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Os nossos sobrinhos...

Domingo, 10.02.08

             Gisa...

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publicado por Maria José Rijo às 23:50

De vez em quando...

Domingo, 10.02.08

Digam-me se me virem por aí

 

Não lamento a minha morte
lamento a morte das lembranças
que trago comigo e não fui capaz de legar

Só quem semeia sonhos - colhe esperança
Não sei em que encruzilhada me perdi de mim.
Digam-me, se me virem por aí

          Maria José Rijo

.


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publicado por Maria José Rijo às 23:41

Rejeitar e aplaudir

Domingo, 10.02.08

Estar em desacordo, pode significar a rejeição de uma ideia, de uma opinião, de um parecer, uma atitude.

Aplaudir, é a posição oposta. É estar de acordo, louvar, estar em sintonia com as opiniões expressas.

Lidar com o aplauso, por norma, talvez, seja mais fácil, embora possa ser enganador.

As questões de amor-próprio, são de muito melindre.

Se o aplauso afaga o amor-próprio, a censura, se frontal e assumida olhos nos olhos – impõe a reflexão – é preciosa.

 Todas as pessoas, ditas normais, sem abdicar da sua própria avaliação e ditames de consciência, procuram através dos seus actos, das suas palavras a compreensão e apreço dos elementos do seu meio. Procuram a amizade, o companheirismo, o entendimento.

 Conviver com a crítica, não significa aceitar o insulto. Uma coisa não se compadece com a outra.  

O SIM, por norma, é o sorriso. O NÃO, é o esgar.

Quando numa contenda, pareceres divergentes se enfrentam, desde que haja honestidade entre os intervenientes, a discussão é salutar, mas, não havendo empate, da diferença sairá um vencido e um vencedor.

Há quem saiba perder, há quem saiba ganhar. Também há quem não saiba nem, perder, nem ganhar.

Há quem odeie o opositor porque foi vencido. Há quem o humilhe por confundir, ganhar com arrogância.

Há quem vença com modéstia.

 Há quem perca e na cilada se desforre, sem parar um momento, sequer, a avaliar até que ponto terá ocasionado o mal de que acusa o mundo inteiro.

Se porém todo o mundo se entende, – mesmo na concórdia – é sempre saudável não perder de vista, que, isso não autoriza – quem quer que seja – a concluir que estão encontrados os donos da verdade única.

Rejeitar ou aplaudir são opções de consciência.

Caminhos normais de vida.

E, a Vida, não é feita de um só caminho!

Difícil é conviver com a traição, porque a traição não tem rosto. E, quem, por inocência, ou por má fé, se deixa enredar pela ambição, pela aparência de falsos poderes, nem sempre tem sorte na escolha.

Muitas vezes acontece que quem induz ao erro, na hora de assumir as suas responsabilidades libertando da armadilha quem o serviu, e reconduzindo a vítima ao ponto certo, não o faz.

Acusa, salva a pele, transferindo para outros o consequente resultado da sua astúcia.

Ensinou Santo Agostinho que “viver é conviver”.

Mas conviver sempre será uma moeda de duas faces.

Com seu anverso e seu reverso.

No jogo da vida, entre rejeições e aplausos, se fazem os nossos percursos, ponderando da justiça de aplausos e censuras.

Bom, é quando se caminha tranquilo sabendo que lágrimas e risos são frutos “desse” percurso e sabendo aceitar que jamais alguém estará acima de críticas porque ninguém é intocável.

 Mas, sem esquecer que jamais alguém, quer nos louve, quer nos insulte, ouvirá como qualquer de nós – ouve e escuta – a sua própria consciência – esse sussurro de Deus – que permite dormir em paz, quer entre palmas, quer entre apupos.

 

     Maria José Rijo

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.954 – 31 de Janeiro-2008

Conversas Soltas

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:44

VIOLETA

Domingo, 10.02.08

Agarrada ao pensamento

como ervas secas ao fato

andam em nós quase nadas

de coisas que se avistaram

- se viveram - se falaram...

se souberam por acaso

ou de que se ouviu contar...

- De violetas - porém - quem não as viu ?

não cheirou ?

nos muros, nas azinhagas

nos claustros dos conventos

num vazinho, ou no quintal!...

- ou, num pequeno molhinho - posto ao peito

numa jarra ou num copinho

junto ao retrato de alguém

que nos lembra e está ausente ?

- Já dos livros da escola - em “ Morena” -

(um poema de Junqueiro)

as violetas nos andam agarradas à memória

“mas olha as violetas - que sendo umas pretas

o cheiro que têm! - Vê lá que seria...”

“ O cheiro que têm !?

Têm o perfume selecto da modéstia

do valor de quanto que sendo bom

para ser melhor - é discreto

assim como envergonhado!

- Fresco e casto na fragrância

com a pureza que tem

quem nasce e vive em recato

- É assim a violeta - flor de cara miúda...

certo ar de focinhinho

com olhinhos amarelos

apagada de presença

mas - vista de perto - bela

cor de sombra - bem escura ...

roxa! roxa! - como a dor

mas... candidamente exalando

esse sinal inefável

certo rasto de perfume

que dela nos vai falando:...

- como o calor diz do lume

- e da ave fala o canto

- como a obra diz do Homem

ou o milagre do  Santo.

 

Maria José Rijo

14/Janeiro/1985

LIVRO DAS FLORES

 

@@@@

Fotos do Blog - http://olhares-meus.blogspot.com/

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publicado por Maria José Rijo às 18:46

Postal nº 6 - Colecção de Gastronomia - Matança do Porco

Domingo, 10.02.08

CACHOLEIRAS

.

As cacholeiras são os primeiros enchidos a fazer, porque

nelas se consomem os produtos mais perecíveis – as fressuras –

que migadas e misturadas com sangue se temperam

com alho e sal pisados, pimentão flor, massa de pimento

e pimenta em pó e vinho branco, no acto de encher – ou seja,

no dia imediato a terem sido temperadas.

Para este enchido usa-se sempre tripa de porco.

                            Maria José Rijo

@@@@@

Colecção de Postais - Gastronomia - A Matança do Porco

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publicado por Maria José Rijo às 18:21





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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