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“Caminhos e Caminhos... “

Domingo, 31.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.380 – 13 – Dezembro – 1996

Conversas Soltas

 

 Caminhos ...

Já este mês, numa manhã, cedinho, escutei na “Antena Um”, alguém da JSD a falar sobre problemas de futuro da sua geração, especialmente: - o emprego.

                     

Fazia-o com argumentos bem fundamentados e criticava duramente a precariedade de algumas pretensas soluções que lhes vão sendo oferecidas.

Fiquei a pensar no assunto com uma certa desconfiança – confesso – porque, enquanto jovens, todos nós, mais ou menos, tínhamos soluções para tudo e ideias, mais ou menos, também, revolucionárias.

                      

Porém, pouco a pouco, passando esse “desconto” de bem-humorada tolerância, reconheci a verdade das afirmações do jovem líder.

Ora vejamos: - tendo por base factos do nosso quotidiano, - como são precárias e, às vezes “ingénuas” as soluções que se  oferecem.

                          

Andam por aí a varrer as ruas, outras encontro-as ocupadas em tarefas domésticas, em casas que frequento, pessoas que vi – ainda recentemente – a frequentar cursos pagos para que aprendessem a fazer cadeiras de tabua.

Ocorre perguntar: - Fizeram-se sondagens de mercado?

- Sabe-se se aquele produto tem procura?

- Estudou-se a forma de os elementos do grupo de aprendizagem se organizarem para criar condições e produzir o artigo e escoá-lo no mercado por venda directa ou qualquer outra modalidade?

Não! – Apenas se criou um curso, como outros.

Durante uns meses os frequentadores tiveram salário certo e, quem o ministrou também. Depois... depois foi cada um remetido ao seu anterior destino.

Os formadores irão formar mais gente, noutros locais e os “alunos diplomados” voltaram a inscrever-se no desemprego e a aproveitar os biscates que sempre irão surgindo.

Para que serviu então o curso?

Era sobre estas falsas soluções que o tal jovem líder falava.

Eu apenas particularizei o exemplo para referir experiências locais. Ele, citava largamente o que muito bem conhecia e pedia medidas de fundo. Repudiava os paliativos, o imediatismo e tudo o mais que ilude, simula, entretém mas, não resolve.

                   Capital en alza; clic para aumentar

Realmente, assim, esbanja-se capital, que usado de formas menos vistosas – concedo – mas com verdadeira visão de futuro poderiam ser soluções – discretas, mas, seguras e necessárias.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:43

Comentarios

Sábado, 30.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.349 – 3-Maio- 1996

Conversas Soltas

.

Dizia-me minha Mãe, no dia do seu aniversário, que as vacas loucas, coitadas, eram apenas vítimas.

Quem estão loucas são as pessoas e o contágio passou aos pobres bichos indefesos.

Alimentando a sua curiosidade e interesse pelo mundo que a cerca através da rádio. Atenta aos noticiários, faz, à luz da sua inteligência e formação moral, um confronto muito particular entre o “seu” mundo e o mundo de agora.

Desta vez focava a sua atenção para dois casos. As vacas loucas e o programa do Herman.

                    

Tudo loucuras como dizia com ironia e graça. Lamentava não ter visto o programa.

Mais propriamente: lamentava não poder ver qualquer programa.

No entanto pelas críticas e pelo tema fazia os seus juízos e queria, pedia, a todos nós pormenores que lhe permitissem entender melhor as opiniões e reparos ventilados pelas mais diversas personalidades que ela, com atenção escutara…

                              

Sabia o parecer de Maria Barroso e outros que resumia para confrontar com a nossa apreciação.

Que importância, terá isso, – dirão!

Eu julgo que importa e muito.

Minha Mãe nasceu em 1900.

Pela graça de Deus continua ágil de raciocínio, de inteligência viva e atenta ao que a cerca com um agudo espírito de observação.

Convive com gente jovem.

