Maria José Rijo
Não sou princípio - Nem fim! -Sou um ponto no caminho- Daquela linha partida- Que vinha de Deus para mim!
A visita de Ano Novo
Jornal O DESPERTADOR
Nº 244- 14 de Janeiro de 2009
Dei-me conta de que, entre outras obrigações de amizade, também me faltava cumprimentar “O Despertador” expressando os meus desejos de vida feliz neste 2009 que tem apenas uns dias de existência.
Aqui estou, cumprindo esse propósito, do mando do coração, sabendo que se pode aceitar que: - o que não se faz pela Santa Luzia, se poderá fazer em qualquer outro dia...
Remediado o atraso, não calha mal, especulando um nadinha, pensar na pouca, ou nenhuma, razão que motiva a nossa alegria e esperança, sempre que um ano novo se inicia.
É evidente reconhecer que é somando os anos novos que, todos, todos sem excepção, desde que continuemos a viver – nos fazemos velhos.

A sabedoria popular diz que: - do velho se pode fazer novo.
O tempo decreta que, com anos novos se gera o velho e, nem uma coisa nem outra deixa de ser verdade.
Por outro lado, qualquer noite cede o lugar a um dia e, cada dia é tão novo como qualquer outro, seja no começo de uma semana, de um mês, ou de um ano.
Para quem nasce, o ano novo, como todos os que se lhe seguirem, começará nessa data em que viu a luz pela primeira vez.
Também é costume chamar ao ano que começa: - Ano Bom!
Chega a parecer que o ser humano tenta com estes maneirismos conquistar as graças do que é inconquistável, – o tempo.

Parece uma espécie de namoro, um fetiche, um suborno…
Acredito em ti! - Tenho esperança em ti! - Ano novo! – Ano bom!
Espero muito de ti!
Também se poderia especular de forma diversa. Mais sensata talvez!
Ano novo, mês novo, semana nova, dia novo...
Dentro de nós são que começa tudo... apostemos em nós.
Porque cada dia, cada hora, cada minuto é sempre novo para quem o viver.
É sempre princípio. Não deverá ser necessário o espaço de um ano para plantar ou colher, dentro de nós a esperança ou a mudança, porque os anos, hão-de suceder-se, mesmo quando nós já cá não estivermos para projectar a alteração que deveria ter acontecido logo que a reconhecemos necessária, e fomos adiando para cada ano novo, que até poderemos não chegar a estrear.

Prometem-nos de todos os quadrantes, um ano difícil!
Veste de luto, este 2009, o ano agora começado.
Veste de negro, porque é de guerras, injustiças, crueldades que se encheram e enchem os seus escassos dias.
Ninguém se demita de se sentir responsável só porque está longe de nós a desgraça.
Tempos melhores, só virão com Homens melhores, e esse esforço, essa luta é de todos nós.
Sabemo-lo bem.
Que os nossos gestos semeiem com coragem, justiça, paz, fraternidade e esperança.
É a minha oração.
Maria José Rijo




