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Um ar que lhe deu!

Sábado, 28.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.678 – 4 de Outubro de 2002

Conversas Soltas

       

Luís de Sttau Monteiro foi um escritor, e mais do que tudo um dramaturgo, daqueles que deixam o nome ligado a uma obra que a posteridade não pode esquecer.

Se fosse vivo teria agora setenta e seis anos, pois nasceu em 1926.

Julgo, que não há ninguém, minimamente informado nestas lides de livros e escritores que não tenha ouvido referências, lido ou visto representar: - “Felizmente há Luar” ou,

“Todos os Anos pela Primavera”etc...etc...etc...peças de teatro que ficaram nos anais da literatura portuguesa.

Aliás, Sttau Monteiro, aparecia com alguma frequência na televisão, em júris de concursos literários, pelo que a sua imagem era bem conhecida do grande público.

Mas... ao que vem esta evocação? – Pode perguntar-se.

É que Sttau Monteiro, – durante anos, talvez, – teve uma participação, salvo erro, no “Diário de Lisboa” que deliciava o país inteiro.

Eram as redacções da Guidinha.

Era uma prosa falsamente ingénua, construída com mão de mestre, como se fora de uma criança do ensino primário, em que fazia o balanço semanal da vida política portuguesa.

Lembrei-me desta circunstância ao ler no “Linhas” a participação de uma nova colaboradora.

É que, também, as suas redacções são falsamente ingénuas, só que não fazem rir.

Fazem pasmar e reflectir.

Como pode uma pessoa tratar de forma tão despicienda a inteligência de outra que tanto admira?

Ou será que ninguém reparou que aquele tom maternalista com que se pretende levar os “ignorantes munícipes” a ler por uma só cartilha, é desprimoroso para todos nós? E, não engrandece a imagem da pessoa que nos quer impor?

Não se vê que – “Por Elvas”- na circunstância, soa a falso?

Não vê que é o gato escondido com o rabo de fora?

Não se reparou que um Presidente de Câmara não se engrandece por ter comprado mil vassouras ou outros tantos contentores de lixo?

Que o mérito não está aí.

O mérito, estaria, ou está, sim, no programa que criou essas necessidades, no planeamento dessas acções, e, na sua correcta e oportuna execução.

            

Inúteis minúcias já vêm descritas até à exaustão no Boletim Municipal, onde esses relatórios podem ter, mais ou menos, cabimento.

Por muito verdadeiras que sejam as afirmações proferidas, não se me afigura coerente com o nível intelectual que se costuma atribuir a pessoas com grau académico aquela indisfarçada tentativa de catequizar tolos e parolos, que parece acreditar sermos todos nós.

Claro, que se têm feito coisas certas.

Ninguém de bom senso o negaria, e não são precisas dissimulações, atitudes melífluas nem palavrinhas mansas para o reconhecer ou afirmar

É evidente.

Que se seja frontal, que se fale bem do que se acha bem.

Que se faça com convicção, abertamente, o que se acha dever ser feito.

É justo que se defendam, a nossas opiniões, as nossas ideias, e que se louvem as pessoas que admiramos.

Isso respeita-se, e é legítimo.

Mas, escrever em jeito subserviente, como quem faz recados visando alertar mentecaptos, pondo o ramo num lado e vendendo noutro... não vale a pena.

É triste e é feio.

Pela parte que me toca, registei com admiração a eternidade que o plástico e o vidro levam a decompor-se.

Em contrapartida o encanto, o equilíbrio e a nobre austeridade do Centro Histórico, como se sabe: foi um ar que lhe deu!

                 

Esta é a resposta que me ocorre à pergunta formulada em “por Elvas” de 20 de Setembro p. p., depois de reflectir, como nos era recomendado.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:02

Malhar

Sexta-feira, 27.02.09

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 3009 – de 26-Fevereiro de 2009

 

 

Quem se realiza e goza, feliz, malhando à direita e à esquerda nos fulanos e fulanas que lhe cruzam o caminho, confessa, não pertencer a essa espécie, na qual malha, por desdém ou desprezo.

Ora, não podendo o homem, criatura de Deus, fugir às características morfológicas da sua espécie teremos que aceitar que aqueles que dos seus semelhantes, se demarcam, pretendem catalogar-se em qualquer diferenciada estirpe dela derivada, porventura, quem sabe, se – a dos fulaninhos.

Mas, Fulaninho, implica pequenez, dimensão pequena de qualquer fulano. Isso, por si só, já implica que, para ser visível, qualquer fulaninho, suba a um poleiro sempre que possa, para que mais longe, ecoe a sua fala, ainda que seja para estigmatizar a espécie de que provêm, mas que, observada do alto lhe parece desprezível, ínfima.

