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Entrevista - Radio Renascença Elvas

Domingo, 09.11.08

 

ENTREVISTA

aos microfones

da Rádio Renascença/Elvas

No dia da Inauguração da Exposição Percurso

no Museu de Fotografia

- 19 de Setembro de 2008

Entrevista – Sandra Gomes

 

R.R – Estamos aqui no Museu João Carpinteiro, aqui em Elvas, e prontinha para assistir à inauguração da Exposição “PERCURSO” da autora Maria José Rijo.

 

Estávamos ainda há pouco a apreciar algumas das obras desta autora e ela dava-me uma breve explicação dos objectos que aqui tem, em exposição neste museu.

Objectos que contam uma história de vida.

A história da vida da própria autora e que ela na primeira pessoa poderá contar em forma resumida. Não é assim?

MJR – Pois, já lhe disse que comecei pelo retrato da Minha Mãe, quando se casou e do meu Pai, depois dos últimos retratos dos meus Pais.

A minha Mãe no dia em que fez 100 anos, veio a falecer com 104, o meu Pai aos 81 anos, foi quando faleceu.

Depois é a minha história, as fotos do meu marido quando nos conhecemos, a nossa fotografia de casados, o enquadramento familiar dele, no emprego, a faculdade de ciências, em Coimbra, o Jornalismo. Enfim é uma súmula de todas as coisas.

Todas as coisas têm um princípio, o meu foi assim… e depois diplomas de Exposições,

 Prémios de outras exposições, trabalhos de conchas, de artesanato em madeira, depois a época em que eu pintava gessos e depois a pintura a óleo.

 

Nalgumas – como este painel aqui – é um bocado critica social, por exemplo – aquele canhão com LOVE, a “Paz possível” chamo eu àquilo, como numa altura em que só se fala de paz é a morte, porque é a guerra que impera continuamente, uma espécie de critica social.

Isto aqui também tem que ver com as infra-estruturas, os pedreiros a fazerem prédios magníficos e depois aqui a aquecerem a panelinha num lume qualquer.

Este desfazamento, entre a grandeza, às vezes do que se faz e do que se mostra e a pobreza com que se vive.

 

A isto chamei BIAFRA – com crianças – porque me faz um pavor, uma coisa horrível, que as crianças passem fome. É uma coisa intolerável.

E depois um raminho de Flores, que há sempre um sorriso que em qualquer altura, mesmo na mágoa, ás vezes…

 

Isto é uma Marinha que eu fiz de casa da minha irmã, que ela tem à beira mar e eu lá pintei isto.

As árvores do Jardim que são a minha paixão.

 Jogos florais Luso-espanhóis em que ganhei alguns prémios, mais gessos…

 

Isto é uma camisinha, que a minha Mãe guardava com muito carinho, que nós vestimos

Fomos três raparigas e as três fomos baptizadas com esta camisinha. Portanto a mais velha teria hoje 86 anos. Esta camisa tem 86 anos.

São coisas de ternura que eu guardo.

 

 Isto é no tempo em que a iluminação era a petróleo, pelo menos, no campo, onde nós vivíamos, as minhas avós e as minhas tias com toda a paciência deixavam-se retratar ao serão e eu agarrava no lápis e no papel e fazia.

 A minha avó Maria Constança, a tia Chica, a avó Maria Barbara, é claro, o meu Pai e a minha Mãe, não tinham pachorra para aturar essas coisas, mas as avós, são as avós.

 

  Isto é a visão que eu tenho da minha sobrinha Francisca, que era uma criança “só olhos”, extasiada, olhando, calada, olhando… e adorando borboletas e flores.

 Acho que… enfim, saiu-me aquilo.

Isto é o meu gato, que Deus haja, foi o meu companheiro durante muitos anos e que morreu, como todos os gatos e todas as pessoas e toda a gente

 

Isto é a dor da minha vida, que é a Quinta do Bispo.

Isto são os tarecos lá de casa, que eu ás vezes juntava para pintar.

 

Aqui é uma colecção de presépios de conchas.

Depois vamos por este lado

 

Está o Alentejo, a sua lonjura, porque isto são as coisas que eu pinto de cor, pinto em casa.

Pinto a Emoção que as coisas me dão.

 

 

Isto é a imagem dos sobreiros que sempre achei fantasmagóricas, são lindos, mas arrepiam-me

 

 Estas eram as árvores das Caldas da Rainha, que eu vivia em frente da mata.

