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Assumo!

Quarta-feira, 18.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.826 – 11 – Agosto - 2005

Conversas Soltas

 

Assumo e não me envergonho de o dizer, que chorei ao ver o resultado das obras na Praça da Republica.

                      Praça da República

Dormi mal e tive pesadelos com aqueles volumes estranhos deslocados naquele contexto como um balde com esfregona estaria à porta da Sé, pretendendo ser decorativo...

 

Juro por Deus que é verdade.

Só me lembro de viver emoção igual, quando em Angra do Heroísmo assisti ao terramoto e vi a Sé desmoronada por terra.

Não ouso, nunca ousaria faze-lo – comentar a obra em si que penso será de grande qualidade, e digna até dos mais rasgados elogios. Creio mesmo que do ponto de vista da engenharia ela é um êxito.

Não falo do que não entendo.

Mas como a maior parte das pessoas desta cidade, continuo a pensar, e, agora, mais do que antes, que não era aquele o local para tal realização.

 

Desta vez, ainda bem que com o parque logo nasceu mais uma placa.

 É bom que fique bem claro o nome de quem destruiu o sóbrio equilíbrio daquele nobre espaço, o inutilizou como sala de visitas que era, desde o Senhor rei D. Manuel o Venturoso,  quem privou a cidade de Elvas da possibilidade que teve durante séculos de fruir com deleite os passeios em noites de Verão pelo tabuleiro da praça, ou de se sentar nos bancos circundantes, em paz e silêncio vendo o luar pratear o casario antigo .

Eu sei, já todos perceberam que em seu lugar, ganharam um escorrega gigante, “uma enorme glissagem” para o ski sem gelo nem patins!...

Não estou a escrever estes comentários porque muita gente mo tivesse pedido, embora telefonemas e algumas cartas que tenho recebido a isso me pudessem induzir.

Uma delas, (que aqui agradeço) particularmente bem escrita e, até com um humor bem justamente sarcástico, envia-me em verso aquilo que designa por:

“Retrato de um urbanicida que tem assassinado o centro da nossa cidade” 

Outros pedem que não lhes cite os nomes, com receio de represálias, etc. etc. etc. o que como é evidente nunca faria, porque a Câmara, confessam, (se bem que com o nosso dinheiro de contribuintes) é que dá os passeios, os almoços, os empregos, as benesses.

No entanto, também quero referir que uma pessoa, houve que me disse ter gostado.

Disse-me que a praça, cito: “ está engraçadinha”!

Se as pessoas que estão de acordo com tais estragos acham a obra “engraçadinha”, também deverão, por força de igual critério, achar que a Sé tem piada, e o Aqueduto parece bordado de ilhós porque tem muitos buraquinhos!

 

Quando aos espaços, ou às obras, não se reconhece, valor histórico, imponência, majestade, nobreza, estilo, beleza ou grandiosidade que nos encantem e comovam!..

Quando o nosso coração, a nossa sensibilidade, a nossa alma não vibram sentindo-as...

 Quando uma praça – única - no coração de uma cidade,- da cidade que mais peso teve na independência do nosso país - é transformada em zona de serviços...

Mal vai o país que assim se deixa governar...

Quando a Sé caiu, em Angra, muita gente, como eu, se abraçou chorando, ao olhá-la.

A gente nasce e vive sabendo que a morte nos levará; e aceita - é a lei da Vida.

Porém, quando se vê destruído, ou irremediavelmente adulterado um testemunho da história – sofre-se – com a dor da perda do futuro que se empobrece, com os nossos erros, as nossas vaidades, as nossas insaciáveis ambições...

    cuidando de nossa casa comum, a terra

Cuidado! – a terra não é nossa...temo-la de empréstimo...é bom não esquecer.

E, que Deus nos possa perdoar tanto ultraje já consumado a um bem - de que somos apenas fieis depositários, mas responsáveis  perante a história - a nossa Cidade.

 

 Maria José Rijo

 

Elvas Praça da Republica  por FelixBenavi.

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:14

Reminiscencias - 6

Terça-feira, 17.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.491 – 12 - Fevereiro -1999

Conversas Soltas

 Reminiscencias - 6

      Illumination_morgan_estill

Convivi e estimei profundamente, com respeitosa admiração, um homem bom que discretamente ajudava e protegia todos quantos à sua porta batessem. Viúvo, muito novo ainda, criou sem madrasta uma ninhada de seis crianças, das oito, que do seu casamento lhe nasceram.

Pois esse Homem que foi meu sogro, com coragem se dirigia a qualquer individualidade quando estava em causa a justiça.

