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Renovação

Sexta-feira, 22.08.08

 

.

Ontem? Hoje? Amanhã?

Não quero assim o meu tempo!

 

Agora! Agora! Agora!

Agora! Sempre agora!

Agora! – neste momento

Será o meu melhor momento

Agora! Agora! Agora!

Será só a minha vida!...

A amá-la em cada hora

Estarei nela a renascer

Agora! Agora! Agora!

 

Bendita seja esta hora

Que é agora, sempre agora!

E será eternamente!

 

Maria José Rijo

 

II Livro de Poemas

Paisagem

Poema nº 15

Pág. 70-71

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:50

Desejos legítimos

Sexta-feira, 22.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.698

de 21- Fevereiro - 2003

Conversas Soltas

 

 

Uma velha Senhora parente de meu marido que conheci e tive por amiga, deu-me certo dia com gestos tímidos mas firmeza no olhar, a fotocópia de algumas folhas de uma revista – com data de 21 de Outubro de 1909 – que se intitulava: - “Seroens Trastaganos”. Deu-me aquelas três ou quatro folhinhas de papel e pediu-me que se eu pensasse que valia a pena, desse ao assunto de que tratavam a publicidade que muito bem entendesse.

Recebo com alguma frequência, “legados” assim ou parecidos.

                          

Como o juiz, que nestas causas decide, sou sempre eu, sem conselheiros nem testemunhas, por vezes, de imediato, arquivo sem hesitações a papelada que me fornecem, outras, guardo-a para pensar e repensar e, ainda que decorra muito tempo, fica-me sempre uma certa dúvida entre o - vale – ou, não- vale- a pena...

E, porque isto de arquivar papelada também obriga, como a roupa fora de uso, a vistorias, não vá o bicho traça-la..., quando menos se espera, na luta contra os bibliófagos que sempre se vão alimentando dos papeis empoeirados e esquecidos nas prateleiras, lá nos vêm parar à mão as mensagens do passado.

Eis, que assim me encontrei de novo com a notícia da morte e relato dos feitos heróicos do capitão de Caçadores nº4 José da Conceição Costa e Silva que uma de suas filhas com orgulho havia religiosamente guardado e em minhas mãos depositou. Acreditava que sendo eu, então, ainda jovem, relativamente a elas, semeava desse modo a esperança de estar a passar o testemunho que salvaria do imediato esquecimento a memória de seu ilustre pai.

Pareceu-me então que não era pressa. Pareceu-me porque quando se é novo todos nos cuidamos milionários de tempo.

Hoje? – Amanhã isso que importa!

Tempo é o que parece não faltar a quem é jovem!

Temer não dispor de tempo é o que mais aflige quem sente, nem sempre ter tido o melhor critério para usar o que já lhe foi concedido...

E, porque reencontrei essa velha papelada e a reli, achei por bem, e por justo, trazer à luz dos nossos dias, o nome esquecido deste homem que mereceu dos amigos como homenagem póstuma a oferta de um túmulo, no cemitério desta nossa cidade de onde ele também era natural.

Em Fevereiro de1896, por subscrição popular a oferta de uma espada de honra (que está depositada no Museu Tomaz Pires), e ser o seu nome afixado em lapide na casa onde nasceu.

 

Da Câmara de então, em sessão de26 de Outubro de 1909, sob proposta do vereador José David Nunes da Silva, ser dado o seu nome à rua de São Pedro.

         E, de Mousinho d´Albuquerque que o propôs para várias das muitas condecorações que recebeu,-  referências, tais como:

“O Costa e Silva, da 1ª companhia, com a omoplata atravessada por uma bala, caiu de costas. Os soldados gritam: ai o nosso alferes! E três da 2ª fila correm para o levantar.

Ele levanta-se, só, corre-os á pranchada para a fileira, e continua a mandar o fogo, até que desmaiou e os maqueiros o levaram para o hospital de sangue.”

E, o relato prossegue: - Quatro dias depois, apesar da gravidade do ferimento, faz a jornada de Manjacaze comandando uma das faces do quadrado que defendia o comboio. Dessa marcha diz o coronel Galhardo na sua Ordem Geral nº 158:.........................................................;” o alferes Costa e Silva, ferido num ombro, aceitou pressuroso o comando duma das faces do quadro que defendia o comboio, e um cabo e dois soldados tendo o primeiro o pescoço atravessado por uma bala, fugiram da ambulância para tomar parte na coluna de ataque

Estas são as referências honrosas da campanha de 1895. Finda a campanha foi Cosa e Silva condecorado com a medalha de Torre Espada, sendo-lhe concedida uma pensão e sangue.