Do seu tempo ninguém já resta e as visitas de casa têm idades paralelas às dos netos e bisnetos.

Assim o seu parecer surge como contra-ponto referenciando valores de ontem e hoje.

São quatro gerações que se confrontam nas avaliações que faz o que torna os seus comentários muito interessantes e aguça a curiosidade dos jovens que volta e meia repetem: “Vamos ouvir o que a avó Ana diz disto?”.

Ultimamente tenho ouvido muitas referências a um filme que – no mínimo – é considerado “estranho”, “perigoso”, etc... etc,...

Vou procurar ler e informar-me.

“Kid” – julgo ser o nome.

Desde chocante a alarmista ou estarrecedor – tudo se lhe chamava.

Quero ver como o comentará minha Mãe, quando dele se der conta.

Vou procurar ter condições de satisfazer as questões que sobre ele, por certo, me porá.

                          

Ah! – É verdade, ela diz que o Herman é como todos os filhos únicos muito mimados.

Tendem a ficar invariavelmente mal-educados, vaidosos e cheios de caprichos.

No caso dele é muito talentoso – ainda abusa com mais facilidade da permissiva mediocridade do meio para chamar as atenções que a qualquer preço quer só para si próprio.

Eu concordei.

 

Para mim, o Herman, ou é genial, o que não pode ser a todo o momento – ou é tremendamente ordinário o que acontece com muita mais frequência.

E, como está na moda!...

É como as roupas de farda – já nem é necessário passá-las a ferro – estão sempre funcionais.

Uma coisa é certa:

Se ele quis superar os programas super-ordinários da S.I.C retirando á “Antena Um” o que lhe restava de obrigação de ser um Serviço Público – conseguiu-o!

 

 

 

Nunca o bronco e oportunista critério de Teresa Guilherme teria ousadia para tanto.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:18

Último e primeiro...

Sexta-feira, 29.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.693 – 17 – Janeiro - 2003

Conversas Soltas

                   

Que a morte é apenas um dia das nossas Vidas, disse com admirável dignidade um Homem que sabia que estava a conviver com a proximidade do fim da sua existência.

                Joao_Amaral.jpg

Chamava-se João Amaral e foi no dizer de todos os seus contemporâneos, um homem notável.

Só que, não foi notável, pelos cargos que ocupou, mas sim, pela forma como os desempenhou, pela sua excelência como ser humano.

Como qualquer espectador anónimo, mas atento, eu conhecia o doutor João Amaral dos écrans da televisão, de onde, aliás, como a maioria dos portugueses, conhecemos todos os políticos.

Não tenho dúvidas de que em todas as suas intervenções – deixava, como algumas outras figuras políticas, - poucas, infelizmente – uma impressão de imparcialidade, saber e honestidade que o tornavam credível, quer para os seus partidários, quer para adversários políticos.

Lembro-me também de uma sua participação num programa, um tanto ou quanto brejeiro, onde parecia impensável ver a presença de um comunista, a não ser, claro, que se tratasse de um homem charmoso, culto, inteligente, com sentido de humor, e seguro de si como ele deve ter sido, ou, pelo menos, parecia ser.

Refiro, “na cama com” em que, como todos os outros intervenientes que o antecederam, ou lhe sucederam, aceitava o provocante desafio de dialogar com Alexandra Lencastre.

Ninguém pensaria por exemplo, ver Carlos Carvalhas numa situação idêntica!

É essa, outra das diferenças, entre os que conservam a liberdade de espírito, e, aqueles que adaptados às viseiras, só enxergam numa direcção.

Pensemos no que lhe aconteceu a nível partidário...

Mas, não é disto que eu venho falar.

Venho, sim, partilhar com alguns leitores, que por ventura tenha, o apelo de consciência que a frase de João Amaral me propôs.

“Afinal a morte é apenas um dia da nossa Vida”; foi o que corajosamente disse.

É apenas um dia da nossa Vida!

