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OUTRA VEZ !!!

Segunda-feira, 17.11.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.835 – 2 Maio de 1986

                        

 

Será que as ilustres individualidades que põem e dispõem sobre rumos da nossa história, conhecem perfeitamente realidades e problemas do País que governam?

Duvido!

Não ponho reticências em acreditar que saibam tudo sobre as grandes capitais do mundo, e até que, porventura, as conheçam palmo a palmo!

Mas, as nossas cidades de província! – Mais ainda se não forem capitais de distrito! – Será que as conhecem? – Não o creio!

De Elvas, por exemplo, além de estar marcada com um pontinho no mapa das estradas que traça o rumo de Badajoz – o que saberão?

E que, se pensarem que é aqui – a partir de Elvas - Caia (e por esta fronteira entram centenas de milhares de turistas por ano) que Portugal se demarca de Espanha e se afirma como povo Lusíada – se o pensassem – saberiam que Elvas deveria ter ensino Universitário  - Conservatório – Escolas da dança – Teatro – Palácio de desportos – Instalações Hospitalares etc, etc.

Elvas nunca deveria ter sido deixada à mercê da influência sufocante duma cidade vizinha, onde a visão certa dos governantes defende todos esses e outros valores para salvaguardar da sua identidade cultural.

- Mas, não! – Não se cuida de estancar aqui a sangria que vai esvaindo usos e costumes, tradições e até a pureza do idioma – tudo quanto dá carácter a um povo!

                        

Agora a Senhora Ministra da Saúde – atenta contra o nosso Hospital!

Porquê?

Será que conhece Elvas?

Ou passou os olhos pelo mapa a sonhar mudanças, viu alguns pontinhos deixados por mosca irreverente e, pensando tratar-se de localidades tão pequenas que nem têm o nome gravado, cuidou de as trazer para a ribalta correndo atrás de utopias e esvaziando de valor instituições, cidades e populações que, se têm culpa – é apenas uma: - nunca desrespeitarem sequer quem tão pouco as respeita.

Ai, “Esta Elvas!” – “Esta Elvas!” – tão conhecida que até fica no caminho de Badajoz! – e, pelo que se vê – agora, também – e, mais uma vez – castigada porque ainda é Portugal.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:38

Atrás de mim virá...

Domingo, 16.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.909 – 15-Março-2007

Conversas Soltas

 

 

Desde os meus tempos de criança que me habituei a ouvir toda a gente, lá na aldeia, pontuar cada acontecimento, com um ditado de sabedoria popular.

Tudo, rigorosamente tudo, o que acontecia, cabia dentro dum conceito sabido por herança ou, testemunhado por vivência directa.

       

Cada qual, tinha um lastro de sabedoria empiricamente apreendida, para alicerçar quanto vaticinasse sobre o que dia a dia fosse acontecendo. E, um “dos ditos” mais utilizados era justamente esse que garantia que: - “atrás de mim virá, quem bom me fará!”

Por essas misteriosas razões que não sabemos explicar, ultimamente, tenho pensado com alguma apreensão, porque razão ou razões, Salazar, aparece cotado de forma tão significativa no concurso que pretende eleger o “Maior Português” de sempre.

Hoje, admiti ter entendido uma possível solução de tão intrigante resultado, e, dadas as circunstâncias aceito que Salazar possa até ser o vencedor.

Vejamos: - Salazar, foi um ditador, usou e abusou do poder para impor os seus desígnios.

 

Sócrates Imagem de José Sócrates, em Vila Franca de Xira, num encontro com militantes socialistaso que faz? – Usa e abusa do seu poder por idênticas razões, chamadas agora de Democráticas, porque estão à vista de todos.

Porque, ninguém me diga que aqueles milhares de pessoas que todos os dias enchem as ruas de aldeias, vilas e cidades, estão de acordo com a “justiça” das decisões que o Governo determina.

Por enquanto, é certo que não os deportam, nem os mandam perseguir à traição. Isso é verdade, mas não é menos exacto que alguns já foram parar às prisões – lembro alguns militares!