E, aqui não há direitas nem esquerdas.

                 

Há fulanas, fulanos e fulaninhos que juntos fazem o todo.

O todo que se esgadanha, como se o fizesse em corpo inimigo e não no todo que somos como país.

Dizia-se que ser destro – era qualidade.

A destreza era virtude.

Cortar a direito, era sinal de justiça,

Ser Homem às direitas era ser homem de bem, de honra.

Olhar a direito era sinal de lealdade.

Já a esquerda tinha conotações menos felizes...

Ser canho ou canhoto, era considerado defeito.

Ser canhestro – era, ser desajeitado.

A esquerda é, – a sinistra – na sua raiz.

Para quê tanto espalhafato!

No cérebro humano a esquerda “comanda” a direita e a direita, “comanda” a esquerda.

Só sincronizadas funcionam perfeitamente.

É de esquerda ‘ – é bom!

É de direita? – Não presta!

 

Quanta gente de esquerda e de direita tem enriquecido com estratagemas “à la main gauche?”

 

Quanta “gaucherie” naquela confessada malhação...

 

Quanta gente honrada trabalhadora e boa sofrendo por designações tolas de direitas e esquerdas quando nem aos fulanos, nem às fulanas nem aos fulaninhos de qualquer lado que estejam da barricada escapa o reconhecimento do que é o Bem e o Mal, o Justo e o Injusto mas, com palavras e rotulagens vão mascarando e manipulando tudo – tantas vezes - apenas em seu próprio proveito.

 

Nenhum país melhora com uma forte esquerda ou uma forte direita.

Os países melhoram com a melhor qualidade da sua gente, e, dessa responsabilidade ninguém se isenta - eu, tu, ele, nós, vós eles...e, para isso, aposte-se no civismo na cidadania, na cultura, na saúde, na educação, na justiça, trabalho, verdade, Paz...

A estas metas chega-se por caminhos de formação e consciência!

Mas... enquanto lá se não chega era bom que os fulanos, as fulanas e os fulaninhos que dispõem do Poder matassem a fome de quem a tem à esquerda e à direita sem preconceitos e, dessem trabalho a quem de direito e não – apenas – aos das suas cores políticas por mais canhestros que sejam, porque isso não é direito, nem de direita, nem de esquerda, é sinistro.

 

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:11

Reminiscência - A Ladainha

Quinta-feira, 26.02.09

Jornal linhas de Elvas

Nº 2.815 -- 26-Maio – 2005

Conversas Soltas

Reminiscência – Nº 20

A Ladainha

 

Rezar o terço era nas famílias portuguesas um costume ancestral.

Não sei, se sempre se rezaria por fé, por necessidade espiritual ou se nalguns casos seria apenas uma tradição, um ritual bonito que por essa razão se mantinha e cumpria como quem faz filhós ou queijadas nas épocas próprias.

Ainda me lembro de ver, em casas grandes que visitava, à boca da noite, patroa e criadas, naquelas horas mortas entre o jantar e o deitar, nesses longos serões, rezarem em conjunto.

Em voz alta, desfiando o terço, a senhora da casa anunciava os mistérios enquanto as acompanhantes em lugar de correr também os dedos pelas contas, puxavam as lãs “enchendo” em ponto de Arraiolos tapetes para os herdeiros da família, ao mesmo tempo, que recitavam as orações.

Noutras casas era diferente.

Havia famílias que iam à igreja cumprir as suas devoções, ou cumpriam-nas em suas casas, mas não impunham nem sugeriam quaisquer obrigações a quem as servisse, embora desde que o solicitassem fosse aceita de bom grado a sua companhia.

O mais comum, era em cada família, serem os elementos de mais idade a gerir os preceitos do comportamento geral e ninguém se eximir a esse desiderato.

Assim, de geração em geração, passavam as orações que já chegavam ao conhecimento dos mais novos com as legendas explicativas de: - já minha mãe ou minha avó rezavam assim...ou, foi com fulana ou beltrana que aprendi...o que fazia que nunca se perdessem de vista os “direitos de autor” quando se divulgassem.

Curioso, era que, na maior parte dos casos os homens embora ficando por perto não tomassem parte no acontecimento. No entanto, se fosse caso disso, com a maior naturalidade diziam: - a essa hora não porque é a hora das orações.

Era pois facto assente que o ritual fazia parte do quotidiano estabelecido e aprovado.

