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O Tema

Quarta-feira, 20.02.08

Por vezes, quando um assunto, que por qualquer razão de acaso me é sugerido, penso: - ora aqui está um tema para as Conversas Soltas. Depois é só agarra-lo e deixar correr as ideias.  

Noutras ocasiões, é o tema que se me impõe, ou pela actualidade ou pelo interesse que oferece, e, sou eu que lhe fujo.

E, fujo pensando: - para que me vou meter nisto?

             Porque me hei-de eu incomodar se não resolvo nada sozinha, e tão boa gente que se deveria pronunciar se queda refugiada num silêncio confortável e acomodado, como se nada de quanto se passa lhes dissesse respeito?

              

             Então aí, fico dialogando com a minha própria consciência, e perguntando-me se, por acaso, ando, ainda, por cá, só para ver andar os outros e se preciso de cabeças alheias, para identificar os meus deveres e os meus direitos.

              Depressa tiro as minhas conclusões, e, lá vou ao caminho, com a serenidade possível nas circunstâncias.

              Misturada em qualquer acção que se empreenda pode subsistir uma sombra de dúvida, mas também haverá um clarão de esperança, e uma irreprimível consciência de que ao que se tem como dever, não se pode fugir por maior que seja o desconforto que nos cause.

E, assim com estas e outras conjectures se escolhe, ou foge dum assunto que era, ou poderia ser um bom tema para conversar.

                              

È dos livros, quero dizer, é velho o subterfúgio de fugir a compromissos, equívocos, mal entendidos e outras situações mais ou menos ambíguas, falando do tempo.

Esse é, por excelência o tema ideal para que todos pareçamos corteses e bem-educados.

Que me conste, nunca o tempo veio pedir satisfações a ninguém por ter dito em tom azedo ou, mesmo bonacheirão que o tempo está feio, horrível ou qualquer outra designação por mais desprimorosa que ela tivesse sido.   

Ele aguenta que dele se diga que tem carranca, carantonha, que está manhoso, horrível, tórrido, gélido, farrusco e sei lá de que mais todos se lembram de o apelidar.

Verdade seja dita que segue com o seu bom ou mau humor, diga-se dele o que se disser!

Ora sendo assim, temos, sem rebuço, a franqueza de confessar que não há melhor tema de conversa.

Mas, que ninguém se iluda! – Que o tempo, que tudo ouve, e tudo consente, nada esquece. No tempo, tudo, como que sobrepondo-se sedimenta e permanece. Uns acontecimentos encobrem os outros. Formam como que uma crosta, que engrossa dando suporte a tudo o mais que vá acontecendo.

Que se lhe chame feio ou bonito, não interessa!

                                             

De tudo e todos pode, o tempo, rir, por mais grave que se considere o insulto que lhe dirijam.

No fundo, ele sabe, que a qualquer hora, em qualquer momento, tudo mostra e descobre porque o tempo é o único dono da verdade

Só no tempo, a seu tempo, chegam Vida e morte.

                              Maria José Rijo

@@@@@@

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.717 – 4 / 7/ 2003

Conversas Soltas

  

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:52





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