           A picture taken in Madrid 24 June 1960 shows Spanish head of State and dictator General Francisco Franco (R) posing with Portuguese President and dictator Antonio de Oliveira Salazar. A right-wing dictator whose authoritarian regime ruled Portugal between 1933 and 1974 has been selected by viewers of a popular television show as the nation's greatest personality of all time. Antonio de Oliveira Salazar captured 41 percent of all votes cast, beating his nearest rival, veteran Communist Party leader Alvaro Cunhal who spent years in prison for his opposition to the regime, by a wide margin From Getty Images by AFP/Getty Images.

Porém. Tal como o governo de Salazar, este, também é surdo. Assim se vão fechando Maternidades e Hospitais, reduzindo postos de trabalho, retirando, aos mais desfavorecidos, condições de subsistência com dignidade e empurrando-os, nalguns casos, até para o suicídio, senão, para morrerem de fome.

Salazar, parecia envergonhar-se do mal que fazia e isso tornava-o dissimulado, actuava pela calada...

Mas será valentia fechar hospitais, deixar doentes em filas de espera desde madrugada à porta de Centros de Saúde que não têm médicos suficientes, nem hipótese de atendimento para todos quantos dele necessitam?

E, não me venham falar de resultado de sondagens. Não é necessário. Basta olhar com olhos de ver a proporção que as greves atingem!

Se o povo anda todo na rua revoltado, quem é que vota a favor da continuação de situação tão caótica? - Por estas considerações, deduzi que o responsável pela subida de Salazar na admiração dos portugueses é o actual Governo, que conseguiu, com injustiças e perseguições aos direitos fundamentais do povo, provocar, até o esquecimento da guerra colonial! - Realmente: atrás de mim virá...

             salaz20.gif

Reconheçamos que por este caminho de atropelos aos direitos humanos, culminando agora com a promessa de despedimentos aos Funcionários Públicos, por razões que também poderão ser forjadas por compadrios e simpatias e, de acordo com as regras miserabilistas, que imperam e que, só não atingem, quem tem a faca e o queijo na mão...tudo! Tudo! Ficará ainda mais completo.

Por mais que pense não consigo descortinar por que não se lembraram de DAR PRÉMIOS -  DE DOIS EM DOIS ANOS - AOS MELHORES !

Será assim tão difícil para quem manda DIGNIFICAR em lugar de DESONRAR?

Será que este procedimento cabe na defesa dos Direitos do Homem, e até nos Direitos das Crianças?

              criancas1.jpg

Hão-de-me dizer, se souberem, que efeito causará essa “maravilhosa humilhação” no coração e na formação de um filho desses contemplados pela beatitude das leis de tais justiceiros!

             

Nunca esquecerei, como olham os olhos das crianças marcadas pelo infortúnio.

Também não esquecerei a figura do membro do governo enredando pés e mãos, em explicações e adjectivações descabidas, sobre mais essa calamidade que vai cair sobre a cabeça de quem serve o nosso País...

Haja Deus!

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:40

Do que não há duvidas...

Sábado, 15.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.994 – 13 Novembro- 2008

Conversas Soltas

 .

Do que não há dúvidas, é que o mundo inteiro está a viver uma tremenda crise.

Do que não há dúvidas é que Portugal, que é um pais bem pequeno, está também a suportar essa tremenda crise, o que até dito assim, logo mostra que a crise é maior do que nós, porque está à vista que - é do tamanho do mundo.

Do que também não há dúvidas é que pelo caminho em que estávamos a ir isto era fatal como o destino – como se canta nos fados. No nosso fado, também, desta vez.

                                 fadista.bmp

Como é obvio, porque nada percebo de políticas nacionais ou internacionais procuro não perder os “Prós e Contras”, “ A Quadratura do Círculo”, “As escolhas de Marcelo”, o Expresso da Meia-Noite, o Eixo do mal e, por aí fora, tudo quanto me possa ajudar a situar neste nosso mundo e num País, que é o nosso País, onde uns ganham 17.000 euros por mês, e, onde simultaneamente se ameaça até – com a falência da Segurança Social - como já ouvimos acontecer...