Em 1897, oferece-se novamente para acompanhar Mousinho na campanha contra os Namarraes, tendo tomado parte nos combates de Naguema, Ibrahimo e Mocuto – Muno sendo outra vez ferido no último destes combates.

E, de novo os relatos da sua valentia e heroicidade.

E, a transcrição de louvores e, mais louvores, condecorações e mais condecorações...

E, porquê hoje assunto tão antigo?

Porque se era desejo legítimo de sua filha que a memória de seu pai fosse enaltecida, é justo que a cidade que o teve como filho lhe honre a memória e, não o esqueça.

Tendo eu notado que desapareceram do cemitério as sepulturas, (vou citar Joaquim Tomaz Miguel Pereira, erudito conhecedor da nossa terra)

“Exemplares artísticos bastante significativos e que muitas lápides sepulcrais entre elas as do quarteirão Nº1,o mais antigo, ao cimo e à esquerda da avenida central. Que ostentam, algumas, nomes de personalidades ilustres, ou pelo menos de relevo no seu tempo...”

Sabendo-se que o cemitério de Elvas é dos mais antigos do país, data de1860, fica evidente que assim se amputou, mais uma vez impiedosamente, um importante testemunho da nossa história colectiva, da história da nossa cidade, da nossa gente...

Então, quem me garante que aquele túmulo, que de quando em vez mando limpar, não irá para aí desaparecer um dia destes se for do apetite de algum renovador encartado voltar a fazer tábua rasa da memória dos tempos?!!!

Por isso venho cumprir o desejo legítimo que me foi confiado, e aqui deixar este alerta, na esperança de que se escute quem estuda e investiga, e não se atropele e arrase o que de nós falará.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:01

Quem cala - consente...

Quinta-feira, 21.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.627 – 12 - Outubro 2001

Conversas Soltas

 

 

Era numa loja.

A conversa girava em torno do palmeiral.

 - Isto está lindo! - Nem parece Elvas!

Era, o unanime veredicto do pequeno grupo.

Afinal, pensei: - os apoiantes do “desastre”, ao querer fazer o melhor elogio - verbalizam e fundamentam a crítica mais crua e mais objectiva que se pode expressar sobre a desastrada arborização que contribui para confundir a  zona envolvente de  Elvas com visões de praias africanas...

Querer que Elvas deixe de parecer Elvas é pura aberração.

Se Elvas, for deixando de parecer Elvas, porque a procuram assemelhar a outras terras não lhe fazem benefício! - Só a prejudicam!

Sobrepor à sobriedade, – ao respeito que é devido ao que sendo nobre de raiz, não precisa de se mascarar para fruir o merecido apreço, – vulgaridades espalhafatosas, - é erro de palmatória.

Assim pensando, decidi: - Não serei cúmplice.

Recuso-me a permanecer num silêncio que me compromete com este descalabro.

   

Faço questão de deixar escrito e assinado o meu protesto contra o estilo “ francês de Pega” que está desvirtuando a fisionomia da cidade.

Em determinada altura da vida do povo que somos, quando os nossos primeiros emigrantes – lá do distrito da Guarda - começaram a regressar às suas terras de origem , fazia parte do seu legítimo sonho  construir casa própria. Então, cada qual seduzido por ingénuo exibicionismo fazia representar tudo quanto o tinha deslumbrado, nos países onde trabalhara, nas suas “Maisons” em sinal de abastança e distanciamento da pobreza da sua origem.

Foi assim que, ao lado de nobres e vetustas construções de granito, surgiram, desenquadradas da paisagem, as mais incríveis criações que “esse tal estilo” foi capaz de gerar...

A pouco e pouco, porém, as pessoas foram entendendo o desvario, e, muita coisa se compôs. Outras sofreram danos irremediáveis. E permanecem para a “estória”, anedóticas, como o célebre bife com bolachas...

 

Assim vai sendo por cá - agora!

Espero que com o rodar dos tempos alguém reponha a sóbria elegância do centro histórico da cidade e retire de lá aqueles bebedouros disfarçados com jactos de água, até porque já não existindo em Elvas Lanceiros I, nem para turista ver os cavalos irem “à data de água” tal mamarracho serve!

Serve apenas “para meter água” numa realidade histórica, à evidência, de forma bem infeliz.

Como se tal já não fosse mais do que suficiente, surgem agora a propósito e a despropósito - como importunos redemoinhos que afastassem para bem longe toda e qualquer ligação que a cidade tinha com o meio ambiente - rotundas e rotundinhas...