Na casa de meus pais, a mentora das devoções era minha Avó que na hora certa convocava minhas tias, e as netas, anunciava alto e bom som o evento para quem mais quisesse aderir e iniciava as suas jaculatórias a que se seguia o terço e a ladainha.

Até aqui tudo bem!

O pior é que minha Avó persistia em ler a ladainha em latim.

Meu Pai, com o seu sentido de humor não perdia pitada, escondia a cara por detrás do jornal que parecia ler e assistia sorrindo deliciado ás silabadas que sua Mãe dava e nós em coro repetíamos

Eram cenas de Verão, lembranças de quando já não havendo aulas estávamos de férias em casa.

Memórias daqueles dias imensos em que o calor do Alentejo convidava à quietude e à contemplação.

Entretanto faziam-se horas para jantar. Corríamos então ao quintal para ver quem chegava primeiro para tirar a cesta pendurada por uma corda para dentro do poço onde a garrafa do vinho para a refeição e a melancia, ou outra fruta, tinham estado toda a tarde a refrescar, que a água que se bebia era comprada à porta, ao aguadeiro, e guardada em cântaros de barro, nas infusas, como por lá se dizia, e, essas ficavam à noite ao “sereno” para haver água fresca o dia inteiro.

olhares_exposicao_alentejo.jpg

E, tudo isto, foi apenas outro dia, aí para trás...quando não havia televisão, nem rádio, nem frigoríficos, nem máquinas de lavar...

Há mais de cinquenta anos; é certo!

Mas, foi já, na minha geração.

 

Maria José Rijo.

 

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publicado por Maria José Rijo às 19:51

EQUIVOCOS

Quarta-feira, 25.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Á LA Minute

Nº 1.808 – 25 de Outubro de 1985

 

 

Uma vez, no mercado de Elvas, ao ver-me deliciada com o perfume das maçãs que lhe estava a comprar, disse-me o revendão, gabando-as:

“São do Norte”!

Inadvertidamente, aquela pequena frase, acordou em mim uma reminiscência das poesias que se aprendem na infância, e , distraída, pensando alto – como não raro me sucede – completei: - “do país da neve fria” - !

Antes que eu pudesse aperceber-me do que acontecera, o homem, com ar de espanto e comiseração, condescendente elucidou-me: - “o norte não é país, senhora! É lá para cima, na província.”

Embora divertida, corei com o incidente e fui explicando que a frase que ele dissera me trouxera à lembrança, uns versitos antigos aprendidos na escola.

Paguei, guardei as maçãs e afastei-me com a segura consciência de que o homem me sorria por complacência, mas, lá no fundo, duvidava da minha sanidade mental, e a minha justificação fora um fracasso.

De outra vez – nas Caldas da Rainha aí por 1976 – ao visitar um museu com um grupo de amigos, também me aconteceu outro equivoco jocoso.

Nunca me deu jeito, para escrever, encaixar as tampas das canetas no cabo – alonga-as muito e não gosto de as utilizar dessa maneira.

Pois, ao ser solicitada para assinar o livro dos visitantes, destaquei, para o fazer, a tampa da caneta que me ofereciam, enquanto me propunha dizer: “não sei escrever com a caneta assim…”.

                                 

Antes, porém, que terminasse a explicação do meu gesto, o guarda, rapidamente, solicito, liberto-me da caneta e da tampa, consolando-me afável:

-- “deixe lá, coitadinha! – ainda pode aprender!”

Tive imediata consciência de que na pressa de me acudir, o bondoso homem, talvez envergonhado com o que julgou ser a minha humilhante confissão, não me permitira completar a frase.

Calma e dignamente afastei-me agradecendo, enquanto os meus amigos se atropelavam ao sair, para rir mais à vontade.

Acabei agora de ler no jornal, os resultados finais das eleições, e embora desta vez não ache graça, tão surpreendida como de outras vezes, só posso pensar: - Há cada equívoco!...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:58

O oficial de dia

Terça-feira, 24.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.862 – 20-Abril-2006

Conversas Soltas

[Foto+perfil.gif]O oficial de dia

A confusão persiste.

Eu, falei de ética! - Melhor dizendo: da sua ausência! - Comentei procedimentos, (que ninguém desmentiu) atitudes, políticas. Não pessoas.

Uso os meus direitos e deveres de cidadania.

A resposta que da Câmara emanou, (enfermando da mesma doença) deu-me a sensação de fazer parte da novela da SIC. Que eu também vi; e agora terminou.

Porque, também nela havia um “coitadinho”, uma “mázona”, e um “mundão” de “vítimas sofredoras”, por “casua”( como diria o irmão da personagem, Mirna), da “tal” muito, muito má, que estragava o paraíso daquela gente perfeita e impoluta.