Que – por falta de verba - o que quer dizer que - para que a alguns não faltem iguarias raras - que a outros falte o essencial - não tem importância...

                     articles: desfband7.jpg

Agora, estamos frente ao justo desassossego das Forças Armadas, enquanto os Professores, também em protesto, em lugar de estarem nas aulas andam como as formigas quando lhe pisam o formigueiro, sem rei, nem roca, na procura de algum caminho que os leve ao futuro – deles e dos estudantes.

                                       

Ora num programa recente de “Cartas na Mesa”, a propósito, de um “despropósito” em que se viu envolvido Miguel de Sousa Tavares, ouvi Helena Roseta e, outras individualidades, cujos nomes agora não me ocorrem a discorrer abertamente, sem demagogias e sem medos sobre obras entregues sem concurso, a protegidos e apaniguados e mais isto e mais aquilo... tudo em redor de uma solução encontrada de forma - condenável, deduzi - para o Cais de Alcântara, com a história dos contentores.

E, talvez porque o programa se intitula “ Cartas na Mesa” e as cartas dão para prestidigitação, a certo passo, até tive a impressão, que tiraram “um coelho da cartola!”

                                

Do que não há duvidas é que tudo isto, é triste, de ouvir e de ver!

Hoje, também ouvi, da boca de Clara Pinto Correia - a propósito das ( duvidosas) benesses do orçamento de Estado - uma referência anedótica que dá muito para pensar.

Dizia que: - fazendo a analogia - quando as companhias de aviação têm problemas económicas , começam por cortar nos rebuçados, porém, quando reconhecem a sua falência, lhes é indiferente se comam todos de uma só vez , recomendando uma reflexão muito bem feita sobre o quadro actual.

                                 Dinheiro, euros

Fiquei a reconsiderar nas evidências assustadoras de falências de Bancos e tudo o mais e, na troca de acusações entre Partidos.

Volto como sempre à minha convicção que a ideologia dos partidos nada tem que ver com tudo isto – porque belas teorias, sem a sua prática - de teorias não passam – e, os partidos não dão qualidade às pessoas, mas sim as pessoas é que imprimem qualidade aos Partidos – se a tiverem.

Realmente, enquanto o povo, for apenas pano de fundo, para fazer brilhar o desfilar dos grandes da cena, neste teatro político que se desenrola frente à paciência desse, mesmo povo, espectador, não se vislumbra a justiça social por que já se desespera.

                                          

 Enquanto indivíduos com cadastro se mostrarem como heróis populares...e se tornam símbolos a copiar, a seguir, porque a sua esperteza e perfeita vigarice os elevou a uma fama que em lugar de os envergonhar, e levar à cadeia, os envaidece e os torna populares...

Do que não há dúvidas...é que assim não se acerta no caminho.

Enquanto for este o nível e a permissividade imperar......

Enquanto justiça, honra, dignidade, rigor, verdade, forem apenas palavras que se dizem e não conceitos de vida, regras de ética, condutas...que escrupulosamente se seguem...

                    a-rvore-da-vida.jpg

Do que não há dúvidas é que nada mudará.

Enquanto a política for exercida como conflito, confronto, duelo, de que cada qual quer ser o vencedor, a qualquer preço, e não procura de soluções sobre o tema mais sério que há que é a vida e felicidade dos povos...

Do que não há dúvidas – é que tudo se perde na esterilidade dos debates.                                            

                                                 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 17:25

Ponderemos

Sábado, 15.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.993 – 6 Novembro de 2008

Conversas Soltas

 

 Li com a maior atenção a entrevista que o Senhor Presidente da Câmara deu ao jornal Linhas de Elvas.

Li, e acredito que o mesmo terá acontecido com a maioria dos elvenses, e, como eles, fiz os meus juízos e tirei conclusões.

Nestas épocas em que se aproximam eleições é costume vigorar o - a mim – a mim - e mostrar-se cada qual de santo milagreiro, o que afinal nenhum de nós pode ser.