                       File:Braga Banco Portugal.jpg

Assim o fez ao Administrador do Banco de Portugal ao perceber que por razões políticas obstruía a carreira de um filho seu dizendo-lhe frontalmente que chegara à velhice com a consolação de nunca ter prejudicado qualquer soldado que sob as suas ordens tivesse servido, e que lhe oferecia esse exemplo, que considerava o maior orgulho da sua vida, atitude que a sua provecta idade lhe permitia. Como resposta recebeu do Senhor Administrador com um cortês pedido de desculpas a promessa de que a justiça seria reposta, o que veio a acontecer de imediato e que ele comentou, dizendo apenas: - quando as pessoas têm carácter, não há grandes nem pequenos, – há pessoas de bem.

Pois esse homem por ter uma alma pura, tinha um humor de criança e divertia-se com historietas brejeiras que muitas vezes encontrava impressas, me mostrava e fui guardando.

Assim, hoje, aproveitando a maré destes carnavais tão modernistas cá vai uma graça de outros tempos.

           

Acordão da relação do Porto de 11 de Novembro de1793 sobre o conflito de uma das Freiras d’Amarante com os frades da mesma Vila

Acordão em relação, vistos estes autos, etc. etc.

As autoras, D Abadessa, Discretas e mais religiozas do real convento de Santa Clara de Amarante, mostram ter um cano seu próprio por onde despejam as suas imundices e enchurradas, o qual atravessa de meio a meio a Fasenda dos Frades dominicos da mesma vila.

Provam elas autoras a posse em que estão de o limpar quando precisam.Os reus Prior e mais religiozos do Convento de S. Gonçalo, assim o confessam e se defendem disendo : que lhes parece muito mal que lhes bulam e mecham na sua fazenda sem sêr à sua satisfação: que conhecendo a sua necessidade da limpeza do cano das Madres tinham feito unir o seu cano ao delas para mais facilmente se providenciarem as couzas, por cujo modo vinham a receber proveito.

         

Portanto e o mais dos autos; vendo-se claramente que aquela posse só podia nascer do abuzo: vendo-se a mais boa vontade com que os reus se prestam e obrigam a limpar o cano das Madres autoras e que outrosim da união resulta conhecido benefício , conclue-se visivelmente que tais duvidas e questões da pare das autoras só podem nascer de capricho sublime e temperamento ardente que precisa mitigar-se para bem d’ambas as partes.

Pelo que mandam que o cano das Freiras autoras seja sempre conservado corrente e desembaraçado, unido ou não unido ao cano dos réus, segundo o gosto destes e inteiramente à sua disposição, sem que as freiras, autoras possam intrometer-se no dia e na hora nem nos modos ou maneiras da limpeza a qual desde já fica entregue à vontade dos réus que a hão de fazer com prudência e bem por terem bons instrumentos seus próprios o que é bem conhecido das outras que o não negam nem contestam.

              

E quando aconteça, o que não é presumível, que os réus, de propósito ou omissão, deixem entupir o cano das autoras, em tal caso lhes deixam o direito salvo contra os réus, podendo desde logo governar na limpeza do dito seu cano, mesmo por meios indirectos e usando de suspiros, ainda usando do cano dos réus, precedendo primeiro uma vistoria feita pelo Juiz de Fora com assistência de pritos louvados sobre os canos das autoras e réus e pagar as custas de premeio etc. etc

                         

É esta a cópia fiel do Acordam da Relação do Porto de 11 de Novembro de 1793, não deixando dúvidas a ninguém que houve freiras em Amarante e que os doces regionais d’Amarante, da Confeitaria Amarantina de Alcino dos Reis são provenientes de receitas do Antigo Real Convento das Freiras de Santa Clara de Amarante.

 

Era assim, aproveitando circunstâncias por vezes pícaras ou pitorescas, que se fazia noutros tempos a propaganda das particularidades de cada terra. Neste caso focavam-se os doces conventuais de Amarante.

Confessemos que não calha mal juntar à doçura o riso mesmo sendo à custa do desnaturado “pretuguês” com que foi redigido o hilariante acordão...

 

 

 

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:14

A política e a visita

Segunda-feira, 16.02.09

Jornal O Despertador

Nº 218 – 17-Outubro-2007

A Visita - 12

               Luís Filipe Menezes          

 Acabo de escutar os comentários ao discurso de Luís Filipe Meneses e, se bem que não pretenda meter-me nos meandros da política, não posso deixar de chamar a atenção para a falta de rigor que alguns críticos mostram nas opiniões que emitem.

Não cito nomes, porque não os fixo, e, também porque para o caso não se me afiguram importantes.

Nem, por vezes, sei exactamente o que me leva a tomar posição em questões desta natureza.