Ora deixemo-nos de histórias!

Não sou eu como indivíduo que estou em causa. Nem é a pessoa de Rondão Almeida. São as nossas afirmações. As nossas atitudes, a nossa linguagem!

Eu, avaliei o que foi dito. Não menti. Se o tivesse feito teria que pedir desculpas. E, fa-lo-ia.

Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!

Ninguém é intocável, nem infalível.

Argumentos combatem-se com argumentos, não com insultos.

      Deste “auto” que – aqui - dou por terminado, porque não tenho paciência para especulações emocionais, fica-me , em consciência, uma interrogação:

          Num panorama eleitoral, onde o ganhador tem – incontestada – maioria absoluta, porque causará tanto desconforto ao vitorioso eleito, uma única voz, a minha, perdida nessa escassa minoria que não vota nele?

        Vá-se lá entender isto!

Tivesse eu o Dom de ver para dentro das pessoas, como a ilustre Câmara demonstrou ter pela “missão” cumprida pelo seu oficial de dia – ao afirmar que eu sou assim e mais assado; e teria a resposta que, sem ele, não enxergo. (Essa do ódio, é também de novelas – sem dúvida!)

Em certas situações – de pungente ridículo – rir é o melhor remédio para não chorar.

Aliás, todas as pessoas que me conhecem, sabem que jamais neguei a capacidade de liderança, e indiscutíveis qualidades de trabalho, do presidente Rondão de Almeida etc. etc. etc.

Não lhe vislumbro, porém, nem modéstia, nem dúvidas, nem a mais leve presunção de que alguma vez possa estar enganado...e, isso assusta!

Critico-o, não pelo que fez, mas pelo que já desfez e o ofusca irremediavelmente... a Quinta do Bispo, a beleza e equilíbrio estético da Praça com a criação das modernas catacumbas, a destruição da austera nobreza da rua da Cadeia, com a aposição de bebedouros e outros pormenores que vão descaracterizando uma cidade, que muralhas a dentro, era – até então – ainda harmoniosa no todo, como uma peça inteira e única...

 Um milagre de preservação Uma jóia sem preço! - Sem mistura de pedras falsas.

Tinha programado, para hoje, transcrever a história interpretativa da nossa Bandeira, que, penso, vale a pena partilhar e conhecer...

Mas chegou-me “aquele recado”, e, como de cara descoberta, assino o que escrevo, assumo o que faço e digo, sem me fazer à piedade com lamúrias, porque tenho oitenta anos, não tenho quem me defenda e vivo só! – Ou, coisas afins, que poderiam ser usadas na circunstância, para me escamotear a consequências dos meus actos, – mudei o meu intento.

 

Não desejando, muito embora, desagradar, não é para agradar que escrevo.

Escrever, creio, ser o meu caminho. Tento percorre-lo com coragem, dignidade, e a ajuda que a Deus vou pedindo dia a dia Escrevo para Ser.

Às qualidades que já reconhecia a Dona Vitória junto agora a generosidade, com que provou o “rancho”. Ossos do ofício!

Cumprimento-a.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:34

E, porque não?

Segunda-feira, 23.02.09

Conversas Soltas

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.709 9 / Maio / 2003 

 

 

E, porque não falar do “labirinto” da Casa Pia?

Quem se esconde, quem se mostra, quem mente, quem fala verdade?

Se calhar ao certo ninguém o saberá!

Uma coisa, porém me parece fora de dúvidas todos, mais ou menos, já pensamos no assunto, e, no fundo do nosso coração, afagamos, um pendor, uma tendência, para acreditar neste ou naquele, às vezes, sem bem saber as razões porquê.

Em família, entre amigos, emitem-se pareceres, arriscam-se opiniões.

Em publico, não.

O tema é melindroso, ninguém está disponível para sofrer por conta dos problemas de outrem. Bem basta o que bate directamente à nossa porta e a que não se pode fugir.

Tudo isto é certo.

Tudo está de acordo com os cânones...

Pois, também eu, já cheguei a “uma idade canónica”, em que a nossa verdade é tão imprescindível de ser assumida, como o ar que se respira. Assim sendo comentarei o que me parece certo que seja comentado.

Por exemplo: como é que a Senhora Drª Catarina Pestana, tem a certeza que os meninos que sorriram baixando os olhares quando tiveram conhecimento de certas decisões dos juízes estavam felizes porque isso era prova da eficiência da justiça no nosso país?

A mim, quis-me parecer que eles escondiam os olhares “talvez” porque estando a mentir, ficaram mais tranquilos por ainda não terem sido desmascarados!...