E, porque a época é de assinalável gravidade, manda-me o bom senso da minha já longa caminhada ponderar sobre o que li.

Não sou, nem me considero inimiga de ninguém, menos ainda do Senhor Presidente, a quem reconheço qualidades de liderança, raras pela determinação e coragem com que empreende e executa os seus desígnios.

Também sei a pouca importância que tem o meu parecer, porém, por dever de cidadania, não me escuso a torna-lo publico pois que não tendo eu compromisso com qualquer Partido, nem dependendo da Câmara a minha subsistência, nada me vincula a algo mais do que a liberdade de o fazer com consciência e respeito pela minha verdade, e pela verdade alheia.

Há “factos” indesmentíveis que na entrevista são apontados – a saber: - o saneamento financeiro, as infra-estruturas enumeradas, e muito mais que está à vista de todos.

O Senhor Presidente Rondão Almeida, deixa atrás de si vastas obras.

Só há um mas...qual a utilidade de algumas delas e, porque preço e, à custa de quê, e de quem, funcionam.

Quando o Senhor Presidente afirma com orgulho que não paga horas extra, não está esquecido que em publico confessou ter começado as suas poupanças – o fermento da sua fortuna - por esse meio...

Então! - é bom ? - Ou mau?

Nem sempre, nem nunca! – Seria o certo.

Todos sabemos à custa de quem funciona o seu Coliseu.

Mas, alguém sabe quanto custaria o seu funcionamento e manutenção normais? - E, será justo que - os funcionários do Município -  em dias de feriado, sábados e domingos, - cumprem 10 e mais horas de trabalho  “forçado”  sem receber, sequer, ajudas de custo – quando a Câmara oferece banquetes, por deita cá aquela palha, a meio mundo ?...

Havendo tanta abundância, porque está o centro histórico a cair? Então porque não há verba disponível para guardas que mostrem os monumentos – que continuam encerrados?

Porquê e para quê transferir para fora de portas toda a vida activa e deixar esboroar o castro?

Havendo tanto - porque foram precisas as mais valias dos empreiteiros que permitiram arrasar quintas, hortas e olivais com tão discutível critério!

Deve-se filiar nesse excesso o facto de ser apontado – como refere - aos seus mandatos o tal exagero de cimento armado.

Ouço, afirma-se à boca cheia, que a construção é tão exorbitante, que mau grado as falências, nos próximos 50 anos nada se necessita construir em Elvas – tal o exagero cometido.

Às vezes, muitas vezes, sempre, no meu caso, os reparos não são mais do que DOR por ver vulgarizar, banalizar, o que era nobre, austero, mas distinto, e teria podido continuar a sê-lo, se, se tivessem procurado outros meios para atingir fins que são legítimos - como é o progresso - que por vezes, não é atingido da melhor forma - como é evidente, quando a cura deixa mais cicatrizes do que a doença.

Não me admira que renegue o “tal laguinho”. Eu própria, quando o vi a substituir o magote de contentores de lixo que por ali “estacionavam” o saudei! Terá acontecido, a mais gente, outro tanto. Porém, depois de bem pensado - ambos reconhecemos  (como agora confessa) que aquilo  foi, e é, uma obra descabida!

O mal? – São as decisões em cima do joelho... na humaníssima ânsia de fazer tudo, de vencer, ser o melhor, de encantar...e esse é um respeitável intuito que se lhe reconhece com justiça.

Mas, aquele, é mesmo o lugar da fonte que de lá era, e é, desde que pela primeira vez nela correu a “água das amoreiras”...e se aguarda lá retorne,

(nem sei quem de lá a tirou!)

São as tais boas intenções...que se esquecem de levar em conta que, aquilo que gostámos de ver algures, pode não servir à nossa porta, mas, em nenhuma circunstância – justificam -  ameaças e perseguições pelo “crime” de opinião divergente.

Cada caso, é um caso e Elvas é única!

Em Elvas tudo tem de ter a perfeição do cinzelado, do requinte, da minúcia.