 - Nunca eu, pensara isso, pensara assim... mas, agora, que me detive a sopesar o valor desta afirmação, não resisto a acrescentar:- um dia, sim!- mas o último.

Se pensarmos também no desaparecimento – bem recente - de Zé Viana, havemos de ser levados a crer, que se a frase fora dita por ele, seria da apoteose, da cena final do último acto duma representação, que ele falaria.

Do encerrar do espectáculo.

O momento em que se reafirma em força, em beleza, em cor, em luz, o sentido, a mensagem, daquilo, que de traz se vinha somando – o clímax, – o fecho de um todo.

Eram ambos comunistas.

Convictos, honestos, admiráveis nos seus diversos percursos de Vida.

E, nós os católicos? – se a frase tivesse sido proferida por um qualquer de nós que sentido lhe emprestaríamos?...

Ao pensar no último dia teríamos que ser levados a crer que esse último – sendo um, qualquer que ele fosse, qualquer que ele seja - é o primeiro de um regresso prometido.

Simultaneamente, fim e princípio.

Daí que nunca será para nós apenas, um dia, mas o dia!

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Remoendo estas ideias, talvez por influência do livro que tenho em mãos – O regresso do filho pródigo – de Henri NouwenMeditações perante um quadro de Rembrandt”... Foi para a parábola de: - o filho pródigo – que, mais ou menos todos somos - que o meu pensamento voou.

E, fixei-me na mensagem de esperança que ela encerra.

É que na verdade, pelo menos para quem crê, o último dia, pode sempre ser o primeiro, – do regresso – porque a porta está sempre aberta para quem, das penas, que causou, carregue arrependimento, e do bem que tenha conseguido fazer apenas guarde a alegria de ter andado no caminho da confiança, que a todos é proposto.

Da Paz, que conseguirmos estabelecer nos nossos corações, entre o “filho mais velho”, e o “filho mais novo” que sempre habitam em nós, dependerá, por certo, a leitura que até ao derradeiro instante haveremos de fazer entre último e primeiro.

 

   Maria José Rijo.

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:03

A propósito de... Despropósitos

Quinta-feira, 28.08.08

M. JOSÉ RIJO

28 De Agosto de 2008

Nº 2.983

Jornal Linhas de Elvas

Conversas Soltas

 

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Não está em causa gostar ou não gostar das pessoas visadas.
Não é isso. Algumas, nem as conheço.
Está em causa a avaliação de critérios, que se deseja isenta.
Está em causa o que é - ou deveria ser - justo...
O que é - ou deveria ser - honesto...
O que é - ou deveria ser - correcto...
O que é - ou deveria ser - verdadeiro...
O que é - ou deveria ser respeitado, como do foro íntimo de qualquer indivíduo.

E, ainda, o bem ou o mal que advém da propagação de toda e qualquer atoarda, que tida por 'engraçada ou ridícula', [quando é da vida dos outros] se põe a correr de boca, em boca, agravando situações que podem levar os visados a atitudes de desespero por dramas que não se conhecem ou, podem avaliar.
Há tanto assunto interessante de que falar.
Todos os dias se pode assistir ao por do sol, e, raro é que não seja um espectáculo de impressionante beleza - muito embora seja sempre um bom momento para reflexão sobre o dia que se viveu.
Todos os dias há uma aurora! - Uma mensagem para que se entenda que em qualquer tempo um recomeço é sempre possível.

'Todos os dias amanhecem crianças, pássaros, flores...' para quê, então, andar a catar a desgraça de vidas particulares, que só aos próprios diz respeito para propagá-la – aos sete ventos, como humilhação gratuita, de quem quer que seja – como se fossem anedotas de irresistível humor?