Isto são as recordações que eu tenho do mandato da Câmara, que achei muito importantes. São os meus camaradas de trabalho.

Foi a Fundação da Escola de Música, foi a fundação do Coral, foi a criação da Casa da Cultura. Foram uma série de coisas que hoje estão esquecidas do grande público, mas que aconteceram na época do João Carpinteiro.

Do Dia Mundial da Música, os Postais de Gastronomia que tiveram um êxito extraordinário, que a Câmara teve com aquele trabalho que foi feito.

Todas as coisas da Câmara, que fui eu que fiz – nunca são obra de um só, isto é da responsabilidade de um grupo, mas ás vezes agente tem mais interesse porque teve uma ideia e a coisa resultou.

É um livro da Escola, um livro de Ciclo com um poema meu.

Isto foi uma história de capa que eu escrevi para as Luzitas, há uns quantos anos

 

R.R – Muitos dos objectos que podemos ver nesta exposição, são obras, objectos particulares, Objectos seus?

 

MJR - Sim, são coisas minhas de que eu gosto. Olhe, por exemplo, esta foi a minha única sobrinha, filha da minha irmã, e que era uma pessoa encantadora, e ofereceu-me a chave da casa dela de Lisboa, para eu não ter de bater à porta.

 

 

Ela morreu. Essa casa fechou-se.

Eu tenho aqui a chave, pus o retrato dela com os quatro filhos, a minha Mãe, que viveu com ela muito tempo e a avó, que lhe tinha dado a casa.

Portanto isto é o molho da chave da avó Madalena e este é o molho das chaves das malas da minha Mãe.

São saudades, são retalhos de vida!

 

- E depois…Isto são canivetes.

 

 

Olhe, alguns têm uma história muito engraçada. Amigos que me davam – o Sr. Couto que Deus tem, que morreu, eu sei lá há quanto tempo, ofereceu-me o canivete com que cortava os calos, porque estava apaixonado pelos meus trabalhos de madeira. O Dr., que agora não me ocorre o nome dele, ofereceu-me este canivete de Albacete, que lhe deu o padrinho, quando ele fez sete anos.

Este deu-me o meu cunhado Eduardo. Como eu trabalhava em madeira toda a gente me dava faquinhas, depois deixei de trabalhar em madeira e emoldurei-as. Estão aqui.

 

São Salas de Gente.

São memórias, retalhos de vida.

 

 

 Estes são os meus bonecos de madeira que estão aqui.

São feitos a canivete, com alguns canivetes desses.

Isto que também tem alguma graça, são os dedais da minha avó, da minha bisavó, das minhas tias.

 

 

 

 

Estão todos identificados com as datas.

Isto é um bordado, que é da minha tia Chica, que morreu com oitenta e tantos anos e era habilidosíssima.

E estas são as Senhoras donas dos dedais:

A minha avó Maria de Jesus, a minha avó Maria Barbara, a tia Feliciana, a minha Mãe, a avó Maria Constança, a tia Chica e a prima Albertina.

Que eram as habilidosas da família. E então eu coleccionei os dedais e estão aqui.

 

É uma maneira de viver e estar na vida.

 

Pronto… isto são os registos que estão aqui, mais ou menos oitenta…

Por ali, alem mais uma colecção de chaves…

Mais umas coisas e pronto… aqui tem.

É a exposição.

 

RR- E assim temos um pedaço de história…

 

MJR – E aqui temos retalhos que somados são dias da minha vida!

 

R.R.—Exactamente Marisa Gonçalves, depois desta visita guiada a todas as obras aqui em exposição, no Museu João Carpinteiro.

Se ficaste com curiosidade e isso mesmo digo aos nossos ouvintes, aproveitem.

A exposição vai estar aqui neste mesmo espaço até ao dia 9 de Novembro.

São exposições que juntam pequenas montagens de recortes de jornais, fotografias, postais, pinturas e outros objectos feitos por esta artista, Maria José Rijo.

Objectos feitos de madeira, objectos feitos de conchas, objectos feitos com bordados e outros acessórios que fazem parte da vida desta artista.

Margarida, daqui é tudo, do Museu João Carpinteiro.

Já sabe, pode muito bem passar por aqui e assistir um pouco deste percurso de vida.

 

RR- Muito obrigada Sandra Gomes, que está em directo do Museu de fotografia João Carpinteiro, em Elvas, pode ver assim, esta exposição baseada nas memórias de Maria José Rijo. Mesmo em época de São Mateus até ao próximo dia 9 de Novembro.