Prédios como o que substituiu o do Grémio da Lavoura, logo à entrada, frente às Portas de Olivença – não mais, por favor, se é que ainda se quer Elvas, reconhecida, como Património.

Nem as desajustadas fontes da Rua da Cadeia...nem...nem...nem...

Enumerar para quê?

Bem basta o que já é irrecuperável, e a todos doe.

Espero que se entenda que - não é a pessoa - que essa respeita-se e, até pela coragem e determinação se admira – o que está em causa - é  o preço a pagar pela atitude violadora dum futuro que assim se compromete - de um todo - que se queria harmonioso e puro e alguns arrebiques  descabidos  vão destruindo... Trata-se de ELVAS.

  Ás vezes, é melhor nada fazer, do que fazer obra atabalhoada de encher o olho, mas fora do contexto e atentatória de um formal equilíbrio que existia e, se perde irremediavelmente.

Creio que o Senhor Presidente, também se terá arrependido de outras coisitas mais...

Li algures que, em algumas cidades, se estão ligando por dentro pequenas casas contíguas, que modernizadas no seu interior propiciam espaço e conforto e, porque as obras não alteram as fachadas, não atentam contra o genuíno da época a que pertencem, assim se respeitando a sua clássica fisionomia.

Poderá ser uma solução! - talvez...quem sabe?...

Mas... o que aqui me trouxe foi, e é, a minha inquietação pelo Parque da Piedade e a pressão que, do que leio e ouço, verifico pesar sobre a Confraria.

Sempre os Irmãos zelaram com honra e brio pelo património à sua guarda. Sempre o cuidaram e engrandeceram através de gerações.

Não se puderam defender daquele “chapéu” de casario que puseram ao Santuário, – e o IPAR – já condenou, nem do “susto” de fealdade que é aquela escadaria...é certo!

Que os guarde Deus de perderem da memória o que foi e agora é a Quinta do Bispo, e mantenham o seu rumo com coragem, não vá o pavimento duma romaria secular - no campo, a céu aberto - –  virar calçada ou alcatrão...ou outras coisitas mais que depois serão irreversíveis...

Que se reflicta com bom senso, são os meus votos.

Que não haja braços de ferro, que esses não abraçam fraternalmente ninguém...e o Homem é irmão do Homem...

Elvas, merece o nosso amor e a nossa conscienciosa humildade

Ponderemos.                                       

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 00:13

Fatalmente

Quinta-feira, 13.11.08

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.930 – 9-Agosto-2007

 

 

Um parente e grande amigo, de visita a Elvas para comprar uns pés de oliveira, dizia-me, ao revivermos juntos, com saudade, a memória dos muitos amigos e familiares, comuns, que já acompanhamos na última viagem: - fatalmente, se não somos nós a acompanha-los, serão eles a prestar-nos essa homenagem.

Daqui, não há como fugir.

É verdade. É mesmo assim.

Porém, isso não significa que nos habituemos sem sofrimento a essa lei da Vida.

Nestes últimos tempos, tem-me imposto o coração o desejo, que sinto como dever, de falar de algumas pessoas de Elvas, que faziam parte do meu mundo de afectos, e que a morte tem chamado a si.

 

Falo nelas porque o seu desaparecimento me toca – é certo. Mas, também, porque são pessoas tão ligadas ao convívio de todos nós, e tão marcantes pelas suas profissões ou pela sua maneira de ser e de estar na vida, que se podem classificar como carismáticas na cidade.

Outras, como é o caso de Maria Julieta Nunes da Silva, transformam-se quase em lendas vivas. Julieta estava para as mulheres do seu tempo, como uma Greta Garbo.

Ela tinha uma voz peculiar, uma graça espontânea e muito natural para contar anedotas. Ela encantava, com a sua boa disposição, o seu bom gosto e a sua requintada elegância.

Ela era atenta aos amigos, cuidadosa e delicada nas suas manifestações de afecto.

Era o santinho que enviava de Fátima, onde, enquanto a saúde lho permitiu, não faltava ano após ano, e por todos rezava.