Não entendo.
Também não entendo que se faça correr 'o boato? de que nas

escavações para a circular, em torno da cidade, foram encontradas saídas de túneis sob as muralhas que, de imediato, foram encobertas para que a obra não parasse.
Se isso é verdade e o assunto tinha, ou tem, interesse, porque
não encará-lo, estudá-lo e resolvê-lo da forma mais justa e proveitosa para a cidade?
Porque não falar dele, abertamente, se é do interesse histórico, ou outros?
Se quem propaga – à socapa – não acha que a causa valha a pena, qual a intenção de atirar ao ar a atoarda?
Gerar conflitos, instabilidade, descrença?
Pôr em cheque os serviços!


Nunca entenderei o mexerico, a insinuação, a intriga.
Quando não se concorda com qualquer decisão, nem que seja do Senhor Presidente da República - a atitude saudável, penso, deve ser contestar lealmente e explicar as razões porque tal se repudia assinando por baixo.
Ninguém é obrigado a ser gémeo siamês das ideias se ninguém.
Quais serão os valores pelos quais se rege quem insulta, inventa, mente e, por chacota denigre o bom nome e a honra de quem não lhe cai em graça?
Não sei.

 
Mas sei, todos sabemos que assaltos, roubos, assassínios, se

perpetram por encapuzados.
Quem atenta contra a honra do seu semelhante, porque respeitaria os haveres de quem quer que seja...
E, estão na moda os – valentes – anónimos.

winner.jpeg
Os que tudo dizem sem que se lhes veja o rosto.
Porque assumir é ficar frente a frente – olhos nos olhos...
Mas, voltando à obra:
Não escondo que me desgosta porque amputa as esplanadas da muralha e já custou a vida de dezenas e dezenas de árvores.
E, as árvores, como seres vivos que são, fazem-se com o tempo.
E, tempo não se compra - ou se vive - ou não se tem...
Porém, se o foro militar a consente!!!


É que a beleza da perfeição do conjunto nada vale frente às - estradas pistas - que o progresso reivindica.
Sinto assim, penso assim, digo-o com a responsabilidade da minha assumida cidadania ainda que seja a única pessoa com este parecer.
Mas faço-o, assinando sem hesitações.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:18

“REGRESSO“

Quarta-feira, 27.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.357 – 28- Junho-1996

Conversas Soltas

                    

Às vezes quase inesperadamente, o nosso espirito fixa-se em interesses novos e as preocupações do dia-a-dia ficam como que submersas. Porém, reaparecem a breve trecho e tudo se reestrutura em nós como se nada tivesse acontecido.

Basta retomar o ritmo da vida dentro do nosso espaço habitual, compulsar cartas e jornais alinhados por datas, conversar com amigos e desconhecidos e, eis que está feito o ponto da situação.

Assim se entra na rotina doméstica.

Para acréscimo sempre se apresentam como complementos, propagandas de todas as espécies – até, boletins cheios de cor em lustrosos papéis.

A época também ajuda.

É verão, anda tudo na rua.

São os Santos Populares. Temos o jardim brilhando de luminárias e os comes e bebes oferecem a tentação quase, irrecusável dos churros e caracóis.

Poucos resistirão ao “convite” – até porque a isto se soma a mostra de artesanato como prometedor aliciante.

É evidente que, acontecendo tudo isto na minha vizinhança e querendo eu ficar “à la page” – fui.

Pois... antes não fora.

Antes lá não tivesse ido.

Distribuição de “mostra” mais confusa não sei imaginar.

Confusão de ordenamento de espaços poderia ser o título próprio para a balbúrdia que lá está exposta.

A nossa Câmara representa-se, ou apresenta-se, ou... (não lhe mereceu a Cidade a deferência de o fazer condignamente) e recebe-nos numa barraca – que barraca! – Sem ar nem graça e, tendo por complemento a tabuleta que diz: Turismo – colocada às três pancadas.

Uma “apagada e vil tristeza”.

Tive a impressão de que todos os inconvenientes da feira estavam como que acampados, livremente, à espera da designação dos seus locais de arrumação.

Verdade que tive.

Mas... não!

Era já o produto acabado.

Que pena! – Diga-se “sem tabus”.