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publicado por Maria José Rijo às 21:14

Para a Dolores e Avelino

Sábado, 08.11.08

Sta. Teresinha

 

Palavras para quê...

estamos convosco.

Beijinhos

Tia Zé

 

 

Foto - António Graça

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publicado por Maria José Rijo às 20:00

A Exposição - Na Revista InAlentejo

Quinta-feira, 06.11.08

 IN ALENTEJO
REVISTA
Nº 9 (44 mensal)
Novembro – 2008

“PERCURSO” de MARIA JOSÉ RIJO
No Museu de Fotografia
 

 “Percurso”, de Maria José Rijo, é o título da Exposição patente de 19 de Setembro a 9 de Novembro na sala de exposições temporárias do Museu Municipal de Fotografia, em Elvas.
Esta mostra, construída por registos, quadros e muitos outros trabalhos da ilustre Maria José Rijo, foi inaugurada na tarde de 19 de Setembro. O acto inaugural contou com a presença de dezenas de pessoas que fizeram de questão de acompanhar a autora do espólio e o director do museu neste momento.

À “InAlentejo”, João Carpinteiro, director do Museu, disse que esta exposição “é muito grande” e “muito diversificada”. A mostra abrange trabalhos que vão desde os quadros às conchas, aos livros e aos bonecos. “Toda a sua vida está aqui espelhada. Há registos desde a altura do Liceu até aos dias de hoje”, referiu.

A sala de exposições temporárias, onde estão patentes as peças, foi decorada de acordo com a sala de Maria José Rijo, onde se encontram grande parte dos trabalhos expostos. “Depois disto estar aqui arranjado, pensei: ‘Eu tenho isto tudo em casa’. A verdade é que tenho e a maior parte destas coisas são da minha sala. Agora, quando entro aqui, sinto-me em casa e em minha casa não me sinto bem, uma vez que está vazia”, referiu a autora da exposição.

Doar este espólio é, segundo João Carpinteiro, um sonho de Maria José Rijo e esta exposição “Percurso” pode ser “o arranque” para a sua concretização. “Vamos ver o que é que o futuro nos reserva”,acrescentou.
 No que diz respeito a este desejo, Maria José Rijo afirmou já ter oferecido a maioria destes trabalhos à Escola de Musica, quando esta foi fundada, para fazerem uma sala com o nome do meu marido (José de Almeida Rijo”. “Ninguém pegou. Agora está aqui e alguma coisa há-de acontecer”, culminou.

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publicado por Maria José Rijo às 21:29

Um “sepônhamos”

Quinta-feira, 06.11.08

O Despertador

Nº 240 – 31 – Out. -2008

A Visita

  

Assim! Assim mesmo, tal e qual, diria o maioral das vacas

“Ti Carrapiço” – meu grande mestre da sabedoria de viver.

Assim! Assim mesmo, tal e qual, ele que vivia de observações, empíricas deduções e memórias, me diria nesta hora de mal esclarecidas confusões e falsos pudores.

 “ Atão, num sepônhamos, essas criaturas que querem a justiça por mor das ofensas que le fazem, nã se alembrarão do que elas - já –chamaram aos outros só  porque não bebem do mesmo pucro...”

“Atão, num sepônhamos – nã se alembrarão qu’a té em falas de alto ao povo porque nã inguentam que  leiam  noutra cartilha  dizem cada bacorada que se nã ficassem gravadas p´rá gente ouvir até acraditar, agente nem acraditava...

   Atão, num sepônhamos quem arma enredos e engrenages

    com’àquela para

    se esconder por trás dum “homem moço”, e, mais isto

    e mais aquilo...

    ainda por cima falando mal dos que destaparam-na marosca.

    

Assim, com experiência e lucidez, falaria Ti Carrapiço...

 Mas, eu acrescento: - se por um milagre, a essa gente de “coragem” desse Deus a graça da genialidade de, em lugar das preciosas e inteligentes imagens de retórica que constroem – (e, que são mimos de respeito pela liberdade individual, justiça, generosidade, cortesia, boa educação, direitos de cidadania etc... que devem aos seus concidadãos) – puderem manifestar em banda desenhada o seu Respeitoso Amor pelo próximo... como seriam idílicas as suas criações!!!...