Ou, ser, ou ter sido, menino da Casa Pia, torna as crianças impecáveis ou incapazes de mentir, ou de se desculparem atribuindo as culpas a outros ou de inventarem ou fantasiarem histórias?!

Ter sido Menino da Casa Pia, torna as crianças TODAS, puras como anjos e diferentes, para melhor, de todas as demais?

Porquê então o percurso do Bibi? - Que lá foi criado?...

Tentemos pensar como poderia ter sido o trajecto de Vida de qualquer um de nós, se aos quatro anos, sem Pai nem Mãe, nos víssemos fechados numa Instituição, um, perdido, entre muitos, querendo ganhar o seu espaço, à toa, como uma borboleta que se queima procurando a luz nas chamas.

Aí está mais um infeliz que chegou a carrasco pelo caminho do martírio em que cresceu e se formou...

Então se assim é, ou sempre foi, porquê o drama, a tragédia, com que nos confrontamos, senão e só, por culpa de quem tudo sabia e não escalpelizou...de quem ao longo de gerações, fingiu tudo ignorar?

casa-pia.jpg

Estava a olhar a televisão e, apanhou-me em cheio, de olhos nos olhos, a pergunta daquele Pai, a quem uns rapazinhos de quinze anos, brincando com uma arma atingiram a sua pequena filha com um tiro na cabeça.

O infeliz repetia: - então uma criança desta idade, não sabe o que faz?

Dou a minha resposta: pode não avaliar bem a responsabilidade e eventuais consequências dos seus actos.

- Pode!

Mas, sabe perfeitamente distinguir o bem do mal.

Essas situações, sem dúvida, que identifica.

Fico por aqui. Isto dava pano para mangas. Porém, o jornal não vive de conversas...e, a minha, já vai tão extensa que receio já ter esgotado os limites que me foram imposto.                 

                                                          

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:29

O nosso amigo Manuel António

Domingo, 22.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº - 2.452 – 6- Maio - 1998

Conversas Soltas

 

 

 Nunca esta expressão: - “o nosso amigo” terá tido tamanha força de significado como hoje e agora referindo, Manuel António Torneiro.

O homem que, ao criar a “Associação dos Amigos de Elvas” acaba de contrair o direito a uma espécie de oficialização desse sentimento de amizade que de uma maneira geral une todos os elvenses, e, de uma forma particular liga todos os elvenses à figura popular e carismática desse “borbense generoso e sonhador que toda a gente identifica.

A iniciativa que Manuel António, tomou traz grandes responsabilidades quer para ele próprio, quer para quem a ela aderir com um verdadeiro: sim!

É que, Amigo! – Amigo não é tarefa fácil...

“Amigo” -como escreveu Alexandre O’Neill:

                                   

(...) “ Amigo” é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado,

É a verdade partilhada, praticada.

 

“Amigo” é a solidão derrotada

 

“Amigo” é uma grande tarefa

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

“Amigo” vai ser, é já uma grande festa!

 

Amigo – diz o Poeta – é a solidão derrotada.

Amigos de Elvas – pode ler-se: - Elvas não mais estará só.

Elvas tem quem a reconheça – por enlevo, com direitos de primazia acima de outros quaisquer direitos.

Amigos – também se usa dizer: - são a família que nós escolhemos.

A família é laço – laço de sangue – e, sangue é vida.

Elvas, tem, a partir de agora, à frente da legião dos seus amigos, dos seus defensores de sangue, da sua família de espírito – eleita, por assumida imposição de consciência – o nosso “AmigoManuel António.

É bom reconhecer isso.

É bom acreditar nisso.

Em certa vez, meio a brincar, meio receosa (confesso!) – em casa de um amigo comum, numa festa de aniversário, falei com Manuel António sobre o loteamento da zona de Santo Amaro.

Festa do Padroeiro Santo Amaro

(meio receosa, porque é quase trágico o que por aí nos ameaça!...)

A brincar, porque, qualquer coisa de íntimo, de intrínseco à minha forma de ser, me induz sempre a crer nas pessoas – perguntei a Manuel António se, o tal loteamento, não iria deixar o padrão – que marca a Batalha das Linhas de Elvas – condenado a ficar de “mastro” de S. João no fundo de um qualquer quintal!

Tem-se visto o dinheiro matar tão sem escrúpulos! Fazendo tanta guerra, tanto mal!

Hoje, retiro a pergunta.

Retiro a dúvida e, peço desculpa.

Retiro, até, porque com coisas sérias não se brinca.