Talvez que essa barafunda tenha facilitado o assalto que a feira sofreu.

Quem sabe?!

Pelo menos provou-se que os tais 10.000 contos de grades (segundo li) de nada valeram no caso presente.

Quando será que se entende que nem só de pão vive o homem?!!

Mas... sabem que mais? – Não estive para me incomodar.

Voltei para casa como quem lesse quadras em manjericos, assim:

Não te rales ó Maria

Deixa lá, que tu vais ver

No Boletim, qualquer dia

Que lindo que isto vai ser

                

Escolhidas opiniões

Papéis, cores e pinturas

Farão balões e balões

A subir lá nas alturas...

E... assim vai o mandato das obras – que sendo verdadeiras e necessárias – são também o retrato chapado da falta de imaginação, criatividade, golpe de asa – semente de futuro.

Apenas – pedra sobre pedra – sem mais nada que uma árida e nua ambição de poder.

Como se uma cidade fosse apenas um conjunto de casas, ruas, esgotos, etc, etc,

Como se uma casa – fosse um lar – só por ser casa...

Melhor do que ninguém – o Homem da Quinta do Bispo – escreveu assim:

“Com os seus baluartes, as suas torres, os seus eirados e o seu aqueduto, Elvas é para o caminheiro que passa, um apelo súbito às energias mais fundas da nossa sensibilidade.

Qualquer dos grandes peregrinos literários de quem herdámos o veneno romântico do amor ao que se foi para nunca mais – Chateaubriand ou Barrès – bem poderiam ter-se sentado à sombra das suas muralhas e ouvir, de coração encostado a elas, a marcha compassada do tempo, marcando o ritmo da eternidade”.

 

Este é o verdadeiro espírito das coisas.

Afinal essa é a verdade – a mensagem que transmitem – o recado que deixam como herança às outras gerações e essa tem que ser a força impulsionadora que ligue – uma – condicione – até – o simples arrancar de uma pedra da calçada.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:27

Exposição - Percurso

Terça-feira, 26.08.08

 

 

Na sala do Museu de Fotografia João Carpinteiro

Inauguração no dia 19 de Setembro

e ficará patente até ao dia

9 de Novembro

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:14

Não há bela sem senão

Terça-feira, 26.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2. 344 – De 29 de Março de 1996

Conversas Soltas

 

                Mário Soares

Ainda Mário Soares.

Nos últimos dias do seu mandato, muitos dos seus amigos e admiradores fizeram questão de o referir olhando-o à luz do seu afecto e, assim, foram a seu respeito, dizendo coisas muito bonitas.

Mais ainda! – Disseram-nas de forma emocionada, mas contida, com aquela firmeza de quem, com boa consciência, não admite dúvidas sobre o que afirma.

Os papéis e os recortes de Jornais e revistas são o meu flagelo.

                 

A minha casa é pequena. O meu espaço é limitado. Se não estiver atenta, qualquer dia, põe-se a questão: - eles ou eu?!

Lembro-me com frequência, frente ao meu “problema”, de um artigo de jornal que um dia li e se intitulava: “os insectos disputam ao homem a posse do globo”.

Parafraseando, eu poderia dizer que os papéis disputam o meu espaço.

É que o meu combate é contra a papelada...

...Mas, voltando ao “mote”...

Das coisas, quero dizer, das afirmações mais expressivas que ouvi, algumas fui anotando.

                            

Um homem, lá de cima, do Douro, médico, amigo e companheiro particularíssimo de Mário Soares, de nome – Luís Roseira – quando entrevistado, pelo telefone, com voz clara e segura – dele – afirmou: “Um homem fraternal, com um interior forte e chão. Nunca traiu os amigos”.

São frases curtas que definem nitidamente um perfil.

Quase se pode dizer: - dois perfis.

O de quem retrata e o de quem é retratado.

Aliás, isto é mais do que um vulgar retrato.

