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EPOPEIA

Domingo, 18.05.08

 

 

A Flor abriu?

-- Que encantamento!

A promessa é certeza?

-- Que doçura!

A flor caiu?

Não é tristeza não!

Vê que vinga o fruto

Sorri! Sorri!

Já é fartura!...

 

Epopeia bendita – a Vida!

Nascer, florir…

E morrer finalmente

No destino eterno da semente!

 

Maria José Rijo

22 – Maio – 1954

II Livro de Poemas

Paisagem

Poema nº 7

Pág – n 36

Desenhos da Autora

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:24

Parabéns Gus

Domingo, 18.05.08

 

Corre, corre, Cavalinho

corre, voa, vê se alcanças

os nossos sonhos mais belos

nossos sonhos de crianças

.

corre, corre, cavalinho

Não abrandes a corrida

contra o vento se ergue o vôo

contra o tempo corre a vida

Corre, corre, cavalinho!...

.

Parabéns

Tia Zé

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publicado por Maria José Rijo às 00:16

De uma canção de embalar...

Domingo, 18.05.08

 

 

" Hás-de crescer

ser grande

a vida espera por ti "

 

.

 

Para a Luisinha

com duplos

Parabéns

.

Tia Zé

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:13

“Pensar em voz alta”

Sexta-feira, 16.05.08

Responder: - porque sim! - Não é resposta.

            Responder: - porque não! - Também não satisfaz.

                            

            Responder. Sim ou não; depois de pensar e ter fundamento para o que se responde, é, parece-me, a atitude certa.

         Responder por embirração também não se me afigura atitude inteligente.

            No entanto, dizer não a uma proposta correcta porque nos é apresentada por alguém que não merece a nossa simpatia - é uso corrente entre nós. Tal como assentir por simpatia também é atitude vulgar.

            Qualquer das situações não se pode dizer exemplar.

            Sim e não implicam responsabilidade, esclarecimento, compromisso, respeito pela palavra, já que é pela palavra que nos entendemos, ou, pelo menos, nos deveríamos entender.

O sim e o não devem depender da razão, não do afecto, especialmente quando se referem a atitudes com repercussão na vida publica.

               

                Na vida privada, no amor, na amizade, o sim e o não podem ser resultados apenas e, até, só de caprichos... Tudo bem! Porém, quando do sim, ou, do não dependem resoluções que afectam o colectivo nenhum esforço é demais na procura da sinceridade, do equilíbrio, das razões da nossa convicção, do que se nos afigura como verdadeiro, justo e honesto.

                            

 Vem aí outro referendo                                                                                            Está em questão uma decisão importante.

            Tremendamente importante.

            Como retalhar, sem separar, ou ofender, as gentes ”deste quintal” onde até aqui nos temos entendido bem e tão unidos!

Não importa a ninguém o que penso. Não pretendo, nem me cabe, fazer escola!

 

            Já me parece ditame de consciência não deixar passar em claro um assunto que a todos nós diz respeito e, que, portanto, me afecta directamente também. 

            Nasci, cresci, e vivo num país rural com fronteiras definidas há séculos. Com três regiões, apenas: Norte, Centro, Sul onde as províncias se encaixam a contento.

            Era um país de estradas vicinais que se casavam com o casario, a rusticidade da paisagem, a pouca cultura dum povo - só rico - em sabedoria de  vida e em determinação para trabalhar.

            Nem tudo ainda mudou.

            Pelo menos não mudou o essencial.

As estradas já são à europeia! É bonito de ver! Porém os rurais continuam a ganhar e a comer à antiga portuguesa: pouco e mal e a ter do conhecimento adquirido pelo ensino uma vaga noção de que: ISSO, o que quer que -  isso - seja ou queira significar,  é coisa de ricos.

Como se poderá, sem conhecimento profundo das questões, decidir sem a influência partidária! - Não vejo , já que a inserção nos partidos foi feita não por ideais ou convicções, mas sim ,  por crédito em promessas de interesse pessoais.

Qualquer coisa falhou nestes projectos de grandeza que os afastou do princípio fundamental da filosofia cristã e dos direitos do homem: - começar pela valorização da pessoa humana, pela sua dignificação, pela sua justa inserção social

Doem-me tão boas estradas para tantos sapatos rotos!...