                      .politico.jpg

Se calhar trata-se apenas dum natural pendor para ficar ao lado dos ofendidos... pode ser... talvez...

Eu, não tenho mandato para defender quem quer que seja, mas, revolta-me a ligeireza com que cada qual tira as conclusões que lhe convêm dos factos que todos nós temos visto acontecer.

Como querem os críticos ser respeitados quando afirmam que o governo de Santana Lopes é um exemplo da incapacidade de gestão do PSD!

Que eu tenha dado conta, Santana Lopes não chegou a governar...

O então presidente da Republica “despediu-o” quase mal o avistou!

Nem lhe deu tempo para descer a escadaria com calma. Como que o empurrou porta fora...

Quem tiver razões de queixa contra os governos PSD, fale dos que existiram, e, não do único que, antes de ser... já não era. 

       Penso que a política muito se desacredita pela falta de rigor nas afirmações que em seu nome são emitidas.

Há tantos factos que podem servir de paradigmas para atacar este ou aquele governo, de qualquer cor, que não consigo entender porquê vão – sempre -  buscar Santana Lopes por tudo e por nada!

Chego a pensar que o temem pelas qualidades que publicamente lhe negam, mas que, no íntimo, lhe reconhecem, com tal convicção, que não se cansam de o tomar como referência! – Será?

Que outra leitura se poderá fazer de circunstâncias tais – não vejo.

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Outro assunto que me surpreendeu, foi o quase silêncio sobre a morte de João Coito!

Então um português ligado de raiz a alguns jornais, que criou e, ou, serviu durante toda uma vida, um homem com uma inteligência, um bom senso, uma coerência e fidelidade de princípios que corajosamente – sempre - defendeu com a sua notável maneira de comunicar pela escrita, o que mereceu dos ”oficiais do seu ofício”, dos colegas de trabalho, das redacções dos jornais onde trabalhou e serviu, foi pouco mais do que um vil  esquecimento !

                coito.jpg (7860 bytes)

Não conheci João Coito, senão das crónicas que apresentava na televisão, de artigos de jornal, e das homenagens que prestava por escrito a quem lhe merecia admiração ou respeito e, confesso gostava de o ler. Ele era natural da cidade da Guarda – onde vivi – ou de lá perto, e, então tinha amigos por lá, que o consideravam como o Homem ilustre que era.

Vem estes comentários a propósito de eu pensar que enquanto para além do qualquer pendor político, não for possível fazer justiça às pessoas que professam diferentes ideais será difícil, senão impossível haver paz.

                  

Não pertenço a qualquer partido político, mas admirei a Honestidade de Guterres, como também admirei a Honestidade de Marques Mendes no seu esforço de serem opositores sem serem demolidores.

Um e outro sucumbiram ao seu esforço de moderação.

Qualquer deles se cruzou com “rondosocranianos”em força no seu percurso e, como se sabe as avalanches esmagam tudo por onde passam...

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:23

De visita

Domingo, 15.02.09

Jornal O Despertador

Nº 228 – 5 Março de 2008

A Visita 17

 

De visita, aqui estou mais uma vez, para dois dedos de conversa, que hoje, tem que ver com um assunto que diz particularmente respeito à nossa cidade.

 Numa destas noites em que a insónia me atormentava, para ajudar a queimar horas, liguei a televisão.

A minha primeira reacção foi de espanto pela qualidade de alguns assuntos que vi tratar fora de horas, quando no horário dito nobre, por vezes o enfoque vai para cada rubrica que nem lembraria ao mafarrico.

 No programa – Mundo das Mulheres – o tema, era: - Livros de A a Z. Não reparei se era repetição, mas porque a conversa, era precisamente – bibliotecas, arquivos e seu funcionamento, fiquei atenta aos depoimentos dos vários intervenientes. Um deles, um sociólogo – Dr. Jorge Martins a certo passo, afirmou: “- uma biblioteca ou um arquivo sem técnicos é como um hospital sem médicos”

Biblioteca Municipal de Elvas - Sala Eurico Gama

 

Achei a comparação bem pertinente e veio-me à lembrança a queixa de desconforto do Dr. Rui J. a quem ao visitar (muito recentemente) em missão de estudo o Arquivo em S. Francisco, foi dito para consultar o arquivo de Lisboa, porque – em Elvas – de Vitorino de Almada – nada consta!!!

Claro que, quem lá estava, não sendo “médico” nem sequer enfermeiro seria. Eram apenas O.M.T.J...a quem a muito boa vontade de que disponham não supre o desconhecimento.

Como se vê, nem só no Hospital faltam valências...

