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Referências...

Domingo, 23.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.655 – 26-Abril-2002

Conversas Soltas

 

Não compro jornais todos os dias, porque, sou, com toda a propriedade, o que se diz, uma pessoa comum, e, as pessoas comuns, entre outras coisas, fazem contas.

Mas... embora me actualize com os noticiários de rádio e televisão, não resisto a um semanário, até porque tratam às vezes de cada assunto que, se não se adquirem para ler e reler, a gente depois, pensa que sonhou, ou viu fantasmas!

Assim que em 22 de Fevereiro, adquiri “O Independente” para me dar ao cuidado de ler até interiorizar bem, os valores das verbas que – não direi: ganham – mas, que alguns indivíduos recebem, ao fim do mês pelos  cargos que desempenham.

São verbas que vão dos mil e tal contos até aos oito mil e muitos, muitos...e que a RTP despende apesar de ter um passivo de 200 milhões de contos...

No dia 9 de Abril, o jornal que cobicei, e comprei, foi “O Diabo!”. E porquê? - Porque trazia uma entrevista -  que li e reli de fio a pavio - com um grande Homem do nosso País : - Jorge Miranda. Aí, a certo passo li assim: -“ Os portugueses aceitam – ao que parece – que os dirigentes, os funcionários, os entrevistadores da RTP ganhem – segundo tenho visto nos jornais – milhares de contos. Aceitam isso, sabendo que essas pessoas são pagas pelos impostos.”- depois refere as discrepâncias entre esses vencimentos e os dos políticos. é chocante que um director de uma televisão ganhe quatro ou cinco vezes mais que um Presidente da República!”

                                  

Mas...atenção!, este homem que é apontado como o “Pai da Constituição Portuguesa” também afirma:- Em República os titulares de cargos políticos são cidadãos que temporariamente exercem essas funções. terminadas essas funções são cidadãos como  outros quaisquer.  Portanto devem ganhar bem, enquanto titulares de cargos políticos, até para evitar a corrupção. Depois voltam às suas vidas privadas, ou mudam para outras funções públicas, e não têm direito a reformas. Têm-se verificado até situações chocantes de pessoas muito jovens com pensões de reforma – por exercício de funções políticas – num País em que há pensões completamente degradadas.”

                                         

 Interrogado sobre os problemas mais graves, e de resolução mais urgente... como resposta, pode ler-se “- Os dois problemas que me preocupam mais, porque têm a ver com a nossa identidade, com a nossa sobrevivência, com o País,  são os problemas da educação e do ordenamento do território...Temos assistido à destruição da paisagem portuguesa. Ainda agora estive no Minho de onde aliás sou natural – e o Minho está totalmente destruído: casas feitas em qualquer sítio, urbanizações, desurbanizações... a costa está num estado pavoroso! Há coisas que só mesmo demolindo”

 Aqui, parei pensando: - lá como cá... maus fados há!

Refere também que “a constituição já tem o princípio da renovação, no artigo 118, e desse princípio decorre que não pode admitir-se que um presidente de câmara fique indefinidamente no poder, com os vícios que isso acarreta.”

Porém, para mim, as afirmações mais espectaculares são estas:

“Mas eu, mesmo nesta altura, dizia:-« Não temos condições para fazer o Euro 2004 » Há coisas mais importantes para o País!

Seria uma lição para os portugueses...”

E, esta outra:

“ O acesso aos lugares cimeiros da Administração Pública – Director- geral, Secretário –Geral, Presidente de Instituto Público – Tem que se fazer na base da carreira. Não podem ser pessoas enviadas de para quedas, de acordo com conveniências políticas, e que muitas vezes não conhecem os problemas. Critérios de conveniência política, só para lugares de gabinete ministerial...”

                        

E, mais esta:

“... Até porque nós, em Portugal, temos que nos habituar a que o andamento normal do País não depende de um Governo, depende da Administração Pública. E depende em geral das instituições, das universidades, das empresas, das várias associações...”

Quem profere estas afirmações e outras mais que vem expressas na aludida entrevista, não é um cidadão qualquer. É um muito conceituado Professor de Direito, uma das maiores e mais lúcidas inteligências de Portugal.

Valia a pena dar a este tipo de assuntos, principalmente quando tratados por pessoas deste nível – pelo menos – o espaço que se dá aos futebóis...

              

Valia a pena pensar e repensar sobre estas opiniões...

Seriamos por certo um povo diferente se tivéssemos outras referências.

Talvez ainda não seja tarde demais para mudar.

Haja fé!

Entretanto, as minhas dúvidas persistem.

Pois se de norte a sul do País a lei de ordenamento do território ou não existe ou foi, (nalguns casos) mortalmente atropelada. Se o País se descaracteriza a largos passos, como, e quais, são os poderes que se vão atribuir às autarquias que já tantos e tão graves desmandos têm apadrinhado...o tempo o dirá!

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:10





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