Numa delas erigiu-se um monumento ao bombeiro

Não será o local ideal, mas, óptimo. Foi um acto de justiça.

P1000226

Porquê, então, plantá-lo como se fosse um poejo com os pés dentro de água?

Porque rodear a figura do bombeiro duma serie de repuxinhos, como se um cento de Manneken Pis lá estivessem submersos?

Porquê não aproveitar essa força de água para um jacto vigoroso da mangueira que a estátua sustenta e dar majestade e vida à figura que representa colocando-a em equilibrio sobre rochas que configurassem a valentia e arrojo de que são capazes pelo bem de todos?

É que se uma coisa merece ser feita, merece ainda mais ser bem feita!

Alem do mais, basta de meter água!

É tempo de parar com as cascatas e as fontes, até porque a água não é um bem inesgotável.

Ao contrário! É um bem escasso que deve ser gerido com bom senso e parcimónia.

Melhor fora cuidar a sério do líquido que chega aos domicílios...

           É tempo de escolher com critério os designados “melhoramentos” e não copiar para Elvas tudo o que o olhar cobiça - mas - sim - ser extremamente rigoroso na eleição do que tem realmente que ver com a nobreza e história duma que  cidade pede apenas que a deixem ser igual a si própria para ser, como é, única.

Já na écloca de Jano e Franco - lá pelo  Sec. XVI

 se escrevia assim:

“ Que Alentejo era enxuito d´água e mui seco de prado.”

 

Para quê, agora, tratar Elvas como se fora as termas do Luso ou do Buçaco?

Pior do que nada fazer...é descurar o critério do que se faz.

 

 

  Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:43

Adenda

Quarta-feira, 20.08.08

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.928 – 26-Julho - 2007

 

 

João Aranha, disse-me, pelo telefone, a rir, no seu jeito de amigo: - “então você – estava de pé feito – para não meter os pés pelas mãos – e não disse que a escrever ninguém faz um: pé-de-meia?”

                 

Reconheci, divertida, que essas metáforas me haviam escapado e, claro está, outras, muitas mais, que nunca soube ou saberei.

De qualquer modo, rendida ao bom humor do justo comentário, só pude dizer: - mas que graça! e vim acrescentar  esta adenda ao texto que já havia publicado.

           

Porém, o tira e põe, leva ou não leva, do fazer a mala para ir de férias, fez-me deixar no computador meio esquecidas as duas ou três frases com que iniciara esta crónica semanal a que não dei seguimento na altura por falta de oportunidade.

                 Desenho-de-homem-de-oculos-lendo-jornal

Regressada a casa e, já, cumprindo a praxe de ler os jornais da terra, dei com surpresa minha, com mais umas achegas para a “colecção” que eu tinha trazido à baila.

Desta vez, vêm de Victor Beltram-Sabino – que aqui saúdo – e são: - “ pé-de-meia”, “de pé atrás”, “rapa pé”, “rodapé”, “pé de atleta”, “pé-coxinho”, “pé firme” e, “pé de salsa2. (algumas destas expressões, estão, também, incluídas nas sugestões de João Aranha)

Obrigada a ambos pela ajuda e por se darem ao trabalho de ler os meus escritos dando-lhes assim sentido de existência.

Cumpridas as formalidades que nos impõem coração e educação

Retomo este velho jeito de olhar a vida da cidade e comentar de acordo com o meu critério o que me toca, dando-me alegria, prazer, orgulho ou sofrimento.

Hoje, são 22 de Julho de 2007e, é neste dia que retomo as minhas crónicas.

           morte.jpg

Não posso, por isso, escrever seja o que for, sem antes deixar aqui um sinal de profunda mágoa pela morte da minha amiga Firmelinda.

Conhecia-lhe a história desde o berço. Vi-a crescer, com seu jeitinho doce, delicado, seu brio e eficiência na profissão que desempenhava exemplarmente, sua aceitação da doença sem ares

De tragédia – com humildade e profunda Fé.

 Ainda muito recentemente me contava que fazia insulina havia cinquenta anos!

Ultimamente, quando nos cruzávamos no “Sr.Bandeiras” costumava, acompanha-la até à porta e levar-lhe as compras.

Seguíamos de braço dado, devagarinho e, como amigas que éramos, e sempre fomos, revivíamos com saudade outros afectos comuns que o tempo também já havia desfeito.

Deixo-lhe aqui, hoje, publicamente um aceno de adeus e apreço pela sua nobre coragem de viver, casando, tendo filhos, superando a doença, sem fraquejar, até ao fim .