E, o Homem, que audazmente encabeça um grupo de Amigos de alguma causa – publicamente se obriga à coerência e ao respeito pela palavra e pela intenção empenhadas.

Padrão de Elvas

O Padrão, agora, sei-o – terá sempre a guarda de espaço envolvente que lhe é devida como guarda de honra e marca do outeiro onde outros homens – outros Amigos – não só de Elvas – mas de uma Pátria – a nossa – lutaram e morreram muito principalmente por nós e pelos que depois de nós hão-de vir.

Toda a luta pela nossa terra é luta pelo futuro.

Obrigada, Manuel António Torneiro.

Espero em Deus, viver ainda o tempo que baste para o ver a si – como vejo agora – o Arquitecto Ribeiro Telles a falar feliz sobre o jardim didáctico e exemplar que está a nascer no alto do Parque Eduardo VII.

Aí, mesmo, onde “o capital” pretendia contra a beleza, o bom senso, o ambiente, a história etc, etc, etc... situar um hotel de luxo.

Espero vê-lo, como o seu espontâneo compromisso o obriga, a ser o mais denodado paladino das causas nobres da nossa cidade.

“Amigo” (recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?)

“Amigo” é o contrário de inimigo!”

Assim pensou e escreveu O’Neill. E eu, que o não saberia assim pensar mas, sou capaz de entender, aqui o citei para a reflexão de todos nós. E, fi-lo, com esperança em mim e, em vós.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:06

Carnaval - Reminiscencia V

Sábado, 21.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.489 – 5 – Fevereiro - 1999

Conversas Soltas

Reminiscências 5

 Carnaval

Ora ainda bem que o Carnaval chegou!

Só assim, com máscara, serei capaz de contar algumas reminiscências especiais, o que, se calhar, noutra altura, não me atreveria a fazer.

Começo por uma história que sempre ouvi referir como aprendida em Barrancos.

Até calha bem! - Barrancos, agora está na berlinda.

Creio, que em boa verdade, o contador, senão, o inventor, desta brincadeira situava em Barrancos todas as anedotas que contava. Ele tinha um bom motivo. Era a mistura de espanhol e português que compõe o dialecto que por lá se usa. Usando-o tornava a linguagem mais colorida e conseguia da assistência reacções mais efusivas

Então a garotada delirava de riso. Mas vamos à história!

Parece que um santeiro quis comprar a uma mulher o tronco de uma velha laranjeira para com ele esculpir um S. Cristóvão. A proprietária do cobiçado material, não estava muito disposta ao negócio porque era lá que atava o burro sempre que o arreava para ir à vila tratar da sua vida ou, no regresso, para descarregar os seus avios.

Porém ao perceber a finalidade a que se destinava o tronco, cedeu prontamente. A partir de então tornou-se devota do santo e quase o considerava como membro da sua família.

Ia vezes sem conta à capela onde a imagem era venerada e com ela mantinha em pensamento conversas sem fim. Ora acontece que uma das suas filhas ficou para casar e a nossa heroina lá foi mais uma vez desabafar com o seu santo. Contou-lhe das suas dúvidas e receios por tal casamento e concluiu as suas preces, de pé, em frente da imagem enaltecendo e valorizando assim a sua intimidade:

                  

                   S. Cristóvão poderoso

Milagreiro

Obra prima do santeiro

Pureza de criatura

Maravilha de escultura

Varão santo

Cara de anjo

Olhar doce

Divinal

Milagre da natureza

Da estaquita do meu burro

Sois irmãozito carnal

 

Mas... há sempre um mas; e, o dito casamento foi uma verdadeira catástrofe e a nossa heroína ofendida com a negligência do santo, que não cuidou de servi-la a contento, como ela pensava, ser de sua obrigação, dada a sua origem que lhe era tão familiar - não fez mais nada -  cruzou o xaile no peito, avançou furibunda para o santo e em altas vozes deu largas ao seu ressentimento dizendo:

 

S.Cristóvão

Cristobaça

Pataça

Manaça

Cara de cuerno

Patifon

Assim como tendes las fuças

Assim me deste el genro

 

E, assim, numa brincadeira, se põe a nu a mudança que se opera nas pessoas quando os seus interesses são beliscados.

Passam, os ídolos invocados, de santos a demónios e, no auge da ira, por não puderem por o mundo a rolar a seu gosto, esquecem as blandícias com que pretendem levar os outros a servi-los e mostram, até na linguagem, a verdade dos seus corações.

Sábio é o povo. Tolo, será, quem não o entender.