 Reconheçamos, que entre o espalhafato para inglês ver, e, o amor, o respeito e o entendimento que se tem, ou não tem – de verdade – pelas causas, há uma grande distância.

                    Arquivo do Intermat

Fiquei, ao ter conhecimento de MAIS (há tempo fui procurada em minha casa para ajudar sobre outra pesquisa, também inviabilizada no Arquivo, e a que pude valer com um trabalho da Professora Dra., Maria Augusta Barbosa e do Senhor Cónego Alegria, editados na Câmara de João Carpinteiro) este incidente a pensar na defesa que foi necessária para manter o arquivo em Elvas quando em 86, se sucederam as arremetidas para o tirar de cá. Luta, de defesa já mantida, também, por Câmaras anteriores.

Foi, então, que citando Eurico Gama, no prefácio da sua obra. –“Catálogo Dos Livros Paroquiais Da Biblioteca Municipal de Elvas” – Eurico Gama – o Homem – cuja sala (feita a seu pedido com os 6.ooo livros que deixou à cidade) – agora foi desfeita, que se conseguiu, o milagre, de o Arquivo ficar em Elvas de vez.

Que mais não fora – por isso - a sua memória deveria ter merecido desta Câmara uma atitude mais justa e respeitosa.

Mas, como as coisas vão, ainda me sujeito a, ser eu, acusada e presa por tráfico de influências, dado que estou citando ajudas de outros, em defesa do meu pensamento!

Talvez este não seja um tema muito pacífico para visitas, mas...

Quando tudo muda tão rapidamente que já são as mulheres que carregam os andores nas procissões, que sejam ainda as mulheres a lembrar a quem, e como, de que forma, está entregue e é respeitado, o testemunho histórico da cidade...

Até sempre

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 22:38

Felicidades Miguel

Domingo, 15.02.09

 

.Mesmo estando bastante ocupada

não deixaria passar o dia 15

sem um beijinho de

Parabens para o Miguel

a quem desejo todo o bem do mundo.

 

Tia Zé

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publicado por Maria José Rijo às 11:25

A voz do sangue

Sábado, 14.02.09

Jornal O Despertador

Nº 214 – 22-Agosto-2007

A Visita 9

 

Nesta pasmaceira do meu dia a dia, de que não me queixo, mas reconheço, como quem petisca numa mesa farta, indecisa na escolha definitiva, pegava e largava, em “pontas” ao acaso, sem eleger tarefa que me seduzisse.

Punha a mim própria hipóteses, que à partida interiormente recusava, umas, atrás de outras...

Com a consciência nítida e crua de que o tempo não é presente que, na minha idade, se possa esbanjar, atormentava-me.

Não me conforta pensar no que já fiz, se é que alguma coisa de préstimo terei feito. O que sempre me preocupa e pesa é o que posso ter deixado de fazer e era parte da realização do meu trajecto.

                

Avaliava decisões difíceis que tive que tomar e, embora delas não me envaideça, sentia um certo orgulho pela coragem de as ter tomado com sentido de justiça e honra.

Entre a coragem, o orgulho, e a vaidade, as fronteiras são por vezes tão frágeis que podem ofuscar o natural sentimento de alegria íntima que se ganha, quando, mesmo que se erre, se tem a coragem de fazer o que cremos certo, na hora certa.

E, bom, é, à distância, reconhecer com toda a humildade de consciência que, se pecou por defeito – não por excesso.

Saber que deliberadamente não se hostilizou ninguém – é bom.

Saber que sempre se assumiram os nossos actos e, deles, e por eles, sempre se deu o rosto, nunca se usando de traição, ou cobardia, é bom, é muito bom!

É reconfortante, dá paz.

Não nos sentirmos santos nem demónios, mas saber que entre esses limites se faz o percurso de ser gente, torna-nos tolerantes com os demais e exigentes connosco próprios.

           malmequer 2.jpg

Distraída com os meus pensamentos tinha esquecido a televisão que, aberta fornecia o ruído de fundo que sempre ajuda a situar-nos no mundo real.

Foi então, que, como uma pedrada que quebrasse um vidro, a minha atenção despertou por inteiro, pela voz da Tonicha a cantar à moda da minha terra na etapa da volta a Portugal em Beja.

Curioso, como apenas uma cantiga., nos pode situar num contexto de lembranças, carregado na alma, onde a terra tem a força e a voz do sangue que sustenta a nossa vida.

Decididamente, não aprovo Saramago nem qualquer iberista, seja lá ele, quem for...

Impossível! – Absolutamente impossível!

                   restolho.jpg

Pois se até uma cantiga nos traz os cheiros do restolho, o cantar das fontes, a imagem das casas caiadas, os horizontes imensos, e acende em nós a voz da terra e a luta e sofrimento dum povo humilde e trabalhador – como não saber, como não sentir, que a Pátria, está na nossa alma!