Aos que ainda vão resistindo, enche-os a Vida, cada vez, de mais saudades para o resto do caminho...

Para o Frias, Joaninha e a toda a família um sentido abraço de terna solidariedade e respeito pela dor que sofrem.

 

    Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:41

Não é de todo incoerente!

Terça-feira, 19.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.888 – 19 – Outubro - 2006

Conversas Soltas

 

Olhando atentamente, tem, até uma certa lógica!

Sócrates – não poderia, para ser igual a si próprio, proceder de modo diferente.

Depois de fechar a maior parte das Maternidades, só poderia, para simplificar com mais eficiência o decréscimo de natalidade, (numa sociedade envelhecida) promover o “nado morto” em tempo à escolha, até porque não há lista de espera para quaisquer intervenções nos serviços dos nossos “Hospitais restantes!”

 

Só não se entende que para fechar hospitais, asfixiando cidades do interior, como esta nossa de Elvas, onde criou a especial designação de os: “Alentejanos de Badajoz” , não tenha sentido a necessidade de fazer - também - uma consulta popular!!!

Não lhe foi necessário, na circunstância, qualquer referendo.

Para quê? – Serviu-se da mesma maioria de que dispõe para jogar ao “rapa” com os tostões de quem, se recebesse, uma vez, um vencimento igual ao de ministro, se candidataria a um enfarte, com a alegre emoção, de pensar que lhe saíra a sorte grande!

         Por essa razão, esta governação, “altruísta” como está sendo, no jogo “do rapa” que faz com o “Zé”, não “põe” – só “tira” e “rapa”.

Assim, como encerra escolas a torto e a direito pode também ir fechando especialidades em unidades de saúde.

E, por esse País a fora, jazem em sonolento marasmo de solidão as pequenas localidades que perderam o salutar convívio diário com as suas crianças alegria da rotina das suas vidas, de trabalho árduo, tantas vezes.

Também não fez referendo para castigar os doentes, fazendo-os pagar” diária” nos hospitais ou agravando as taxas moderadoras.

             jose socrates.JPG

Falta explicar que com o baixo nível de vida que a maioria da população portuguesa tem, é de certo modo um “Prémio” que o governo de Sócrates lhes dá – ao facultar-lhes a possibilidade de fruir a sensação de estarem hospedados num hotel – pagando diária – no irrecusável “cruzeiro” para um outro mundo.

         Não! Não é de todo incoerente!

Basta ver a alegria dos professores, em passeio turístico por Lisboa – basta ver os funcionários públicos contentes, cheios de bandeiras, eufóricos como no campeonato do mundo de futebol... basta isso para percebermos como é imperioso o referendo para o aborto!

Então não se vê, logo, logo, que Sócrates atende a vontade do povo?!

Não vive sem ela?

Como haveria ele de decidir sem ter um sinal inequívoco do que os portugueses e as portuguesas desejam?!

Como? – Sim – como?

Francamente!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:09

Ângulos diferentes

Segunda-feira, 18.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.642 – 25/ Janeiro /2002

Conversas Soltas

 

Valendo, embora, como sempre, a sabedoria popular de que a cada cabeça cabe dar uma sentença, acho que a história das formigas que uma rajada de vento assoprou para cima dum elefante pode, melhor, servir de exemplo

Quando se observam por ângulos diferentes, os mesmos acontecimentos.

 Na verdade, a que caiu sobre a tromba, contava depois, esbaforida de medo, que uma serpente lhe saíra ao caminho e a lançara com violência pelos ares.

A que pousou numa perna, narrava, quase incrédula, que descera por um tronco tão grosso e áspero que nem parecia real e, que se movimentava...

Já a que dera voltas e reviravoltas primeiro que conseguisse sair da orelha do paquiderme, falava dum entontecedor passeio num redondo planalto de onde se avistava quase toda a floresta em redor...

Todas falavam de um mesmo animal, só que, cada qual tinha apenas a perspectiva da parte que conhecera.

Em política, muito se passa deste modo.

Perde-se a perspectiva do todo, e puxa cada um a brasa à sua sardinha, tirando conclusões precipitadas, ou as que melhor lhes convêm.

 

 Olhar cada um só o seu pedaço, transforma a política num compadrio, numa tarefa menor, bem longe da nobre arte de governar. A percepção dessas situações torna o povo desconfiado, descrente, e convida à generalização que o faz olhar a parte, como um todo, classificando os políticos, sem excepções, de mentirosos e falsos, o que, parecendo lógico é injusto, porque sempre houve e haverá bom e mau, na política, como em tudo.

