Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
2007
Jornal Linhas de Elvas
Nº 2.903 – 1 de Fevereiro de 2007
Conversas Soltas

Vai já, um pouco a mais de meio o primeiro mês do “ano novo”, e tudo se perfila, no nosso horizonte, por igual ao ano velho.
Ali para aqueles lados onde a cantiga diz que havia um Vizir
Ainda...

... Até porque assim se demonstrou – também – como é verdadeira essa “moenga” de os alentejanos serem lentos! – Pois para o provar: - não é que o paciente demorou seis ou sete horas para morrer!
Outro, fosse ele, e teria morrido logo, imediatamente, para não incomodar o Senhor Ministro e não alimentar a má-língua, que sempre tem que dizer, qualquer coisinha, nestas circunstâncias!
Há cada empata!
Pois ainda...

– E, já outro “invejoso” de tão desejada celebridade, morreu por idênticas razões? E, na mesma zona!
É preciso, mesmo, não ser nada original!
Oh, raça danada a destes portugueses que não se cansam de incomodar – contradizendo – já não bastava com a forma como vivem, agora também, com a forma como morrem, – as pessoas importantes! Coitadinhas! – Que têm que aguentar tanta incompreensão!
Oh! Gente pobre! Ignorante e ingrata. Com tão boas ambulâncias para parir pelos caminhos, não é que se queixam por fecharem as Maternidades das suas zonas!!!
Que horror!
Calcule-se que até há, por aqui, quem queira ir para Évora, uma semana antes da data prevista para o parto, com medo de ter a criança na ambulância e por ser incapaz de aceitar ter filhos em Espanha!
Então que os tenham em casa com qualquer comadre, ora essa!
Não têm boas camas? – Pois se as não tiverem, que tenham os filhos de cócoras, na boa tradição das trabalhadeiras que pariam nos campos! - Onde a má sina as arrastava.

Oh! Santa paciência a de Ministro! - que tanto sofre!
E, essa, agora, daquele intrometido vereador da C.M.L que resolveu meter o nariz no negócio dos terrenos para construções!
Então esse tal Sá Fernandes, não sabe os custos do progresso?
Em que mundo é que ele vive?
Pois que venha cá e aprenda.
Ali onde havia um olival que o P.G.U: preservava para manter a ambiência mística no enquadramento do Senhor Jesus da Piedade, (que é Imóvel Protegido) já há casas que permitem sacudir os tapetes para cima dos romeiros...e, naquela Quinta que era também, zona protegida, o que aconteceu?
Então ele ainda não aprendeu, que é tudo tão transparente que nem se vê?...
Ora, num País, onde nem se fala sequer em corrupção, porque haverá, ainda, vereadores, que se metem onde não são chamados! É gente estranha! Raça em extinção!
Ficam em evidência porque são poucos! – Olha se fossem muitos!
Se, assim, já é tanto o estrago, olha se a moda pega!
Já viram o desassossego!
Ano novo! Ano velho! – Como escreveu no Linhas um novo colaborador – que, aqui saúdo: - “mais do mesmo!”
Acabo de saber pela televisão que o Senhor Ministro da Saúde reconheceu (agora) que são necessárias mais ambulâncias.
Pergunto: será ele alentejano? – É que, eu, sou, e não percebo porque detém ele – ainda – o lugar?! - (nada a fazer, sou lenta!)
Mas...

Ele, de onde será que ainda não reconheceu que o problema não é de ambulâncias a menos!!!
Mas, de alguns - e são vários - que estão sobrando...
Maria José Rijo



