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Amor-perfeito

Terça-feira, 15.04.08

 

Amor-perfeito – é flor

Que mesmo só em flor

o Amor

pode ser assim perfeito!

E de perfeita – a flor

qualquer que seja - é amor!

Porque - Amor - sem ser flor !

Nunca é amor – perfeito!

E, ás vezes, mesmo em flor

Não chega a ser escorreito

Sendo embora – amor-perfeito

Quanto mais – perfeito amor!

Que ser amor – sem ter defeito

E ser ainda – amor-perfeito

Já se disse: - só flor!

É que o mais perfeito amor

ao nascer, sempre é flor - mas,

mesmo que amor perfeito

tem três dias para viver

para encantar e morrer...

Por isso mesmo - o amor

Com mazela ou sem defeito!

Tem que ser amor presente

P’ra ser um amor-perfeito

Porque em amor - o pretérito

inda que sendo perfeito - ou - até

mais que perfeito

Já não é amor igual

ao amor que está presente!

Em amor - Também não serve

Futuro ou condicional

Porque de amor - o melhor

é aquele que se tem

se diz: - “dele” - ou se diz: “dela”

se abraça e aperta ao peito

Se beija do nosso jeito

mesmo que tenha mazela!

Que quando o amor é nosso

Mazelas - ficam feição

e já é amor - perfeito

Se nos enche o coração!

Assim sendo! - Fica aceito;

que em vida - perfeito amor

não requer comparação

em beleza ou duração

com qualquer amor perfeito

 

Maria José Rijo

LIVRO DAS FLORES

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:34

FALAR DE TURISMO? - E PORQUE NÃO?

Terça-feira, 15.04.08

 

Turismo é em primeira instância a tendência dos povos civilizados e abastados para viajar através de outros países em procura de pitoresco, monumento raros, testemunhos históricos, arqueológicos, folclore, artesanato, gastronomia, paisagem, etc. ,etc. ,etc...

Em resumo: o turista procura a novidade e a diferença procura o conhecimento directo, daquilo que mais lhe interessa e mais o encanta, explora a descoberta daquilo que o pode cativar.

Logicamente, deseja e é-lhe devida segurança nas ruas, conforto e perfeita higiene nas instalações que escolher a qualquer nível refeições bem confeccionadas e, preços justos.

E, também, ou talvez, em primeiro lugar autenticidade, isto é: que ninguém lhe dê gato por lebre.

Postas estas simples coordenadas não é difícil descobrir que: se o turismo se alicerça na diferença -não há vantagem em igualizar.

 Onde é branco, com êxito num local, pode justificar-se o amarelo noutro local semelhante

Onde é típico o asseio, uso ancestral de lavar dia a dia o poial da pota e pelo menos um metro de calçada em redor (até se fornece o detergente) não se tisna o chão!

Onde a árvore nativa é a oliveira e muito especialmente a Rústica, Majestosa e Sólida Azinheira de folhinha miúda e fruto de polimento castanho com chapéu de veludo verde - ( ninguém receie os trinta anos que uma arvore destas leva a crescer  !- e não se abuse da palmeira por exemplo ,que jamais lhe dará sombra tão generosa!

Quer isto dizer que é preciso ter sempre presente o cuidado de não descaracterizar

Não se transija porque é o somatório das pequenas cedências é o eliminar descuidado do pormenor que permite a ruína progressiva e o aniquilamento do cunho que faz a diferença e mantém o encanto e o interesse nascidos da diversidade.

Isto não quer dizer que não se evolua e não se modernize. De forma alguma! – Apenas significa que em cada circunstância cabe investigar, respeitar e seguir a maneira correcta de o conseguir.

 Elvas é uma cidade medieval, diferente de todas no nosso país.

 Linda como poucas.

 Única no seu formato de estrela.

 No Natal bem apetecia contorná-la a luz e convidar o mundo para vir admirar esta estrela jacente na terra alentejana.

 Ninguém virá a Elvas para ver monstros de cimento! – a não ser para aprender, in loco, o que não deveria ter sido feito; como se vai a Auschwitz para meditar na capacidade de destruição de que a inconsciência humana é capaz quando cega de soberba e orgulho.

 Muitas terras do nosso pai têm mostrado recentemente ter aprendido essas lições da história. Especialmente no norte!

 É ver o que Vizela fez...

 É ver a força de outro pequeno povoado a lutar pelo seu pároco!

É ver a leal cidade do Porto a bater o pé por causa dos molhes do porto de Leixões (e antes houvera consulta pública!)

Mas o Porto dá lições em bairrismo e cidadania a quem quer que seja! Exigem o que é seu de direito.

Não se deixam espoliar.

Quando foi do Teatro deram a volta por cima.

Disseram à seita mais endinheirada que tanto o cobiçava um rotundo – NÃO! E compraram-no.

Recuperaram-no e restituíram-no à cidade.

Chamam orgulhosamente seu ao que à cidade pertence – à sua cidade.

Sendo assim não admira que até no futebol sejam os primeiros.

Vibram em uníssono com a consciência de quem se sente uma família que defendendo os interesses colectivos está a defender os próprios e o futuro da sua terra.

Não se deixam ir na onda – cavalgam-na.

Eles sabem que progresso não se compadece com a destruição do passado e que para serem património do mundo, qualquer rasto, qualquer pegada, tem preço mais alto que o valor do dinheiro.

Eles sabem que defender o património e fomentar turismo requer também bom senso e humildade – entre outras coisas...

Eles sabem o perigo que é, ver em mãos de gananciosos estrangeiros qualquer parcela da sua cidade.

Eles sabem, sempre souberam defender o que amam e respeitam – por isso são assumidamente bairristas e a sua cidade tem por cognome: “ a Invicta”!

Só se colhe o que se semeia!

                                          

                                Maria José Rijo

 

@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.451 – de 1-Maio-98

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

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