 

 

 Maria José Rijo

 

 

 

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publicado por Maria José Rijo às 21:19

Ocupei outra vez!

Sexta-feira, 13.02.09

Jornal Linhas de Elvas

3 – Março – 2005 – Nº 2.803

Conversas Soltas

Reminiscência – 15

 

 

Lá na aldeia, naqueles anos trinta, as mulheres trabalhadoras do campo, carregadas de filhos, de cuidados e de miséria, por vezes, confessavam em lágrimas qualquer nova gravidez dizendo num lamento:”- ocupei outra vez!”

E, choravam.

Choravam frente ao peso dum destino cruel e injusto que as fazia sentir como maldição aquilo que mais amavam: - “ ter os seus filhos, os mocinhos, as criencinhas, os injinhos os enocentes” – que a designação bebé, como a de papá ou de mamã ainda não tinha entrado no seu vocabulário genuíno, onde as palavras pai e mãe eram pronunciadas com a unção de quem dissesse – santo. Era um tempo em que se lhes pedia a benção ao começar e ao findar do dia, não se tratavam os pais por tu, mas sim por senhora ou senhor.

           

Reminiscências...

Não havia retórica na comunicação, as conversas eram autênticas, directas, nascidas dos sentimentos impressos a sangue, a sofrimento nas suas almas como os calos do peso das enxadas nas suas mãos. As palavras não eram pronunciadas com exactidão académica, a sua pronúncia era modelada pela emoção e facilidade de expressão.

Mas uma coisa é a pronúncia certa e a fonética, outra são os sentimentos subjacentes ao que se deseja expressar, e, aí, não havia, nem poderia haver, nem jamais houve, erro.

Aí falava um povo analfabeto mas sábio de vida, formado em raiva (como de si próprio dizia o professor Agostinho) e em privações.

Aprendi a ler – lá – entre crianças com fome de conforto nos olhos – lá – onde esses olhares me marcaram o coração e a consciência com as mesmas cicatrizes que as pedras do chão marcavam os seus pés descalços, chagados de frieiras na dureza dos Invernos que me faziam ter pudor de andar calçada.

Por estas e outras razões, ao ver políticos bem enfarpelados em roupas de marca, neste rescaldo eleitoral a propor à pressa (como com medo que alguém se lhe antecipe e ganhe a maratona)–o aborto -  como panaceia para a negligência social, impõe-se-me o direito e a obrigação da revolta, da raiva que me impele a perguntar:

Como é que uma esquerda que se diz avançada, progressista, pode ter como solução para um problema de ordem social, (já não direi moral, porque isso sendo uma das objecções de consciência dos católicos parece não a tocar) apenas e tão só a solução simplista da pura eliminação do efeito, sem atender às causas?

 Não será esta uma forma, direi terrorista, de tentar resolver um problema tão premente, tão grave que o próprio Papa acaba de mais uma vez o estigmatizar?

Será que a urgência não é lutar para que se cumpram os direitos das crianças?

Será que aqueles que detêm o poder não têm – antes de tudo como obrigação maior - garantir o direito à vida, à saúde, ao trabalho, à educação, ao apoio social, condições de dignidade sem o facilitismo  da eliminação com leis perversas e desumanizantes?

Não será essa, entre outras, uma das funções dum estado de direito?

             

Difícil? – Certamente! - Mas esse é que é o desafio.

Isso é que se pode considerar vanguardismo revolucionário

E, os que sabem “quanto vale um sorriso de criança”, também devem ponderar quanto vale a dor de uma qualquer mulher, quando, mesmo que a coberto da impunidade de uma lei cobarde, tenha tido como única opção eliminar uma Vida dentro de si, transformando o seu ventre fértil num sarcófago.

Antecipar, prever, evitar, são os verdadeiros caminhos do progresso.

Ninguém nasce porque quer, nem é verdade que alguém seja dono do seu corpo, é só pensar:

Vida, beleza, saúde, juventude, quem as retém?

Não há democracia onde nascer não seja um direito de quem foi gerado. Porque a essência da democracia – ao que julgo – é dar voz e protecção aos mais fracos e desprotegidos.      

 

Maria José Rijo

                                                                                                              

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publicado por Maria José Rijo às 20:19

Reminiscência - nº 13

Quinta-feira, 12.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 2.801 – 17-Fevereiro-2005

Conversas Soltas

Reminiscências - XIII - O Barbilho

 

                                

O vinte e cinco de Abril, foi em setenta e quatro. (no século passado, mas bem perto ainda.)