Para o parque automóvel mais velho da Europa (segundo as parangonas dos jornais)

.           Reconheço sem favor que os estrangeiros, principalmente, já por elas se espraiam velozes e felizes.

            Às vezes assusto-me um pouco com as comparações que me ocorrem

Recentemente lembrei-me do feudalismo

            Consultei a enciclopédia, dizia assim: “regime político-administrativo e económico-social caracterizado pela multiplicação dos laços de dependência pessoal como condição para a posse de terras ou cargos públicos. Fenómeno associado ao enfraquecimento do poder central teve o seu apogeu na Europa Central dos séculos IX a XV, sobretudo na Alemanha, França e Itália. O senhor feudal cedia propriedades, cargos ou empregos em feudo vitalício a um vassalo que se comprometia à prestação de determinados serviços    civis e ou militares: o feudatário, por sua vez, podia conferir o feudo ou parte dele a um terceiro que ficava seu vassalo - o que motivou a criação de uma hierarquia que se reflectia na graduação militar e na divisão de classes dentro da nobreza “        

            Se as nossas mentalidades tivessem evoluído pela acção de factores que tivessem levado cada indivíduo ao reconhecimento dos seus direitos e deveres e isso já fossem valores endógenos passados de pais para filhos como genes - se assim fora - não estaria eu a pensar  nos tachos e nos tachistas e não recearia mais uma possível oportunidade de os ver pulular.

            Porém, vendo o meu país (ainda) rural a crescer por fora e conservando por dentro o pão bolorento, quase receio, depois de ter vivido livre, vir a morrer num qualquer feudo sob o poder – talvez não benfazejo – de um qualquer senhor feudal...

            Até agora tenho -me afirmado: - portuguesa – alentejana - e, assim me sinto.

            Receios de velhice, talvez!

            Pensa-los em voz alta, às vezes, faz-nos bem. - Desanuvia...

 

                Maria José Rijo

 

§§§§

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.465 – 7-Agosto-1998                                                  

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:51

A marcha branca

Quinta-feira, 15.05.08

A marcha já passou. Já aconteceu.

Fazem-se marchas por tudo e por nada. Desde as coloridas marchas carnavalescas, às alegres cavalhadas, às marchas de protesto, às marchas de apoio de toda e qualquer cor, que é como quem diz: - por todo e qualquer pretexto...

Esta, porém foi branca.

Branco é a ausência da cor.

Branca é a pureza, a castidade, a inocência.

Branca é a cândida e perfumada açucena.

Brancas e belas, também são algumas rosas, lírios, as seráficas camélias, e outras flores delicadas...

Branca e transparente é a alma das crianças porque, estando na alvorada da Vida, são tão sem mácula como o amanhecer de cada dia.

Branca é a folha de papel que se enfrenta ao querer comunicar por escrito com o mundo exterior que nos envolve...

Branca é a tela onde se espalha a cor na aventura de criar...

Por isso a cor branca é a face do desafio, da provocação, do espaço onde cabe o brotar da esperança para a realização da obra sonhada...

Se está branco, está limpo. Está disponível para aceitar a palavra, o desenho, a cor, a pauta, a nota musical, qualquer mensagem que se pretenda expressar, de qualquer forma, de qualquer sentimento seja ele positivo, negativo, sublime, ou, até devastador.

Na brancura também é mais evidente o borrão, a mancha indelével, o rasgão irremediável...

Branca, imaculada, cai do céu a neve - que se derrete e suja também...

Blogue de sayrakidos : Vida animal, Salvem os animais

Na brancura nasce a obra do génio.

Na brancura cabe o canto da esperança. 

Na brancura cabem os sinais da febre incontrolável de criar.

         A pomba também é um símbolo da paz

Na brancura cabe o caminho para Deus porque são brancos, são puros, todos os gestos de Amor e de Paz.

Brancos são os nossos anseios de perfeição e de justiça.

