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Será esta a Solução? Quem Sabe!

Domingo, 08.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.841 – 24 – Novembro - 2005

Conversas Soltas

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Não consigo, ninguém consegue, perceber porque uma cidade como Elvas à qual o País tanto deve pelos sacrifícios que corajosamente suportou e que a história regista para que Portugal pudesse fruir da sua independência se veja despojada de todos os organismos e serviços que a definem como cidade e lhe davam a justa e bem merecida importância.

Enumerar tudo quanto tem sido feito pelos sucessivos governos para transformar Elvas num posto fronteiriço ou subúrbio de Badajoz, sem a mínima importância no contexto nacional, seria exaustivo e inútil porque todos, novos velhos, jovens e crianças, todos, quantos dia a dia percorrem as ruas da cidade têm consciência olhando os edifícios de que: aqui era... havia...foi... e evoca a lista de perdas que a pouco e pouco nos têm vindo a empobrecer.

Ora, se tão pouco valemos para quem nos devia respeitar talvez a solução seja pedirmos a nossa integração em Espanha.

Está talvez chegada a hora de fazermos essa opção...

RI8 - Regimento de Infantaria nº8 por francisLM.

Se pensarmos que o R18 tem os dias contados... (apesar da veemente luta do Presidente da Câmara contra a abstrusa decisão dum governo da sua própria cor –( justiça lhe seja feita !) e que a Maternidade está na mira para abater num próximo futuro...

Se pensarmos que as nossas crianças, ao nascer, estarão privadas desse direito fundamental de ser recebidas nesta vida pelo embalo na sua língua pátria... (lembremos Pessoa!)

Se pensarmos que os nossos jovens encontram “ali” as Universidades onde os acolhem sem médias de vintes, (os cursos “ali” são para gente normal, não para génios) e, ali se formam...

Se pensarmos que “ali” se recorre a tudo e por tudo, que aqui, não temos...e “ali” nos é facultado com profissionalismo e competência...

Teremos de confessar que os “nossos” são eles e, não aqueles a quem por direito pertencemos mas, que dia a dia, nos humilham tratando-nos não como portugueses, mas sim como coisas, ou empreendimentos rentáveis ou não rentáveis e, portanto susceptíveis de ser abatidos ou desprezados.

Ora acontece que se Elvas não tivesse sido despojada dos seus Regimentos, dos canhões nas muralhas, e, ao contrário as cerimónias militares tivessem sido preservadas, desde o simbólico fechar de portas, aos toques de recolher com “charanga”, aos concertos com bandas militares, á abertura de Fortes por senha, pontes levadiças, render de sentinelas com seus brados de alerta, visitas guiadas a contraminas, concursos hípicos, e tudo o mais que poderia ter, ou já teve e que a pudesse conservar como museu militar vivo e activo portas adentro... se em lugar de terem destruído todo o seu equipamento de fortaleza medieval tudo tivesse sido preservado e enriquecido, como - digo sem receio - qualquer outro país teria feito ...Elvas seria hoje um pólo turístico ímpar e de renome e conservaria a actividade militar que lhe é própria e devida, onde as instituições respectivas  ainda funcionariam por direito histórico.

Pois, diz quem sabe, que à excepção de Ávila, também muralhada, nada há na península que se lhe compare...

E, então, teria sido possível eximir a saudosa Quinta do Bispo à cobiça desmesurada da construção das Brandoas que desfiguram o País de norte a sul...

E, ela poderia ter sido como muitos filhos ilustres desta terra sonharam… um eco-museu agrícola onde a história da lavoura, parte integrante desta dicotomia das nossas raízes como povo – terra e armas – teria o devido lugar, e onde, mercê da sua ligação à vida da Igreja, na época áurea da contribuição de Elvas para a história da música em Portugal e, recentemente pela ligação a António Sardinha, muito ali se poderia evocar e recriar, do ponto de vista cultural...

Elvas, Alentejo, Portugal

Ai!...“Esta Elvas”... “Esta Elvas”... Também tão perto, e tão longe, do Guadiana e de tudo quanto a vizinhança dum rio pode oferecer...

Como porém nada se fez com olhos de futuro e se deixou o cimento sepultar a história, aqui estamos flutuando à mercê dos ventos de acaso.

Mapa de Espanha

Peçamos então à Espanha que nos dê abrigo e desapareçamos de vez do mapa português para que o nosso governo aliviado, limpe as mãos à parede, pelo esforço que tem feito para nos sufocar.

Quem sabe! Talvez essas impressões digitais possam num futuro ser visitadas num muro de lamentações onde se possa meditar sobre a inevitabilidade ou não, de certas mortes anunciadas....

 

 

 Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:20

Preciso de amar

Domingo, 08.02.09

 

Arrabida -- Julho de 1956

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No regresso do "Sobrinho pródigo"
um "poeminha" – ou, "pequena conversa",

que sei eu? –

a dividir por esta família do meu encanto
.
Preciso de amar
para sentir que vivo
Preciso de amar
para acreditar que vivo
Preciso de amar
para saber que vivo
se o Amor
não for o motivo
viver
só pode ser
estar cativo
da sentença de morrer.


Assim, confesso como preciso de vós...

beijinhos

Maria José

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publicado por Maria José Rijo às 00:06





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