 Se calhar o fel que lhes escorre dos camuflados insultos com que mimam quem não põe a coleira e caninamente os segue transformava-se em rosas e nardos...porque, ao que deduzo, o que insulta é o desenho – os impropérios com que nos brindam – são – afinal – o expoente máximo da diplomacia e perfeita educação.

Depois desta brincadeira sobre o ridículo interlúdio com que se propõem distrair-nos em época de - eleições - meu estimado amigo, Manuel António Torneiro que muito considero, vou terminar esta visita da forma que, se calhar, ela deveria ter começado : - obrigada pela maneira como deu a notícia da minha exposição.

Obrigada. Soube-me bem saborear a amizade implícita na deferência que teve comigo.

A dimensão dos grandes, também se mede pela consideração que dispensam aos que não têm cargos importantes.

Obrigada, mais uma vez.

Também quero felicitá-lo pela sua candidatura à Câmara de Elvas. É sempre saudável que alguém que não precisou dos dinheiros públicos para prosperar na vida tenha a generosidade de se candidatar com espírito de serviço.

Só não entendo ou será que todos entendemos bem demais? - Que – só - agora, dois anos volvidos sobre o início da sua publicação, alguém se tenha sentido mal, com os desenhos do Cadete.

Depois de ver o fraternal convívio camarário com elementos que de tudo e mais alguma coisa mutuamente se apodaram – sem reticências – através da imprensa, vêm agora – em altura cirurgicamente escolhida – turvar a superfície das águas...

Será que não se querem ver ao espelho ou, há mistérios no fundo das águas? – O tempo o dirá...

 

Estou-me a lembrar do Santo Padre com um preservativo no nariz

                   

O Vaticano também, como muitos de nós, – não gostou – mas sabendo que a liberdade é o espaço criativo dos artistas e que só pelo exagero vive a caricatura... descontaram o excesso e como o original não tinha mácula – deixaram passar.

 

 Um abraço amigo e as maiores felicidades para si e para a sua campanha. É grato saber que quem nada juntou na política destina à sua terra, de coração, o que amealhou o longo da sua vida.

Parabéns, também a Elvas pela renovação desta candidatura!

 

 Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 20:25

Por osmose...

Quarta-feira, 05.11.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.866 – 18 – Maio – 2006

Conversas Soltas

 

Inesperadamente veio-me à memória esse fenómeno que no Liceu se aprendia nos rudimentos da física e, veremos porquê.

Elvas é uma cidade ímpar no panorama português.

            É impar, muito principalmente, porque dada a sua situação geográfica foi necessário fortificá-la, dentro do espírito de várias épocas, para evitar os perigos de guerras e conquistas que alterassem as fronteiras de Portugal.

Elvas tornou-se diferente, porque foi imperioso evitar o perigo de osmose que agora se está a perpetrar –(se levarmos em conta afirmações recentes do ministro Mário Lino)– quase se poderia dizer que, deliberadamente.

Eu não sei até que ponto estas decisões de fecho de Maternidades resultam de imposições e subservientes submissões a directivas provenientes dessa Europa – não direi a que pertencemos – porque se temos por lá, tão pouca voz activa, é porque, então, nela, apenas nos submergimos e afundamos...

O que eu julgo saber, porque acredito na sabedoria da história, é que cada caso é um caso, e Elvas, se bem pensado, deveria ser, talvez, a excepção que confirma a regra.

Não é por acaso que Elvas tem seus Fortes, suas Muralhas, seus Baluartes e Contraminas.

Elvas, teve tudo isso porque lhe foi necessário ser diferente.

Porque tinha que estar couraçada, não por Ela apenas, mas por um País de que era guardiã, vigia e limite

 

“CHAVE, DEFENNÇA E ESCUDO

SOU DO REINO LUZITANO,

FREYO SOU DO CASTELHANO

ELVAS SOU E DIGO TUDO “

 

Os séculos têm-se esvaído no tempo que imparável vai correndo.

Elvas, não precisa mais dos seus Fortes e Muralhas para se defender de ser sitiada por hordas de soldados ameaçadores.

Mas, Elvas – que com os seus vizinhos a que hoje chama de irmãos na reciprocidade dum convívio sadio – continua a querer ser Elvas, ela própria, com o brio da sua matriz portuguesa, com os seus costumes, as suas diferenças a sua distinta forma de ser e estar do lado de cá deste Guadiana que, se nos une, também nos separa e nos diferencia!