         

Simbolicamente branca foi a marcha de solidariedade para com as vítimas dos crimes de que tanto se fala, e com tanto despudor, que o assunto se banalizou ao ponto de servir de conversa frouxa de café, anedotas, bisbilhotices, especulações, fantasias e mentiras... - Como se o horror da verdade, não tivesse dimensão bastante para afrontar todas as consciências!

O branco, porém, continua a simbolizar a pureza, o imaculado, e, de tal jeito que: - qualquer que seja a cor  do que quer que seja, que esteja por estrear- o novo - é sempre, o que está ainda: “em branco”.

O que se desconhece, se ignora, é o que nos deixa:“em branco!”

O que se esquece no momento em que devia ser recordado e nos pendura no vazio, - “são as brancas da memória.”

E, muito embora o branco se associe a tudo que é puro e alvo e limpo, imaculado, inocente e cândido, também, com armas brancas, se fere e mata.

É que no branco, cabe o bom e o mau, a escolha, como sempre, é nossa. 

 

           Maria José Rijo

@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.730 – 10 – Outubro-2003

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:44

Entrevista - de 1995 - a Maria José Rijo

Quarta-feira, 14.05.08

No Jornal de Elvas

Nº 22 – a 15-Julho-1995

 @@

Claudio Ramos

entrevista

na rubrica: A ver Verão 

“Uma grande Mulher”

 

 

Maria José Rijo

.

“Vou ver o Guadiana morrer…"

 @@@

 

 

 

Há quanto tempo não vai de férias?

    MJR – Não sei, talvez há uns três anos…

 

Onde vai passar as suas férias?

MJR – Eu quando o meu marido era vivo, adorava passear por Portugal., conhecer aldeias e vilas desconhecidas. Este ano talvez vá para uma casa que tenho em Juromenha, olhar para o Guadiana… já não é o que era, mas nunca deixará de ser bonito.

 

O que mais gosta de fazer em férias?

MJR- Adoro apanhar sol, ler, passear. Mas o que eu mais aprecio em férias, é fazer o que me dá “na telha”.

 

Quais serias as suas férias de sonho?

 MJR-Já não as realizarei  de certeza. Adorava ir a Itália ou ao Tibete, são locais que me fascinam.

 

Uma boa companhia para férias?

MJR – As minhas saudades. Tive um marido lindo que gostava que me voltasse a fazer companhia.

 

A mochila ás costas são só para os menores de 25 anos?

MJR-Não Senhor! A mochila é para todos aqueles que acreditam na vida e sabem vive-la.

 

Leva sempre uma lata de cerveja no porta-luvas?

MJR – Não bebo, prefiro água. Paro em todas as fontes.

 

Quem gostava de ter como vizinha de férias, a Cláudia Shiffer, a Elsa Grilo ou a Celestina Banana?

MJR – Sem duvidas a Celestina Banana, que é um amor de pessoa, uma ternura cheia de juventude. As outras não sei quem são.

 

E eles, quem gostava de encontrar em tempo de banhos. O Rondão Almeida, o João Vintém, ou o João Alves?

MJR – Poderia lindamente encontrar o João Alves, que é uma pessoa de quem gosto muito e o João Vintém, que me parece ser uma pessoa simpática, além do mais gosto muito das coisas que ele tem escrito no “Linhas”.

 

Um bom filme para ver em férias?

MJR – Um filme que me marcou para toda a vida foi por exemplo; “ Les uns et les outres”

 

Um Bom Livro?

MJR – “Cartas de um poeta” – acompanha-me a vida toda.

 

Em tempo de férias vai a continuar a torcer pelo seu clube?

MJR- Sabe, eu não percebo muito de futebol nem entendo muito bem. Mas no conjunto acho um espectáculo bonito, vão continuar a contar comigo.

 

Um Conselho?

MJR – Que se deixem de preocupar com o dia-a-dia, e tenham sempre com eles as recordações de infância… é tão bonito!

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:47

Los niños del doble Amor

Terça-feira, 13.05.08

                           Los niños del doble Amor

 

 

 

 

 

 

Nem sempre é fácil dizer o que se sente, o que se quer, ou, o que se pensa dever ser dito, ou, melhor ainda, julgamos ter obrigação de não calar.