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:41

“A palavra exacta”

Sexta-feira, 20.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.904 – 8 Fevereiro – 2007

Reminiscência -- 29

Conversas Soltas

 

 

Tinha estado a prestar atenção a um programa na televisão onde se falava de correntes literárias, e referia com particular ênfase o Romantismo.

Fiquei a pensar na influência que as vivências de cada época têm na arte e, talvez de forma mais evidente no romance e na pintura.

Detive-me a “revisitar” interiormente o pouco que sei do assunto e a “digerir” com o máximo de benevolência possível o confronto com a minha ignorância, saboreando algumas lembranças e referências que persistem em coabitar comigo.    

Recordei a descoberta de alguns autores, um, em particular, porque o li “cedo” e, portanto às escondidas – Emile Zola com a sua Nana e a sua Therese Raquin, livros, retirados à socapa da biblioteca do “Avô” como também eu, entre suas netas, assim tratava o Dr. Aresta Branco – pai– figura quase lendária dos tempos da implantação da Republica, que, tendo sido companheiro de escola e amigo de meu avô paterno, me mimava como neta .

A verdade é que nem os olhares daquelas figuras austeras, de colarinhos engomados , “plastrons” sob as casacas negras, monóculos, bigodes retorcidos , barbas de fino recorte, quietas nos retratos enormes, de tamanhos e molduras iguais que revestiam as paredes da seu  escritório, e que o Avõ referia familiarmente como:  o Manuel de Arriaga, o Teófilo, o Bernardino, o António  José de Almeida  o  Teixeira Gomes  - e pareciam fixar-nos acusadoramente, nem eles, nem a média luz, imposta pelos espessos cortinados, que tornava os moveis escuros de tremidos e torcidos um tanto fantasmagóricos nos detinham a mão atrevida que  surripiava das estantes, os exemplares, que, às escondidas, íamos devorando

(From left, seated at table) Joseph Schildkraut, Paul Muni, and Gale Sondergaard in The Life of &[Credits : Courtesy of Warner Brothers, Inc.]

Mas, isto de Zola, que ouvíramos dizer ao Avô, ser amigo de Paul Cézanne, e estar ligado à defesa do caso Dreyfus,( que não sabíamos o que era) mas, de que o Avô, falava com admiração,  era o máximo!

Podíamos até nem perceber grande coisa do que liamos, nem ter a mínima noção do que era o naturalismo, ou, alguma vez olhado um quadro de Cézanne, quanto mais distinguir – aos doze , treze anos, se era clássico ou  impressionista! - Mas, a emoção de lhes pronunciarmos os nomes dava-nos o conforto íntimo de nos “sentirmos entendidas”, gente adulta, que sabia “das coisas” , o que nos fazia presumir de “importantes.”

Decorávamos poemas, títulos de romances, nomes de autores, e, claro está, das suas heroinas.

Chorávamos, agonizávamos e quase morríamos de emoção com o drama da Dama das Camélias, como nem ao próprio Dumas, teria acontecido. Porque, então, com tal torrente de lágrimas ter-se-ia afogado sem conseguir escrever o romance...

Pasmo do mundo de lembranças que acabo debulhando a propósito de quase nada. E, desta vez, afinal, porquê!

Uma nesga de sol entrando pela vidraça iluminou de forma repentina um bocado de tecido sobre a minha mesa de trabalho. Fiquei a olha-lo seduzida pelo tons vibrantes das cores sob o efeito da luz.

Então, alguns versos que retenho, de um poema que o tempo foi varrendo da minha memória, levaram-me a pensar, em como, até nos desenhos das tapeçarias, as correntes literárias e poéticas das diferentes épocas marcavam a sua presença. O tecido imita as tapeçarias francesas “Gobelin” que primavam pelas delicadas figuras românticas desse universo paradisíaco feito de beleza e felicidade, verdadeiros delírios de elegância em cenas de Watteau próprias dos sec. XVII/XVIII

Julgo lembrar, que o poema se intitulava, “Passo de Minuete”e referia, um raio de luz (com agora) que acendia as cores de uma bela gravura representando uma dança de salão, em cujo verso final se dizia -: “graciosa mesura – e acaba o minuete.”

E, foi essa pequena frase que me fez sentir como às vezes, só uma palavra pode fazer a diferença. E. Na circunstância, evocando o ambiente, o meio e a época, para estar perfeito, tinham que ser aquelas e não outras: -“ graciosa mesura e acaba o minuete”. É que não é preciso dizer qualquer coisa mais para se “ver” que a dança terminara, o cravo emudecera e os pares de cabeleiras empoadas e gestos peralvilhos e artificiais e as damas decotadas e cheias de frufrus a esconder o rubor do falso cansaço por detrás dos preciosos leques, se dispersavam pelos salões...