Talvez por isso, vira e volta por isto e por aquilo ou sem sequer vir a propósito se cita a lei da rolha que Salazar impunha à imprensa!

                 25 de Abril: Fraca consciência democrática pode pôr em causa a liberdade de imprensa

Falam e até têm razão porque o relato dos factos chega até nós por via testemunhal, e os maus feitos dessa época estavam tão descaradamente a descoberto que não dando o tempo distanciamento suficiente para falar com inteira isenção dum passado ainda tão recente – quero dizer: para fazer história –  quem viveu esses acontecimentos  permite-se, justamente, guardar deles lembranças , formular opiniões e intimamente fazer comparações, que por vezes libertam algumas reminiscências.

           

É o caso:

Lá no campo, onde cresci, quando as cabras saiam do curral, era costume o pastor recomendar aos seus “ajudas”: - nã dexem-nos chibos sair sem brabilhos por modo logo à tarde termos lête à farta p´ra atabafar p`ró quêjo!

        O genuino Chibo Alentejano por Manuel Faisco.

E, os cabritos lá iam ao lado das mães, berrando e espinoteando de alegria, que isto de sair de supetão do aprisco escuro e receber de frente o ar fresco, mesmo duma falsa liberdade, embebeda de prazer e aturde os sentidos de qualquer um, até mesmo irracional, na euforia desse primeiro impacto.

Porém, tal como escreveu Sebastião da Gama referindo o grilo aprisionado, que por estar na gaiola já não era preto, mas, estava, sim, de luto; também os jovens caprinos, descobriam logo, logo, que liberdade não é andar à solta!

– Liberdade é muito e bem mais do que isso.

E aprendiam que, um niquinho de um ramo de árvore aparado à navalha, até com arte, (que os pastores são, por via de regra, gente experiente, sabida, até sábia por vezes e habilidosa) posto de atravessado na boca e atado sem violência ao redor do pescoço, não é propriamente um elemento decorativo, um colar. Pode, como nesta circunstância ser o frágil disfarce que faz a diferença entre a possibilidade de cada elemento usar plenamente a sua condição de ser livre. É o estratagema que dá aos donos do rebanho o controlo da produção.

        

É a ténue, mas incontrolável fronteira entre a aparência e o ser, ou não ser livre de verdade.

Os donos dos rebanhos poderiam optar por ter gado mais gordo e mais feliz... mas sendo o prado vasto e muitos os pastores, cada qual costuma impor as suas regras e, com a desculpa do negócio do queijo, lá se vão usando os barbilhos que, não chegando a ser rolhas causam o mesmo efeito selectivo.

Se calhar eu deveria ter falado de flores...mas tem chovido tão pouco!

 – Está tudo tão seco, tão árido!

       

E, lembro-me de tantas coisas que acho que devo delas dar testemunho, nem que seja, só, para a história local.

E porque são pequenas minúcias que fazem parte das nossas raízes rurais, das nossas origens, não acho mal falar nelas.                           

Também poderia (?) falar de política, porém, achoSócrates terá assinado projectos de outras pessoas durante anos 80 Sócrates, tão palaciano, tão artificial, tão ardiloso que evocá-lo me assusta como a venenosa cicuta que matou o filósofo do mesmo nome.

Santana, (em quem ainda acredito) é demasiado honesto, humano, e transparente no que diz e no que faz, para não se tornar alvo de invejas e prato forte da astúcia dos adversários.

(veja-se que por idênticas razões soçobrou o socialista Guterres também entre os seus), e os que acreditamos em José Gil, um português considerado entre os 25 maiores pensadores do mundo, que afirma: “ em Portugal a INVEJA não é um sentimento, é um sistema”...teremos que meditar...

Portas é extremamente inteligente e, só com uma educação de igual quilate consegue aguentar tanta e tanta perfídia.

Loução, mostrou o que vale na entrevista repleta de insinuações dignas da melhor escola fascista, ao procurar rebaixar Portas, como pessoa, em lugar de arvorar – o que lhe era pedido -  sabedoria  política.

O novo secretário do partido comunista, vê-se nitidamente que é um homem sério, estruturado, honesto, mas serve a filosofia do seu decrépito partido.

 

 

 

 

 

Ora isto são coisas que toda a gente sabe e vê, portanto mais não direi.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 23:15

A visita prometida

Quarta-feira, 11.02.09

Jornal O Despertador

Nº 210 – 9 – Maio – 2007

A Visita

 

        

As visitas, mesmo quando esperadas, nem sempre são oportunas.

Às vezes, muitas vezes, não pela pessoa em si, mas pelas conversas, pelos assuntos, que abordam.