 

Todos nós, sem excepção, rendemos homenagem à beleza à perfeição, e nos comprazemos a enaltecer o que nos encanta.

                        

Todos nós, sem excepção, contamos e recontamos as gracinhas das nossas crianças, as suas habilidades, a sua graça e simpatia, os seus êxitos escolares ou outros.

Todos, todos, sem excepção, percorremos esse percurso de afecto com que nos queremos redimir de velhas frustrações e nos enche o coração de esperança por eles e de orgulho por serem nossos.

                                   

Todos nos revemos nos seus projectos de futuro e, sempre achamos em cada um, um tracinho de nós próprios.

 Que mais não seja, um certo ar. Que mais não seja, um certo jeito... que mais não seja, uma tendência, um olhar, um gosto...

E, fazemos questão de o repetir com a mesma satisfação que encontramos ao saber que é da nossa terra, o melhor jogador, o melhor poeta, o melhor artista, o melhor isto, ou aquilo...

Pois é!

É indiscutivelmente verdadeiro! - Mas, e, se não for assim?

Se a nossa criança não é propriamente um modelo de beleza, inteligência, encanto, ou se estiver marcada por alguma deficiência?!

Aí, aí, sim, começa esta nossa história, esta nossa bela e heróica história...

Há muitos anos, quando a televisão estava ainda, nos seus primórdios, era Elvas uma cidade privilegiada porque, sendo de fronteira, tinha acesso também à programação espanhola, que de uma forma geral, sendo mais rica, era melhor do que a nossa.

Principalmente em concursos.

Não enfermando ainda da fúria doentia e desenfreada das competições de audiências conseguiam criar situações originais muito interessantes, e, ás vez, dum humanismo enriquecedor.

Recordo perfeitamente uma mulher, nova e muito bonita, com uma presença notável pela cultura e educação que, num desses concursos, a pouco e pouco foi resistindo a todas as provas ao longo de várias sessões e eliminando todos os outros concorrentes.

Venceu.

Então, ao ser entrevistada, no final, saciou a curiosidade em que todos a envolviam:

- O que estava ali a fazer pessoa tão aca do comum? – Porque teria entrado num concurso popular, pois que apesar da sua discreta modéstia não deixara dúvidas a ninguém o seu alto nível intelectual?

Contou então mais ou menos assim:

“Tenho três crianças, e uma delas é deficiente.

É por ela que aqui estou.

Quero mostrar às outras mães, jovens como eu, que se pode viver uma vida normal e feliz, mesmo nessas circunstância e muito especialmente quero pedir às pessoas que não virem a cara quando se cruzam, na rua, com uma criança deficiente. Não mostrem nem repulsa, nem piedade.

Pelo contrário, que lhe sorriam, lhe falem com naturalidade, com afecto, a respeitem, e lhe provem que ela pode e merece ser amada.

Porque as crianças marcadas pela deficiência estão também marcadas por uma sensibilidade fora do comum. E, sentindo-se diferentes, estão ainda mais atentas do que as outras à maneira como são olhadas, e se lhes fala.

Estou aqui, para pedir, que pensem nelas como “Los Niños del Doble AMOR”.

Porque, se as crianças escorreitas precisam de Amor para crescer e serem felizes, as crianças diferentes necessitam de amor dobrado.”

Quando ouço falar de pais felizes de crianças escorreitas que criticam comportamentos, até de familiares a quem coube um destino diferente – apetece-me contar esta história e perguntar: - será que de si essa criança que, por ser criança é de todos nós, e, sua também até por laços de sangue, recebeu, o amor dobrado a que tem direito?

Será?

Ajudou-a, amparou-a no seu crescimento, abriu-lhe caminhos na vida, deu-lhe esperança?

Então “ calce as botas “dos pais, ou, as dela, e pense: - como e onde lhe magoam, lhe apertam, -  e fale depois se é que entretanto, se o tiver feito, não tem já os braços abertos para  a encostar ao seu coração  e dar-lhe na sua Vida o lugar que lhe cabe, o apoio que de si espera e a que, por justiça, tem direito.