Estas palavras recortam tão perfeitamente uma personalidade como um cinzel talha uma figura em pedra.

Júlio Pomar, também em directo, pelo telefone, sem hesitações, lá de Paris, testemunhou:

“Ele nunca se confundiu com os cargos que teve.

Manteve-se sempre gente – capaz de rir, sofrer,

emocionar-se”.

Quem não “apanha” aqui a bonomia, o calor humano, a palmadinha nas costas, que o aproximavam da multidão anónima ou a qualidade de pessoa que o detinha na medida certa ao lado dos grandes com quem ombreava!

                        

Ninguém, de boa fé, pode negar que tudo isto são verdades.

Porém, também é verdade a tal história da amnistia.

A tal incontrolável vontade de, por vezes, ser mais papista que o Papa.

O tal calor humano que nunca o deixou confundir-se com os cargos que teve e fazia “o homem” sobrepor-se ao cargo levando-o a temeridades de consequências impensáveis.

“Oh, Senhor Policia – desapareça!” (lembram-se!)

A amnistia – foi outra “ coraçonada “ dessas...

Talvez fruto da alegria de voltar à liberdade!

Uma espécie de “partida” de fim de curso, meio irreverência, meio provocação com toda a ousadia que a circunstância proporcionava...

Realmente – não há bela sem senão!

                        

E esta soberana displicência modelou um senão que é capaz de resistir mais longamente que a própria bela...

Olhem o sarilho que por aí vai com as cadeiras...

Tanto tempo à espera de um governo socialista e, ao fim e ao cabo é um socialista que puxa fogo ao rastilho da bomba que lhe deixou nas mãos e tão estremecido o traz...

Sendo laico – não espera milagres.

Serão os socialistas super-homens?

Mistérios, que me fazem cismar!

Mistérios, que já nem espero entender.

Quem viver – contará.

Eu apenas tomo nota.

 

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:00

E... Arriba Espanha!

Segunda-feira, 25.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.359 – 12--Julho--1996

CONVERSAS SOLTAS

  

Como foi – posso contar.

Se, por ventura foi como deveria ter sido – já é discutível.

Numa praça bem em evidência um local sinalizado para um aparcamento de carros de deficientes.

                                        

Pode ser ali, decide o condutor da viatura confiado no sinal colocado nos vidros que indica que é essa a condição do proprietário.

                  

Tranquilos vão resolver os problemas que os levaram á cidade de Badajoz na tarde escaldante.

Demoraram-se apenas o necessário. Não muito.

Ao regressar não têm carro.

                    

Em seu lugar, colado no passeio um aviso colorido, dum vermelho reflector com letras negras que indicam que a grua fizera a transferência do veículo.

Ultrapassando o desconforto do impacto da situação, telefonam para a polícia e mais isto e mais aquilo...

Tomam notas apontam referências.

Utilizam um táxi e vão parar lá onde o diabo perdeu as botas em procura do carro que lhes pertence e se afigura ter sido indevidamente retirado dum local que lhe era reservado por indicador próprio

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Os amáveis intermediários que facilitaram e promoveram os contactos telefónicos referem delicadamente que em Portugal fazem pior aos espanhóis.

(farão? – não sei!)

Que a polícia portuguesa multa indiscriminadamente e apreende os carros se não pagam imediatamente.

(Será? – não sei!)

Também previnem que todos os cuidados são poucos para quem se introduz onde os carros ficam detidos.

Que é um bairro onde os assaltos são moeda corrente.

Cria-se um clima de constrangimento. Mas, a aventura segue.

                                   

A autoridade que preside ao aprisionamento dos veículos frente ao cartão de invalidez a 100% que lhe apresentam – desfaz-se em desculpas. O condutor da grua – cora de vergonha – apenas cumpria a ordem da polícia que o convocara por rádio.

Ambos ensinam como deverão proceder as indefesas vítimas deste equívoco para tentar que os seus direitos sejam repostos.

Tudo certo.

