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Livro das Flores

Sexta-feira, 08.02.08

                                                 

                                                 Todos os dias

                                                  amanhecem

                                                  Crianças

                                                  Pássaros

                                                  Flores !

                                                  Sobre a noite

                                                  das crianças

                                                  Pássaros

                                                  Flores

                                                 que já não amanhecem

                                                  Amanhecerá!

          

                                                  Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 23:57

Postal nº 5 - Colecção de Gastronomia - Matança do Porco

Sexta-feira, 08.02.08

MORCELAS

.

Carne de porco migada numa mistura mais rica de carnes

Ensanguentadas e gordurosas.

Temperam-se, num alguidar, com alho e sal pisados, pimentão flor

e massa de pimento.

No dia em que se enchem, junta-se-lhes um pouco de

Sangue do porco a que se misturou sal e vinagre para não

Coalhar.

(Enchem-se a seguir às cacholeiras)

.

                           Maria José Rijo

@@@@@@@@@@@@

Colecção de Gastronomia - A Matança do Porco

.

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publicado por Maria José Rijo às 20:29

“ Évora não desilude... “

Sexta-feira, 08.02.08

            Virgílio Ferreira completou oitenta anos de vida.

       Virgílio Ferreira tem uma obra literária vasta.

            Dessas que imortalizam quem as cria, enobrecem o país e a língua em que foram criadas e enriquecem quem delas toma conhecimento.

            Dessas que engrossam o património cultural da humanidadeA escrita tem esse mérito – essa faculdade – de poder ser traduzida para qualquer idioma e, assim chegar ao conhecimento e à sensibilidade de todos os povos.

            O nosso País, atento à circunstância do aniversário do escritor deu a...

            ... Évora – cidade que Virgílio distingue com particular estima, porque nela viveu e foi professor...

         

            (Cidade onde granjeou um “discípulo” que havia de vir a fazer a sua tese de doutoramento sobre a obra do escritor – a primeira no nosso País sobre um autor vivo)

            ... e a Viseu – (Virgílio Ferreira  é natural de Melo)  o privilégio de encabeçarem a homenagem nacional que lhe era devida por justiça e mérito.

            Viseu, que o escritor honraria com a sua presença – fica-nos distante.

            Évora, que seria honrada com palavras para ela pensadas e escritas – é-nos vizinha.

            Vizinha de ao pé da porta.

            Lá fomos.

            A ideia surgiu em conversa de grupo – a Paulinha, a Zefa , o Dr. Falcato e eu.

            O Dr. Falcato não perde o jeito da docência.

            Tem sempre qualquer coisa para ensinar.

            Nós, o hábito gostoso, de aprender.

            Falcato e Virgílio Ferreira são como amigos.

            Fizeram juntos “aqueles” anos de Coimbra que atam para sempre, entre contemporâneos, um tal parentesco que, ao que se diz e conta, só em Coimbra acontece. O Mondego rega, as serenatas embalam, e nas “républicas” nasce, vive e cresce.

            É um tal caldear de juventude que, cada qual, quando de Coimbra parte, leva consigo tanto do que era seu, como do que dos outros era.

            E, não mais destrinça (nem o quereria fazer) se mais deu , ou recebeu.

            Sabe apenas que aprendeu de forma indelével duas coisas que junta dentro de si para a vida inteira como um traço de carácter: - amizade e saudade.

            Pois, desde há longo tempo, por via desses tais sentimentos e por sentido de justiça e admiração que, num jornal de Évora, “O Pancho” e o seu dono – falam e repisam na obrigação de homenagem a Virgílio Ferreira.

            E, mais! – Imputam ao Município de Évora o dever de mandar esculpir em pedra um busto do escritor.

            Ora, tendo nós “O Pancho” e seu dono, do nosso lado, era inevitável ir comparticipar da festa.

            Atentamente ouvimos as conferências.

            É sempre surpreendente para mim a tarefa dos analistas.

            Pobre mortal, que sou, para mim, uma rosa é ... uma rosa.

            Um milagre inexplicável de pura beleza, fragilidade, perfume mas... sempre uma flor.

            Pois para os analistas – não!

            Eles acolhem-na.

            Arrancam sépala a sépala. Pétala a Pétala.

            Estame a estame; filete para aqui – antera para ali!

            Espremem-lhe a seiva e mesmo assim, continuam a falar duma flor viçosa como se a não tivessem desfeito.

            Com o meu muito amado romance de Virgílio Ferreira: - “ Em nome da Terra” – a operação foi idêntica.

FOTO

            Espiolharam-no até ao impossível!

            Viraram-no do avesso como se fora um fato.

            Sacudiram-no. Esvaziaram-lhe os bolsos, extraíram-lhe o lirismo, o subjectivismo, o culto do belo, da perfeição – olharam o fraseado, as intenções – eu sei lá em quantas coisas mais é possível de se subdividir um romance?

            Porém, confesso: - é verdade.

            Encontraram lá tudo isso, onde eu só achara a delícia de ler.

            De ler emocionada e vencida uma história onde se aprende a olhar e sentir a velhice, a morte, e o amor de tal forma que nos ficamos a entender melhor a nós próprios e mais lúcidos na compreensão dos outros.

            Depois... depois, como não podia deixar de ser com tais cicerones – fomos passar à porta da casa onde o escritor viveu e tomar a bica sentados na mesa do canto, no café, onde Virgílio Ferreira, Falcato e outros amigos usualmente conviviam.

            Évora, já não desilude em questões culturais.

            Évora goza de sorte.

            Recuperou com a Universidade um tipo de população que faz evoluir as mentalidades e vai a matar aos burgos antigos. A juventude ávida de aprender, que estuda e arrasta consigo os docentes que lhes transmitem o saber.

            Deste modo o que noutros meios é esporádico, e como tal aparentemente elitista e cerimonioso, torna-se familiar. Acontece naturalmente. Faz parte da vida da cidade, é um bem comum a que todos têm acesso.

            Uns vão a concertos.

            Outros à bola.

            Outros a conferências – ao teatro – ao bilhar!

            À dança, à ginástica, à patinagem...

            Mais para umas actividades. Menos para outras

          Não é tão importante como possa parecer a desigualdade das audiências.

            Importante é que as coisas aconteçam, sejam postas à disposição de todos e façam parte da liberdade de escolher que só se consegue pelo conhecimento.

 

                                 Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.336 – de 2 de Fevereiro de 1996

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:39





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-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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