“Graciosa mesura” – nem demais, nem de menos – a forma exacta – apenas.

Preciosa como uma jóia, nostálgica, como uma reminiscência...

                                                 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:19

...E vão cinco!

Quinta-feira, 19.02.09

 Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.836 – 20 – Outubro - 2005

Conversas Soltas

 

 

 

                   capa-eleicoes.jpg

 

Terminaram as eleições autárquicas na nossa terra com o resultado previsto.

 

Aqui, é como a pescada – antes de ser - já o era!

 

Uma coisa, porém me deu alegria – a diferença por cinco.

É que, se mais cinco votos da oposição houvera, nada resolveriam em relação a um futuro diferenciado.

Assim, como assim, tanto dá, um, dois, ou nenhum.

Por cá, só manda quem manda, e muito à sua vontade com o majoritário aval do povo soberano, decisão que democraticamente se aceita, embora também, democraticamente, dela se divirja.

Mas voltando aos cinco: - com eles pode ser reeleita a pessoa que consegue dar numa Câmara (que em conveniente mimetismo se unificou em rosa,) a nota de verdadeira simpatia e humanismo.

 

Parabéns Dona Vitória!

 

Pouco e mal a conheço, porém, toda a cidade sabe que o seu trato é simples e afável e que não se impõe com sobranceria e ameaças.

Deus a ajude, porque já provou ao longo destes anos passados que não é vulnerável a contágios de vaidades, grandezas, ou arrogâncias... (Suponho que talvez por isso a posicionaram à ré...)

 

Está minha alma em festa com a vitória de Rui Rio defende regionalização perante "sinais de reduzida governabilidade"Rui Rio. Desde a primeira hora do seu mandato que o admiro incondicionalmente pela coragem com que mostrou que o Porto não é nenhuma coutada the popedo senhor Pinto da Costa.

 

Que isso nos compense do arrogante fraseado, quase obsceno, do Major Valentim Loureiromajor Loureiro, que nos confrange como pessoas de bem.

 

Quem usa a força da vitória para insultar adversários mostra não só falta de cidadania como duvidosa qualidade como indivíduo e democrata.

 

Também estas eleições mostraram como o povo não quis entender que não se pode ou deve achincalhar um líder partidário por ter tido a dignidade e coragem de excluir das listas nomes de pessoas sobre as quais pairem sombras de comportamentos pouco honrosos, e que deveriam ter tido o bom senso de se auto excluir, em lugar de se evidenciarem em competições.

Ganharam, é certo, porque somos um povo sentimental e piegas que vibra com folhetins de faca e alguidar, escândalos de rua e outras pamplinadas...

                 

Somos um povo que consente que o Estado dormite em questões fundamentais que aceita por esmola o que, como dever, podia exigir e, lamuriando vai à televisão expor as suas misérias e revoltas, porque as caridosas subscrições entre particulares vão resolvendo dramas clamorosos, mas que depois, qualquer excursão ou jantarada cala e conforta.

Enfim, o gosto e o encanto da vida está, e muito, na sua diversidade.

Embora diversidade não seja, creio, o que o futuro nos trará.

Espero tantas e tantas mais placas pululando por aí como cogumelos, que o cemitério ficará – se não estiver já – em desvantagem...)

            jornal.gif

 ( Enganava-se o muito ilustre colaborador deste jornal – a quem, grata, saúdo - ao supor que as placas poderiam ferir a modéstia de alguns laureados!)

E...assim vai girando  o mundo!

 

P.S.- após leitura da imprensa local em 12/10/05

Queria agradecer ao Sr. Presidente da Câmara – a quem felicito - a honra que me concedeu  dedicando-me a sua recente vitória; até porque, fazendo-o, confessa ( no seu estilo peculiar) que lê, e tem em conta as minhas modestas opiniões.

Sem dúvida ele é, em política, “o mais promêro” para Elvas, mas ao que se deduz, em juízos de valor, “a mais promêra”, para ele, sou eu, o que me desvanece!

Acontece, porém, que ao receber “o perdão???” que me concede, “a meias,” com o Senhor Jesus da Piedade, se posiciona lá tão alto que me fica inatingível.

Pobre mortal que sou, entre o céu e a terra, esmaga-me a distância, daí que, na minha insignificância, me remeta, desde já, ao silêncio – não antes, porém, de afirmar que me sei incapaz de apodar de assassino quem quer que seja, e as ilações que cada qual possa extrair do que lê, não são da minha responsabilidade.

 

Maria José Rijo

 

 

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LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






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Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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