As manipulações de resultados e de percentagens se não sugerissem a manipulação dos destinos das pessoas dariam para rir...assim, não.

Contam-se maiorias absolutas que, bem feitas as contas nunca existiram.

Quando num todo, quase cinquenta por cento se abstém; uma boa percentagem vota branco, onde vão buscar essas tais maiorias?

Como tal pode acontecer, não entendo.

Ou será que um país se pode assim fraccionar, deixando de se considerar o valor e peso numérico – maior às vezes – dos que se calam e não pactuam -  do que, daqueles outros,  que se submetem e , mesmo descrentes, vão colaborando?

Como se podem ignorar esses indicativos e, não os contabilizar?

Vejamos:

Em 19.875 eleitores, votam – 10.975. Alheiam-se 8.900.

Juntando a esse número 354 que votam branco, temos 9.254 eleitores que explicitamente voltam costas ao sistema.

O P. S. ganhou com 8.085.

Sem precisar de mais números, fica evidente que ganhou a indiferença!

Haverá lugar para festejos perante tais resultados? - Creio que não.

Não será, antes, altura para que cada um procure entender e ler, o todo, da voz de um povo, em lugar de só fixar a fatia que lhe é favorável? – Julgo que sim.

Num qualquer clube de futebol os adeptos estão filiados. Podem contar-se.

       

A direcção do Benfica é eleita por benfiquistas, no Sporting, por sportinguistas...etc...etc...etc...

Num partido político, não é assim. Os partidos políticos, como os tubarões, trazem atrás de si cardumes de peixes miúdos que vivem parasitando, alimentando-se do que catam dos grandes. São uma chusma omnívora, voraz e flutuante que corre para onde algo lhe escorra para o papo.

Só têm um fito: - fartar-se – não importa de quê, nem à custa de quem.

Tendo aprendido isso, com a sua inata argúcia, o Povo, desiludido, abstém-se. Reprovando assim as malfeitorias que em nome da política se perpetram e recusando a cumplicidade do seu voto explícito.

Fazendo uma leitura autista dos resultados há lugar para foguetes.

Há sempre lugar para foguetes, para quem os queira deitar...

 Não faço futurologia, mas, creio firmemente que a chusma flutuante que já vi noutros séquitos, se a maré virar, também virará. Porque isso de convicções, fidelidade, princípios, honestidade, firmeza de carácter, ideais, em conclusão: - vergonha! – Está com muito baixa cotação na bolsa de valores correntes.

              Caos nas bolsas de valores do mundo todo

E, filiados na cor, haverá, tantos assim?

Dizia-me outro dia, pessoa amiga, a propósito destas massas flutuantes, que hoje há poucos homens a quem se possa e deva tirar o chapéu!...

                    

Se calhar é por ter perdido essa nobre função de mostrar deferência para quem possuía tais (perdidas) virtudes que o costume de cobrir a cabeça caiu em desuso!...

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:39

A primeira Á Lá Minute - 1984

Sábado, 16.08.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.721 – 10 de Fevereiro de 1984

 

 

Elvas, o Hospital e a Lei do Aborto…

 

Curiosamente aquilo que pouco presta, serve-nos bem.

É o caso da lei do aborto.

Senão, vejamos:

                  aborto

-- É lícito praticar o aborto quando o feito faz perigar a vida da Mãe.

    Temos pois o direito de fazer abortar no estado fetal a lei que atenta contra a vida de Elvas estropiando o seu hospital.

       aborto.png

-- É lícito praticar o aborto quando há má formação congénita.

     Temos pois o direito de fazer abortar um “projecto monstruoso”.

        

-- É lícito praticar o aborto para eliminar o feto da violação.

      Temos pois o direito de fazer abortar tudo quanto viola a dignidade e a honra da nossa Cidade.

         Elvas : Aqueducto das Amoreiras

-- Assim sendo – é tempo de se exigir aquilo a que Elvas tem direito.

-- É tempo de se exigir que o património da cidade jamais volte a ser lesado – seja no que for.

            elvas

     Se tanto for preciso, embora contra o temperamento da nossa gente – cordata por natureza – também cortaremos “artérias” e faremos os “atropelos da moda” para que nos respeitem…

       Entretanto embalemos a nossa esperança de justiça, cantarolando:

 

Oh, minha gente não durmas,

Não durmas cidade minha,

Ou – acordarás chorando:

Elvas era… teve… tinha…

 

… E rezemos com toda a força da nossa fé:

 

“Custodi nos Domine ut pupilam oculi.”