 

                               Maria José Rijo

 

 

        @@@@@@@

                                          

 

Jornal Linhas de Elvas

 

Nº 2.675 – 13-9 – 2002

 

Conversas Soltas

 

 

 

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 01:04

Despeito

Domingo, 11.05.08

 

Ofende-me, Senhor Deus meu,

Que me levantas da terra

E não me sentas no céu!

 

Maria José Rijo

Julho de 1956

 

 II Livro de Poemas

Poema nº 17

Pág. Nº 79

Desenhos da Autora

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:51

País, País...

Sexta-feira, 09.05.08

Leio e releio os jornais, na ânsia de encontrar algum conforto de esperança com as notícias que mostram a vida do nosso País.

                  Carregue na imagem para aproximar

Ouço os noticiários, observo os políticos, e vou de desencanto em desencanto.

Verdade seja dita que o que afirmo em relação ao nosso “rectângulozinho” se pode afirmar multiplicando pela extensão do mundo inteiro.

Como se tanto não bastasse, as entrevistas de acaso, feitas aos jovens deste nosso País, foram uma espécie de machadada final na minha confiança de que talvez, quem sabe... as coisas pudessem melhorar...

      :-)

Mas o que se pode fazer com gente adulta que não sabe quantos metros tem um quilómetro, quantas unidades tem um quarteirão e outras demais coisa tão banais que assusta descobrir que são enigmas para gente que sabe de cor os nomes das marcas estrangeiras de quantas calças, blusões ou quaisquer peças de vestuário que apareçam no mercado.

Depois, aquele estendal de incapacidade de acertar uma reles pergunta de tabuada... meu Deus, que desgraça.

Reflectindo, ainda que por cima da rama, nesta mostra de ignorância crassa, duma juventude por completo alheada de tudo que não seja “curtição! como poderemos deixar de nos interrogar se poderemos, ou, deveremos esperar mais ou melhor do País que temos, do País que somos!

Que espécie de discurso atingiria as mentalidades destas pessoas para que pudessem tomar atitudes responsáveis e, colaborar na reorganização de serviços, aceitar sacrifícios, reconhecer que todos somos peças desta mesma engrenagem!

Road to heaven

Que todos temos, até, responsabilidades nos males de que nos queixamos.

Quando um conceituado político sai dum governo onde pactuou com mandos e desmandos e procura limpar a sua imagem acusando, – isto é: traindo – quem nele confiou...

Como poderemos esperar, por exemplo, lealdade e firmeza de carácter naqueles outros a quem tudo se promete quando é estrategicamente necessário, e a quem, como é óbvio, nada se lhes dá quando os objectivos são alcançados?

Quando se denominam por palermas os que divergem das nossas opiniões, que critérios nos regem?...

Que formação moral é a nossa?...

Que convicções defende quem insulta em lugar de argumentar?

 

Que gente é esta?

Claro que se interrogados sabem quantos quilos tem uma arroba, e quanto é três ao cubo, ou ao quadrado.

Mas saberão o respeito que devem ao Povo que deveriam servir, o exemplo que devem a quem confiadamente os elegeu?

DuvidoVejo-os de bocarras abertas jorrando verborreia, de sanhas de ódios nos olhares de inveja que lançam aos que ocupam os lugares que cobiçam para si próprios, vejo-os sem o mais leve resquício de humildade frente à assustadora responsabilidade de governar.

E, assim vão, implantes de vaidade e de impunidade desbaratando oportunidades vitais para inverter o declive onde nos encontramos... porque, cada um deles é mais importante do que o outro e, só eles valem a pena...

Também, quando universitários nem contando pelos dedos sabem dizer – sem máquina – o resultado de três vezes quatro que resposta se pode esperar deste País a problemas a que só a massa cinzenta pode dar solução, e, nunca a máquina...

 

 

 

                  Maria José Rijo

 

 

@@@@

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.683 – 8 / Novembro/2002

Conversas Soltas

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:19

Pensamento

Quarta-feira, 07.05.08

Não sou princípio

Nem fim!

Sou um ponto no caminho

Daquela linha partida

Que vinha de Deus para mim

Maria José Rijo

Julho de 1956

II Livro de Poesia

Poema nº 10

Pág.- 49

Desenhos da Autora

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publicado por Maria José Rijo às 23:54






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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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