Porém! – Só libertam o carro mediante a entrega de 13.000 pesetas.

Uma senhora portuguesa empresta a quantia – o carro é restituído aos donos.

Talvez que dentro de 3 meses – no mínimo recuperem a verba desta forma tão pouco ortodoxa lhe foi extorquida.

Talvez!

Ao que dizem o símbolo que o carro exibia não é idêntico ao que se usa em Espanha.

Pasma-se que não seja internacional como é a cruz vermelha, ou outros...

Aliás – pasma-se por muitas outras coisas.

Confesso que também pasmei com esta história.

Com esta complicada história!

Mas... adiante

Arriba Espanha!

Viva Portugal!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:23

“ E nós ... pimba !

Domingo, 24.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.333 – de 12 de Janeiro de 1996

Conversas Soltas

           

 

Até que enfim encontrei algum sentido para o tema desta cantiga sem jeito, nem maneira, tão barulhenta e agressiva como um saca-rolhas que se metesse no ouvido.

É verdade.

É que nós – pimba! – Lá temos que ir votar outra vez.

Como o mal não é cantar.

O mal pode ser o que se canta – como mal pode ser em quem se vota.

Quem vota escolhe.

E, ninguém gosta de ser obrigado a escolher entre quem não lhe agrada para um determinado efeito.

Tenho a convicção de que, como eu, muita gente, neste momento se sente perplexa perante a obrigação cívica de votar.

Não se trata aqui de dizer mal deste ou daquele.

Não é isso.

As pessoas em questão até podem ser maravilhosas.

São-no, certamente.

As famílias e os amigos assim o garantem e repetem, e os vizinhos do lado, também.

Só que – para muito boa gente – como para mim, não têm o perfil certo para o lugar a que se candidatam.

Todos nós gostamos de nos rever em quem nos representa.

Agente gosta de escolher entre pessoas que admira, respeita e em quem acredita.

Não nos importa grandemente o que eles dizem ou, deles se diz.

Ninguém esquece o que deles viu, conhece, sabe – ouça o que ouvir...

E nem o ar descontraído, simpático do homem de cultura, a palavra fluente na ira, na ironia, ou na alegria – de um – faz esquecer o voto em Otelo... (o tal que afirmou poder resolver tudo com uns fuzilamentos no Campo Pequeno).

... Nem os beijos de telenovela barata, nos fazem esquecer a postura hirta, a rigidez de cimento armado do procedimento do outro... (Pese embora o seu saber, a sua honestidade e fidelidade aos adeptos).

Em nenhum deles me revejo.

Acho as campanhas, desta vez, pior do que pobres.

Acho-as mesquinhas, quase perversas.

              

Críticas civilizadas – embora rigorosas – com depoimentos muito inteligentes, só escutei duas: de Almeida Santos de um lado, de Ferreira do Amaral do outro.

O resto, de quanto ouvi, (e foi muito) só me pareceu roupa suja, insultos encapotados e ideias esfarrapadas repetidas até ao cansaço.

Ideia brilhante – só uma – aquela de fazer inquéritos de rua em capitais estrangeiras com três retratos na mão.

                  Mário Soares – Cavaco – Sampaio.

Como é óbvio só um não era identificado: - Sampaio.

Assim se redita (com eficiência) a mais valia de dez anos de governo.

Se é a compasso com a Europa que temos que seguir – Já é qualquer coisa colher frutos desse respeito.

E, como mais vale um mal conhecido...

Gostando do meu País como gosto mesmo contrariada irei votar.

Irei com a consciência de que vou sentir saudades do passado.

Mas, terei esperanças no futuro.

Espero ainda um dia ter a representar esta nossa Pátria – este Portugal – velho de séculos – alguém que sinta e fale a clara linguagem do povo português.

Alguém que sonhe para uma criança que se espera, não as riquezas do mundo, mas: “graças de santidade, Saúde e inteligência”.