 

Maria José Rijo

 

… Por pedido de

Xavier Martins

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:27

Datas

Sexta-feira, 15.08.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.500 – 16-Abril-1999

Conversas Soltas

 

         Em Fevereiro de 1984; o meu saudoso amigo Ernesto Alves, certa vez, ao cruzar-se comigo na rua, por acaso, chamou-me e disse-me: queria que você escrevesse qualquer coisa, à sua vontade para o “nosso” jornal. Gostava que fosse uma colaboração regular.

         Está bem, respondi. E, assim começaram os “à la minute” que mantive enquanto Ernesto viveu.

         Ernesto me convidara e Ernesto me deu no seu jornal o lugar que à sua consideração e estima eu, lhe merecia.

         Ernesto partiu, em Setembro de 1990, estando eu doente com uma hepatite.

         Parei então de escrever. Tinha para tal dois fortes motivos: faltava-me saúde e faltava o destinatário da solicitada colaboração que então deixou de ter interesse.

         Entretanto adensou-se também uma sombra profunda em meu redor e por aqui me quedei quieta no meu silêncio.

         Até que Amigos, com bondade e tacto, me foram de novo empurrando para o “vício” da escrita que cultivo desde que comecei a garatujar as primeiras letras.

         Surgiram assim as “Conversas soltas”. Ainda e sempre para o “Linhas”, pois que me recusei a escrever para qualquer outro jornal local, mesmo quando fortemente, instada para o fazer.

         Questão de maneira de ser e estar na vida.

         Mas, vamos ao que hoje aqui me traz ainda que mal refeita da gripalhada que quase dava o “pleno” a quem  me esconjura .

         É que este mês de Abril é o meu mês das datas. Das melhores e das piores.

Nasci em Abril. Neste mesmo mês minha Mãe festejará os seus 99 anos, se Deus quiser.

Foi também em Abril - há já cinco anos - acabam de me chamar a atenção para a data - que comecei a escrever estas crónicas..

         Foi pensando nisso que tive a noção exacta, precisa, de que há datas e datas.

         Enquanto que, neste caso, comentei com um sorriso: Já?!

Uma semana antes tinha sentido nítido, indelével, como um golpe de bisturi que o tempo pode ter outras contagens...

Foi quando dei comigo a repetir: sete vezes 365 dias...são horas sem fim, minutos incontáveis, momentos e momentos só suportáveis pela consciência de que viver é isto: saber que só tem paz - quem recusar a mentira e a fraude.

Viver é risco.

Viver é assumir o pensamento e a palavra.

Viver é assinar por baixo.

É honrar a Vida.

Viver é saber rir no meio do pranto. Que o riso nasce da inteligência e do coração

Viver é um caminho de procura da Verdade, de realização, de ideal.

Viver é ter a certeza de que “o outro” sou eu.

Viver “é esperar a morte de pé como as árvores”, mesmo sentindo-se trituradas pelos dentes do serrote.

Viver é estar no tempo a que chamamos: nosso, só porque por nós passa.

         E o tempo pode ser longo ou breve tendo embora cada hora, sempre os mesmos 60 minutos. Essa é uma contagem que jamais algum relógio fará.

Só no segredo de cada alma, de cada coração se pode medir o valor do tempo, a sua dimensão, e o seu significado

Há datas e datas, é verdade, mas se com elas se marca a vida; a Vida é tempo e o tempo é efémero.

Tempo passa e não se repete.

Tempo ninguém guarda...

Mas, Tempo, é também, Património de Vida.

        

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 23:38

ALENTEJO - Revista Terra Mãe (em papel)

Sexta-feira, 15.08.08

 

Obras Publicadas

n

... E vim cantar, Poemas, 1955

…Paisagem, 1956

…Rezas e Benzeduras- 2000

…Crónicas do Jornal

…“Linhas de Elvas”

Conversa Soltas –

 

 

 

 

 

 

 

Quadro “os Ciganos”, pintado por Maria José Rijo.

“Adorava ter sido Cigana… A sensação de liberdade…de deslumbramento e o Medo …”

 

Oiça Maria José Rijo na nossa edição on-line

em www.alentejo-terramae.pt.

 

 

TEXTOS DE

Emilia Freire

 

Revista nº 12

3º trimestre - de 2008

Julho - Agosto e Setembro

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publicado por Maria José Rijo às 23:13

Entrevista - na revista Terra Mãe - 2008

Sexta-feira, 15.08.08

 Apenas a entrevista

 

http://www.alentejo-terramae.pt/

 

 

Sons

http://www.alentejo-terramae.pt/index.php?lop=conteudo&op=ba2fd310dcaa8781a9a652a31baf3c68&id=cc384c68ad503482fb24e6d1e3b512ae

 

 

 

PERFIL

Nasceu em Moura em 1926. Para que as filhas pudessem estudar, a família alugou uma casa em Beja e Maria José e a irmã foram para lá com uma tia, para frequentarem o liceu.

