Já o pezinho é bem apreciado de coentrada.

Miolos e rins não têm grande espera, gastam-se primeiro

- dão a “miolada”. Cozem-se os miolos em água e sal.

Escorrem-se e aguardam que se refoguem com cebola,

salsa e alho picado, louro e um golinho de vinho branco,

Os rins cortados em rodelas.

Juntam-se então os ovos batidos com uma fatia de pão

Esfarelada e os miolos. Temperam-se com pimenta.

Frita-se e enrola-se a mistura como se fora uma omelete.

                            Maria José Rijo

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Colecção de Postais de Gastronomia - Matança do Porco

 

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publicado por Maria José Rijo às 14:18





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