Porque numa pessoa assim dotada cabe a tolerância, a abrangência, a bondade, o respeito pelos outros e tudo o que há de maior nobre no coração do Homem.

E, a distância que vai daí a um “corredor político” de profissão, é idêntica à que vai entre votar porque se gosta ou esta cantiga de: - nós pimba! – Termos que votar.

 

Maria José Rijo

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:15

... Lá e Cá...

Sábado, 23.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.370 – 4-Outubro -1996

Conversas Soltas

 

 

      Quando parece que já nada nos pode surpreender surge, ainda e sempre qualquer coisa que de tão inesperada nos enche de pasmo. Aquela bizarra história de uma criança de seis anos estar suspensa das aulas, do seu “Jardim-de-infância”, sob a acusação de assédio sexual a uma sua companheira de brinquedos – é um achado!

        Crianças palestinas no sábado-feira

        Até porque o “crime” se materializou com um beijo na bochecha de outra criança para além do espanto, também nos cabe o direito de ficarmos vivamente preocupados.

        Não com a miudagem – claro! – Mas com os adultos de países ditos civilizados – mais! – De civilizações avançadas – que nos oferecem estes pruridos de inesperadas purezas.

           Brasil Contra a Pedofilia erotização precoce

        Pensam-se, amadurecem-se e redigem-se normas internacionalmente aceites – os direitos das crianças. Discutem-se nos mais sofisticados areópagos das sociedades para seres tão frágeis, desprotegidos e indefesos como são os humanos na primeira infância...

        Depois uma senhora directora de um infantário – uma mulher – decide e muitos aprovam que aquele “bisganho” de olhinho azul e óculos a escorregar pela ponta do nariz (a televisão forneceu a imagem) fosse excluído de entre a sua turma apenas por um beijo.

         Por estas e por outras que tais, cada vez me sinto melhor na minha pele de portuguesa.

        Cá pelos nossos lados nenhum bestunto ousaria tão peregrina decisão.

        Por cá, dizia-se com toda a bonomia espinho que nasce para picar, nasce logo com o pico” – se se quisesse arvorar malícia. Porque a mãe da menina, desvanecida, alegrava-se ao ver que a filha tinha cativado um amigo e, a mãe do “meliante” julgaria por sua vez que o filho era sociável e meigo e estava feliz na escola como se estivesse em casa.

        Ambas as mães concluiriam que era saudáveis as crianças criarem amigos desde a escola, que isso ajuda na formação do carácter, estimula o desejo de aprender, combate a timidez e dá mais segurança à garotada.

        Depois, ao jantar, à mesa contariam o episódio em família.

        Os irmãos mais velhos, se os houvesse, haviam de rir e de os arreliar dizendo que eram namorados.

        E, fosse quem fosse que fixasse no episódio alguma atenção, havia de o fazer com a tolerância que sempre nos invade o coração quando se pensa ou diz essa palavra mágica – criança.

               

        Por isso, juro! – Penso que posso jurar – não passaria pela cabeça de ninguém da nossa gente envergonhar ou emporcalhar a inocência de qualquer criança por um gesto que, para nós, só tem uma leitura: ternura.

        Até pensei que a sábia ou... sabida directora para entender que há outras maneiras de estar na vida devia escutar, como terapia à portuguesa, o Carlos do Carmo a cantar “os putos”.

              

        Ando com um certo pendor para concluir que um dos maiores males destes nossos preclaros tempos é tanta gente saber tanto de tanto coisa que, sabendo demais se esquecem de escutar o coração.

        Ás vezes afogado em normas e deduções deixam passar o tempo e esquecem-se de viver.

       

        Razões de sobra vou tendo para repetir: Não me impinjam mais teoria de mais isto ou mais aquilo!

        Deixem-me a alma livre e solta e o coração aberto para me comover com a beleza das gotas de orvalho sobre uma flor qualquer que ela seja – sem perturbações de espírito ou eróticos conflitos interiores só porque as flores têm androceu e gineceu!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:44


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