Quando estava no 6ª ano, conhece José Rijo, começa a namorar e casa. Adoece e fica sem poder ter filhos. Escreve o primeiro livro de poemas:

“Foi uma forma bonita de chorar”. E o segundo ainda veio na mesma linha.

Depois, por acaso, como diz que aconteceu tudo o que lhe aconteceu, começou a fazer artesanato, pintura… escreveu contos para crianças (que nunca publicou) …coisas... como diz.

Andou um pouco por todo o País devido à profissão do marido que era gerente do Banco de Portugal: Elvas, Caldas da Rainha, Coimbra, Guarda, Tomar, Beja (estava lá quando foi o 25 de Abril), Angra do Heroísmo e de novo Elvas…

Começou a escrever a crónica semanal no Linhas de Elvas quase há 30 anos e nessa altura chamava-se “À Là Minute”, passando mais tarde para o título que ainda hoje mantém: “Conversas Soltas”.

Teve uma curta (três anos) passagem pela política local, já que foi vereadora da Cultura e Turismo na Câmara de Elvas: “Aceitei porque achei que podia fazer qualquer coisa, quando senti que já não podia e sabia fazer mais, vim-me embora”.

A mãe viveu até aos 103 anos, depois faleceu há três, deixando-a ainda mais só.

…..

 “Nunca me senti nem uma poetisa, nem uma escritora, nem uma pintora, sinto-me o que sou, uma mulher… com alguma sensibilidade, que gosta de viver, que gosta das coisas, que respeita a vida e que respeita tudo o que a vida tem…”

Maria José Rijo, 82 anos, mulher

texto de Emília Freire

………….

apenas... mulher

Poesia não é gramática,

Não requer explicação,

Poesia, é sonho da alma

Só a sente o coração!...

Olhar as aves nos céus,

E vê-las notas de música

Da magistral sinfonia,

Que foi composta por Deus!...

Achar que o oiro é palha

Que nada vale na vida,

E ver a palha como oiro,

Na campina ressequida…

…É coisa que não se ensina,

Se vive, sente somente!

…Poeta é como ser mágico

Dos sentimentos da gente!...

Ser poeta… como nascer,

É tanto obra de Deus,

Que quando algum deixa a terra,

Nasce uma estrela nos céus!

 

“Tenho pena é de não ter uma história muito interessante para contar…”, disse-me depois de, sei lá, uma hora de conversa… e passaram-se mais três ou quatro… se não havia história, porque terei eu ficado tanto tempo à conversa com aquela mulher?! Porque, de facto, não há história… tudo, contado por ela, é história.

Maria José Rijo é uma pessoa fascinante! Este texto reproduz apenas uma pequena parte dessa conversa de várias horas e, digo com sinceridade: ficava outras tantas.

É uma pessoa que estranha o mais recente interesse que por ela tem havido porque a humildade, daquela mesmo verdadeira, é tamanha que diz coisas como: “acho engraçado… para mim é uma descoberta nova… é ver que as pessoas ligam importância, prestam atenção a coisas que eu fiz…porque fiz, porque me foram tão naturais como respirar… e tão necessárias… só isso”. Uma pessoa que tem a casa cheia de quadros, bonecos de madeira, de conchas, de registos, tudo feito por si… para não falar dos três livros editados e dos contos não editados e das centenas de crónicas publicadas no Linhas de Elvas, mais os escritos que ficaram na gaveta...

Há pessoas que têm dons e Maria José Rijo é uma delas. O dom de fazer qualquer coisa especial a partir de qualquer coisa, ou de quase nada... “Depois comecei afazer artesanato, às vezes de quase nada… sugestões que uma concha oferece, uma concha partida… de qualquer coisa se parte para uma coisa diferente…”os seus ‘escritos’ começaram a ser mais conhecidos em todo o país e por pessoas mais jovens, principalmente no último ano, desde que a sua amiga ‘Paulinha’ fez o blogue onde todos os dias coloca um texto seu.