Era o telefonema carinhoso, para quantos distinguia com o seu apreço, quando visitar já lhe era impossível, mas de quem não esquecia uma data marcante.

Era um mundo de riqueza interior, que, quis Deus, também aparecesse reflectido no seu aspecto exterior.

Por isso, será, também, recordada pela beleza e distinção. Ela marcou a sua geração pelo bom gosto e cativante encanto pessoal.

 

Ela sabia quanto era admirada até pela coragem com que aceitou as limitações que os anos e a doença lhe impuseram.

 

E, sabia, tenho a certeza, que eu teria a força de a recordar, sem pieguices, mas procurando por a tónica no belo de que sempre viveu rodeada e que era, todos o sabemos, o espelho da sua alma nobre.

 

Lembro a sua família e amigos que sempre hão-de chorar a sua perda e recordar o rasto de beleza que a sua vida deixou, mas marco aqui, um nome em especial – Júlia – presença firme até ao fim como um porto de abrigo.

 

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:21

Considerações avulsas

Quarta-feira, 12.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.947 – 13 de Dezembro de 2007

Conversas Soltas

 

Começo por agradecer a prontidão da resposta de Miguel Mota, que confesso me aqueceu o coração.

Muitas vezes penso em mim, quase, como uma sobrevivente, tantos dos que enchiam o “meu mundo” já partiram.

         

Dos amigos comuns, que Miguel Mota recorda, conservo um agradável e enriquecedor convívio com João Pinheiro, a quem, para além  do muito de bom que dele se diga, devo a companhia que fez a meu marido ao longo da sua doença e que estes quase dezasseis anos de “distância” não conseguem apagar do horizonte de cada dia.

Outro amigo é o “tal jovem muito habilidoso” – que o tempo transformou no artista notável de que falei – O Cadete.

                              

(Tela de Bento Coelho da Silveira (1620-1708)

 

Hoje celebra-se Nossa Senhora da Conceição – Mãe do Céu – Mãe de todos nós. Padroeira de Portugal.

É dia de festa na cidade. Nunca pensou voltar a Elvas?

Invoco-A, dando-LHE graças e desejando também para si, todo o bem.

  - ECOLOGIA E MODELOS POLÍTICOS

Muitas vezes, mais do que supostamente seria normal, se fosse evidente a honestidade e clareza de atitudes dos políticos, dou comigo a pensar: - afinal que espécie de democracias governam no mundo?

Faço um balanço, penso, comparo e, não sei se encontro alguma em estado de pureza – sem contaminação de prepotência ou trejeitos de ditadura...

Segundo a minha óptica, cada vez há mais monarcas “ auto - proclamados” e, reconheçamos, monarcas absolutos, ou, dissolutos! Vá-se lá saber...

Se bem calhar – ainda - onde há mais democracia é nos países onde as velhas e tradicionais monarquias subsistem.

 

 Os políticos – todos os políticos, de carreira ou ofício – nem sei como os designe, arvoram-se em campeões dos valores da liberdade e da democracia.

Todos.

Porém, mal chegam ao poder, muito embora eleitos pelo povo, arranjam formas mais ou menos encapotadas de se conservarem no comando e agem como soberanos absolutos cerceando liberdades, coagindo e submetendo à sua vontade quem neles acreditou e os elegeu.

Em quase todos eles, é evidente, a preocupação de tornar vitalício um cargo para o qual foram escolhidos – à experiência...

Perseguem quem os contesta.

Tornam-se fundamentalistas ferozes.

Querem ser seguidos como os cães atrás da caça, pelo rasto.

Arvoram-se em infalíveis. Não admitem diversidade de pareceres.

Só reconhecem uma pista – a que eles traçam e trilham.

Consideram-se intangíveis, insubstituíveis.

Chegam tarde aos encontros, às cerimónias.

Ignoram a obrigação do cumprimento rigoroso de horários em espectáculos e exibem, sem pudor, o seu desrespeito por artistas e público fazendo-se aguardar como se deles dependesse o ciclo dos astros e das marés...

