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Em nome da coerência

Sábado, 06.12.08

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.480 – 27-- Novembro -- 1998

Conversas Soltas

 

 

Num “ A la minute” escrito em Dezembro de 1985, fiz neste jornal, umas considerações, de onde, por ainda serem pertinentes, respigo hoje – 13 anos após – algumas ideias. Era mais ou menos assim:

......toda Elvas – terá que servir Elvas - como cada um de nós se serve a si próprio - porque de nada serve a força e o trabalho de quem constrói se o desinteresse e desamor de outros se empenhar em destruir !

Para que o dinheiro - que será sempre pouco para a largueza do sonho - dê  frutos palpáveis, é urgente que cada elvense repense a sua forma de o ser. É preciso que não mais se juntem grupos de pessoas para quebrar (fortes) bancos de cimento, etc. etc. etc...porque cada um que queira ser digno desta terra que o acolhe ou lhe foi berço - tem que sentir em si próprio e saber vive-la , a consciência do que é pertencer a uma cidade, a uma comunidade, que , por sua vez também lhe pertence. Tem que saber encontrar em si, o sentido de dever e de justiça que lhe permitam e imponham o comportamento exemplar que deve à sua terra e à sua gente…

Quando, em cada manhã que desponta espreito o céu da minha janela, ao baixar o olhar, avisto invariavelmente os cacos de garrafas, e toda a espécie de porcarias que os adeptos da vida nocturna deixam atapetando o chão onde as crianças poderiam e deveriam brincar com segurança. O PARQUE INFANTIL!

Pode-se, é justo que se faça – e, eu faço-o, mais uma vez, frontalmente – criticar

a colocação dos contentores do lixo sobre as passadeiras e ao magote !

Pode-se dizer que uma papeleira nesse espaço ficava a matar!

Pode-se.

MAS A VERDADE, é que os contentores estão lá! E não há Câmara nenhuma que possa controlar o vandalismo que estes casos demonstram.

Qualquer Câmara pode e deve planear melhor ou pior, como for capaz, o escoamento do lixo. Esse dever cabe-lhe. Mas, o que nenhuma, jamais poderá é controlar a falta de civismo que faz transformar lagos em escoadouros públicos; a inconsciência, ou a malvadez que permite (e sendo a tarefa nocturna não se pode

 Papel no Chao

atribuir a garotinhos) escaqueirar vidros de garrafas de cervejas até tornar o chão resplandecente, num espaço reservado a crianças! Repito: UM PARQUE INFANTIL!

 

Quando? Quando, será o civismo e a coerência entre o gesto e a palavra uma evidência identificável pela ausência destas lamentáveis atitudes que a cada passo nos envergonham e nos ultrajam como gente?

Quando? - Pergunta-se!

Quando? Quando? Quando? Continuaremos a perguntar!

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 00:04





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