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Permitam – me que discorde!

Terça-feira, 03.02.09

Jornal Linhas de Elvas

12-Maio-2005 – Nº 2.813

Conversas Soltas

 

                     PR.jpg

O Senhor Presidente da Republica – que muito respeito – fez uma presidência aberta para chamar a atenção sobre os desmandos que se praticam na condução automóvel no nosso País.

Foi uma ideia absolutamente louvável e, acredito que teve e terá consequências muito positivas para a resolução do arrepiante caos a que chegou o trânsito nas nossas estradas.

Há porém uma afirmação que o Senhor Presidente proferiu que me ficou a martelar na consciência e não resisto a comentar.

Afirmou sua Excelência que acha -  e para o facto chamou a atenção do senhor ministro que tutela a respectiva pasta – que a polícia da estrada deve andar à paisana e, em carros civis !

Logo, logo pareceu-me nem ter percebido bem. Porém, quando consciencializei o que realmente tinha escutado senti-me um tanto perturbada.

Uma polícia nesses moldes, é uma polícia secreta!

– Ou, não é?

Ora as autoridades policiais, ao que me parece, devem estar convenientemente identificadas! - Nunca disfarçadas.

O cidadão comum tem que saber – tem esse direito – deve saber a lei em que vive.

E, tem que poder reconhecer as pessoas a quem está entregue a defesa da segurança de todos nós.

Se já aparecem assaltantes vestindo fardas da GNR e da polícia a mandar parar carros, como vai ser com essa nova medida?

[continencia.jpg]

Quem viaja como deverá proceder?

Obedece? – Não obedece? – Pára? – Não pára? - Como é?...

Quem garante a segurança?!

Que se incluam desde os infantários – se possível – aulas de civismo no currículo escolar, que se faça tudo o que é possível e, até o que possa parecer impossível para educar a população, para mudar a mentalidade obtusa e medíocre de quem pensa que com um volante na mão, ultrapassando tudo e todos, supera as suas ocultas frustrações, – concordo.

image

Porém, que se crie uma polícia secreta como se todos nós fossemos delinquentes perigosos sem direito ao respeito que nos é devido como pessoas e como cidadãos, permita-me que muito democraticamente discorde seja lá de quem for, até, e muito principalmente, do Senhor Presidente da Republica!

Estamos nos pós 25 de Abril.

Eliminaram das escolas a educação moral e cívica porque era coisa de fascistas!

            

Em troca deixaram um espaço vazio onde só tem proliferado a libertinagem, a droga, e, por aí fora...

Quando será que a sabedoria dos simples entra na cabeça dos eruditos.

O que é bom é sempre bom! - Venha de que mão vier – lá dizia o Ti Carrapiço! - Que viveu a apascentar vacas e nunca ouviu falar nem em progressistas nem em fascistas, nem isso jamais lhe fez falta para destrinçar o Bem do Mal...

E, como eu, agora diria: - nada, absolutamente nada, deverá restaurar entre nós a armadilha traiçoeira, a suspeição generalizada o bafo nojento da denúncia sem rosto e outras arbitrariedades quejandas, como era uso no tempo em que até se espiava quem tinha, ou não, licença de isqueiro!

 

Maria José Rijo

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publicado por Maria José Rijo às 22:54

Entrevista-Set. 2008-Radio Elvas

Terça-feira, 03.02.09

Entrevista aos Microfones

Da Rádio Elvas

Entrevistou - Marina

Durante a inauguração da Exposição Percurso

No Museu de Fotografia

19 de Setembro de 2008

 

Procurei fazer, como que: um busquejo começando do princípio dos meus trabalho porque, tenho recordações, como toda agente afinal tem, mas às vezes têm só recordações, só a lembrança e não têm testemunho e eu, com a mania de guardar coisas, não é que eu seja coleccionadora, mas, junto coisas, tenho amor, aos papeis, aos trapos, junto, transformo, faço bonecos, faço coisas que então comecei a juntar desde há muito e portanto, é uma história contada, justamente por isso, com trabalhos.

 

QUAL A OBRA QUE DESTACARIA?

 

Penso que do ponto de vista da originalidade, seriam os trabalhos de conchas porque não são trabalhos feitos com conchas bonitas, é aproveitar as sugestões dos cacos, das conchas partidas, que são as que mais me falam, porque afinal de contas aquelas que têm mais história.

Estão partidas porque viveram, foram quebradas por alguma coisa porque já aturaram muita maré, muito céu, muito sol, muita lua e é aproveitar isso para dar-lhes formas novas

 

Agora, como trabalho, mais gratificante e realmente mais moroso e que a mim me deu mais emoção fazer – foram os trabalhos de madeira porque quando idealizava um boneco não sabia porque ponto havia de começar.

Ás vezes perguntavam-me assim – como é que fazes?

e eu respondia – corto o que me sobra.

E era realmente assim.

Eu via o boneco lá dentro e depois começava a tirar daqui, dalém, dacolá – chegava a ter febre – o meu marido as vezes dizia-me: “Não fazes mais nada!”

Cheguei a ter 38,5 de temperatura da excitação porque eu era a primeira pessoa a ver o que saía.

E era isso.

 

A SUA COLECÇÃO É MUITO VASTA DESDE CHAVES, A MADEIRA PASSANDO POR CONCHAS…

 

Eu acho que na vida é tudo bonito e não acho que as coisas quebradas sejam todas lixo e nem de deitar fora.

E depois, por exemplo, tenho ali um quadrinho, feito de quase nada. Eu tinha uma única sobrinha, como tenho uma única irmã e ela era de uma gentileza, extraordinária.

Uma vez cheguei lá a Lisboa, bati à porta e ela não estava. Eu esperei, um quarto de hora, até que ela regressou e abriu a porta.

Segunda vez, ela tinha a chave da casa, com uma etiqueta a dizer Casa de Lisboa – “nunca mais a minha querida tia, espera à porta”

 

Depois, eu podia deitar essa chave fora – já não serve para nada. Mas enquadrei, a fotografia dela com os filhos e agora vou dar, ao mais novo, que é o que vive mais só.

 

São estas coisas assim, porque são como mensagens de vida, de outros que a gente recebe e depois transforma e guarda ou dá.

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:00





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