Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Los niños del doble Amor

Terça-feira, 13.05.08

                           Los niños del doble Amor

 

 

 

 

 

 

Nem sempre é fácil dizer o que se sente, o que se quer, ou, o que se pensa dever ser dito, ou, melhor ainda, julgamos ter obrigação de não calar.

 

Todos nós, sem excepção, rendemos homenagem à beleza à perfeição, e nos comprazemos a enaltecer o que nos encanta.

                        

Todos nós, sem excepção, contamos e recontamos as gracinhas das nossas crianças, as suas habilidades, a sua graça e simpatia, os seus êxitos escolares ou outros.

Todos, todos, sem excepção, percorremos esse percurso de afecto com que nos queremos redimir de velhas frustrações e nos enche o coração de esperança por eles e de orgulho por serem nossos.

                                   

Todos nos revemos nos seus projectos de futuro e, sempre achamos em cada um, um tracinho de nós próprios.

 Que mais não seja, um certo ar. Que mais não seja, um certo jeito... que mais não seja, uma tendência, um olhar, um gosto...

E, fazemos questão de o repetir com a mesma satisfação que encontramos ao saber que é da nossa terra, o melhor jogador, o melhor poeta, o melhor artista, o melhor isto, ou aquilo...

Pois é!

É indiscutivelmente verdadeiro! - Mas, e, se não for assim?

Se a nossa criança não é propriamente um modelo de beleza, inteligência, encanto, ou se estiver marcada por alguma deficiência?!

Aí, aí, sim, começa esta nossa história, esta nossa bela e heróica história...

Há muitos anos, quando a televisão estava ainda, nos seus primórdios, era Elvas uma cidade privilegiada porque, sendo de fronteira, tinha acesso também à programação espanhola, que de uma forma geral, sendo mais rica, era melhor do que a nossa.

Principalmente em concursos.

Não enfermando ainda da fúria doentia e desenfreada das competições de audiências conseguiam criar situações originais muito interessantes, e, ás vez, dum humanismo enriquecedor.

Recordo perfeitamente uma mulher, nova e muito bonita, com uma presença notável pela cultura e educação que, num desses concursos, a pouco e pouco foi resistindo a todas as provas ao longo de várias sessões e eliminando todos os outros concorrentes.

Venceu.

Então, ao ser entrevistada, no final, saciou a curiosidade em que todos a envolviam:

- O que estava ali a fazer pessoa tão aca do comum? – Porque teria entrado num concurso popular, pois que apesar da sua discreta modéstia não deixara dúvidas a ninguém o seu alto nível intelectual?

Contou então mais ou menos assim:

“Tenho três crianças, e uma delas é deficiente.

É por ela que aqui estou.

Quero mostrar às outras mães, jovens como eu, que se pode viver uma vida normal e feliz, mesmo nessas circunstância e muito especialmente quero pedir às pessoas que não virem a cara quando se cruzam, na rua, com uma criança deficiente. Não mostrem nem repulsa, nem piedade.

Pelo contrário, que lhe sorriam, lhe falem com naturalidade, com afecto, a respeitem, e lhe provem que ela pode e merece ser amada.

Porque as crianças marcadas pela deficiência estão também marcadas por uma sensibilidade fora do comum. E, sentindo-se diferentes, estão ainda mais atentas do que as outras à maneira como são olhadas, e se lhes fala.

Estou aqui, para pedir, que pensem nelas como “Los Niños del Doble AMOR”.

Porque, se as crianças escorreitas precisam de Amor para crescer e serem felizes, as crianças diferentes necessitam de amor dobrado.”

Quando ouço falar de pais felizes de crianças escorreitas que criticam comportamentos, até de familiares a quem coube um destino diferente – apetece-me contar esta história e perguntar: - será que de si essa criança que, por ser criança é de todos nós, e, sua também até por laços de sangue, recebeu, o amor dobrado a que tem direito?

Será?

Ajudou-a, amparou-a no seu crescimento, abriu-lhe caminhos na vida, deu-lhe esperança?

Então “ calce as botas “dos pais, ou, as dela, e pense: - como e onde lhe magoam, lhe apertam, -  e fale depois se é que entretanto, se o tiver feito, não tem já os braços abertos para  a encostar ao seu coração  e dar-lhe na sua Vida o lugar que lhe cabe, o apoio que de si espera e a que, por justiça, tem direito.

 

                               Maria José Rijo

 

 

        @@@@@@@

                                          

 

Jornal Linhas de Elvas

 

Nº 2.675 – 13-9 – 2002

 

Conversas Soltas

 

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Maria José Rijo às 01:04





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Maio 2008

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


comentários recentes

  • Anónimo

    Cá estou eu ... meia hora depois da meia-noite...B...

  • Anónimo

    PARABÉNS PARABÉNS PARABÉNS Muitos beijinhos n...

  • Anónimo

    Minha querida TiaMuitos Parabéns pelos 94 anos - q...

  • Anónimo

    Boa AmigaSou o filho de Augusta Silva Torres que a...

  • Anónimo

    Eu sabia... sabia que era este mês que a tia fazia...


Pensamentos de Mª José

@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


links

BLOGS DA CASA

EFEMERIDES

Aniversarios Blog

Culinaria

K I K A

Paginas de Diário

2020

2019

2018

2017

2016

2014

2015

2013

2012

2011

2010

Cá estou ...

Mais alguns...

Alguns...

Alentejo

Eurico Gama

Artigos sobre...

Escola Musica / Coral

Elvas Cidade...

Escritores e...

A Familia

Sebastião da GAma

Minhas sobrinhas Bisnetas

Meus sobrinhos Netos

Meus sobrinhos

Diversos...

Páscoa

São Mateus

Cartas especiais

noticias em Jornais

Dia da Criança

Cartas do Brasil- 1996

AÇORES

Juromenha

Col. de Gastronomia

O Natal

Exp. MuseuTomaz Pires-1984

Exposição PERCURSO-2008

HistóriasCmezinhasEreceitas

Revista Sénior

JOSÉ RIJO

Hospital e Maternidade

Livro de Reminiscências

Livros- de HistóriasInfantis

  • A história da Cotovia
  • A história de uma Flor
  • A historia do Castelo
  • AlendaMisterioso vale florido
  • O sonho da Joca
  • A menina de Trapo
  • A avó conta 1 historia
  • Conto - Margarida - 1
  • Conto-Margaridavaicontente
  • ... então sonhei!
  • O Cavalinho encantado
  • A princesa Jasmim
  • Aurinha está doente
  • Arnaldo o terrivel
  • A Cabrinha
  • Era uma vez ...
  • O pequeno castanheiro

Dias festivos

Programa de Poesia (radio)

Crónicas na Revista

Livro de Poemas - I

Livro de Poemas - II

Livro de Poemas - III

Livro de Poemas - IV

Aniversários Linhas

Livro Rezas e Benzeduras

Livro das Flores

LivroJoaoCarpinteiro

A Visita - Despertador

Programas se SãoMateus

Entrevistas

Entrevista - TV-Videos,etc

Visitantes no Blog

Blogs- quem nos cita



arquivos



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.