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POEMA – A LUZ

Quinta-feira, 06.03.08

Lá muito ao longe… está a luz!

Eu já a vi!

E agora…

Procuro o caminho que a Ela conduz…

 

Mas afastai-vos, caridoso intento!

Saí da minha frente,

Gentes que ouvistes meu lamento!

 

Perdoai o meu tom brutal, irado…

… Mas eu não quero fazer o tema copiado!

 

Eu quero ir sozinha!

Consciente dos meus passos!

Ainda que gaste a vida em sofrimento…

Eu quero ir sozinha!...

 

Deixai-me passar!...

Deixai-me enganar e recomeçar…

Deixai-me ficar aos bocados pela estrada,

Deixai-me que procure em direcção errada,

Mas deixai-me ir sozinha!...

 

E se eu morrer antes de alcança-la,

A Luz saberá

Que eu gastei a vida a procurá-la!...

 

 

Maria José Rijo

 

Poema nº V

Pag – 37

I LIVRO DE POEMAS

… E VIM CANTAR

DESENHOS da Autora

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publicado por Maria José Rijo às 17:33

Reciclagem

Quinta-feira, 06.03.08

Vi uma reportagem sobre reciclagem que me deixou estarrecida com a imensidade de coisas úteis, que se podem conseguir reciclando materiais das mais diversas proveniências.

                    

Juntei a esse conhecimento um anúncio de propaganda educacional que pretende levar o público a colaborar numa campanha de limpeza e conservação do ambiente e, simultaneamente de aproveitamento do que sobra, se inutiliza, ou simplesmente se repudia ou despreza – generalizando: - do lixo.

                                    

- Ficaram-me na memória os rostos expressivos das crianças, cujas imagens de beleza sempre tocam o coração, e que inteligentemente, foram utilizadas para ajudar a fixar normas que. Já era tempo, de, por todos, terem sido aceitas, apreendidas e aprendidas de cor e salteado.

                     

Mas, enfim, mais vale tarde do que nunca.

São preceitos novos de higiene e cidadania, que urge integrar no quotidiano.

Há sempre esperança de que cada um de nós, se adapte, pouco a pouco às novas obrigações que decorrem em linha directa das regalias sociais que o progresso e evoluções técnicas nos oferecem.

Ao tanque de lavar roupa, à barrela com sabão sucedeu a máquina com a adição da poluição violenta dos detergentes.

Aos alguidares, para a lavagem manual da louça, sucedeu também a comodidade da máquina, com suas vantagens e seu reverso.

O guardanapo de tecido, o lenço, a fralda, têm seus sucedâneos de papel- são descartáveis – com seu volumoso rasto de  lixo... e assim, por aí fora.

 Ao crescendo da nossa libertação das fastidiosas tarefas domésticas, à facilidade de resolução seja lá de que problema for, lá vem em anexo o contributo para o agigantar da poluição emporcalhando o mundo, atentando contra a pureza da água, rios, lagos, mares, solos, atmosfera; em suma, da vida...se contra isso não forem tomadas providências,

 Foi então, neste ponto do meu raciocínio que me dei conta, de que mais do que reciclar matéria, as crianças, como símbolo do futuro, o que estão a pedir é que reciclemos procedimentos, mentalidades, posturas, atitudes.

As crianças estão a pedir que lhes deixemos o espaço – descontaminado, limpo – a que têm direito para crescer e viver.

Que não entulhemos o futuro, de quem vier depois de nós com os nossos lixos, é afinal, o recado que nos atinge como uma dolorosa bofetada no rosto.

                                      

É que – em pleno século XXI- se são precisas  associações para defesa dos animais – isso significa que eles não gozam do respeito e protecção que lhes são devidas...

Se ainda persiste o vilipendioso aviso de: - não cuspa, não estrague, não colha, não pise, não..., não... – é porque, ainda se pisa, colhe, rasga, cospe...

Se se admite o aborto, porque matar – é solução...

                                           aborto13.jpg

 As guerras que devastem povos, arrasem civilizações com seus cortejos infindáveis de injustiças e genocídios aviltando a existência neste planeta Terra que nos cabe legar como “casa” às crianças que nos fixam – ainda – com sorrisos de esperança no olhar... do ponto de vista de quem as gera também podem ser terapêuticas...

 Enquanto o respeito pela Vida, em qualquer das formas em que ela se apresente, não for um valor intrínseco da condição de ser “Gente” e tiver que ser imposto por leis,

decretos, coimas... Enquanto assim for – reconheçamos que é o Homem que necessita ser reciclado porque, o erro, -  é  ele – o lixo é a sua mente, que não o leva a merecer o legado que recebeu, e renova-lo na continuidade,  na esperança como a própria Natureza ensina em cada Primavera. 

Sempre, então, a terra nua nos surpreende mostrando as flores das sementes que em seu segredo guarda...

...nem delas se suspeita muitas vezes, mas...se florescem é porque estavam lá!...

È porque estão lá...

...e estarão, sempre, lá!

– Acredito.

 

                  Maria José Rijo

@@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.957 – 21-Fevereiro – 2008

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 17:07





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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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