Daí que Elvas não entenda que lhe sejam negadas no século XXI as condições necessárias e imprescindíveis para garantir o seu direito inalienável de ser Portugal – porque continua a ser a primeira cidade portuguesa que encontra quem quer que vindo da Europa, por estrada, forçosamente depara.

Elvas precisa e merece a sua Maternidade, o seu Regimento, tudo quanto lhe foi subtraído, e tudo o mais que constitui a “Fronteira Muralhada” desta era global e obsta à desertificação, chama industrias, pode promover progresso e, pode obstar à sangria que a passe, desta vez “por osmose,” para o mesmo destino que teve Olivença.

Elvas, enfrenta agora a endo e a exosmose que a podem reduzir a subúrbio de Badajoz. O equilíbrio das finanças de um país não pode ser feito à custa da morte das

 cidades do interior, onde só os detentores de cargos políticos prosperam; nem da insegurança e empobrecimento das suas populações.

Só a soma da esperança de todos, num projecto de futuro credível, pode inverter este deslizar para o abismo e libertar-nos desta condição de parente pobre que pedincha ao vizinho, tudo, da água ao sal, para por ao lume a enganosa sopa de pedra...

Acabo de ver e ouvir o Senhor Primeiro-ministro (ironizar? Não acredito!) sobre a possibilidade de, nem só “as Mulheres Ricas” puderem agora ir ter filhos a Badajoz!

Dói ouvir afirmações assim. - Sendo o partido socialista defensor do aborto, (o que só posso traduzir, como eliminação de Vidas de crianças) como se arvora em melhor defensor da Vida dos filhos, do que as próprias Mães, que os geraram - e temem perde-los dando à luz  nas precárias condições das  ambulâncias – como lhes querem impor eliminando os recursos de que dispõem , em lugar de os privilegiar optimizando-os como ELAS PEDEM e MERECEM ! E o futuro das cidades do interior justifica e necessita.

 

Maria José RijoBebê de Marzipan                                                                                                                                                               

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:22

IN MEMORIAM

Terça-feira, 04.11.08

Jornal linhas de Elvas

23-Junho- 2005 – Nº 2.819

Conversas Soltas

               eugenio de andrade.jpg

Morreu Eugénio de Andrade.

De um livro de sua autoria, único que possuo autografado, transcrevo versos seus como a homenagem possível que lhe posso prestar, por não saber com que palavras, se chora um Poeta que ao morrer se eterniza.

 

“Acorde”

 

Onde passou o vento

são altas as ervas,

e os olhos água

só de olhar para elas.

“ Quase Nada”

O amor

É uma ave a tremer

Nas mãos de uma criança.

Serve-se de palavras

Por ignorar

Que as manhãs mais limpas

Não têm voz.

 

             

 

Morreu Vasco Gonçalves

Vou usar um poema de Eugénio de Andrade, para o recordar.

Que das coisas fale quem as entende!

 

 

“O comum da terra”

(Vasco Gonçalves)

 

Nesses dias era sílaba a sílaba que chegavas.

Quem conheça o sul e a transparência

também sabe que no verão pelas veredas

da cal a crispação da sombra caminha devagar.

De tanta palavra que disseste algumas

se perdiam, outras duram ainda, são lume

breve arado ceia de pobre roupa remendada.

Habitavas a terra, o comum da terra, e a paixão

era morada e instrumento de alegria.

Esse eras tu: inclinação da água. Na margem

vento areias mastros lábios, tudo ardia.

14/5/76

 

Morreu Álvaro Cunhal

Partiu um homem símbolo da coerência e da honestidade política. Um homem que sofreu, arriscou a vida, esteve preso, mas nunca se desdisse, nem renegou os seus ideais.

Um homem que da política nunca colheu dividendos económicos e que jamais se vendeu por fama ou grandezas vãs.

Quer se comungue ou não dos seus ideais, ninguém deixará de se curvar perante a rectidão do seu carácter, da sua coragem e, do seu nobre exemplo.

Que descansem em paz.

 

Por caminhos às vezes ínvios, anda o mundo inteiro à roda, à roda, dum simples mandamento: - ama o próximo como a ti próprio.

 

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:53

No Boletim Municipal - a Exposição...

Segunda-feira, 03.11.08

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:22

Dia de Todos os Santos

Sábado, 01.11.08

 

 A cesta da lareira

em dia de Todos os Santos

 

Bom fim de semana a todos

 

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publicado por Maria José Rijo às 12:30


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