Principalmente se são do género de formular opiniões que vão contra o fluxo da maré...

E, é o caso.

Se eu tivesse voz activa na matéria, nunca, no Santuário de Fátima teria surgido – NO LOCAL ONDE ESTÀ – a nova basílica.

      

Nunca, jamais em tempo algum, se teria substituído a simplicidade simbólica da Cruz Alta, por nada deste mundo!

Ali bem perto da Capelinha das Aparições, nada melhor do que aquele sinal “Mais” – mais alto, mais amor, mais ideal cristão, mais tolerância, mais fé, mais...mais... mais... que aquela Cruz erguida, sobre o espaço vazio, amplo, imenso, liso, nu – dizia acenando aos corações que de longe a avistavam estais a chegar. Este é o caminho!...

Quero dizer, que, nada melhor do que a singeleza para chegar perto, quando se caminha tentando – chegar lá...

Também, se a minha voz – por cá – tivesse eco – nunca – enfeitaria o espaço ensaibrado onde a sombra do nosso Aqueduto se podia projectar grandiosa e bela - naquele emaranhado de postes que desfeiteantes, como antenas nos telhados comprometem  a imponente visão de um monumento que só precisa de espaço livre, em redor, para ser apreciado em toda a sua impressionante majestade. 

Assim se gera, na minha humilde opinião, mais um capítulo de decadência na sóbria nobreza da nossa cidade.

Ali, naquelas pedras adustas, ou na sua sombra, não havia nada a enfeitar.

       

Tudo que por ali se fizer, além de limpar e conservar -  é de  gosto  pobrezinho : - quer enfeitar, não sabe como, põe um raminho!

Com igual critério caiu a Quinta do Bispo!

Com igual critério se constroem casas alpendoradas sobre a estrada da Piedade!

Com igual critério nasceram fontes, como criadores de trutas, na rua da Carreira!

Com igual critério se arrasaram hortas e Quintas!

Com igual critério pululam rotundas!

Com igual critério se deixa esvaziar de vida o “Centro Histórico”!

Com igual critério – ou por falta dele!...Tudo pode acontecer...

... E, já agora, por imperativo de consciência, porque frontalmente dou opinião, sobre aquilo que por cá se passa, e chega ao meu conhecimento, também torno público o que penso sobre a situação do senhor Presidente Rondão frente à justiça, como indiciado.

A ser verdade, o que se aponta à Câmara de Lisboa, não vejo

       Câmara Municipal de Lisboa

Comparação possível entre o caso de Elvas e o da Câmara de Lisboa. - Cada caso - é um caso.

Aqui, a Câmara não está desgovernada – está governada como sempre foi e, a maioria dos elvenses acomodados, têm consentido.

Os Vereadores estão unidos – senão nos ideais, e processos de actuação – pelo menos, no conforto de cada fim de mês...

Quem não gosta da forma como algumas coisas são conduzidas pelo executivo – diga-o abertamente. – Isso é legítimo e honesto.

Aproveitar circunstâncias adversas para quem quer que seja, para especulações – não é justo, nem correcto, nem abona a favor de quem o fizer.

                 

Assim como, se for verdade, a “fantasia narcisista da estátua”, jamais se livrará Elvas do ridículo e da troça para a posteridade!

Nada, por agora, tem quem quer que seja – a acrescentar - ao caso do senhor Presidente Rondão.com a justiça.

Quem dele tiver queixas, pessoais, que as assuma – mas que não se sirva das circunstâncias actuais para fingir a coragem que não teve – antes.

...Visita – demorada, esta! - Pareceu-me ouvir!

! Peço desculpa! – Vou sair já...

 

  Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 20:18

“…Sei lá…”

Terça-feira, 10.02.09

Jornal Linhas de Elvas

Nº 1.879 – 13 de Março de 1987

Á La Minute

 

Talvez que a proximidade das suas origens, seja o que me encanta em objectos de uso corrente, como colheres de pau, louças de barro, cestos e canastras.

Gosto da natureza, e entre a terra de barro dos campos, onde o trigo cresce e a panela grosseira, de asa, como braço à cintura, onde o pobre cozinha a sopa no lume de chão da chaminé do monte… quase só vai a distância de um amassar, tender e ir ao forno, como se de pão se tratasse.

Entre o pinheiro que tomba no desbaste do pinhal, que se quer frondoso, e a colher de pau que mexe o caldo – vão apenas uns golpes certeiros de enxó, dados até, quem sabe, pela mesma mão.

Também a canastra da hortaliça, o cesto da vindima ou o cabaz das compras andam perto da força descontrolada com que a Primavera faz rebentar, à maluca, a oliveira, o salgueiro, o souto ou o canavial da beira de água.