         

Brincam aos donos do mundo porque são “donos” do emprego...

Servem-se dos lugares – não servem o seu verdadeiro Patrão – o Povo – que os elegeu e lhes paga.

Nunca pedem desculpa, porque culpados são os outros, sempre os outros, até da sua falta de cortesia, de pontualidade...

Desmentem e calam pela ameaça quem os contesta.

  Usam palavreado cuja “latitude” está ficando tão abrangente, que vai da grosseria galhofeira – de chamar castrado ao povo a que pertencem – perfilando-se eles, como “sementais” corajosos – só – porque dispõem da força de poder que lhes permite ofender “por graça” - até ao “didáctico” discurso - já célebre - de quem , classificou as eleições do seu país – como qualquer um de nós classificaria a sua desfaçatez e educação, se tivéssemos igual privação de decência ...

 

Penso: - porque cada um de nós sacode os ombros com um desinteressado: - não é comigo! - Que já vai sendo opressora a soma das parcelas cujo total todos teremos que pagar – caro – muito – muito caro...

  

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 21:36

Actualidades 2003

Quarta-feira, 12.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.722 – 8 – Agosto - 2003

Conversas Soltas

 

          

Quer queiramos, quer não, o impacto dos noticiários, intromete-se nas nossas vidas.

São os fogos, quase sempre de origem criminosa, são as guerras, criminosas também, são os acidentes de viação, em suma: são as desgraças umas atrás das outras, e, qual delas, mais trágica que a antecedente...

E, como se não bastasse, até a maneira de veicular as notícias, algumas vezes é provocatória para a sensibilidade de quem as escuta.

Cada “estação” em jeito de quem exibe um trofeu, grita aos sete ventos e repete até ao cansaço que foi a primeira, senão a única, a saber da desgraça que conta e reconta com um gozo doentio.

Parece até haver um certo sadismo em exibir imagens pungentes de corpos desfeitos, estropiados, irreconhecíveis quase, como seres humanos.

sadam-hussein.jpg

Recentemente, o verdadeiro festival de alegria por terem sido mortos os dois filhos de Saddan Hussein foi arrepiante.

Penso, que quando aos homens parece como única solução matar outros homens, todos deveríamos sentir, não um frémito de sucesso em situações como esta, mas, sim de vergonha.

Vergonha, remorso e frustração, por nos ter sido impossível, por não termos sido capazes, de resolver os problemas com respeito pela Vida do nosso semelhante.

Onde deveria estar espelhada a dor da nossa derrota, exibe-se a glória de resolver matando, aniquilando, destruindo...

As guerras sucedem-se.

Já era tempo de se ter entendido que, ainda, nenhuma delas, por mais cruel e sanguinolenta, resolveu o que quer que fosse.

Nem na antiguidade o engenhoso logro do cavalo de Tróia, nem a experiência arrasadora de Hiroxima, ou, mais recentemente, o espectáculo televisivo da sofisticadíssima guerra no Iraque, nenhuma forma de guerra, jamais, resolveu os problemas entre os homens e instaurou uma Paz definitiva.

O ódio não se dilui em ódio.

O único solvente do ódio é o perdão, é o amor.

Em qualquer tempo, afirmações destas parecerão sempre utópicas, serão sempre polémicas.

São as chamadas verdades de trazer por casa...

Todos o sabemos.

Porém, quantos de entre nós nos afirmamos como cristãos e o esquecemos na prática.

Afinal, o Amor, a Fraternidade e o Perdão são a essência da religião a que chamamos nossa e em teoria defendemos...

Utópica deveria ser considerada a filosofia que pretende justificar o ataque de umas nações a outras, a destruição de uns povos por outros.

Antecipar o flagelo de uns, para evitar o flagelo de outros... que até poderia não chegar a acontecer, não é utópico, é uma realidade terrífica.

Guerras fazendo vítimas. Imagem: www.tamandare.g12.br

A lógica das guerras, será sempre a ausência de lógica.