“A Paulinha ficou muito minha amiga desde que eu estive na câmara de Elvas, Porque trabalhou lá comigo e disse-me que queria fazer um blogue mas não queria pôr o nome dela, gostava de pôr Rijo… o nome do meu marido… disse-lhe então: se queres pôr o meu nome porque te sentes minha irmã, põe Travelho, o meu nome de solteira. E ela pôs: Paula Travelho”. E conta então como foi que lhe aconteceu isto de escrever livros, crónicas, fazer artesanato em madeira e conchas, pintar quadros… a tal história que diz não ter para contar… “estas coisas na minha vida têm acontecido todas por acidente… calha.”Depois de ter ido estudar para Beja, quando estava no 6º ano do liceu veio a Elvas a convite de uns tios às festas do Sr. Jesus da piedade, tinha 17 anos, nessa altura conheceu o marido, que era alferes… “e pronto! Começámos a namorar…”“e casei mesmo… casei porque escolhi casar-me… não escolhi não ter filhos e não escolhi ficar doente e isso tudo aconteceu… e as coisas deram completamente a volta. Esta perda de álibi foi o caminho para eu procurar, e descobrir outros rumos, e a minha primeira intuição foi o lamento… O lamento como? um verso. Porque desde criança que gostava de escrever, gostava de ler…” saiu então o primeiro livro.

E a seguir o segundo foi ainda dentro dessa linha…“foi assim uma espécie de despertar e, a partir daí, procurei outros rumos…aquilo foi uma maneira bonita de chorar…de me libertar…de coisas que me tinham acontecido e que eram inesperadas…”depois continuou sempre a escrever, sobretudo para a gaveta, disse-me. “E depois aconteceram assim coisas… acho que nada acontece por acaso… um dia passámos aí na rua e numa montra estava uma exposição de bonecos de

madeira e eu ia com a minha cunhada, que estava deliciada a olhar… 'olha eu até acho que era capaz de fazer'… ela achou

Aquilo tão esquisito e pareceu-lhe tão mal que arranjou um bocado de pau de bucho e um bom canivete e disse-me: 'já que eras tão capaz de fazer, então faz! ‘ E eu fiz!”

“Que engraçado, pensei assim, como se processa a admiração nas pessoas… a gente admira aquilo que não é capaz de fazer… o que nos ultrapassa”mais tarde, uma grande amiga chamou um pintor a casa para lhe fazer o retrato dos filhos e Maria José viu pintar pela primeira vez. “Fiquei louca… nunca tinha visto aquilo, pintar… deu-me uma sensação extraordinária e então, ali mesmo, fiz o retrato do pintor e ele depois levou-o…”a partir daí comecei a usar as coisas…eu costumo dizer: eu não pinto, eu gasto tintas… eu como saladas porque são bonitas, têm cor, eu gosto de flores, gosto de luz, gosto de vida… gosto dessas coisas… então vou atrás do amor pelas coisas e da emoção… porque saber, não sei… nunca aprendi…faço, apetece-me”. Com os mais de 20 contos que escreveu para o programa meia Hora de recreio da emissora nacional, da responsabilidade de Maria Madalena Patacho, também foi mais ou menos assim. Uma amiga disse-lhe: tens

Tanto jeito para contar histórias aos miúdos, porque não escreves e mandas? “e eu mandei e fui mandando e eles foram aceitando…”

“fujo para estas coisas, porque me são naturais… realmente alguma coisa há em mim que me puxa para isto, para escrever… e eu agradeço a deus porque não há nada que pague a alegria e a emoção que se tem em frente de um papel branco… “o livro rezas e benzeduras foi uma homenagem do Linhas de Elvas quando o jornal fez 50 anos… “sou mais velha lá do que o dono do jornal que é filho do fundador. Fiquei muito grata.”

Maria José Rijo quer dar todo o seu espólio para a casa que tem em Juromenha, na margem do Guadiana. “Gostava que Junta de freguesia ou a câmara do Alandroal fizessem uma espécie de casa museu, como a minha casa lá até é uma casa típica alentejana”.“Sempre fui uma pessoa simples, uma dona de casa gostando de livros, gostando de música, gostando de pintura… e enchia a minha vida disso e depois tinha um marido que era um companheirão!... Fico feliz por isto me ter acontecido a mim”.

 

 

em www.alentejo-terramae.pt.

 

Maria José Rijo. “Adorava ter sido Cigana… A sensação de liberdade…de deslumbramento e o Medo …”

 

n

... E vim cantar, Poemas, 1955

Paisagem, 1956

Conversa Soltas –

Rezas e Benzeduras,

Crónicas do Jornal

“Linhas de Elvas”,

2000

 

 

 

Oiça Maria José Rijo na nossa edição on-line

 

Quadro “os Ciganos”, pintado por

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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