Talvez esta proximidade evidente entre a obra e a sua matriz lhe dê essa feição vigorosa de povo, esse jeito inocente e sábio de cada coisa útil… esse ar de pretável serventia… que me cativa e comove.

               

Talvez que, a sugestão que oferecem de pioneirismo, de ponto de partida, no caminho da descoberta de porcelanas, talhas arredondadas, relevos, caprichos entrelaçados de tapeçarias preciosas, talvez, me toque a sensibilidade como os passos indecisos da criança que ensaia a aventura de andar pelo seu pé.

                         suri_cruise_7

 Não sei se tudo isto, ou nada disto, me liga a tais coisas… porque me é muito difícil descobrir as raízes, que alimentam o florescer do respeito e encanto pelo que se conhece de cor e nos cativa.

Talvez seja apenas e ainda, o ecoar do espanto porque se descobriu, sentiu, ou pressentiu apenas, que as soluções simples, às vezes nos roçam, e as recusamos por demais evidentes e nos embrenhamos depois em labirintos, onde não raro, nos perdemos.

Pode ser, talvez, sei lá… a convicção de que o deslumbramento, a dor, a esperança, todos os sentimentos verdadeiros… são filhos de elaboração interior e têm tanto a ver com o correr natural da vida… manso ou atribulado… como o leito dum rio que fatalmente o conduz à foz.

 

Maria José Rijo

 

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publicado por Maria José Rijo às 18:33






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@@@@ O caminho acaba ali... Ali onde começa a descoberta, O caminho é sempre estrada feita O fim do caminho É uma porta aberta... Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Quando o homem se render à força que o amor tem e a arma for oração pulsará na vida a paz como bate um coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Ser semente do futuro, é a mensagem de esperança, Que como um recado antigo, A vida nos dá a herança.- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@ Eu penso, que é saudável e honesto reconhecer e respeitar as diferenças que nos individualizam no campo, também dosi deais.----- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@ Há uma tal comunhão entre a obra e o autor Que até Deus concebe o Homem e o Homem - o Criador! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ UMA IDEIA : É uma LUZ que se acende i nesperadamente no nossos espirito iluminando um caminho novo. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Sei para onde vou- pela ansia de galgar a distância- de onde estou- para o que não sou. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ A solidão é o que preenche o vazio de todas as ausências. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Quando na vida se perde, Um amigo ou um parente, P’ra que serve a Primavera? Se o frio está dentro da gente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Mesmo sobre a saudade, a doçura do Natal, embala cada coração como uma música de esperança. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Em passadas de gigante nobre de traça e idade vem da nascente p'ras fontes dar de beber à cidade. -- Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Nas flores como nas pessoas, ás vezes a aparente fragilidade também pode esconder astúcias e artificiosos bluffes ”. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ A cada um seu direito, A cada terra seu uso, A cada boca um quinhão, A cada roca seu fuso, Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Seja cada dia um fruto- Cada fruto uma semente- Cada semente o produto- Dos passos dados em frente. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Coisas e loisas esparsas- Como a ferrugem – se pica- Como a lama dos caminhos- Se pisada… nos salpica. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Todos os dias amanhecem Crianças Pássaros Flores ! Sobre a noite das crianças Pássaros Flores que já não amanhecem Amanhecerá! Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@ Ao longe vejo Olivença Mais perto, Vila Real A meus pés o Guadiana Correndo manso – na crença De que tudo é Portugal Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Pátria sagrada de povo, Que emigrada- ganha pão, estás repartida- mas viva Se te bate o coração. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Portugal mais se define Onde a fronteira se traça Pode partir, mas não dobra Quem defende Pátria e Raça Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@ Bom seria se os recados do nosso coração chegassem ao ouvido de quem os motiva, porque então saberíamos como somos queridos e lembrados sem necessidade de telefones ou cartas. As comunicações seriam de coração para coração como a música de alma que se soltasse de um poema. Maria José Rijo @@@@@@@@@@@@@@@@@@

LIVROS PUBLICADOS:

-E vim cantar- 1955@ -Paisagem- 1956@ -Rezas e Benzeduras- 2000@ @@@@@@@@@@@






ARTIGOS PUBLICADOS Em :

Jornal Linhas de Elvas - Desde 1950 @ @@@@@@@@@@@ Jornal da Beira - (Guarda) @@@@@@@@@@@ Jornal da Ilha Terceira (Açores) @@@@@@@@@@@ Jornal O Dia @@@@@@@@@@@ Jornal O Despertador @@@@@@@@@@@ Revista Norte Alentejo @@@@@@@@@@@


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