Faz-me lembrar a tola anedota do indivíduo que angustiado com medo da passagem do cometa, se matou para não morrer...

E, assim segue o homem seus caminhos de ambição, perdido do Homem, perdido de si próprio...

Os mortos são apenas números de estatísticas...

Inimigos para uns, heróis para outros.

Sempre gente.

Eu, tu, ele...Sempre gente.

Apenas gente.

E, em jogo – sempre – um valor único – A Vida!

Dois mil anos depois de Cristo, é esta – ainda – a nossa actualidade.

 

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:09

Para a Dolores com um beijinho

Terça-feira, 11.11.08

 

o Kiko e a Tia Zé

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publicado por Maria José Rijo às 14:25

Retrato de Grupo (do negativo)

Terça-feira, 11.11.08

Á Lá Minute

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1747 – 10 de Agosto de 1984

        

 

Aqui estamos: - uma geração inteira, frente à objectiva da história.

Olhemo-nos! – Que figuras!...

Aqui estamos, estáticas, como múmias, vendo desmoronar tanta coisa à nossa volta e permanecendo inertes, como se mortos estivéssemos.

                 

-- Onde estão os filhos, os netos, os bisnetos dos Homens que engrandeceram esta nossa cidade?

-- Onde estão os descendentes de quantos plantaram as árvores, abriram as ruas, fizeram as casas e jardins?

-- Onde estão os descendentes das mulheres resolutas que faziam da sua rua brasão de nobreza, caiando as ombreiras das portas e levando desde os poiais até ao meio da calçada, ainda que já vergadas pelo cansaço de um dia de duro trabalho, a soldo de outrem!

               

-- Mesmo pelo “negativo” vê-se bem – somos nós – é a nossa geração!

-- Somos nós que deixamos perder benefícios e privilégios que herdamos:

-- Comando Militar, Hospital Militar, Regimento de Cavalaria, Banco de Portugal…

- Elvas, que até já teve o seu Bispado Arrisca-se hoje a perder o próprio HOSPITAL DA MISERICORDIA!!...

                          

- Somos nós que consentimos que estropeiem árvores, que se usem em praças e avenidas, espingardas de pressão de ar para atirar aos passarinhos…

- Nós que deixamos deitar lixo nas ruas, cuspir no chão, apedrejar candeeiros de iluminação pública, escrever obscenidades nas paredes, arrancar placas de trânsito e bancos de jardins…

- Somos nós que – em lugar de nos organizarmos como uma poderosa colmeia em torno do amor e cuidado que devemos a Elvas, criando núcleos de cultura e recreio (teatro, música, manifestações desportivas, excursões de estudo, de investigação, convívios, etc, etc.) deixamos que andem por aí à toa a tomar uns copos ou a “gastar-se” gastando nas “máquinas”, o potencial humano que motivado com inteligência, faria por suas mãos melhorar a própria sorte e repor o cariz da cidade.

- Somos nós que recusando o gesto largo do semeador que transforma o chão em seara, nos fechamos na avareza do desinteresse…

- Somos nós que até já deixamos de ter o recurso de discar o 115 em caso de aflição! (Contou a rádio local). Agora só Estremoz nos acode se o fizermos…

 

Eis-nos, como somos; frente a frente; olhos nos olhos – fixados neste “negativo de retrato de grupo”, parado, preto e baço, feito “a lá minute” neste ano de 1984…

Que a história nos esqueça – se perdoar não puder…

 

Estamos mais feios – que bonitos

Sem má fé e – sem favor –

Vamos lá reagrupar-nos

P’ra um retrato melhor!

 

 

Maria José Rijo

                      

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publicado por Maria José Rijo às 09:59

Meditação

Domingo, 09.11.08

Hibisco 01.

Talvez este poeminha de 92

possa ter agora alguma

oportunidade

 

Como quem consuma

um amor

capaz de redimir

da solidão de ser

nos possui a morte

nesse abraço forte

onde tudo se esquece

porque é a Vida

que adormece

 

Maria José Rijo

1992

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:13






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@@@@@@@@@@@@@@@@@

@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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